Noite, Amor & Mar
3 Uma Dança, Um Brinde...
Notas iniciais
Ao final da cerimônia, eles se olharam; entraram naquela loucura da forma mais radical que existia. Por fim, estavam casados, os três. A sensação era de êxtase, menos para Steffano, naquele momento a única coisa que estava rodando na sua cabeça era o beijo, ele ficou pensando que ele também beijou Peter. Não parecia se importar em tê-lo beijado. Mas, Kathy era só sua.
(...)
E agora era de Peter também. Ele não iria reclamar, não iria pensar nisso, no seguinte momento ele só precisava pensar na festa, aproveitar o máximo que desse e só depois se preocupar com o fator de onde eles iriam morar.
—Hey, Steff querido. – Kathy colocou a mão em seu ombro. – Você está bem? – Ele engoliu em seco. – Steffano?
—Eu nunca casei antes. – Ele disse sem jeito. – Estou com medo de fazer algo errado. – Katherynne fez carinho em seu rosto, em seguida ajeitando o seu cabelo. –Não sei se mereço você.
—Sem você eu não iria casar. – Peter se aproximou dos dois.
—Não quero estragar a vibe. Mas, você viu o seu irmão? – Steffano ergueu o pescoço.
—Não.
—Ele deve estar morrendo de raiva pela Kathy ter entrado de vestido branco. – Peter riu.
—Ele falou algo sobre isso? – Katherynne perguntou erguendo a sobrancelha.
—Foi um comentário rápido, Jae mandou ele tomar conta da vida dele. – Steffano disse rápido. – Que se ele achasse ruim, nós dois – ele apontou para ele e para Peter – podíamos casar de vestido e você de terno. – Falou apontando para Katherynne.
—♥Oooowwnnnn♥ – Kathy apertou as bochechas imaginando a cena. – Seria muito exótico! Tão exótico quanto esse casamento!
—Com certeza! – Peter riu. – Agora, cada o egípcio?
—O que você quer com ele? – Steffano questionou.
—Eu não vou conseguir falar com o meu pai. E aquele cara conseguiu chamar quatro deuses do nada. – Peter se virou para Katherynne. – (...) Verdade... Ele te levou para o altar! – Ela sorriu.
—Ele se responsabilizou pelas superstições do dia do casamento.
—Begpep nunca casou. – Steffano retrucou.
—Mas, ele foi formidável! Disso não tenho o que reclamar. – Ela disse calmamente.
—Então trio... – Sendy se aproximou dos recém-casados. – Estou tão orgulhosa de vocês. Estão tão lindos! – Ela parecia que ia explodir de felicidade e fofura. – Eu preciso das coroas, não queremos que o laço se rompa durante a dança.
—Dança? – Peter olha para Sendy. – Minha mãe nem foi convidada. – Ele se referia a sua mãe mortal.
—Bom, talvez Afrodite apareça
—A mãe não vem?
—Conversa com o Paul depois. – Ela se virou para Peter. – Não precisa se preocupar. Não sei como faremos isso, mas, faremos essa dança. – Houve uma pausa. – Não vai ser uma valsa convencional ou.
—Sendy, nós não ensaiamos nada! – Steffano disse devagar. – Eu achei que seria uma coisa mais...
—Simples. – Katherynne completou. Quase entrando em pânico.
—Dá pra fazer uma dança estilo quadrilha! – Peter sugeriu.
—Aan; não dá não Peter querido. – Sendy depois de uns segundos de silêncio.
—A noiva me daria a honra a dança? – Poseidon erguia uma mão para Katherynne, ela se virou para os garotos e Peter estreitou os olhos. – Não se preocupe Peter, não vou roubar a noiva de você. Apenas se ela quiser.
—Me desculpe senhor Poseidon, mas, ela é minha noiva também.
—... Ah, é verdade! Vocês três se casaram! – Poseidon disse devagar, querendo rir, e tirando Katherynne para dançar em seguida.
