Noites De Outono
2 Maybe, the dream come true.
Notas iniciais
Eu estava sentado, olhando para aquela linda garota quando, quase que por impulso, levantei e resolvi ir até ela, mas de repente uma voz bem familiar chamou meu nome.
– Zayn! – virei e vi que era Harry – Eu e os meninos acabamos de chegar. Vamos almoçar? Daqui a pouco vai ter passagem de som para o show.
– Ah, claro – dei uma ultima olhada na garota. Ela estava olhando para nós, mas desviou o olhar quando encontrou com o meu.
– O que foi? – disse Harry tentando encontrar pra onde eu estava olhando.
– Nada, vamos embora. – toquei no seu ombro e fui para o Hotel.
Nós almoçamos, passamos o som no HSBC Arena e, depois de algumas horas, voltamos para o Hotel para nos arrumarmos. Vesti uma calça bege, uma blusa quadriculada com tons de azul e roxo e um tênis vermelho com detalhes branco. Confesso que demorei a escolher minha roupa, afinal o Brasil é um país tão quente e as fãs tem tanta energia que fico com tanto calor que tenho vontade de fazer show apenas trajando uma cueca Box e sandálias. Fomos para o show, subimos no palco e fomos recebidos de uma maneira que eu não consegui acreditar. Queria ficar ali, cantando, pelo resto da minha vida.
Logo depois de 40 minutos de show algo na platéia me chamou atenção, eu me aproximei mais da borda do palco e paralisei. Era ela, a garota da praia, estava ali me olhando cantar, ou melhor, estava me olhando ficar com cara de bobo. Senti uma mão em meu ombro, olhei para o lado e era Liam me olhando enquanto cantava, me recompus e voltei a fazer o que tinha que ser feito. Andava pelo palco, tocava as mãos das fãs e, ao mesmo tempo, procurava manter contato visual com a garota pela qual eu estava fascinado. Às vezes ela retribuía o olhar, às vezes não. Eu tinha que fazer algo, não podia deixar a minha última chance ir embora. Então fiz o que tinha que ser feito, antes de cantar a música Gotta Be You fiz o inesperável, na verdade por questões de segurança, o proibido.
– Hoje nós temos uma surpresa para vocês. Hoje nós, One Direction, vamos receber cinco fãs no nosso camarim. – em meio aos gritos de felicidade olhei para os meninos que estavam sem saber o que fazer, com um olhar espantado. Olhei para o outro lado e vi nosso empresário enfurecido, afinal isso poderia machucar as fãs, mas eu sabia o que estava fazendo, ou não. Fui até um rapaz da produção e pedi que pegasse cinco rosas em nosso camarim – Essas cinco fãs iram representar todos que estão aqui hoje. Vamos conversar um pouquinho, nos conhecer melhor. Vamos cantar e nos divertir. – peguei as rosas com o rapaz e entreguei uma para Liam, uma para Harry, uma para Louis e uma para Niall pedindo para que cada entregue para uma fã a sua rosa. Eles entregaram, ou melhor, pediram para o segurança entregar afinal algumas estavam um pouco longe do palco. Eu entreguei para a minha garota, ela estava um pouco perto do palco. Apenas precisei me aproximar da borda, me abaixar e esticar bem o braço. Ao entregar eu sorri e ela retribuiu, cheirou a rosa, olhou para mim meio tímida e desviou o olhar. Voltei para cantar Gotta Be You, sem tirar os olhos da minha menina. Logo o show acabou, estava exausto e feliz. Corri para o camarim e fiquei me arrumando em frente ao espelho. Os meninos entraram, sentaram no sofá e beberam água.
– Porque fez isso? – disse Louis – Não que seja ruim, na verdade eu adorei a idéia de ter as fãs aqui conosco, mas você poderia ter avisado.
– Desculpa, mas foi impensado. – disse enquanto penteava meu cabelo
– Acho que alguém ta interessado em uma brasileira – disse Harry se se encostando à parede e rindo, acho que percebeu como eu estava na praia.
– Eu, interessado em alguém? Não, que isso. – peguei meu melhor perfume e quase tomei um banho com ele.
– Então porque está se arrumando tanto? — disse Liam me fitando. Antes que pudesse responder ouvimos uma batida na porta – Entre.
– Elas chegaram – disse o rapaz da produção.
–Mande-as entrar. — pedi.
