No teu olhar

8 Capítulo 08 - Um terrível engano


Notas iniciais
Sabe o que não é engano? O capítulo muahahaha. Depois de um longo tempo, aqui estou! Fortes emoções aqui. Não teremos mais capítulos no passado. Tudo será no presente agora. Mas não quer dizer que a história do passado acabou muahahah. Comentem e recomendem que me anima!

— Como pôde?- Rugiu, ao entrar no quarto de Renée.

— Primeiramente, isso não são modos de se entrar em um ambiente. Sobretudo os aposentos da rainha. Segundo, baixe o tom. Eu sou sua mãe, garoto. – O repreendeu, voltando a prender seus cabelos.

— Não, você é uma mulher desalmada. Como pôde prende-la? – Questionou.

— De quem você está falando, Edward? – Perguntou, sem interesse.

— Bella! Você mandou que a prendessem. – Resmungou. – Eu me recusei a deixa-la e você mandou que a prendessem.

— Não é minha culpa se a moça é uma ladra. – Retrucou, fazendo com que ele se aproximasse dela.

— Ela não roubou nada! – Rosnou, socando a parede. – E você sabe.

— Tudo que sei, é que um de meus colares foi encontrado nas coisas dela. E que a punição para quem rouba da rainha, é a morte. – Acrescentou.

— Não se atreveria. – Edward respondeu a observando. E ali, pôde ver, ela falava sério.

— Você me conhece o bastante para saber que meu atrevimento vai muito além do poupar ou não a vida de uma criada. Pouco me importa se ela vive ou se ela morre, garoto. Contanto que eu consigo o que eu quero, não me importa os meios. – Explicou, terminando de arrumar seus cabelos.

— E o que você quer, Renée? – Indagou a fazendo sorrir.

— Você irá se casar com a princesa Irina. – Declarou.

— Já tivemos essa conversa. Nenhum de nós quer realmente isso. Não acontecerá. – Respondeu, fazendo Renée negar com a cabeça e se levantar. – Aonde vai? – Edward perguntou.

— Começar os preparativos. Teremos um enforcamento logo. – Explicou sorrindo.

— Você não... – Murmurou perplexo. – Claro, que ainda há uma ultima chance para essa pobre moça. E então, querido filho? A vida dela está em suas mãos.

— O que está propondo? – Indagou, sem crer no que ouvia.

— Muito simples. Você irá se casar com a princesa, e eu, sendo uma rainha benevolente, não matarei a ladra.

— Chantagem? – Questionou sem acreditar.

— Eu prefiro o termo troca de favores. – Respondeu sorrindo.

— Eu não me rebaixaria a isso. Seria deixa-la ganhar. – Rosnou, fazendo Renée revirar os olhos. Tão teimoso.

— Bem, então é uma pena. Por outro lado, tenho que me apressar. São tantas opções. Claro que o enforcamento não é o método mais misericordioso, mas o pelotão de fuzilamento faria uma tremenda bagunça.

— Pare... – Mandou, mas ela o ignorou, continuando seu discurso.

— Por outro lado, um afogamento público não causaria estragos. É claro que seria agonizante para ela, afinal, imagine, a água entrando em seus pulmões no lugar do ar.

— Pare! – Gritou mais alto.

— E tudo que se pode fazer é se debater e esperar a escuridão... – Continuou narrando.

— Eu mandei parar! Eu aceito! – Declarou, tentando controlar a respiração.

— Aceita, o que? – Questionou, retirando até a última gota de prazer daquela situação.

— Eu me casarei com Irina. Mas não se atreva em tocar em um único fio de cabelo de Bella. Eu farei isso, e você não irá machuca-la, entendido. – Rosnou, respirando fundo.

— Tem a minha palavra, querido filho. – Declarou sorrindo, enquanto Edward saia dos aposentos.

Havia conseguido o casamento, mas ainda faltava uma ponta para amarrar.

~*~*~*~*~*~*~*

— Edward? – Ela o chamou, se agarrando as barras de ferro da cela, mas as soltando assim que notou quem vinha em sua direção.

— Olá, querida. Acho que já é hora de termos uma conversinha. – Renée declarou gentilmente.

— Majestade, eu juro que...- Tentou argumentar, mas ela ergueu a mão, a impedindo de falar.

— Podem nos deixar. Assim que eu desejar sair, os chamarei. – Explicou aos guardas, que ainda observavam Bella.

— Majestade, eu não acho...

— Ela não irá me ferir, irá, Bella? – Perguntou, olhando para a menina assustada.

— Jamais, majestade. Eu nunca...- Novamente, foi interrompida.

— Viram? Perfeitamente seguro. Agora saiam. – Ordenou firmemente e dessa vez eles obedeceram.

Renée caminhou pela pequena cela, observando o ambiente e finalmente voltando os olhos para a criada, de roupas puídas a sua frente.

— Sabe por que está aqui? – A rainha perguntou.

— Sim, majestade. Eu posso lhe jurar que sou inocente. Nunca roubei em toda minha vida. Não foi essa criação que minha mãe ...

— Eu acredito em você, querida. – Declarou, com um sorriso. – Mas o rei... Está irredutível. E Edward....

— Edward! Ele precisa saber, majestade. Eu não roubei coisa alguma. Precisa saber que fui acusada injustamente. – Suplicou, fazendo negar.