—Você confia no seu pai?
—Sei lá.
—Então jovenzinhos... Me sugeriram que eu deveria tirar um dos noivos para dançar. – Hera se aproximou dos dois, que deram um passo para trás. – Qual dos dois é mais velho?
—Steffano é mais velho que eu, um ano e sete meses! – O outro o encarou. – Vai ser divertido. – Após Hera tirar Steffano, a contragosto para dançar, Sendy deu um sorriso e dando ombros chamou Peter para dançar.
—Bem simples. – Ela disse sorrindo.
—Agora me diz... – Poseidon começou. – Como isso vai funcionar?
—Perdão!?
—Você vai dedicar três dias com um, três dias com outro e o outro será sua folga?
—Não vai ter dia de cada um! – Katherynne retrucou. – Todos os dias vão ser dos dois...
—Claro. Isso seria fácil se ambos fossem apenas ficantes. Agora maridos e mulher. Vamos ver quem vai ter mais tempo no seu coração. – Katherynne franziu a testa.
—Me desculpe senhor Poseidon, eu não sei o que o senhor quer fazer eu pensar falando dessas coisas absurdas. Mas, eu consigo dar o mesmo tempo de carinho para cada um deles.
—Hãn, claro que consegue... Claro. Com o carente do Peter; lógico que vai conseguir dar atenção aos dois. – Ela respirou fundo para dar uma boa resposta, quando alguém bateu no ombro de Poseidon fazendo a dança dos dois parar.
—Eu vim deixar você dançar com seu marido mais velho. – Hera lhe entregou Steffano. – Feliz casamento!
-Obrigada. – Katherynne se agarrou em Steffano.
—O que foi?
—Nós não vamos ter um dia de cada um não. Tá.
—Isso estava sendo cogitado? – Steffano a olhou sem entender
—Em momento nenhum.
—Porque cogitou?
—Estou avisando. – Steffano assentiu. – Sinto muito pela sua mãe não ter aparecido. – Ele sorriu olhando para ela.
—Não se preocupe, na verdade, ia ser um climão se minha mãe estivesse aqui.
—Seria?
—Ela nem estava perto da sua mãe e de Poseidon no dia do noivado.
—Agora que você tá falando...
—Todo mundo tem medo da Rainha da noite. Porém, no momento, nesse instante, a Rainha da noite, é você, e sempre será a deusa do meu coração...
—Own, Steffano... Eu nem sei o que dizer.
—Não precisa, só dance. – E assim o fizeram.
Steffano pensou naquele momento que aquele poderia ser o casamento dele com ela; e que Peter não estava no pacote. Apenas os dois, aquela seria valsa de casamento, e seria seu momento especial, não que agora não fosse um momento especial... Mas, não era apenas seu; Ele percebeu então que tinha ciúmes irracional de Kathy, e outra parte dele sabia que, se não tivesse Peter no meio ele, não a teria também. E beijar somente ela foi o melhor momento da noite, Steffano sentiu cada fibra do seu corpo reagir aos lábios de Katherynne.
Ao se separarem, ela pode ver o longo sorriso de Steffano e ele a abraçou.
—Me segura forte e não me solte nunca mais... – Ele dizia enquanto eram levados pela sintonia da música.
—Como eu vou te soltar, se você está colado para sempre no meu coração? – Ele juntou sua testa na dela, e podia se sentir em qualquer lugar do universo que fosse. Porque ele estava com Katherynne.
Até que sua irmã o cutucou, era a vez de Peter dançar com a noiva.
—Eu me esforcei para não virar uma quadrilha. – Katherynne riu enquanto Steffano se afastava dela.
—Obrigada! – Ela agradeceu e se agarrou em Peter. – Você queria transformar a dança em uma quadrilha?
—Eu achei muito complicado imaginar três pessoas dançando uma valsa romântica sem imaginar dança de quadrilha.
