Noite, Amor & Mar
2 Uma Moeda de Ouro no Sapato
Notas iniciais
Depois da festa de noivado, onde todos se divertiram, houveram fortes e os deuses foram embora, já estava bem tarde e para a tristeza de Begpep não houve o beijo triplo que ele tanto queria. Claro que ele não poderia deixar de aproveitar de outra maneira. Á sua maneira. Mas, a maneira do egípcio não era a maneira dos demais que teriam aula no dia seguinte, foi quando começou a primeira confusão do noivado.
Isso foi porque Paul não deixou nenhum dos dois dormirem com Kathy. Na verdade ele não havia autorizado Steffano dormir com ela, e se Steffano não fosse, ele também não iria. Por um tempo seria melhor cada um dormir em seu quarto até o casamento.
—Eu tô te achando muito rígido nesse quesito de proteção Paul. – Jeanette brincou com o garoto.
—Estou evitando brigas ué.
—Acho que você vai evitar brigas até durante o casamento. – Resmungou Liam.
—Ah Paul! – Resmungou Steffano.
—AH NADA. Não é não... Não era os dois ou nenhum? – ele apontou para Katherynne que acenou freneticamente. – Porque se você tiver preferência apenas por um, podemos mudar esse casamento.
—Mas, a gente tá noivo. – Peter apontou para Kathy. Depois olhou para Steffano. – E nós também!
—Por isso que existem noivados, para saber se servem para casar. – Cainan bebericou algo e olhou para o lado.
—Ainda bem que ele só meu tio.
—Eu tenho dó da guria que quiser casar contigo moço. – Alois falou bem devagar e Paul franziu a testa.
—A não ser que... – Steffano engoliu seco, a frase parou na garganta. –
—Que?
—Nós podemos dormir em um quarto de Monitor. – Paul rangeu os dentes.
—Mas, nem pensar!
—Mas, porque não? – Perguntou Liam curioso, começou a rir.
—Você acha que eles não vão brigar? Desastre feito! – Peter se aproximou de Cainan perguntando alguma coisa, então ele apontou em direção para a Ala de Afrodite; então o loiro correu
—Egípcio! – Peter berrou chutando a porta do quarto da monitora de Afrodite.
—Eu! – Begpep respondeu assustado. Ele literalmente saiu debaixo de Afrodite. Peter estreitou os olhos ele não entendeu exatamente o que aconteceu porque aquele era o quarto de Jeanette, e a mesma estava no salão. – Que foi?
—Paul está criando caso. – Begpep respirou fundo. – Precisamos de ajuda.
—Ah! Sempre é Paul. – Ele ficou em silêncio. – Eu apareço em... Nove minutos?
—Quinze.
—Em quinze minutos. Apenas feche a porta.
—Tá bom. – Peter voltou para o salão e se aproximou de Katherynne que estava encolhida ao lado de Steffano.
—Onde você estava?
—Tentando resolver as coisas. – Steffano ergueu uma sobrancelha.
—Você não conhece mesmo o meu irmão, não é?
—Porque você não troca de irmão? –Katherynne riu baixinho.
—Nem sabia que dava para fazer isso. – Disse ironicamente.
—Nem eu sei se dá. – Peter falou com calma. – Mas, não deve ser tão difícil.
—Mas, qual é o real problema hein, Black? – Jeanette retruca.
—Não quero que os três se casem!
—Mas, nós já temos as bênçãos e.
—E nada.
—Lá vai o preconceituoso do Mr. Paul Black. – Begpep apareceu sorrindo e arrumando os cabelos. – Ao menos eu ouvi muito bem você dizendo para ela – ele apontou para Katherynne – que ele. – Ele voltou à apontar para Steffano e Katherynne. – Era dela.
—Casualidade. – Liam revirou os olhos. – Por minha mãe gosta dela.
—E? – Begpep se aproximou de Paul. – Na verdade, isso não é mais problema seu.
