No teu olhar

5 Capítulo 05 - Príncipe medieval


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Eu disse que teria capítulo e aqui estou. Acho que esse é o que todas estão esperando e eu adorei!! Adorei também a recomendação da Portuga, aquele linda!! Capítulo dedicado a ela e espero que gostem!!

— Sabe que não podemos continuar com isso. – Ela disse relutante, mas ainda sim, se afastando.

— Por que? Por que não podemos viver o que sentimos? Eu amo você, Isabella. Eu sei disso. Como é capaz de duvidar? – Ele questionou e ela podia ver cada sentimento espelhado em seus olhos verdes brilhantes. Mas ainda sim, o beijou pela ultima vez, o deixando na clareira.

Bella acordou sobre saltada do sonho. Era sempre o mesmo sonho. Nela ela se despedia de seu príncipe medieval. A mãe dele era contra o relacionamento deles e lhe fizera várias ameaças, a obrigando a deixa-lo.

E cada manhã, quando acordava, ela pintava um novo quadro de seu rosto. Mas não aquele dia. Na noite anterior, depois da discussão, Renée confiscara todo seu material de pintura, dizendo que assim seria melhor e que logo ela providenciaria outro hobbie para a filha.

Bella ainda se mantinha deitada, olhando para o teto, sem nenhuma vontade de se levantar, quando a mãe invadiu o quarto.

— É hora de acordar, Isabella. Está um linda dia e não quero que o desperdice na cama. Além disso, seu professor de piano chegará em algumas horas.

— Meu professor do que?- Questionou, pensando ter ouvido mal. Desde que se lembrava, sua mãe adorava ouvir músicas ao som do piano. Sua mãe adorava, não ela. Se ela fosse arrumar um novo hobbie, não deveria ser algo que ela gostasse?

— Você ouviu bem. Você bem sabe como eu acho belíssimo o som e como você precisa aprender algo novo, não pude pensar em nada melhor.

— Mas... – Tentou protestar, mas sua mãe ergueu a mão, a fazendo se calar, enquanto as cortinas eram puxadas e a luz invadia o quarto.

Do lado de fora, Bella podia ver a chuva que caia. Sim, um dia belíssimo.

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Ela fazia tudo de modo automático, mal notando seus movimentos. Enquanto tomava seu banho, ainda tentava processar seus sonhos. Sempre os mesmos sonhos. Talvez estivesse ficando louca. As pessoas sonhavam com coisas diferentes, não sonhavam?

Terminou de lavar os cabelos, os secando com a toalha, enquanto ia até seu armário escolher sua roupa, mas ao olhar em direção a cama, ali já estava uma saia jeans e uma blusa branca de mangas compridas e decote V. Também havia uma meia calça fina. Sua mãe já escolhera toda sua roupa. Que surpresa, pensou.

Sem vontade de protestar, apenas seguiu em direção as roupas e as vestiu. Secou os cabelos, pensando no que fazer com eles e acabou optando por colocar um laço vermelho.

Depois de pronta, praticamente rastejou até o andar de baixo, para tomar seu café, mas pegou o celular antes, checando suas mensagens. Haviam três.

Uma de Rosálie, sua melhor amiga, perguntando se a noite das garotas ainda estava de pé. Não estava.

Sua mãe não havia gostado nem um pouco da ideia, já que não aprovava a amizade delas. Rosálie era bastante pobre e a única razão pela qual ela e o irmão conseguiam estudar no mesmo colégio que Bella, era porque eles haviam conseguido uma bolsa.

Renée sendo como era, desejava que a filha tivesse relações apenas com as pessoas mais ricas, não se importando com o caráter. Mas disso Bella não abriria mão. Ela amava a amiga e nada a faria mudar de ideia.

A segunda era de Jacob. Ele era seu vizinho e á meses vinha insistindo em chama-la para sair. Essa relação Rneee aprovava, e como aprovava. Os Black eram donos de uma das maiores montadoras de carros do estado e abriram filiais por todo o país, fazendo muito dinheiro. Mas para descontentamento da mãe, Bella mal conseguia conviver com o garoto. Era mimado de mais, repetitivo de mais. Praticamente um fantoche na mão do pai.

Não que ela se sentisse muito diferente ultimamente.

E a terceira era de Charlie. Perguntando como ela estava e se precisava de algo. Renée pensava que ele era um pai ausente, mas a verdade era que ele sempre ligava, mandava mensagem ou se encontrava com ela. Sempre perguntando como estava e se precisava de algo. Ela dizia que ele era um pai ausente, mas se sentia mais próxima dele, morando longe, do que dela, morando na mesma casa.

Bella respondeu as mensagens e desceu, antes que Renée a chamasse outra vez.