—Você não pensou mesmo nisso... – Ele acenou positivamente. – Oh Peter... – Ela riu.
—Cada um de nós vai ter um dia especifico com você?
—Pelos deuses Peter... Não! Todos os dias vão ser com vocês. Vão ter o mesmo tempo! – Ele pensava como o pai.
—Eu não sei o Steffano; mas eu preciso de mais tempo com você. E se formos ter o mesmo tempo, como vamos fazer? – Katherynne não conseguiu tempo para responder. – Se for nosso aniversário nós temos um dia especial com você? O que já não é justo porque o Steffano tem dois aniversários, então eu precisaria ter três?
—Peter... Está pisando no meu pé. – Ela sussurrou em seu ouvido. – Se concentra na dança.
—... – Ele a encarou por alguns segundos e depois sorriu. – Claro. Me perdoe.
—Mas, e se eu implorar? Pra você ficar ao meu lado não importa o que acontecesse? – Katherynne fez carinho em suas bochechas. – Eu realmente preciso de você.
—Eu também preciso de você Peter! – O coração de Katherynne estava tão quentinho naquele momento, ela podia ouvir o coração de Peter bater em um ritmo reconfortante. Ela podia dançar naquele ritmo devagar, ouvindo aquelas batidas pelo resto da noite.
Peter envolveu um braço ao redor de Katherynne e a aproximou mais ainda dele, em uma mistura de abraço com dança. Porque ele era louco por ela, um maluco total, assim ele poderia dizer; faria tudo por ela, faria tudo para ficar mais perto e mesmo que ela insistisse que ele e Steffano teriam que ter o mesmo tempo de qualidade, ele faria de tudo para ter mais tempo com ela. Ele riu baixinho, o que chamou atenção dela.
—No que está pensando?
—Onde vamos passar a lua-de-mel?
—Bem... Eu ainda não pensei nisso. Seria bom se juntos, pensássemos nisso. – Ele esfregou seu nariz no dela. – Mas, onde você gostaria de ir?
—Sabee... – Ele se animou, sorrindo de uma forma que a fez sorrir também. – Eu gostaria de visitar os lugares bonitos que vamos em missões... Tipo... As Ilhas Galápagos, a Ilha de Páscoa! – Seus olhos brilharam. – Ouuh, a Foça das Marianas ou, o Triângulo das Bermudas! – Os dois gargalharam, Katherynne estava tão feliz, que simplesmente se esqueceu que o local estava cheio de gente, e que aquilo pareceu assustador.
—Vamos escolher também junto com Steffano.
Então Begpep tocou no ombro de Katherynne que levou um susto.
—Pois não?
—É que o noivo está esperando para dançar com o outro noivo! – O rosto de Katherynne se iluminou, porém, o rosto de Peter e Steffano além de surpresa, era de vergonha. Steffano estava vermelho e Peter boquiaberto. – Alías, eles também estão casados, não é?
—Claro, eu me esqueci! – Katherynne soltou a mão de Peter e colocou sob a mão de Steffano. Ambos ficaram em silêncio por alguns minutos, enquanto a música ainda tocava, Steffano respirou fundo e Peter prendeu a respiração.
—Dancem! – Gritou Begpep animado. Foi quando ambos se encararam. Era muito vergonhoso, eles não imaginavam que o egípcio ia fazer uma questão dessas. Peter olhou para o chão assim como o outro.
—Eu conduzo. – Avisou Steffano baixinho.
—Nem pensar. Eu conduzo.
—Eu sou mais velho, um ano e sete meses, lembra?
—(...)
—Mas, eu não posso conduzir um pouco?
—Não.
—Eu sou quase do seu tamanho!
—O egípcio deve estar se divertindo com isso. – Steffano puxou Peter para dançar sem olhar para a cara dele. – Muito divertido.
—Eu imagino que ele saiba dançar. – Resmungou Peter uns segundos depois.
—O que?
—Você está pisando no meu pé. – Quando ele parou de dançar, Peter começou a conduzir a dança.