—Ela queria dormir só com o Peter! – Begpep se virou para o trio que estava um pouco afastado no salão.
—A ideia era nós três! – Exclamou Peter se explicando, Steffano estava quieto. – E ele barrou.
—Me diz como isso daria certo... – Begpep deu um sorriso malicioso e mexeu as mãos.
—Se chama “ménage á trois”, claro que daria certo. Excitantemente certo. – Paul faz uma cara como se fosse repulsa.
—Sexo á três... – Begpep acenou sorrindo. – E você gosta dessas coisas absurdas! – O outro colocou a mão no peito. – Não negue. – Begpep começou a gargalhar.
—Ôh! Esse é o menor dos problemas agora.
—Menor dos problemas? Tem um maior? – Ele acena e se vira para o trio.
—Senhorita Karlan, qual vai ser o seu nome de casada? – Antes que ela pudesse responder alguém o fez.
—Senhora Sparks! – Peter falou rapidamente.
—Não! Senhora Black! – Exclamou Steffano.
—Qual vai ser o seu sobrenome que você vai usar quando casar?? – Begpep colocou as mãos para trás, sorrindo se aproximando deles.
—Os dois! – Ela respondeu sorrindo. Era óbvio, ela os amava por igual, dividiriam tudo por igual, incluindo o sobrenome que seria dela também. Katherynne estava entorpecida de estar comprometida com os dois loiros da sua vida que não estava ligando para as frases de Paul; ele deu o irmão dele para ela, a mãe dele abençoou a união; então os surtos do mais velho era o menor de seus problemas.
—E qual vai primeiro? – Ele usou um tom provocativo com os garotos. Então ele se afastou para observar.
—O meu né!? – Falou Peter sorrindo. – Porque o S vem primeiro.
—Não vem não Peter. – Steffano disse franzindo a testa.
—Vem sim! Porque a letra diz tudo! – O filho de Poseidon disse rindo.
—Que mané a letra diz tudo Sparks! B vem primeiro, S vem depois. – O filho de Nyx resmungou.
—E quem disse isso?
—O alfabeto!
—Quando você pensa no B; o S já foi na frente. Vai ser Katherynne Karlan Sparks Black! (….) Karlan Black Sparks dá uma sonoridade feia. Por isso o S vai na frente.
—Ah não vai não, vai ser Black!
—Sparks!
Begpep se aproximou de Paul.
—Um motivo maior.
—Você é diabólico rapaz. – Liam falou rindo.
—Já me disseram isso uma vez. Talvez duas, ou três. – Ele piscou para Paul. – Para ser ranzinza. Esse casório vai acontecer com você querendo ou não!
—Posso pedir para Hera não realizá-lo.
—Tenta! – Beg desafio. – Mas, de verdade, tenta falar com ela. Daí, você faz o que quiser. – Ele deu ombros para o outro.
—O que você fez?
—Só para te deixar feliz, deixa Sparks ficar primeiro. – Por fim ele se virou para Kathy. – Hey, essa semana vamos ver o melhor vestido para você. – Kathy sorriu, mesmo que a seu redor, Peter e Steffano estivessem ainda discutindo sobre qual sobrenome iria primeiro. Ele passou por Paul e mostrou a língua. – Touché!
—Argh!
Eles noivaram no Equinócio de Primavera, então ainda era período escolar, logo seria verão, eles estariam casados até lá então viajariam em uma bela Lua-de-Mel e depois disso não precisariam de mais nada a não ser uns dos outros. Porém, por uma implicância besta e até mesmo desnecessária de Paul, eles não podiam se demorar em seus beijos. Paul disse que esse era uma coisa que ela devia ter consciência, pois, ela tinha que distribuir amor para ambos, porém, com o fiscal do beijo alheio sempre à espreita, o máximo que ela poderia dar tanto em Steffano quanto Peter era um selinho, ou beijo de pouco menos de 15 segundos.
E ele contava.
