Noites De Outono

1 Wonderful town


Notas iniciais
O primeiro capitulo, da minha primeira Fanfic. Bom, fiquei um pouco nervosa ao escrever mas gostei bastante (: espero que gostem tambem. Qualquer coisa falem comigo no Twitter, @ForOneD ou @SamyCoutinho.

Alívio. Foi isso que eu senti ao sair do avião, o voo foi tranquilo, mas um pouco demorado afinal não dá para percorrer mais de nove mil quilômetros em uma hora. Peguei minha mala e fui andando observando cada pessoa que passava por mim, cada cenário. Dirigi-me a saída procurando meu motorista ou qualquer outra pessoa que viesse me buscar.

– Senhor? — virei-me e vi um rapaz de terno, cabelos negros e bem penteados com uma foto minha em sua mão direita. Provavelmente foi mandado para vir me buscar.

– Sim.

– Muito prazer, Carlos Fernandes. – cumprimentou-me — Serei seu motorista enquanto estiver no Rio de Janeiro. Posso? – falou, direcionando o olhar para minha bagagem.

– Claro. – entreguei minhas coisas e entrei no carro. Não demorou muito para que Carlos entrasse tomando seu lugar ao volante.

– Apropósito, bem vindo á Cidade Maravilhosa. – disse, olhando-me pelo retrovisor. Então ligou o carro e seguiu seu caminho até o Hotel.

Se alguém me contasse eu não iria acreditar, com certeza são modestos ao dizer que a cidade é maravilhosa, parecem mais àquelas cenas de filme hollywoodianas, mas menos forçadas e mais glamorosas. Um local de clima agradável, uma mistura da agitação da metrópole com a calma e beleza da maresia. Enquanto ia para o Hotel me admirava com a paisagem que passava como um leve borrão pela janela do carro, estava tudo ali: o pão de açúcar, os bondinhos e o famoso Cristo Redentor. A praia estava calma e havia algumas pessoas correndo, umas sozinhas e outras com seus cachorros. O sol, ainda baixo, batia nas palmeiras e coqueiros provocando leves sombras no chão onde os garis paravam para conversar e desejar bom dia para seus colegas que iam chegando.



– Chegamos – disse o motorista ao parar em frente ao Copacabana Palace. Enquanto eu me deslumbrava com o Hotel, Carlos retirou minha bagagem do carro e abriu a porta para mim. Apenas sai do carro, peguei minhas coisas e agradeci antes de me dirigir ao saguão.



Ao entrar senti uma sensação diferente, como se algo estivesse me esperando, mas não algo como fãs, fotógrafos ou alguém da equipe e sim como algo que pudesse mudar a minha vida. Tentei procurar o que estaria provocando essa sensação, mas não achei nada que pudesse prender minha atenção, então me dirigi ao balcão onde uma moça morena, muito bela por sinal, estava olhando atentamente algo no computador. Ela usava um blazer azul Royal, os cabelos presos em um coque delicado e uma maquiagem leve para o trabalho. Aproximei-me.



– Bom dia senhor. Já fez sua reserva? – disse, lançando um olhar calmo e um sorriso leve em minha direção.

– Sim. Malik, Zayn Malik.

– Claro, só um minuto – então voltou a olhar o computador, provavelmente procurando o número do quarto – A sua suíte já está pronta, décimo andar. Aqui está o seu cartão. Tenha uma boa estadia. – entregou-me o cartão e sorriu novamente. Sorri de volta.

– Senhor? – um rapaz com a roupa da mesma coloração da recepcionista aproximou-se, pegou minhas malas e se direcionou ao elevador. Fui logo atrás – Qual andar? –

– Décimo. – então apertou o botão e, enquanto subíamos fiquei me olhando no espelho que ficava na parte de trás do elevador. Logo as portas se abriram e fui andando na frente para mostrar-lhe em que quarto eu ficaria. Abri a porta e entrei.

– Onde deixo as malas?

– Pode ser próximo ao sofá. – o rapaz deixou as malas no lugar e se direcionou a porta.