—Hey!
Que também não era melhor que a do outro, mas, também, não era a pior, na verdade, a dança dos dois era uma constante troca de quem conduzia e quem era conduzido, não tinha o lado romântico de quando ambos dançavam com Kathy. O que rendeu boas risadas não apenas para Katherynne como para todos.
— olha, ele é seu irmão; e é péssimo em dançar, hein. – Jae comentou se aproximou de Paul, que até então estava em um canto do salão, bem disfarçado, e de braços cruzados, de modo que não chamava atenção dos outros; com exceção de Jae.
—Jura? – Paul respondeu com ironia observando a palhaçada que era seu irmão tentando dançar com Peter.
—Você nunca pensou em ensinar ele a dançar não? – Jae perguntou e o outro rangeu. – Deve ser tão decepcionante.
—Me enoja...
—Paul! Eu estava te procurando... – Begpep apareceu fazendo ele dar um pulo. – Precisa vir comigo...
—Preciso?
—SIM! – Disse Begpep o arrastando multidão a dentro, enquanto Jae ria dele.
A dança dos dois acabou quando um começou a pisar no pé do outro, e Sendy e Liam precisaram entrar no meio para separá-los, levando-os á mesa do bolo, Katherynne estava sentada. Ela os observou devagar.
—Vocês têm sorte de que eu tirei algumas fotos, e filmei.
—Grgh – Steffano reclamou
—Auh... – Disse Peter devagar.
—Não se preocupem, eu vou guardar comigo, e com vocês sempre que fizermos aniversário de casamento.
—Após a melhor dança do mundo, os noivos querem agradecer á presença de todos, e agradecer principalmente por Paul não ter surtado. – Todos riram. – E lógico, por ninguém ter perturbado o juízo dos noivos. – Ele olhou pelo salão. – Se alguém o fez, me conta que eu resolvo as coisas.
—Já acabou? – Resmungou Paul. Begpep revirou os olhos.
—Ok, ok, ok! É isso que estou dizendo; vamos fazer nosso discurso; porque todo casamento que se preze tem um! Agora todo mundo bata palmas para o padrinho de honra, Paul Black! – Gritou Begpep segurando uma taça erguendo-a para cima. – O discurso é todo seu!
Paul respirou fundo. Fechou os olhos.
Ergueu a sua taça.
—Um brinde aos noivos!
—Aos noivos!
—Um brinde à noiva!
—Á noiva!
—Do seu irmão mais velho...
—Paul!
—Que esteve sempre do seu lado.
—Ao seu lado.
—Á sua união. – Ele se dirigiu a Katherynne.
—Com Steffano!
—Com Peter!
—E a esperança de que prosperem...
—Prosperem!
—Que vocês sempre
—Sempre.
—Estejam satisfeitos!
Ele tinha que se acostumar.
—Eu conheço meu irmão como conheço a minha própria mente; Katherynne, você nunca encontrará ninguém tão confiável ou tão gentil quanto ele! Ele sempre estará prestes a mudar a sua vida, ele sempre mostrará o caminho certo. Se você chatear Steffano mesmo sem intenção, ele silenciosamente se retiraria e diria que está tudo bem. E para não te ferir, ele mentiria. Você precisa ficar satisfeita por meu irmão ser o seu noivo. Ninguém jamais a amará do que ele!
Katherynne se arrepiou.
—Certoo! – Begpep colocou a mão em seu ombro, o acalmando. – Rapaz, pelo amor dos deuses para com isso. – Ele cochichou. – Agora, por favor, todos batam palmas para o outro padrinho de honra, Thomas Nguyen!
O único sentimento de Thomas era arrependimento.
Katherynne era sua garota.
Que escapou de seus dedos.
Por puro capricho.
Então observar ela ali, feliz, era ao mesmo tempo amável quanto destruidor.
