Notas iniciais
Olá terrestres!O primeiro capítulo começa agora!quero agradecer a todos que mandaram os reviews. Eles são muito importantes para nos fazer acelerar a história.Bjs e espero que gostem!

B. Swan

[Bella — Roupa]

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N/A: A parte debaixo dela é uma bermuda social preta. Os acessórios fazem parte do look dela.

[Cabelo]

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N/A: Liso em cima e quando chega na altura da orelha cacheia, um pouco mais que a da foto, e vai até o final do pescoço. A franjinha também existe, só que de lado. Lembrando que o cabelo de Bella é castanho avermelhado.

[Sapato]

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O que eu não faço pela minha afilhada?

Eu estou aqui, no calor de 40°C do México, ao sol de 12:00, esperando o bendito do ônibus chegar. Não que eu não esteja acostumada com o calor, já que moro no Rio e lá é quente pra caramba, mas eu costumo ficar no ar condicionado. O que é uma idéia bastante atraente agora.

Pra esquecer que eu estou virando uma cachoeira, recapitulei minhas ultimas horas vividas. No aeroporto a despedida de Jacob, meu porto seguro. Aquele que eu posso contar sempre que precisar. Conheci-o enquanto o fotografava. Ele é modelo e eu sou dona de um estúdio de fotografias, mas apesar de comandar tudo lá, também fotografo. A Photo Designer é muito bem reconhecida, tem contratos importantes com grandes jornais e revistas do Brasil, tanto de moda, como geral.

E é por isso que não posso simplesmente largar o Brasil. Além de gostar muito de morar aqui, não posso deixar meu grande negócio. Sinto saudades dos meus amigos, mas infelizmente não dá.

Acabei de escutar um barulho na pista da rodoviária e os meus olhos não acreditaram no que viram. Parece que finalmente Deus olhou pra mim e resolveu trazer meu ônibus. Segurando minha duas malas, minha frasqueirinha e minha bolsa, me dirigi ao motorista e seu ajudante, sendo a primeira da fila.

— Passagem? – Disse o motorista gordo e com um bigode gigante, enquanto o ajudante pegava minhas malas. Entreguei a passagem e minha identidade, e ele conferiu. – Poltrona 30A. Boa viagem.

Guardei tudo na minha bolsa e fui atrás da minha poltrona. Ao sentir o clima dentro do ônibus eu quase gritei. Alice me paga! Como ela me coloca dentro de um ônibus sem a merda do ar condicionado? Sentei e abri a janela. Comecei a praguejar todos os palavrões que eu conhecia, tanto em português como em inglês.

A porta finalmente se fechou e o motorista ligou o motor para iniciarmos a viagem. Não andamos 10 metros, e escutamos alguém gritando.

— MOTORISTA! PARE O ÔNIBUS! MOTORISTA!!!!

Estranho, eu conhecia aquela voz.

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E. Cullen

[Edward -Roupa]

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Eu juro que não tenho culpa. Eu não tenho culpa, de verdade. Não tenho culpa de encontrar pela primeira vez na vida um taxista mulher e ela simplesmente me obrigar a transar com ela. Bom, obrigado... obrigado mesmo, eu não fui. Mais porra! Eu estava saindo do aeroporto do México e chamei um táxi. Essa foi minha única culpa.

Quando cheguei à rodoviária e encontrei meu ônibus saindo, quase cai duro. Afinal, eu não queria ficar em um país que eu não conhecia. Joguei o dinheiro na gostosa do táxi e simplesmente sai correndo com minha mala média atrás do ônibus, que graças a Deus parou quando me ouviu gritar.

Êta gogó.

O motorista bigodudo saiu do ônibus — como uma cara não muito bonita — e o ajudante — que também não estava pulando de felicidade — pegou minha mala.

- Você sabe que horas são? – Disse quando entreguei minha passagem e minha identidade.

- É hora de dar tchau. É hora de dar tchau. Teletubes, teletubes...

É, acho que ele não gostou muito da minha piada. Galera mau comida é foda.

- Uma gracinha Senhor Cullen, um só gracinha, e eu te deixo no meio da pista. – Disse entregando os meus documentos. – Poltrona 30B.

Guardei meus documentos no bolso da frente da minha mala e achei melhor não falar nada, senão Jasper me socaria de verdade e eu não viria minha afilhada linda. Como um cara podre de feio daquele pode ser pai de uma coisinha tão linda como a Julinha. Alice, você pula cerca que eu sei!