Logo as garotas entraram, uma por uma entrou, e foram se aproximando, abraçando cada um, mas não prestei muita atenção, pois estava procurando a minha garota. Fiquei olhando para a porta esperando, esperando, mas ninguém entrou então sentei. Cinco minutos depois ouço uma batida, levantei-me e a porta se abriu. Era ela, a minha garota. Entrou segurando a minha rosa, olhou para mim com um sorriso delicado e logo abaixou a cabeça com timidez. Estava usando uma saia preta de babados com suspensórios, uma blusa branca básica, salto baixo preto, óculos grandes, mas bonitos e seu cabelo estava preso em um coque delicado com um laço.
– Oi – disse, passando uma única mecha solta de seu cabelo para trás da orelha deixando a mostra seu delicado brinco de perola.
– Oi. Prazer, Zayn Malik.
– Dichmant, Amber Dichmant. – Aproximei-me, dei um beijo no seu rosto e pedi para que sentasse conosco. Ela retribuiu o beijo com um sorriso e um olhar que seria capaz de hipnotizar até mesmo o mais santo dos homens, aqueles olhos negros e profundos escondiam algo que com o tempo eu iria descobrir. Ela era dona de uma beleza incontestável.
Depois de quase 20 minutos de conversa e algumas músicas cantadas nos despedimos das meninas e todas foram saindo, uma por uma. Quando Amber, a minha Amber estava prestes a cruzar a porta eu segurei sua mão, ela virou e me olhou surpresa como da vez que nos encontramos na praia.
– Eu gostaria de ver você mais uma vez. Tem um restaurante, na Orla, que dizem que é maravilhoso. Você quer ir jantar comigo? Amanhã? – perguntei mordendo meu lábio inferior, não sabia se ela aceitaria.
– Eu adoraria.
– Ótimo, tem um restaurante de comida italiana chamada Spoleto Copacabana. Você gosta de comida italiana? Que horas eu te pego?
– Sim, gosto sim. Vamos fazer o seguinte, nós nos encontramos no restaurante as oito. Pode ser? – ela sorriu com um olhar alegre. Ela não era como as outras garotas, era diferente, era uma menina-mulher.
–Então nos encontramos as oito. Até amanhã. – dei um beijo em seu rosto e ela se foi. Não acreditei quando ela disse que “sim”, ou melhor, que adoraria sair comigo. Voltei para o Hotel e fui dormir feliz.
O dia seguinte passou rápido, a ansiedade estava me corroendo por dentro. Durante o dia inteiro não parei de pensar nela. Até cheguei a chamar os meninos de Amber às vezes.
Quando o relógio bateu as sete fui tomar meu banho e me arrumei. Coloquei uma calça creme, uma blusa branca com gola vermelha, uma jaqueta estilo college azul com mangas brancas com o número “93” e detalhes vermelhos, além disso, calcei o mesmo tênis vermelho do show e passei horas arrumando meu cabelo em frente ao espelho. Saí do hotel e cheguei ao restaurante exatamente ás sete e quarenta da noite. Entrei no restaurante, fui até minha mesa e fiquei esperando-a, sentado.
Nervoso, era como estava naquele momento. A todo tempo estava conferindo a hora para ver quantos minutos faltavam para ela chegar. Nunca tirando o olhar da porta, ou dá janela ao meu lado. O relógio já apontava oito e quinze da noite e eu já estava perdendo as esperanças, será que ela iria me abandonar? Enquanto ela não chegava fiquei olhando a decoração do local. As mesas foram colocadas umas ao lado das outras, todas tinham panos brancos e um pequeno arranjo de flores no centro. Na parede ao fundo do restaurante tinha algumas fotos do criador, dos antigos donos e do dono atual, uma bandeira da Itália e, ao lado, uma pequena adega com vários vinhos que os garçons às vezes paravam para pegar o escolhido pelo cliente. Logo minha pergunta foi respondida e minhas aflições cessaram quando eu olhei para porta e vi uma linda morena entrando com um vestido cor da pele tomara-que-caia com um decote em forma de coração, drapeado no busto e com uma fita marcando a cintura. Ao longo do vestido alguns babados o complementavam, para acompanhar um salto da mesma tonalidade de sua roupa. Seu cabelo estava preso em uma trança estilo espinha de peixe colocada estrategicamente por cima do ombro direito e com uma pequena flor prendendo-a. Logo seu olhar encontrou o meu e ela veio andando delicadamente até mim. Fiquei em pé, sorrindo igual á um bobo. A minha garota estava ali, no restaurante, andado em minha direção com seus passos delicados e um olhar que me fazia querer descobrir seus segredos mais íntimos, um sorriso que me fazia perder o chão e imaginar se realmente era real. Fiquei admirando-a enquanto ela cruzava o restaurante e aproximava-se da minha mesa quando chegou e disse:
–Oi
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