—Enquanto eu romantizo o que poderia ter sido se eu não houvesse a deixado pra trás tão rapidamente. – Falou Thomas engolindo em seco em seguida. – Ao menos, meu querido Peter é seu esposo; ao menos eu mantenho os olhos nele. Peter tem um humor que te alegrará pelo resto de suas vidas, ele dedicará todos os seus dias a você. Katherynne, Peter te dará todo orgulho do mundo, e mesmo sem demonstrar, ele é muito esperto sob pressão. Ele pode cometer milhões de erros, mas fará o necessário para deixar você segura. Um brinde! Do seu primo;
—Thomas!
—Que cresceu ao seu lado.
—Ao seu lado!
—Para vocês terem uma noção do quão são amados... E lógico; eu jamais deixaria de mencionar e pedir para vocês ovacionem, a dama de honra, Natalie Hilson!
A jovem sorriu erguendo a sua taça.
—Um brinde aos noivos! Um brinde à noiva! Á sua união
—Com Katherynne!
—Eu não conheço Katherynne como Steffano e Paul se conhecem; não cresci com ela como Thomas e Peter. Mas, eu sei o quanto ela não segue pegadas, e rapazes, – Ela se dirigiu aos dois. – vocês com suas inúmeras qualidades não sabem o quanto são sortudos por ela simplesmente ter dito o simples “sim”. Ela tem os olhos mais profundos que os próprios Elíseos, e a alma tão fascinante quanto Cada floco de neve em todo universo, e ela é tão valiosa quanto cada tijolo de ouro de El Dourado. Eu sei que ela não precisa de guarda-costas, eu sei que ela precisa ser feliz, eu sei que enquanto a fizerem feliz, ela transbordará amor em flor como a primavera; vocês têm que ser agradecidos, e principalmente, saber que ela tem amor para dar aos dois. Como uma mãe pode dar á seus treze filhos.
—Gostei da referência.
— Sendo assim então (...) Aos Noivos!
—Aos noivos!
-Á noiva!
—Á noiva!
—Steffano, Peter, Katherynne, vocês têm algo a dizer?
Steffano se levantou primeiro.
—Garota, você me deixou indefesa! Você tem tomado meus dias com o seu sorriso; quando eu olho o céu a noite, são os seus olhos que eu vejo Katherynne querida. O céu é meu limite, e eu estou indefeso porque eu nunca fui do tipo que chama atenção. Mas, quando você apareceu, meu coração explodiu e eu necessitava chamar a sua atenção. Não á nada que eu não faria para te deixar feliz.
Peter fez um bico se levantando em seguida.
—Se eu precisasse lutar uma guerra para te conhecer, então valeria a pena. Eu me afoguei em você por completo. Mas, querida Kathy, o que eu posso dizer para você? Você tem os olhos mais lindos que eu já vi na vida, e Afrodite que me perdoe, é mais linda que a sua mãe. Quando você sorri, eu desmorono, eu darei o mundo para você; eu me pergunto porque nós dois nos damos tão bem? Quer saber minha chéri? Isso se chama amor!
—Ele apelou pro amor?—Paul resmungou baixinho.
—Paul, você chegou até aqui sem fazer barraco, dá para terminar a noite sem fazer um?— Thomas disse baixinho.
—Estou surpreso que VOCÊ não fez um.
—Hera se esqueceu do se tiver alguém contra esse casamento...
—Ela não esqueceu. Ela não quis falar mesmo.
—Tipo dela.
Depois de algumas lágrimas rolarem sobre as bochechas de Kathy, ela se levantou.
—Eu me lembro daquele dia em que te conheci Steffano. E irei relembrar dele pelo resto dos meus dias. – Disse Kathy virada para ele. – Me lembro que tudo parecia um sonho, onde eu não sabia onde estava. Mas, eu nunca irei me esquecer da primeira vez em que vi seu rosto. Pois, eu nunca mais fui a mesma. Olhos atentos em um rosto charmoso. – Ela riu. – E quando você disse oi, esqueci o meu nome. Você pôs fogo em cada parte do meu coração, foi um sentimento de liberdade, eu vi a luz, que a escuridão da sua Ala trazia vindo de você! – Steffano aproveitou para fazer carinho em seu rosto, ela era sua.
