Notas iniciais
Bom, ta aí o capítulo, vejo vocês lá embaixo



- Eles quem? – Travis perguntou,
mas Vita fez aquela cara de “Na hora certa você vai saber” – Tá bom, vamos ver
como estão os Pégasos. – Travis falou e fui os guiando até a casa abandonada,
assim como Vita disse, não havia uma única alma viva pelas ruas.



Quando
chegamos lá, Cadu, Pietro, Nigrum e Dijan estavam todos assim como deixamos no
dia anterior, com exceção dos torrões de açúcar, que tinham acabados todos.



-
Bom dia Pietro! – Falei o abraçando, tirei a cela que tinha deixado nele ontem,
ele balançou o rabo de animação. – Você não gosta disso e já não sou iniciante,
podemos parar de usar isso. – Falei dando um sorrisinho e piscando para o
Pégaso feliz e contente.



Joguei
uma das dezenas de poções na cela e ela ficou pequenininha, eu a coloquei na
mochila. Não podia deixa-la para trás. Depois nos despedimos dos Pégasos e
fomos em direção aos destroços do orfanato.



-
Vamos começar mexendo um pouco nos destroços, se acharem alguma coisa
relacionada a Tifon, como objetos que retratem a quimera, o leão de nemeia,
vários bichos assim, pode ser importante.



Cada
um foi para um canto começar a procurar, por instinto eu acabei indo para o
lugar de onde saí, fui tirando os destroços delicadamente – depois de um tempo
no acampamento, já tinha desenvolvido minha força sobre-humana – até que achei,
não foi uma imagem nem uma estátua, foi a caixinha onde estava o prendedor que
Nico me deu... Sentei ali e comecei a relembrar aquele meu último dia aqui no
orfanato, o que eu pensaria se me dissessem naquele dia que tudo ia desabar,
que eu ia para um acampamento de semideuses e depois eu voltaria aqui em missão
para salvar minha mãe Afrodite, voando em m Pégaso chamado Pietro? Eu não tenho
ideia... Me abracei um pouco aquela caixinha, aqueles tempos calmos no qual
minha única preocupação era o que eu ia tomar no café da manhã... Coloquei a
caixinha no bolso do casaco e fui até outro lugar para procurar, onde antes era
meu quarto com Kelly e Jillie. Deu bastante trabalho chegar aí, tinham muitos
destroços em cima dessa parte, foram uns 25 minutos cavando até achar a minha
cama, depois 15 minutos tirando as coisas em volta, mais 10 minutos e eu podia
ver o meu quarto, as três camas, o armário de 6 portas, a mesinha, as paredes,
com um pouco de imaginação fértil dava para ignorar tudo destruído e imaginar
como ele era antes...



Sentei
no colchão da minha cama, me segurei para não voltar a chorar, aquele ataque
era para me matar, o quarto foi o mais soterrado, devia ter alguma coisa
realmente importante ali, além de mim. Tirei as portas caídas do armário, por
incrível que pareça ele continuava intacto por dentro, aproveitei para pegar
algumas roupas, de Jillie e Kelly e minhas. Peguei a camiseta do meu pai que eu
guardava no fundo do armário, ninguém sabia da existência dela, não sou muito
de contar isso. Acabei com mais duas calças, quatro camisetas, a camisa do meu
pai, um par de chinelos, um perfume que Nico me deu – Ele dizia que era para
afastar monstrengos, eu entendi que eram os garotos gigantes lá da escola que
adoravam pertubar a gente, mas pensando melhor... – também consegui um arquinho
e meu bichinho de pelúcia, aproveitei e peguei uma mochila de Kelly,
cor-de-rosa, lisa. Coloquei tudo dentro da mochila e fui para fora, primeiro
passei por Duda.



-
Achou alguma coisa? – Perguntei me aproximando.



-
Nada... Estou revirando essa porcaria há uma hora e nem sinal de alguma coisa
que nos importe... – Ela se falou, então virou para mim e viu a mochila. – Pelo
visto você achou alguma coisa.



-
Roupas, meu bichinho de pelúcia e um perfume que afasta monstros. Nada de
Tífon... Vou mostrar o perfume para Vita e depois vou voltar a cavar. – Falei
me despedindo e indo para o outro lado do terreno do orfanato, onde Vita já
havia revirado tudo. – Ei, Vita! – Gritei chamando sua atenção, ela olhou para mim
e veio em minha direção.



