Noiva Em Fuga

7 Capítulo 6 - Noite de núpcias?


Notas iniciais
Último capítulo, galera !!!!!!!!! Mas não se esqueçam que ainda falta o epílogo, ok!!!! Espero que gostem!!!E não sei se o lemon ficou bom ou não, é a primeira vez que escrevo um.

– Shizu-chan! – o moreno exclamou surpreso.

Izaya realmente estava surpreso, e muito, muito irritado consigo mesmo. Como pudera não perceber a presença de Shizuo antes? Aquele loiro escandaloso era tão sutil quanto uma manada de elefantes sapateando. Deveria ser impossível ele conseguir pegá-lo com a guarda baixa.

Passado o choque inicial ele franziu o cenho, pensando em outra questão: como Shizuo conseguiu encontrá-lo tão rápido? Haviam vários apartamentos naquele andar e aquele no qual se encontrava era o penúltimo do corredor. Tudo bem que dava pra descobrir isso usando a lógica, mas Shizuo não costumava fazer muito uso dela quando o estava perseguindo.

– Como me achou tão rápido Shizu-chan? – perguntou, fazendo uma careta de dor enquanto se sentava.

Estava realmente curioso para saber, mas o verdadeiro motivo de ter feito aquela pergunta era o de distrair o loiro com a conversa até dar um jeito de sair dali. Ainda não havia desistido de sua fuga mirabolante.

– Você não sabe? Tsk! E ainda se diz informante. – sorriu debochado e apagou o cigarro que fumava no parapeito da janela.

Izaya aproveitou-se do momento e correu até a porta, mas foi rapidamente capturado pelo loiro que o jogou de qualquer jeito sobre a cama. Shizuo não era idiota, sabia perfeitamente que Izaya não desistiria de fugir, mas ele, obviamente, não deixaria que isso acontecesse.

– Já pensando em ir embora, Izaya-kun? – disse calmamente enquanto trancava a porta do quarto e jogava a chave pela janela, logo em seguida fechando-a também.

Shizuo estava calmo demais, e isso estava deixando o informante apreensivo. Podia lidar com um monstro raivoso e descontrolado, mas não sabia exatamente o que fazer com esse lado sádico do loiro. Nunca passou pela sua cabeça que Shizuo pudesse ser tão... interessante.

– Onde quer que eu bata primeiro Izaya-kun? – perguntou enquanto estalava os dedos.

O moreno se sentou, cruzou as pernas e ajeitou calmamente o vestido, nem um pouco preocupado com a menção da futura surra. Shizuo ainda não tinha vencido.

– Você ainda não respondeu a minha pergunta.

O loiro arqueou uma sobrancelha, divertido com a atitude do outro. O informante ainda não tinha se dado por vencido.

– Eu moro aqui.

Izaya franziu o cenho.

– Não, não mora. – discordou.

– Moro sim. Me mudei há três dias.

“Como isso aconteceu e eu não fiquei sabendo?!” – pensou irritado — “Eu tenho que saber absolutamente tudo sobre a vida do Shizu-chan!”

– Você não tem que saber de tudo sobre a minha vida.

Izaya arregalou os olhos. Shizuo agora lia pensamentos?

– Do que está falando? Nada que te envolva seria remotamente interessante pra mim. – desdenhou.

Shizuo o encarou ceticamente por alguns segundos e então voltou a exibir um sorriso sádico.

– Bom, agora que já respondi a sua pergunta, vamos voltar para a minha. Então? Onde quer que eu bata primeiro?

– Nunca pensei que fosse um marido violento, Shizu-chan! – disse falsamente escandalizado – Ou será que é adepto à sexo selvagem e sado-masoquista?! – sorriu maliciosamente, se deliciando ao notar o breve desconforto do outro com a súbita mudança no teor da conversa – Não me diga que você é ninfomaníaco!?

Um levíssimo tom rosado surgiu nas bochechas do guarda-costas, o que provocou uma crise de riso no informante.

– Pare de dizer essas merdas, seu verme! – falou irritado.

Izaya abriu seu sorriso cínico característico. Estava conseguindo o que queria, deixar Shizuo bastante irritado, assim, logo ele estaria no controle da situação.

– Diga Shizu-chan, você pretende me amarrar na cama e usar e abusar do meu corpinho, não é?

– Já mandei parar de falar besteiras! – podia-se ver claramente uma veia pulsando na testa do loiro.

– Talvez eu deva facilitar as coisas pra você...

Izaya levantou-se com um sorriso malicioso nos lábios e começou a tirar o vestido de uma forma um tanto sedutora.

O queixo de Shizuo não caiu, despencou. E ele que achava que depois daquele beijo que ganhou no altar Izaya não conseguiria mais surpreendê-lo. Ledo engano.

– O q-que você pensa que está fazendo?

– Achei que fosse bem óbvio, Shizu-chan. – terminou de tirar o vestido e o jogou para o outro lado do quarto, em seguida começou a tirar as luvas com a ajuda dos dentes, nunca deixando de olhar nos olhos do guarda-costas.