Molhado de suor – sim, porque ninguém corre num calor de 40°C e fica seco – fui procurar minha poltrona. O ônibus estava todo lotado e eu fui atrás da última fileira, onde ficava a 30B. Era o único lugar vazio, ao lado de uma moça de cabelos cacheados curtinhos, que praguejava alguma coisa e olhava pra janela.

Quando ia me sentar, o mau comido do motorista acelerou o ônibus, me fazendo cair com a cara no colo da mulher. Não que eu esteja reclamando, não há melhor lugar para se cair com a cara.

- O que...? – A mulher falou. Eu conhecia essa voz.

- Me desculpa eu... Bella?

Corrigindo, havia sim lugar melhor para cair. De preferência fora do ônibus. Porque a minha ex-mulher estava agora me olhando descrente. Os cabelos bem cacheados agora estavam curtinhos, os olhos castanhos achocolatados e a pele branca e macia ainda estavam lá. Ela continuava linda ou até mais, isso era fato. Mas não se deixem enganar pela aparência – o que é realmente difícil – aquela ali é a maior roubada que um homem pode cair.

— O que você esta fazendo aqui? – Perguntou ela com um olhar assassino. Ela ainda me dá medo.

— O mesmo que você.

— Ah! Claro. Eu sei que você está me perseguindo. – Opa! Ta ficando vermelhinha.

— Você não é boa o suficiente pra ser perseguida por mim. – Resolvi me sentar antes que caísse no colo do gordo no banco da frente. Minha cota de colos péssimos para se cair em uma viagem de ônibus já havia extrapolando.

— Eu imagino os tipinhos que você gosta de perseguir. Deve ser a Carol Popozuda, a Taty do Leitinho, a Mulher Samambaia,ou até mesmo a sua secretária né? A última que eu conheci se chamava Dani.

Lá vinha ela com aquele papo de novo. Eu nunca havia conhecido uma mulher que fazia questão que um homem a chifrasse. Bella é única mesmo. Ela sempre achou que eu a chifrava com a Dani. Coisa que nunca aconteceu nem com a Dani, nem com mulher alguma. Por quê? Porque aquela baixinha gostosa de uma figa foi a única mulher que eu amei na minha vida. Amei, passado, por favor.

- A Taty do Leitinho você acertou em cheio. Você me conhece mesmo né!

Taty do Leitinho era uma mulher que tinha posto 800g de silicone em cada seio. A Bella realmente achava que eu gostava daquele tipo de mulher. Ah! Fala sério! Mulher tem que ser proporcional, com seios que caibam em minha mão. Como a diaba aí na minha frente.

- Argh! Você é nojento. Como pude me casar com você? E pra você é Isabella.

- O que?

- Isabella, você me chamou de Bella antes.

- Não chamei não.

- Chamou sim.

-Não chamei, mas agora vou chamar. Bella. Bella. Bella. Bella. Bella. Bella. Bella.

- Eu não to acreditando nisso. – Ela disse revirando os olhos e voltando a olhar pela janela.

A coisa mais fantástica que existe é irritar a Bella. É engraçado como o sangue dela se concentra nas bochechas e aos poucos se espalha pelo rosto. Melhor que assistir vídeo cacetadas. Na verdade, qualquer coisa é melhor que vídeo cacetadas. Então, ver Bella vermelhinha é melhor que qualquer filme de comédia. Pronto, agora sim.

Quando descobri esse truque quase explodi de tanto rir, fazendo com que ela ficasse ainda mais vermelha e com mais raiva de mim. Mas havia uma coisa legal entre a gente: sempre nos reconciliávamos com sexo selvagem. Uma maravilha.

Tentando esquecer a mulher do meu lado, dei uma olhada nas revistas que tinham na poltrona da frente. Nada de mulher pelada, uma mixaria. Mas peguei uma lá sobre medicina. Eu como médico, muito bem sucedido e pouco modesto obrigado, tinha que ler daquelas coisas. Achei uma reportagem sobre células tronco. Deitei o banco e fui colocar meu braço no encosto mais aí... Ah! Tava demorando.

- Tire seu braço cabeludo daí.

- Até dois anos atrás você adorava eles. Me disse até que me deixava mais másculo.

- Quando não eram brancos — Calunia!

- Não tem um só fio de cabelo branco aí, sua maluca! – Disse com raiva.

- Tire o seu braço daí, seu brutamonte! – Disse ela com a voz elevada e batendo no meu braço. Ai ai... Engraçado, to sentindo uma coceirinha no meu braço esquerdo... – EDWARD!