Porém, se essa era uma estratégia para ela desistir do sonho de se casar com os loiros que a completavam de maneiras diferentes, dos loiros que a faziam além de feliz, muito especial, que a prendiam em seu romance caloroso e a completava... Se ele achava que ela ia desistir de tudo aquilo, Paul Black estava muito enganado. Mais enganado do que Hera era e ainda é enganada por Zeus.
Durante a sua aula na terça-feira, Katherynne foi surpreendida com um “passe” ou seja, ela estava dispensada das aulas naquele dia, e mesmo sem entender nada, aceitou, assim que saiu da sala Begpep a surpreendeu tocando em seus ombros.
—Ah! – Ela gritou pelo susto. – Pelos deuses; egípcio. O que foi isso?
—Vim te levar para comprar o seu vestido.
—Comprar? Eu não acho que precise comprar.
—Por favor, você vai ter o marco histórico de se casar com dois caras! Precisa arrumar um vestido digno de uma filha de Afrodite; apaixonante e que simbolize: “Eu casei com Peter Sparks e Steffano Black. ” Lógico que precisa.
—Certo. – Ela riu.
—Eu trouxe o Oráculo Romano para vir conosco. – Ela não entendeu. – Ele tem um gosto impecável com moda.
—Estou sem dinheiro hoje. – Antes que ela pudesse se explicar, Begpep bateu palmas e fez sinal para ela ficar em silêncio.
—Ele dá as dicas de moda, eu dou o vestido, e você apenas dá seu corpo como modelo. – Ela riu.
—E os meninos?
—Eles que se virem. – Begpep fez um movimento de desdém.
—É brincadeira! Eu vou com eles junto com o Liam escolher ternos. – Acelerou o Oráculo. – Não se preocupe.
—Certo. Então não vou me preocupar.
—Nem deveria. – Oráculo voltou a falar. – Eu imagino que dará tudo mais do que certo.
—Traduzindo, tudo será divino! – Ela respirou fundo quando Begpep a segurou pelos ombros e a jogou por uma porta, que a levou para uma loja de vestidos de noiva. –Precisamos preparar ela para a Lua-de-Mel? – O Oráculo se corou e negou.
-Acho, tenho certeza que ela não precisa disso. Não é Karlan?
—Correto Oráculo Romano. – Ele respirou aliviado.
—Pare de me colocar em saias justas Bielek.
—Mas, não faria mal ter algumas coisas para apimentar a relação, certo; senhorita Karlan?
—Ouh. – Ela fez um biquinho e ficou vermelha.
—Bielek!
—Armin!
—Uma coisa de cada vez. – Kathy disse rindo, tão vermelha quanto conseguiu em toda a sua vida.
O Oráculo começou a olhar alguns vestidos e se afastou dos dois, ele estava com vergonha. Begpep cutucou Kathy.
—Sei o quão expert você é. Então, se concentre no vestido!
—Um creme?
—Não. Um branco!
—Branco?
—Ué, você não quer irritar Paul? Se eu fosse você eu ia querer aparecer de branco para fazer ele enfartar.
—Ain Bielek. Você é impossível! – Houve uma pausa.
—Vamos de branco, Oráculo! – Exclamou Katherynne e Begpep deu um sorriso largo, era exatamente o que ele era “impossível”.
—Escolha o que você quiser. – Ele disse. – Não se esqueça que é um presente meu.
—Queria ser rico assim. – Resmungou O Oráculo, então Begpep lhe deu um sorriso.
—Se quiser um vestido, eu compro também.
—Não, obrigada. – O outro respondeu vermelho.
—Não há nada mais que eu goste do que casamentos polêmicos...
—Espera... – Peter parou no meio da loja. – Se ver antes do casamento não dá azar? – Oráculo foi junto com Liam, o irmão de Peter, e Jae, melhor amigo de Paul para provar e comprar os ternos. Não havia um dia fixo para a cerimônia, era o dia que Hera dissesse que fosse aparecer, o que podia ser a qualquer momento, então, era bom estar com o essencial já preparado.