Ela chegou até a cozinha se sentando, ainda com movimentos robóticos, ainda pensando nos sonhos.

— Mãe? – A chamou, fazendo Renée observa-la por cima do jornal.

— O que?

— Você acha normal alguem sonhar sempre com a mesma coisa?

— Outra vez com esses sonhos, Isabella? Eu já lhe disse para parar de ver esses filmes e que isso não passa de uma fase. – Respondeu voltando a olhar no jornal, fazendo Bella suspirar.

Por que ela não podia ser como uma mãe normal e se preocupar como qualquer coisa faria. Ela tinha apenas dezesseis, quase dezessete anos e sabia que aquilo não era normal. Tão pouco uma fase que logo passaria, uma vez que já faziam quase dois anos desde que os sonhos começaram.

— Isabella!- A voz firme de Renée chamou sua atenção, fazendo encara-la. – Você está me ouvindo?

— Desculpe, o que disse? – Questionou, fazendo Renée suspirar.

— Perguntei se Jacob deu mais alguma noticia. Sabe que eu gosto muito desse rapaz. Talvez não seja inteligente deixa-lo esperando.

— Não. Ainda não. – Mentiu, mordendo seu pedaço de bolo.

— Quando o professor chegar, espero que não esteja no mundo da lua. Eu não posso acompanhar as aula. Tenho uma reunião. – Explicou se levantando e colocando sua xícara na lava louças.

— Vai me deixar sozinha com um cara estranho? – Questionou.

— Não é um estranho. Ele deu aulas para a filha da Susan e tem ótimas recomendações.

— Oh, claro. Então não é um estranho. Apenas um estranho com recomendações. – Retrucou, fazendo Renée apertar as temporas. Já estava com dor de cabeça e não eram nem dez da manhã.

— Eu tenho uma reunião e não tenho tempo para discutir. Você já é uma moça e é responsável. Pode muito bem se cuidar por algumas horas. Eu tenho que ir agora, então não saia nem abra a porta para ninguém.

— Apenas para o estranho com boas referencias, certo? – Questionou, com ironia.

— Isabella..

— Entendi, entendi.

— É sábado, mas eu não quero aquela menina aqui, entendido? – Indagou.

— Aquela menina tem nome e é minha melhor amiga. – Rosnou, sabendo que era de Rosálie que a mãe falava.

— Não importa. Vejo você mais tarde e tire o máximo de proveito das aulas. – Declarou saindo.

— Tanto faz. – Resmungou, batendo a porta.

Ela pensou em voltar até o quarto e ler um pouco, mas mudou de ideia. Invés disso, caminhou até a sala, se sentando no maldito piano. Odiava o som que as teclas produziam. Odiava que sempre acabava cedendo as vontades da mãe controladora e odiava abrir mão de seus desenhos.

Rapidamente pegou o celular, mandando mensagem para o pai, pedindo mais materiais de pintura, contando o que a mãe havia feito. A resposta foi rápida. Ele estava fora da cidade, mas no começo da semana levaria o que a menina havia pedido.

Ela trocava mensagens com Rosálie quando ouviu a campainha tocou. Ainda contrariada, segurando seu celular, ela caminhou até a porta.

Havia tomado uma decisão. Não queria aquelas aulas e não as teria. Mas ela não poderia simplesmente desistir. Então faria com que ele desistisse. Não seria culpa dela se seu professor fosse embora e então poderia voltar a pintar.

Foi com esse pensamento que abriu a porta, mas qualquer coerência que tivera até agora, escorreu lentamente quando ela o viu.

O estranho com boas referencias que seria seu professor, estava encostado no batente da porta e sorriu quando ela abriu a porta. Então ela pôde o maxilar quadrado, com uma barba rala, a boca fina, mas rosada, subindo mais, viu seu nariz reto, os cabelos acobreados, que lhe pareciam incrivelmente macios. E, por sim, chegou aos olhos.

Seu coração batia contra as costelas, em ritmo acelerado. Ela conhecia aquele brilho. Sabia que aqueles olhos podiam transmitir tanto amor, quanto tristeza, como da ultima vez que o vira.

Ela reconheceria aquele rosto em qualquer lugar, principalmente dormindo. Como não poderia? Ele aparecerá em todos seus sonhos por quase dois anos. Era o rosto de um príncipe.

O seu príncipe medieval, cuja o nome não sabia.

Ele era real e estava bem na sua frente.

Notas finais
Sim!!! O príncipe existe, mas ela não sabe o nome. AInda não. E não, ele não faz ideia de quem ela seja. Mas logo vai descobrir hehehe. Será que o passado vai se repetir? Renee é uma bruxa. Comentem e recomendem!!