No fim do túnel
1 Um.
No meio do caminho tinha um poste de luz, que piscava, fazendo o ambiente oscilar entre o mais claro e a penumbra.
— Espero que não se importe. — puxou uma cadeira e sentou ao meu lado, à janela.
Gelei.
— Achei que estava só.
— Você nunca está.
— Nunca?
Balançou a cabeça em negativa.
— Ninguém jamais está. — completou.
— O que quer dizer?
Um suspiro.
— Sempre cercado de pessoas vis.
Desta vez eu que balancei a cabeça.
Silêncio.
O poste se apagou por completo, com um estalo.
— Como chegou até aqui? — perguntei, reencontrando a voz.
Contudo, quando olhei para o lado, já estava só.
Fale com o autor