—É só se ver a noiva! – Exclamou Jae.
—Mas... Steffano não é o noivo também? – Antes que alguém pudesse falar alguma coisa, ele continuou. – Então, eu vendo ele de noivo vai me dar azar.
Steffano mordeu os lábios; naquele instante passou pela cabeça de Jae, que essa mente perturbada podia ser a preocupação de Paul; ou era só o fato de ser um trio se casando. E ele era um cara tão tradicional, mas, tão tradicional que até Jae o achava insuportável.
—É só a gente experimentar os ternos em salas diferentes Peter. – Disse Steffano com calma. Ele estava se questionando mesmo se aquele semideus seria capaz de todo o carinho que Karlan merecia.
—(...) Verdade né?
O Oráculo olhou para a pele de ambos rapidamente. Peter era mais bronzeado que o anêmico Steffano. O terno branco estava fora de cogitação, então a ideia era um usar o um terno preto e um terno cinza. Porque também eram cores que se assemelhavam com o vestido branco de Kathy. Ia ser uma palheta de cores muito bonita. Até o azul das gravatas poderiam ter um tom diferente. Ele se deu uma nota mentalmente, seriam loiros que estariam, além de bonitos, muito bem vestidos.
—Eu vou perguntar apenas uma vez. – Jae começou. –Vocês acham mesmo uma boa ideia casar com Katherynne Karlan?
—Claro! Ela é os corais do meu mar! – Falou Peter.
—Óbvio. Ela é a galáxia do meu céu. – Disse Steffano.
Jae fez um bico.
—Que foi Jae? – Liam perguntou.
—É tudo maluquice. Mas, quem sou eu para discutir tal feito? – Ele deu ombros. – Steffano, você vem comigo.
—Eu não sei porque eu saio com vocês. – Resmungou o Oráculo Romano.
O tempo passava, a responsabilidade aumentava. Basicamente, um devia cuidar do outro. Eles não precisavam ficar apenas nervosos com Paul, e os preparativos do casamento e da festa; havia também as aulas, que os deixavam desconcentrados. Independente se eles estavam basicamente formados, se eles não teriam problemas para arrumar um emprego; havia tanta coisa para fazer, para organizar, e eles estavam muito ansiosos.
—Se nos casarmos antes do final do ano escolar; onde nós vamos... Morar? – Steffano falou durante a hora do almoço, um dos momentos que o trio ficava junto.
—Não pensei nisso. – Falou Kathy.
—Nos Chalés? – Peter sugeriu.
—Nos chalés? – Retrucou Steffano. – Não podemos invadir um Chalé assim...
—A não ser que, peçamos para um deus nos emprestar. – Ela fez um bico. – Nos alugar; até o ano letivo terminar. – Ela passou a mão nos cabelos de Peter. – Não é uma má ideia. – Em seguida ela também fez um cafuné nos cabelos de Steffano. – Seria quanto tempo?
—Por volta de quatro meses. – Disse Steffano passando a mão nos cabelos de Kathy. – Ainda sim, qual deus ia querer alugar pra gente?
—(...) Podemos falar com Hera. – Comenta Peter. – Ela não vai deixar...
—E quanto ao seu pai Peter? – Peter parou para pensar um pouco.
—Tem cheiro de maresia... – Kathy abriu um sorriso.
—Eu amo o cheiro do mar. – Ela abraçou Peter que imediatamente olhou para Steffano.
—Não vamos cogitar da mãe de vocês? – Peter perguntou e imediatamente os dois negaram.
—Minha mãe tranca o chalé dela! Ela gosta e levar pessoas para lá. – Disse Kathy
—É um breu assustador o da minha mãe. – Avisou Steffano.
—Ao menos vamos ficar todos com um cheiro de mar. – Steffano detestou imaginar aquilo, mas, era temporário, pouco tempo... – Você gosta de maresia, não é Steffano?
