— Você vai fumar? — sua voz soou autoritária.

Não impedi uma risada de puro escarnio de sair.

— O que você tem a ver com isso?

— A idiossincrasia dos viciados ataca mais uma vez.

— Eu não sou viciado. Não mais.

— Então o que faz com esse maço de cigarros? — provocou-me.

A raiva me subiu o rosto. Podia senti-lo quente, fervilhando de ódio.

— E não me diga que gosta de brincar com o perigo. — continuou — Sabemos que não é verdade.

— Você não sabe de nada. — explodi.

A risada fantasmagórica me fez arrepiar por completo.

— Aí é que se engana. Eu sei de tudo.