—Own meus deuses! – Uma das irmãs de Steffano berrou. – Viu Paul? Você não é a luz lá!
Kathy riu.
—Já você, me lembro daquela tarde em que te conheci pelo resto de meus dias também. – Ela se virou para Peter. – Me lembro o quão assustava eu estava, me lembro da sua rapidez, agilidade, e bagunça que você fazia no refeitório Oeste. – Peter começou a rir. – E sua expressão era de completa felicidade, você me cumprimentou e eu nunca mais fui a mesma. Aah! ♥ Nossa conversa durou o jantar inteiro e por três luas eu nem sabia qual era o seu nome. Você sempre foi um rapaz bonito, e queria me tirar dos perigos desse lugar. Seus olhos formavam ondas nos meus ouvidos, Peter, sem saber sua loucura mudou a minha vida!
Antes de haver as palmas, Begpep se adiantou.
—Steffano, Peter, não tem nada a dizerem um para o outro? – Ele sugeriu. Os dois ambos se olharam.
—Quando eu te conheci tinha alguma coisa grudada em você não é? – Falou Steffano franzindo a testa. – Você não tinha nem um pingo de coordenação motora, mas, arrancava risadas fabulosas.
—Ah, claro. Acho que também tinha algo em sua cara quando eu te vi pela primeira vez! – Disse Peter erguendo uma sobrancelha. – Na verdade, você sempre foi sombra do seu irmão, mas, tá tudo bem, você é a luz né? Pisca-pisca!
—Seu palhaço.
—Árvore de natal.
—Á união! – Brenton cortou os dois.
—À sua união!
—E a esperança e a família de que prosperem.
—Prosperem!
—Que tenham harmonia.
—Muita harmonia!
—Que vocês sempre estejam felizes e satisfeitos. E sabemos que vocês serão felizes em tê-la como esposa!
—Eu sei que ela estará satisfeita em tê-los como esposos.
—Um brinde, e sejam felizes!
O tilintar das taças só significava para Katherynne que aquilo era real.
—O melhor Trisal que eu já vi. – Sussurrou Begpep bebendo seu vinho.
~
—Então... –Begpep se aproximou do trio enquanto eles estavam recebendo presentes. – Conversamos com Poseidon sobre a ideia nada original de vocês.
—Hey, foi bem original. – Retrucou Peter.
—De início ele não quis deixar. – Jae apareceu em seguida. – Mas, quando eu disse que se ele se recusava, eu podia pedir para o meu pai que iria receber um belo de um aluguel pela estadia.
—Esse plano foi original. – Comentou Begpep. – Porque Jae não fala com o pai dele.
—Naquelas né? Daí ele concordou desde que pagassem aluguel. – Falou Jae.
—Isso é fabuloso! ♥ – Katherynne falou sorridente.
—Sim, mas... – Steffano encarou Peter. – Você não ia pedir?
—Ele foi embora antes de eu pedir.
—E o que vocês combinaram? –Jae riu. – (...)
—O aluguel é: o salário dos Monitores de Ala! – Ele apontou para Steffano e Peter.
—Mas, eu nã.
—O Paul é. – Peter respondeu.
—Surprise.— Begpep sorriu.
—Ain. – Kathy murmurou.
—Por isso que estou rindo, porque é tão hilário...
—Mas, só será até o ano letivo acabar, não é!? – Katherynne tentou acalmar Steffano. – Vocês contaram isso pro Paul?
—Não. – Begpep falou.
—Mas, nem pensar. – Jae completou.
—(...)
—E vocês são amigos dele?
—Olha, depois desse casamento? – Begpep acenou. – Enfim, quem se importa? Vocês estão felizes!
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