—Irrelevante. – Ele respirou fundo. – É que, eu não sei ficar indo em lugares que não sejam como minha Ala.
—A sua Ala é escura? – Kathy o encara.
—Não é escura, mais, em outras Alas eu me sinto perdido.
—Pensa que quando é de noite, no mar também é. – Falou Peter, então Steffano e Kathy riram.
—Vou estar contigo pedacinho da noite... – Kathy disse apertando as bochechas do garoto, e virando para pegar no queixo do outro. – E também vou estar com você onda do mar. Vamos estar juntos.
Nove dias depois, Hera apareceu de surpresa no Colégio; não foi tão surpresa; Begpep lhe mandou um presente com um convite que lhe a convidava para realizar um casamento de três semideuses ao mesmo tempo. Depois de entender a história por meio de Afrodite e Poseidon, ela simplesmente deu as caras para fazer o casamento do trio; eles ainda tiveram 3 horas para se arrumarem, e arrumarem o salão de casamento também.
Katherynne estava sentada em sua cama, no seu quarto esperando. Alguém precisava levar ela até o altar. Ela tentou falar com seu pai, mas, ele estava muito longe, em outro país. Mesmo que todas as ruas do mundo dão para o Zeyggterasu, o seu pai não estava nem em terra, mas, ele foi avisado de surpresa, então pediu mil desculpas. Não era culpa dele.
—A noiva está sem ninguém para acompanhá-la? – Kathy levantou o rosto e deu de cara com Brenton, o primo de Peter.
—Ah. Sim. Estou. – Ela respirou fundo e sorriu. – É você quem vai me levar?
—Uma pinoia! – Begpep o empurrou para o lado levemente. Ele se aproximou dela. – Eu te trouxe umas coisas.
—Egípcio!
—Pardon grego. Mas, eu devia ter avisado ao pai dela, ela é minha responsabilidade.
—E você tem responsabilidade? – Begpep deu um ponto de instruções e entregou a Brenton.
—Claro. Organizada a entrada dos noivos e do povo todo. – Brenton estreitou os olhos. – Eu podia simplesmente ficar com as duas funções; mas, sou responsável. Hoje. Tchau Brenton! – Ele sorriu para Katherynne. – Algo velho. O Brasão da sua Ala tem mais de décadas. Ele prendeu o pingente no laço do vestido dela. Algo novo, se vestido, algo emprestado, a presilha de borboleta da sua irmã. Algo azul, meus brincos de joia de escaravelho.
—Mas...
—E uma moeda de ouro no seu sapato esquerdo. – Kathy ficou em silêncio enquanto colocava a moeda no sapato.
—Você já deve ter ido em muitos casamentos...
—Gosto dessa superstição. – Ele limpou a garganta. – Vamos?
—Espera... – Ela se sentou novamente na cama. Begpep sentou ao seu lado.
—Você viu como está o salão?
—Está lindo.
—Os noivos?
—Aan... Lindos para você. – Ela riu. – Está arrependida?
—Não. Mas, e se eles me largarem no altar?
—Se fosse para um deles te largasse no altar, que você acha que seria? – Ele cruzou os braços e as pernas.
—Bem... Dado ao histórico relutante; Steffano.
—Hmm...
—Porém, dado ao histórico amoroso; Peter.
—Hmm... E qual seria a chance de você larga-los no altar? – Kathy ergueu uma sobrancelha.
—Acho que não tem possibilidade. Estou me casando com os garotos que eu amo. E se eles estão fazendo isso, eles me amam também. – Begpep bateu palmas.
—Era isso o que eu queria ouvir... Traduzindo, vamos casar garota. – Ele estendeu o braço para que ela pudesse segurar. Begpep ia leva-la até o altar.
Sendy, a irmã mais velha da Ala de Steffano levou o garoto que estava de terno preto.
agora, quem levou Peter foi sua prima da Ala de Hades, Yana, e seu terno era cinza claro.
