O que queria comigo?

A pergunta ressoava no meu crânio, assim como ressoou no meu quarto quase vazio quando não obtive resposta.

Entrei, enfim fechando a porta para a sacada. Meus olhos já haviam acostumado-se a escuridão.

As molas do meu colchão velho rangeram. Estiquei o braço, encontrando na primeira gaveta do criado mudo um maço de cigarros pela metade.

Fazia meses que não acendia um, mas gostava da ideia da tentação de tê-los por perto.

— O que está fazendo? — voltara, o tom acusativo.

Daquela vez, eu que ri.

Consetânea mania a sua em intrometer-se onde não o chamaram. — ironizei.