— O rei possivelmente escutaria nosso filho, mas Edward tem se mantido tão ocupado com os preparativos para o casamento e... – Declarou, caminhando, lhe dando as costas.

— Casamento? – Renée sorriu ao ouvir a pergunta. Havia conseguido o que queria. Tomando sua cara de inocente, a rainha se virou, ainda com um sorriso doce.

— Sim. Ele e a princesa Irina se casarão no final desta semana. Os preparativos tem nos tomado muito tempo. – Declarou simplesmente. – Eles foram prometidos quando ainda eram crianças e agora finalmente poderão se unir e unir também nossas famílias.

— Eu não...Não fazia ideia de que... – Bella murmurou, seus olhos se enchendo de água.

— Ele não contou não foi, querida? Eu havia lhe dito tantas vezes. Brigamos tantas vezes por isso. Mas céus, eu não poderia me calar. Não é direito ele se envolver com várias moças, enquanto está noivo. É claro que agora, essas escapadas acabaram e...

— Escapadas? – Rosnou, agarrando a barra do próprio vestido.

— Do que mais poderia chamar, Bella? – Questionou a olhando.

— Ele disse....

— Que te amava? Imagino que sim. Assim como tentará dizer outras vezes e quantas mais permitir. O que mais poderá dizer? Que eu o obriguei a se casar? – Questionou, soltando um riso. – Por Deus, ele é um homem feito! Como diabos eu o obrigaria a fazer qualquer coisa? Acha que eu poderia? – Indagou.

— Não, majestade. Não acho que poderia. – Resmungou, fungando.

— Escute, Bella. Eu sei que isso será doloroso e ele devia ter terminado isso há muito tempo, mas isso não pode mais continuar. Você entende isso, querida? – Perguntou e ela assentiu.

— Eu só quero ir para casa. – Choramingou. – Por favor, majestade.

— Eu vou ver o que posso fazer querida. Mas preciso que se lembre da nossa conversa. O que você e meu filho tiveram, acabou, Bella. Entendeu?

— Sim, majestade. – Respondeu, quando um guarda apareceu, abrindo a sala, deixando que Renée saísse.

Bella ficou ali, sentada. Apenas olhando a porta da sela se fechar, enquanto puxava seu corpo contra si, se sentindo suja como jamais havia se sentido em toda sua vida.

~*~*~*~*~*~*~*~*~

— Não importa quais foram as ordens! Eu sou o príncipe herdeiro e ordeno que me deixe passar. Ou juro por Deus, que enfrentará as conseqüências.

— Deixe-o. – Renée murmurou, fazendo com que Edward se virasse. – Não acho que deva, mas ainda sim... Não posso impedi-lo.

O mais rápido que pôde, Edward correu até o bloco de celas, sendo guiado por um soluço baixo.

— Bella? – A chamou, se agarrando as barras. – Eu sinto tanto, meu amor. Eu juro que darei um jeito de tira-la daí.

— O que deseja aqui, alteza? – Perguntou, com a voz rouca pelo choro, mas sem emoção.

— Alteza? Bella, olhe para mim, amor. Sou eu... – Declarou, fazendo ela se virar.

— Não deveria estar aqui. Sua noiva pode de zangar, alteza. Não fica bem para um príncipe visitar uma criada. – Retrucou, o olhando nos olhos. E ali ele podia ver tudo. Mágoa, traição, raiva e tristeza.

— Bella, eu juro que isso é...

— Mentira? – Indagou. – Então não está prestes a se casar com a princesa Irina? – Questionou, fazendo com que ele baixasse os olhos, fazendo com que o ultimo fio de esperança que ela tinha, morresse.

— Eu posso explicar Bella. Isso tudo, é um engano. Foi um engano terrível. – Explicou, fazendo com que ela levasse as mãos a boca, impedindo um soluço. Como ele podia dizer aquilo? Que o que tiveram havia sido um engano.

— Você está certo, alteza. O príncipe herdeiro não deveria se envolver com criadas. – Rosnou.

— O que? Bella, não! Não é sobre isso a que me refiro. – Respondeu se virando. – Guarda, abra a cela.

— Sinto muito, alteza. Não tenho permissão. – Respondeu, voltando a posição.

— Maldição! – Ralhou, balançando as barras. – Ouça bem, Isabella. Você não é um erro. Você é a coisa mais certa de minha existência. Eu amo você...

— Por favor, Edward. Vá embora. – Suplicou, incapaz de se controlar mais. – Apenas me deixe.

— Abra a cela! – Implorou, tentando tocar em Bella, quando ela se esquivou. – Guarda! – Rugiu.

— Apenas vá, Edward. Encontre sua noiva e siga sua vida. – Pediu, ainda encolhida.

Edward a olhou. Enrolada no canto, completamente vulnerável e o odiando. Renée havia conseguido o que queria. Ela o odiava. Se ao menos soubesse que apenas aceitou o casamento para salva-la. Talvez a história deles tivesse um final diferente. Um final feliz, e não trágico.

Notas finais
Renee é o cão chupando manga, cara! O bicha dumal!! Bella não deixou ele explicar, mas se fosse só isso... Logo saberemos mais, mas para isso comentem e recomendem!!