-
Vejo que achou algumas coisas pequena... Isso é? Perfume para afastar monstros?
Nossa, é muito difícil conseguir isso! – Ela falou pegando o frasco, que ainda
estava cheio, eu nunca fui muito de usar perfume.



-
Nico me deu quando eu morava aqui, também consegui algumas roupas. Eu vim aqui
para confirmar que esse perfume ia nos servir. – Falei pegando o frasco de
novo, ela assentiu com a cabeça. Depois fui procurar outro lugar para cavar.



Travis
já tinha chegado ao primeiro andar em sua cavação e nada. Passamos mais três
horas revirando tudo e já estávamos com fome, era uma da tarde, já tínhamos
revirado tudo naquele terreno e não tínhamos mais nada para procurar.



-
Tem um restaurante bom, 20 minutos andando daqui. – Falei me lembrando de
quando eu ia lá com Nico nos dias em que podíamos deixar o orfanato.



-
Por mim se tem comida é ótimo! – Travis falou esfregando uma mão na outra.



-
Bom, se a comida é boa, tá ótimo. – Duda falou, começamos a ir.



-
Crianças, precisamos saber para onde vamos, temos que aproveitar agora enquanto
está tudo calmo, primeiro vamos parar para pensar. – Vita falou e se sentou no
chão, nós três nos sentamos também. – Rachel não te deu uma dica? – Ela
perguntou para mim.



-
Sim... Eu estava... Pousando em uma praia. Achei que fosse o final da missão.



-
De onde você veio? – Ela me perguntou.



-
Daqui, De Washington, daqui eu fui pro acampamento.



-
De onde você veio? – Ela perguntou de novo.



-
De Washington. – Respondi de novo.



-
De onde você veio? – Ela perguntou mais uma vez.



-
De Washington. – Respondi me segurando para não perder a calma.



-
De onde você veio? – Ela perguntou mais uma vez.



-
Da Califórnia, três ruas atrás da praia de Santa Monica. – Respondi sem nem perceber
o que tinha feito.



-
Então já sabemos para onde vamos. – Vita falou, então eu me dei conta, de lá
que eu vim!



-
Mas temos um problema, no desenho da Rachel só três pégasos e uma pessoa em
cada pousam na praia. – Falei pegando o desenho, eu o abri, no momento que o
exibi eram três pégasos, mas um instante depois em um espaço vazio do desenho, foi
se formando um quarto Pégaso.



-
Problema resolvido. Agora podemos comer? – Duda perguntou, fomos para o
restaurante, todos estávamos morrendo de fome.



Fomos
andando em silêncio, logo chegamos no restaurante a quilo, entramos, comemos
até estarmos cheios, pagamos e fomos embora. É, o almoço não teve nada de
interessante para contar.



Fomos
até os pégasos, quando eu estava quase chegando, meu prendedor começou a
brilhar.



-
Eles estão com problemas! – gritei começando a correr na minha velocidade
máxima até a casa abandonada, já chegando consegui ouvir alguns ruídos
estranhos. – Pietro! – gritei quando vi a pedra lá esmagada e Pietro tentando
desviar de seguidos ataques de uma empousa. – Sai de perto dele cachorra! –
Gritei pegando o prendedor e o transformando em uma espada.



-
E o que a Filhinha de Afrodite vai fazer para me impedir? – Ela perguntou dando
mais um passo em direção ao Pégaso indefeso.



-
Isso... – Falei quando ela se virou de costas, eu lancei minha espada em sua
direção, a lâmina do Rio Estige atravessou suas costas. Nesse momento Duda,
Travis e Vita chegaram. Junto com doze dracaenas. – Três para cada? – Perguntei
enquanto tirava a espada das costas do monstro e ele/ela se transformava em pó
dourado.



-
Três para cada então! – Travis gritou pegando sua espada.



Logo
voei para cima de um dos bichos, que me atacou também, tentei me desviar. De
certo ponto de vista consegui, pois aquilo não me acertou, mas eu caí no chão e
consegui dar um bom jeito no meu braço. A dracaena pulou em cima de mim para um
ataque final, mas eu coloquei a espada na minha frente e ela mergulhou de
barriga na lâmina, eu fiquei coberta de pó dourado e com um braço bem dolorido.



Logo
vi as outras duas que eu deveria matar, elas estavam brigando entre si...
Estúpidas...



-
Olha se fosse eu não deixava! – Gritei me aproximando e me concentrando para
transformar minha espada em um par de facas.