Shizuo estreitou os olhos, não seria enganado de novo. Não tinha a menor dúvida de que o informante estava fazendo toda aquela cena apenas para distraí-lo e deixá-lo sem reação por tempo suficiente pra que pudesse escapar. Havia conseguido na “igreja”, mas desta vez seria diferente. Aquele era um jogo que dois podiam jogar!

– Quer que eu tire o véu também? Ou prefere que eu fique só com ele? – o moreno perguntou sugestivamente.

– Fique com ele. Combina com seus olhos. – o loiro respondeu com malícia e num rápido movimento jogou o informante na cama, ficando sobre ele para mantê-lo no lugar.

Izaya se assustou com o movimento súbito e ficou sem reação por três segundos, mas logo entendeu o que estava acontecendo. Shizuo havia percebido o que estava tentando fazer e decidiu entrar no jogo pra saber até onde o moreno iria.

“Você não faz ideia do que eu sou capaz de fazer, Shizu-chan.” – pensou empolgado. — “Vamos ver quem ganha!”– sorriu e mordeu o lábio inferior de forma sensual e levantou um pouco a perna, de um modo que ela pressionasse o membro do loiro.

O contato repentino fez com que uma espécie de corrente elétrica passasse pelo corpo de Shizuo, deixando-o surpreso. Izaya intensificou o que fazia, deixando Shizuo rapidamente excitado e quando teve a chance, inverteu as posições, ficando por cima do loiro e começando a lhe tirar o paletó e a camisa ao mesmo tempo.

– Você fica animadinho bem rápido, hein! – sussurrou no ouvido do outro enquanto alisava descaradamente seu abdômen.

Shizuo estava chocado. Não tanto pela ousadia de Izaya, mas sim por ter sido traído pelo seu próprio corpo que estava reagindo bem até demais aos toques do moreno.

– Izaya, é melhor você parar... – disse um pouco ofegante, mas não fez nada para impedi-lo de continuar. Era terrível admitir até pra si mesmo que estava gostando, mas infelizmente, seu corpo não o deixava mentir.

– Parar? – arqueou uma sobrancelha – Quer mesmo que eu pare? – massageou o membro do loiro coberto apenas pela roupa íntima, fazendo-o gemer languidamente.

– Foi você quem pediu! – o guarda-costas inverteu novamente as posições e deu uma forte mordida no pescoço do informante, lambendo o local em seguida – Vai se arrepender por ter me provocado, pulga. – sussurrou no ouvido do moreno, fazendo-o se arrepiar.

– O que pretende fazer Shizu-chan? – perguntou apreensivo, recebendo um sorriso predatório como resposta.

– Vou fazer você se arrepender por não ter aceitado a surra.

Izaya não duvidou daquelas palavras, desde o início tinha plena consciência dos riscos ao seguir por aquele caminho, mas de acordo com o seu plano, Shizuo deveria ficar cego de raiva e não excitado como um animal no cio!

– Não sabia que Shizu-chan se interessava por homens. – usou sua única arma no momento: seu sarcasmo.

– Não me interesso. – respondeu entre uma mordida e outra no pescoço do informante, logo descendo para o abdômen.

– Então por qu- ... hmmm... – gemeu longamente e perdeu a linha de raciocínio quando Shizuo chupou fortemente um de seus mamilos e apertou seu membro, ainda coberto pela roupa íntima.

– Mas como você é minha “esposa”, vou abrir uma exceção. – se livrou da última peça do informante e apertou-lhe a bunda com força, ganhando outro gemido – Afinal, tenho que cumprir com o meu dever de marido, não é? – deu uma mordida particularmente forte na parte interna da coxa do moreno.

Izaya arqueou as costas e jogou a cabeça pra trás, gemendo alto. Havia doído, e muito, mas dor não foi a única coisa que sentiu. Seu membro, que já estava começando a se animar, ficou completamente duro. O loiro ainda distribuiu várias mordidas e chupões pelo seu corpo – provavelmente no dia seguinte iria parecer que tinha sido surrado por uma gangue – antes de se livrar da própria cueca e penetrá-lo com força, numa única estocada.

A dor foi tanta que Izaya perdeu o fôlego e achou que fosse desmaiar, o loiro nem deu tempo para que ele se acostumasse e começou a se mover num ritmo rápido e intenso, provocando grandes ondas de dor no informante, que mordia o lábio inferior com tanta força que já estava saindo sangue.

Shizuo se retirou de dentro dele e o virou de bruços, penetrando-o novamente. Doeu, mas não tanto quanto na primeira vez, as estocadas agora eram mais profundas, e não simplesmente rápidas e fortes, e a dor do informante pouco a pouco ia sendo substituída por prazer, que ficou ainda mais intenso quando Shizuo acertou sua próstata. Não demorou para que o loiro gozasse e saísse de dentro dele, jogando-se na cama enquanto tentava normalizar a respiração.

– O que pensa que está fazendo, bastardo?!

Shizuo havia gozado, mas Izaya não. Seu membro ainda estava completamente duro.

– O que parece que eu estou fazendo? – se ajeitou melhor na cama e pôs os braços embaixo da cabeça.