A suíte era bem confortável, havia uma cozinha e sala de estar com decoração moderna e, ao mesmo tempo, clássica. Uma mesclagem do passado com o futuro, o melhor dos dois mundos. Logo avistei cinco portas, ao passar por três delas avistava-se um quarto com banheiro próprio, cada uma. A quarta porta era um banheiro para possíveis visitas e a outra dava para uma varanda com vista para a praia. Fui para a varanda e me apaixonei pelo o que vi. O vasto mar, azul e calmo, formando pequenas ondas. O vento balançava as folhas das palmeiras e coqueiros. Pessoas começavam a chegar e pegar seu lugar ao sol, outras praticavam algum esporte como a moça loira de blusa vermelha e short branco que corria junto com o cachorro, outras apenas caminhavam como uma garota de pele morena e cabelos lisos com seu vestido azul e um chapéu meio cor de palha. Voltei para a sala, deitei-me no sofá, fechei os olhos e dormi.



Ao acordar senti a necessidade de conhecer o local onde havia me hospedado, então fui tomar banho. Ao sair, vesti uma sunga preta, uma calça creme e uma camiseta branca. Não esperava ir para o mar, mas nunca se sabe. Sai do quarto e segui para a praia. Logo que cheguei vi um Quiosque e resolvi parar um pouco ali e observar. Sentei em uma cadeira no balcão e pedi um suco abacaxi. Fiquei observando as pessoas e logo uma me chamou a atenção, a mesma garota do vestido azul agora estava na beira do mar sentindo a água acariciar seus pés e o vento seu rosto. Ela parecia não se importar, apenas aproveitava aquele momento como se fosse o único. Ela estava segurando uma rasteirinha prateada e um chapéu meio cor de palha, quando começou a andar, eu a segui com o olhar. Havia algo nela que me prendeu algo que me fez querer falar “oi”, mas eu não podia. Então apenas fiquei sentando.



Enquanto tomava meu suco uma coisa aconteceu, ela virou-se e foi andando até o Quiosque. Naquele momento eu senti o chão tremer, a cada segundo ela se aproximava mais e eu não conseguia parar de olhar. Ao perceber meu olhar, abaixou a cabeça e continuou a andar. Ao chegar ao Quiosque pediu uma água de coco, sentou-se e retirou delicadamente uma mecha de seu cabelo perfeitamente liso do rosto.



– Oi – falei lançando um sorriso nervoso.

– Oi – ela falou olhando rapidamente para mim com um sorriso tímido.

– Tudo bem? – estava ficando cada vez mais nervoso, mordi meu lábio inferior.

– Tudo sim – ela olhou para mim novamente antes de calçar sua rasteirinha.

– Você é daqui? Digo do Rio de Janeiro? – já não sabia mais o que fazer. Eu nunca fiquei assim antes, havia algo nela que me tirava à razão.

– Não, sou de Manaus, Amazonas. Vim apenas passar as férias – então ela pegou sua água de coco, pagou e saiu. Apenas a fiquei observando andar por um tempo quando olhei para o lado e percebi que havia esquecido o seu chapéu. Levantei-me, peguei o chapéu e fui correndo em sua direção.

– Moça! – gritei. Ela virou no mesmo instante e me fitou, surpresa. – esqueceu seu chapéu.

– Ah, obrigado. Esquecer as coisas por aí, típico da minha parte – ela sorriu, agradeceu mais uma vez e virou-se. Então voltou a andar mais uma vez. Virei e voltei para o Quiosque.



Eu queria falar com ela, mas o que eu faria? Sobre o que falaria? Eu não sabia, mas eu não podia perdê-la. Paguei meu suco e fui procurá-la. Andei pela praia olhando para cada pessoa que passava por mim, mas não a achava até que a avistei sentada em um banco olhando para o mar. Será que realmente era ela? Se fosse, o que acharia de mim? Aproximei-me e vi que realmente era a garota, mas ainda estava criando coragem para me aproximar. Então apenas sentei em um banco perto e fiquei admirando-a. Será que criaria coragem para falar com a garota que nem o nome eu sabia?


Notas finais
Espero que tenha gostado da história. Quem será a garota que roubou o coração do Malik ? haha' deixem review e nao seja uma leitora ou leitor fantasma, por favor u.u bessos :*