-
Ssssssssssssemideusssssssssssssssa, filha de Afrodite... – O bicho com parte de
cobra parte de gente parte de não tenho ideia falou.



-
Já foi em uma fonoaudióloga amore? – Perguntei sarcástica, tenho certeza que
ela deve ouvir as mesmas piadinhas de todos os semideuses. Ela e a amiguinha se
estressaram, voaram para cima de mim, no exato momento em que minha espada se
dividiu em duas pequenas facas.



No
primeiro ataque, um corte no braço de uma e uma faca cravada no ombro da outra,
arranquei a faca e ela caiu no chão, enquanto a outra passava a mão pelo corte
cravei uma faca em cada perna, ela não morreu, mas não conseguia se levantar.
Podia me concentrar na outra. Cruzei as facas para bloquear um de seus ataques,
senti a adrenalina passar pelo meu corpo, gritei o mais alto que pude e pulei
em cima dela, enfiei cada faca em uma de suas orelhas, bom, não sei se o que
aquilo tem é mesmo uma orelha, enfiei cada faca em uma lateral da cabeça, ela
se esvaiu em pó e eu caí no chão, matar a outra foi fácil, ela estava se
contorcendo de dor no chão, cortei sua cabeça, mais pó dourado.



Duda
estava acabando de despedaçar sua última dracaena, Vita já tinha acabado com as
suas, mas estava cuidando de um corte bem profundo na perna de Travis. Ela
acabou de enfaixar a perna dele, ele tomou ambrosia, estávamos cercados de pó
dourado, que estava sumindo aos poucos. A adrenalina foi passando e meu braço
voltou a latejar, doía que parecia que ele tinha virado ao contrário.



-
Preciso de um pouco de ambrosia também. – Falei me aproximando, ela olhou para
o meu braço, fez uma cara estranha e pegou um pouco de ambrosia.



-
É melhor enfaixar isso. – Ela falou pegando mais ataduras da sua mochila,
envolveu meu braço. – Você vai ter um pouco de dificuldade para guiar o Pégaso,
mas com o braço enfaixado ele vai voltar pro lugar mais rápido. – Assenti com a
cabeça. – Temos que ir, eles já sabem que nós não morremos na explosão.



Juntamos
nossas coisas de novo, agora a mochila das poções estava com Travis, eu estava
com a rosa, Duda e Vita estavam com as outras mochilas pretas, levantamos voo.



Foram
quatro horas de voo, mais monótonas impossíveis. A vista era bonitinha, mas nos
cansamos muito, afinal atravessamos os Estados Unidos inteiro em duas viagens,
somando muitas horas de voo, de carro seriam dias de viagem, pelo menos eu
podia agradecer ao fato de ter Pégasos à nossa disposição. Depois de três horas
voando bem rápido, não tão rápido quanto um avião, mas muito rápido.



-
Ali! Vamos pousar os Pégasos na praia vazia e depois os levamos até aquele
galpão! – Vita falou apontando par uma praia um tanto longe de onde eu morava e
um galpão ainda mais longe, mas ele tinha o símbolo dos deuses gregos, então
era confiável.



Por
mais incrível que pareça consegui pousar direito, sem cela e com o braço
enfaixado. Pietro estava se equilibrando bem sozinho, fomos paramos lentamente
e então eu desci dele. Nós quatro fomos caminhando em direção à rua. O disfarce
de Pégaso estava sendo mais útil que nunca agora.



O
sol já estava se pondo, então fomos o mais rápido possível até o galpão, eram
duas grandes portas, lá dentro tinha um centauro atrás de uma mesa.



-
Precisamos deixar os Pégasos aqui enquanto estivermos na cidade. – Falei
apoiando os braços na mesa.



-
Pégasos não existem garotinha... – Ele cantarolou, enquanto folheava um jornal.
Peguei dois dracmas e botei em cima da mesa, transformei meu prendedor em
espada e o botei do lado.



-
Victoria e Travis de Hermes, Eduarda de Poseidon e Vita de Apolo. – Falei
séria, ele me olhou e se levantou.



-
Por aqui — Ele foi indicando caminho até
o final do galpão, onde vários – quero dizer, vários mesmo – Pégasos estavam
guardados. – Mas só temos lugar para os Pégasos, vocês vão ter que ir para um
hotel.