– Não vai terminar o que começou? – perguntou irritado. Seu pênis doía de tão excitado que estava.

– Não, obrigado. Já estou satisfeito. – e fechou os olhos – Divirta-se!

Izaya nunca quis tanto matar Shizuo quanto naquela hora, mas infelizmente, isso teria que esperar já que precisava do maldito filho da puta metido à sádico para resolver o seu problema. Deslizou a ponta de seus dedos pelo abdômen do loiro até chegar à virilha, desviando propositalmente do membro e indo até as coxas, iniciando uma suave massagem na parte interna.

Shizuo continuava de olhos fechados, parecendo indiferente aos toques do moreno, mas seu membro já começava a dar sinais de vida. O moreno continuou com a tortura suave por mais algum tempo até o membro do loiro ficar semi-ereto, então tocou-o – pela primeira vez – com a ponta do dedo indicador, deslizando-o lentamente por todo ele.

O resultado foi instantâneo, o pênis de Shizuo pareceu ficar ainda mais duro do que antes e o loiro foi incapaz de se impedir de gemer.

– O que vai fazer pulga? – perguntou ainda na mesma posição de antes. Estava bastante excitado, mas não pretendia mover um músculo sequer para aliviar o informante.

– Me divertir, oras! Não foi o que você sugeriu? – disse de forma provocante, subindo encima do loiro e posicionando o membro duro em sua entrada, descendo bem devagar até a metade e terminando com um movimento rápido.

O prazer que sentiram foi tão grande que perderam o fôlego e precisaram de alguns segundos pra se recuperarem. Izaya logo começou a se mover, subindo e descendo de forma rápida, mas depois diminuindo consideravelmente o ritmo enquanto aumentava a velocidade em que se masturbava.

– Mexa-se, verme! – o loiro praticamente rosnou. Izaya o estava torturando com aquele ritmo absurdamente lento.

– Não, obrigado. Estou bem assim. – e continuou no seu próprio ritmo.

Shizuo grunhiu e inverteu as posições, colocou as pernas do informante em seus ombros e começou a estocá-lo num ritmo alucinante até que ambos gozassem e acabassem deitados lado a lado, exaustos. Não demorou para que dormissem.

****

– Maldito Shizu-chan! – praguejava o informante enquanto caminhava lentamente para longe do prédio em que Shizuo morava.

Cada passo que dava era uma verdadeira agonia, tudo doía, principalmente da cintura pra baixo. Nem quando foi parar inconsciente no hospital por causa de uma surra dada por Shizuo, acordou tão dolorido.

Não havia dormido muito, apenas algumas horas, e levou um certo tempo até conseguir se levantar da cama sem gritar de dor, sempre xingando e amaldiçoando o loiro cretino ao seu lado que dormia tranquilamente como um bebê. Vestiu um conjunto de moletom azul escuro de Shizuo – nem se preocupou com a roupa íntima, estava dolorido demais pra isso – e calçou um par de sapatos do loiro, que felizmente eram do mesmo tamanho que os seus. Também havia encontrado uma cópia da chave do quarto na gaveta do criado-mudo ao lado da cama e a porta do apartamento ainda estava destrancada, não foi difícil sair dali, mas a pior parte foi ter que descer três lances de escadas com aquela dor infernal no quadril. Seus olhos até chegaram a lacrimejar.

Ainda era muito cedo, o sol havia nascido há pouco e as ruas estavam desertas – exceto por ele — não encontraria nenhum táxi por ali, o jeito era andar até a estação e entrar no primeiro trem para Shinjuku. O problema? A estação ficava praticamente do outro lado da cidade! Poderia ligar para Celty ir buscá-lo, mas aí teria que se sentar na garupa nem um pouco confortável da moto dela, e isso não seria nem um pouco agradável.

– Loiro desgraçado! Vou ficar uma semana sem conseguir sentar direito por sua culpa! Maldito!

Mal conteve um suspiro de alívio quando finalmente entrou no trem, teve que sentar de lado, mas pelo menos teria alguns minutos pra descansar. Estava exausto, havia trabalhado durante o dia anterior inteiro e à noite, boa parte dela passou fugindo de Shizuo e uma outra parte, sendo fortemente fodido por ele! Jamais poderia imaginar que algum dia faria esse tipo de coisa com o loiro, aliás, nem com ele e nem com qualquer outro homem. Havia sido, ou melhor, estava sendo a experiência mais dolorosa que já havia tido, mas por outro lado, também havia sido o melhor sexo de toda a sua vida. Talvez arrastasse o loiro pra cama novamente algum dia desses... Depois de se recuperar totalmente, é claro!

Notas finais
E aí? O que acharam? Mereço reviews??? Hein???Espero que tenham achado o capítulo pelo menos aceitável... Bom, agora só falta o epílogo, mas eu ainda não cheguei nem na metade dele... T-T Comentem, viu?! Os comentários de vocês são ótimas fontes de inspiração pra mim, então, quanto mais comentários, mais rápido eu termino de escrever o epílogo, ok!!!!!!! *-* !!!!!!!!