No teu olhar

2 Capítulo 02 – O início de tudo


Notas iniciais
Olha eu aqui!! Vamos as explicações. BIA empacou de vez. Então.... vou começar a postar essa, que to muito mais animada!! Espero que gostem. Explicando, a cronologia vai ser igul Be Afraid. Um capítulo no presente e o outro no passado. Mas aqui, o passado é passado meeeesmo. Então vamos lá!!

França, 1720.

— Um pouco mais, querida. Um pouco mais! – Ela pediu, enquanto Rosemary se contorcia em seu leito, fazendo o melhor que podia.

Sua testa suava, e entre seus dedos os lençóis eram apertados.

— Empurre, um pouco mais! – Ordenou sua mãe, seguindo seu trabalho. – Um pouco mais, um pouco mais! Empurre. – Declarou, fazendo Rosemary gemer, gritar e empurrar, apenas para ouvir um forte choro soando pelo quarto.

O choro era alto, forte e potente. Soando como música.

— É uma menina. – A mulher falou, embalando a pequena garotinha em seus braços.

— Uma menina? – Rose perguntou, retomando o fôlego. – Deixe-me ver, ela. – Pediu, estendendo o braço em direção a pequena garotinha que ainda chorava, quando a mulher deu um passo a frente.

— Não, mulher! – Uma voz potente soou pelo quarto, fazendo com que Rosemary se virasse. – O que pensa que está fazendo? – Declarou, fazendo a mulher recuar e Rosemary suplicar.

— Deixe-me segura-la uma vez. – Implorou, sendo ignorada, enquanto a menina era tomada dos braços da mulher. – Apenas uma vez, apenas uma ultima vez.

— Esqueça! – Rosnou, se virando. – Você já desonrou essa família o bastante. – Grunhiu, caminhando em direção a porta.

— Por favor, papai! Não, papai... não.

— Não! Não, Rosemary. Assim será melhor para ela. Será melhor para ela. – Tentou tranqüilizar a filha, que gritava, implorando por sua menina.

— Não, mamãe... Por favor. – Rose implorou, mas sua menina havia sido levada.

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Uma das criadas caminhava a beira do rio, apenas se deliciando com a doce brisa do verão.

— Charlotte, veja! – Gritou, ao ver um cesto de vime boiar sobre a margem do rio. — Está ouvindo? – Perguntou, ainda olhando em direção ao curioso objeto.

— Parece um choro. – A amiga lhe respondeu, já se pondo a correr em direção ao cesto. – Santo Deus, Anastácia. É um bebê! – Arfou, puxando o cesto para a borda e o trazendo em direção a terra firme. – O que faremos?

— Como o que faremos? Essa é a resposta para as suas orações. Você desejava um filho mais do que tudo e acaba de consegui-lo. – Declarou se aproximando. – Está vivo? Está ferido? – Perguntou, fazendo sua voz soar por cima do choro forte e insistente.

— Sim, ela parece bem. É uma menina. Olá, pequena. Não tenha medo, querida. – Declarou gentilmente, a embalando nos braços. – Está segura agora, minha pequena.

— O que pretende fazer? – Indagou, caminhando até a amiga.

— Eu não sei. Acha que Peter a aceitaria? – Indagou, tocando seus cabelos.

— Não vejo porque não. Ambos estão tentando ter um herdeiro há tempo demais para dispensar uma chance como essa. Além do mais, você iriam morar no castelo. Nada faltará para essa menina lá.

— Isso é certo. Não quero ter que deixa-la.

— Então lute por ela, querida. – Declarou firmemente, enquanto caminhavam de volta para o castelo.

— Além do que, o príncipe e a princesa nasceram há pouco também. Quem sabe essa menina se tornará a dama de companhia da princesa Marie.

— Talvez um dia. – Sussurrou, tocando seus ralos cabelos castanhos. – Você terá uma vida longa e feliz, minha pequena. E será muito amada, ma vie.

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— Oh mon Dieu, Isabella! – A mulher exclamou a puxando para seus braços. — O que foi que eu lhe disse sobre brincar com a princesa e o príncipe? — Questionou, tentando manter a seriedade em seu olhar.

— Somo amigos, mamãe! – A menina retrucou, soprando uma mecha, que sempre tendia a escapar de suas tranças.

— Não, querida. Eu receio que isso não vá acabar bem. – Tocou seu rosto gentilmente. – Vocês vivem em mundos diferentes, ma vie.

Isso não é verdade! Nós todos vivemos no castelo. – Declarou sorrindo. – Além disso, Edward e Alice são meus amigos. E quando eu for maior, Edward disse que vamos nos casar. – Disse com convicção, fazendo Anastácia arfar.

— Oh mon Dieu! Não diga sandices, Isabella! Agora quero que ouça bem o que vou lhe dizer querida. Você e o príncipe podem viver aqui neste castelo, mas não pertencem ao mesmo mundo. – Explicou, tocando seu rosto com delicadeza.

— E por que não? – Questionou, baixando os olhos. – Ele prometeu.

— Eu sei, Bella. E estou certa de que foi sincero. Mas as pessoas mudam quando crescem. E vocês irão mudar também. Isso é crescer, ma vie.

Ela tocava nos cabelos da menina com delicadeza, enquanto ela segurava uma velha boneca de pano.

— Se isto é crescer, então prefiro continuar pequenina. – Sustentou a ideia, cruzando os braços.

Bella já estava com cinco anos e crescia cada vez mais rápido e bela. Aquele dia claro havia mudado sua vida para sempre. O que seria apenas mais um passeio com uma velha amiga, acabou por se tornar a realização de seu maior sonho.

Ela e Peter tentaram por um longo tempo gerar um filho. Mas nunca de fato conseguiram. Então, assim que ele pôs os olhos naquela garotinha de cabelos castanhos, se apaixonou tão perdidamente quanto Charlotte.

Os anos passaram depressa e a menina logo foi crescendo. Ela havia sido encontrada alguns dias depois do nascimento do príncipe e da princesa. Os três tinham praticamente a mesma idade e sempre brincavam juntos. Mas ela nunca, jamais havia deixado que Bella se esquecesse que ela não pertencia ao mundo deles.

Ainda sim, os três cresceram juntos, brincando. Nem mesmo o rei parecia se importar que seus filhos brincasse com a filha de uma das criadas. Mas rainha era uma mulher ambiciosa, que sempre que via seu precioso menino caminhando junto de Bella, tratava de separa-los de alguma maneira. Nunca permitiria que seu doce e puro menino se misturasse a uma criada. E Charlotte sabia disso. Sabia o que o dinheiro e o poder era capaz de fazer. De como virava a cabeça das pessoas.

— Ah, minha querida! Como eu desejo isto também! – Declarou a puxando para seus braços, e refazendo sua trança. – Desejo que consiga tudo que deseja e que nunca ninguém lhe machuque. Mas sei que pedir isto seria o mesmo que desejar chuva nas secas. Tudo que mais desejo é proteger você, querida.

— Edward nunca me machucaria, mamãe. – Assegurou, firmemente. Completamente segura de si.

— Não é com o Edward de agora que estou preocupada, ma vie.

Notas finais
Será que a rainha vai ser problema? E a verdadeira mãe da Bella, vai aparecer? Edward vai mudar com o tempo?? Comentem!!