Cada um dos noivos estava usando uma coroa com flores e pérolas entre as pétalas; que depois iriam serem amarradas com fitas simbolizando a união do trio. Que estava não só lindo de roupas, mas, também com o semblante deslumbrante, os três loiros mais bonitos que se encontravam no local. Era uma cerimônia chique, com praticamente toda a Sessão grega e com várias outras pessoas que só não estavam aceitando o fato o seu ou sua crush, estava ali casando com outra pessoa tão linda ou inteligente quanto ela. Hera achou aquilo tudo muito curioso. E estava tão empolgada quanto os noivos, a deusa dos casamentos grega estava sem palavras. Os três loiros estavam muito fofos, Kathy de branco, Peter de cinza e Steffano de preto. Uma paleta de amor. Hera começou falando todas as palavras da cerimonia, houve a troca de alianças, cada um ficou com duas alianças, aliás, esse era o acordo.
—Peter, você aceita Katherynne como sua esposa?
—Eu aceito!
—Katherynne, você aceita Peter como seu esposo?
—Aceito!
—Steffano, você aceita Katherynne como sua esposa?
—Eu aceito!
—Katherynne, você aceita Steffano como seu esposo?
—Aceito!
—Own, que coisa fofa. Como a deusa dos casamentos, legalizo esse matrimonio inusitado entre três pessoas. – Ela amarrou a fita nas coroas de flores. – E assim, eu vos declaro maridos e mulher. Os três, podem se beijar! – Ela bateu palmas animadas, então todos bateram palmas também. Aquilo aconteceu mesmo.
Steffano travou.
—Como?
—Um beijo Steff. – Falou Kathy sorrindo para ele, o tranquilizando. – Nós três vamos nos beijar de boa.
—Aan...
—É super tranquilo Steffano. – Falou Peter tão nervoso quanto ele. – Consegue?
—(...)
E chegou o momento em que Steffano tinha refletido um pouco, fechou os olhos e os três deram um beijo triplo. Foi um alvoroço, uma gritaria, se todo mundo estava feliz, Katherynne estava dopada de felicidade, seu felizes para sempre começara ali. Ela nunca havia se sentindo tão bem, porque na sua mente, sua vida estava bem porque ela estava feliz e Steffano e Peter estavam nela com um acordo consensual.
Begpep deu um berro que fez os três se separarem de susto. Agora o egípcio podia morrer em paz.
Eles haviam entrado nessa ideia maluca juntos, e se fossem para ficarem juntos, eles ficariam juntos. O que era a meta deles.
Mudanças aconteciam, e mesmo tendo interesse amoroso nos dois, admitindo que amava os dois; Peter e Steffano precisavam aturar um ao outro por ela. Ah, mas, eles podiam simplesmente escolherem outras garotas, evitar esse momento de constrangimento. Mas, eles queriam fazê-la feliz, e se for para eles se sentirem infelizes por alguns poucos momentos estavam dispostos a correrem esse risco. Não importava o que teria que suportar, só para tê-la com eles.
—Acho que hoje podemos dizer que a Noite, o Amor e o Mar não foram o limite para esses três Semideuses. – Hera disse tranquilamente.
—Hera, você esqueceu de perguntar se tinha alguém contra essa união. – Resmungou Paul saindo do meio da multidão. Ela o olhou de cima a baixo, e estralou a língua na boca.
—Esqueci não. Não quis dizer mesmo! – Ela colocou a mão na cintura.
—Hera! – Ele resmungou.
—Gostei de você! – Berrou Begpep rindo. – Linda luxuosa! – Hera acenou para ele.
—Você devia se envergonhar! Você é o padrinho do seu irmão.
—Ele é o seu padrinho?
—Anjo, se não fosse ele, ele não ia deixar ser mais ninguém.
—Amor, casamos em quatro pessoas. – Peter começou. – O Paul casou junto com a gente...
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