No teu olhar
1 Capítulo 01 - No teu olhar, me perdi
Notas iniciais
Duas coisas sobre essa fic. Primeira, eu estou postando o prólogo porque não aguentei. Mas antes de postar firme, vou terminar Listen to my heart.
Segundo. Breaking the rules também está no final, então pretendo finalizar ela antes. Não acho que vá demorar, mas já estou avisando. Agora, vamos ao capítulo!
Renne entrou no quarto, encontrando Bella sentada, abraçando os joelhos, enquanto observava seu ultimo quadro. Ela se aproximou da filha, com esperanças de que aquele fosse diferente dos outros. Mas ela sabia que não era. No fundo ela sabia.
— Você não me acha louca, não é mamãe? – Bella perguntou sem olhar Rennee nos olhos.
— É claro que não, querida. Eu só... Só queria poder explicar. Queria que você pudesse explicar quem é ele. – No quadro a sua frente, havia um retrato diferente, mas era o mesmo rosto.
Um rapaz que devia ter mais o menos a idade de Bella. Seus cabelos eram ruivos e apontavam em todas as direções. Mas o que mais chamava a atenção, era o par de olhos verdes.
Haviam vários retratos espalhados pelo quarto de Bella, mas sempre o mesmo rosto. Os mesmos cabelos, o mesmo sorriso torto e principalmente, o mesmo olhar.
— Querida, eu sei que você adora pintura, mas talvez esteja na hora de se dedicar a outras coisas. – Renée declarou alisando seu vestido impecável e se aproximando da filha, que continuava no chão.
— O- o que quer dizer? – Perguntou confusa.
— Veja, querida. Eu me preocupo com você. Eu vejo outras meninas da sua idade e elas são tão... diferentes. Saem, conversam, fazem amigos. Quando você não está enfiada nos livros, está trancada nesse quarto pintando. Isso não é saudável, Isabella. Não pode ser!
— Eu só não consigo entender.... – Começou a explicar. – Como posso sonhar e pintar um rosto de alguem que nunca vi, mamãe? – Perguntou assustada. Só tinha quinze anos. Já fazia mais de um ano, desde a primeira vez que o viu. Desde então, todas as noites, o dono daqueles olhos verdes misteriosos visitava seus sonhos, fazendo com que ela o retratasse em seus quadros.
— Eu não sei o que está acontecendo, Isabella. – Sua mãe sussurrou. – Mas talvez seja melhor parar com isso. Faça outras coisas. Descubra outros hobbies.
— Eu gosto de pintar! – Resmungou, abraçando os joelhos, ainda olhando para seu ultimo quadro.
— As vezes precisamos deixar algo que gostamos por algo que será bom para nós, filha. Saia, faça novos amigos. Talvez esses sonhos malucos acabem parando e você possa viver normalmente. Vai ser melhor assim. – Declarou a puxando para fora do quarto, para longe dos quadros.
Mal sabia, que os sonhos eram apenas o inicio de tudo.
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