-
Vou te deixar aqui amiguinho, mas eu volto para te buscar, pode deixar! – Falei
enquanto tirava o dispositivo de disfarce de Pégaso, aquilo não o agradava. –
Está feliz por tirar isso não? – Ele balançou a cabeça positivamente e agitou o
rabo. – Agora vá lá com seus amigos, até breve Pietro! – Falei o abraçando mais
uma vez. Ele foi lentamente seguindo os outros.



Acontece
que no fundo do galpão tinha uma imagem da Quimera, Pietro se desesperou quando
viu a imagem e saiu dando coice em tudo que viu a sua volta. O centauro tentou
se aproximar dele mas no momento que ele esticou o braço, Pietro se preparou
para ataca-lo.



-
Pietro, pare! – gritei me aproximando dele. – Agora. – O toquei, ele foi se
acalmando aos poucos.



-
Esse Pégaso vai nos dar problemas... – O centauro falou pegando uma caneta para
riscar o nome dele da lista de hospedados, era hora de lembrar de quem sou
filha.



-
Não senhor... Ele é bem calminho... Não vai dar problema nenhum... – Falei
usando o máximo de charme possível, ele assentiu e guardou a caneta. – Viu
Pietro? Problema nenhum! – Falei para o Pégaso, depois fui até a imagem da
Quimera e a virei, não queria causar mais nenhum acidente.



Quando
saímos do galpão já estava de noite, precisávamos de um lugar para dormir.
Fomos vagando pelas ruas vazias até que vimos ao longe um grande Hotel, fomos
para lá.



Já
chegando perto, pudemos perceber que ele estava muito lotado, a recepção estava
botando gente pela janela, mal dava pra dar dois passos para dentro, nos
viramos e sentamos na calçada.



-
Qual é a próxima coisa que a profecia diz? – Duda perguntou, se ajeitando no
chão duro.



-
Deixa eu ver, já estamos na terceira linha... Nico! Nico disse que estaria na
terceira linha! A próxima parte é a de encontrarmos a ajuda na sombra! – Falei,
finalmente tudo parecia claro.



-
Ei gatinha, vamos parar um pouco, não podemos sair procurando Nico por toda
sombra da cidade, até por que ele pode não ser isso, talvez ele nem apareça...



-
Quem não apareça? – Perguntou aquela voz conhecida que me faz sentir tão
confortável.



-
Nico! – Gritei indo abraça-lo. – Sabia que você vinha!



-
É, eu vim... – Ele falou olhando para trás, ele tinha vindo da lateral do
hotel.



-
Ótimo colega, mas continuamos com um problema. Onde vamos passar a noite? –
Duda perguntou se levantando e limpando a camada mais grossa de poeira da
roupa.



-
Victoria, você morou aqui por anos, não tem ninguém que você conheça com uma
casa aqui perto? – Vita perguntou, foi a última a levantar.



-
Bom, a única casa que eu conheço é a na qual eu morava e não vou enganar vocês,
ela é bem longe daqui... – Falei olhando para o além, que não era tão longe por
que a rua estava escura e só era possível enxergar alguns metros adiante.



-
Podemos pegar carona com aquelas três irmãs esquisitas que eu nunca lembro o
nome... – Duda deu uma ideia que me pareceu realmente interessante, mas logo
não agradou nem Travis, nem Nico muito menos Vita.



-
Olha, eu posso me teletransportar e consigo levar Vita comigo, se Nico
conseguir levar vocês duas – ele falou olhando para mim e Duda. – estamos
resolvidos.



-
Perfeito, aquele táxi não é tão bom assim, ferre-se o cansaço... Vamos fazer
assim eu levo a Duda e depois volto para te buscar, tá bom pequena? – Ele me
perguntou, eu apenas acenei positivamente, apesar de que a ideia de ficar
sozinha ali naquela rua escura não me agradava nem um pouquinho...



Logo
Travis e Vita sumiram, Duda pulou nas costas de Nico e os dois foram correndo
em direção à uma sombra e desapareceram, só restei eu...



Eis
um ótimo jeito de justificar o meu atual medo de ficar sozinha em ruas escuras,
uns 40 segundos depois de eles terem ido se abriu um buraco imenso no chão – o
qual aparentemente só eu via – e de lá vinha uma voz realmente bastante e
impressionantemente rouca, grave e muito, eu repito MUITO assustadora...

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, já passamos da metade e tal e como essa fic não anda muito boa, eu não devo postar segunda ou terceira temporada, as aventuras da vicky acabam por aqui. Ainda peço reviews né, vai que bate a consciencia, vejo vocês por lá, ou não, bjinhos
Vicky