Opa. Ta ficando, ficando, mais um pouquinho... BOOOOM! A Bella virou um tomate ambulante! FANTÁSTICO!

Mas aí o tomate criou pernas e começou a me dar chutes e aí eu não agüentei, porque eu não sou de ferro. A doente tinha força nas pernas. E que pernas...

- Shiiiuu. Tem gente tentando dormir! – O gordão da frente colocou o dedo igualmente gordo no que parecia ser o lábio dele, e a Bella virou para o canto, tirando o braço da cadeira. Yes! Ponto pro gostosão aqui.

A viagem seguiu sem nem um piu dos dois. Mas até um certo momento, porque quando se trata de Isabella Cullen, as coisas não ficam muito calmas. Sabe porquê? Ela acabou de fechar a janela.

- Que porra é essa?

- Abaixe seu tom de voz comigo. – Disse séria. — Meu cabelo ta começando a ficar um balão.

- Qual é, Bella. Seu cabelo sempre foi bom!

- Então troque de lugar comigo.

Eu me levantei e fiquei no corredor enquanto ela pegava a bolsa e a frasqueira. Toda vez que o ônibus passava por um buraco, minha cabeça batia no teto. Vai Edward, quem mandou ser filho de seu Carlisle Dois Metros Cullen! Ela, notando isso, foi bem lentamente – quando digo lentamente, é bem lentamente mesmo. — se sentar na poltrona que era minha, como se quisesse apreciar o crescimento dos galos na minha cabeça. Quer uma pipoquinha não?

Ah! Mas eu sou Edward Cullen e tudo que vai, volta. Quando fui me sentar, ao passar por ela fiz questão de me esbarrar nela, batendo com força meu braço no pescoço dela – empurrando sua cabeça para o outro lado -, meu ombro no seu queixo. Botei minha mão bem no meio do rosto dela espremendo-a contra a cadeira. E eis o resultado: Tomate 3, a ex-mulher revoltada.

- Você é um poço de maturidade, Cullen! — Disse quando eu finalmente me sentei. — Quantos anos você tem? Cinco?

- Com certeza mais que você.

- Com licença que eu vou no banheiro vomitar! – Ela levantou e se dirigiu ao banheiro.

Não é que a bunda dela continuava linda!

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B. Swan

O futuro é algo imprevisível mesmo. Eu sai do conforto da minha casa com o objetivo de encarar uma viagem tranqüila. Mas nem a Fiona pensou que o Edward encararia o dragão para salvá-la. Sim, porque entre o Shrek e o Edward não há diferença, os dois são ogros.

Foi uma surpresa pra mim ver Edward. Não boa, deixo bem claro. Mas tenho que ser honesta e admitir que apesar de mais velho, ele não está nem um pouco feio. Tá, feio ele nunca foi e aquele corpo, Deus! Edward sempre teve corpo atlético. Branco, cabelos cor de bronze (e sem nenhum fio branco, era só pra implicar mesmo) e os olhos incrivelmente verdes. Ele é lindo. Mas não se enganem! Aquele ali é a maior roubada que uma mulher pode cair.

Deve ser esse o único motivo que me fez casar com aquele energúmeno. Mas ele nem sempre foi assim. Ele era carinhoso, cavalheiro, gentil, engraçado... Um homem que toda mulher queria. Mas depois do casamento vieram as brigas e ele realmente acha que eu sou idiota o suficiente para acreditar que ele não me traiu com aquela piriguete da secretária dele. Odeio homem que subestima minha inteligência. Garotas, abram os olhos. Todo homem quando briga com sua mulher vai atrás de outra. E Edward não seria diferente.

Agora ele ta aí, se achando a merda. Mas eu não vou ficar aqui escondida no banheiro, não mesmo! Se aquele cavalo pensa que vai me irritar, ele está muito enganado. Auto controle é tudo Bella!

Enxuguei meu rosto – que eu tinha molhado com água para ver se diminuía a vermelhidão do meu rosto – e abria a porta. Mas nesse momento, um homem entrou imediatamente no banheiro e me trancou lá dentro com ele. Deus! Ele vai me estrupar.!

- Quietinha!

- Quem é você?

- Não interessa. Você vai fazer tudo que eu mandar, está me entendendo? – Senti o metal frio da arma encostar em minha barriga.

- O que você quer?

- Você vai sair daqui e vai até o motorista dizer que quer descer do ônibus agora e que eu, seu mordomo, vou levar suas coisas para casa. Se ele perguntar o motivo, diga que recebeu uma ligação importante e que vai esperar uma pessoa te pegar na pista.

- Por que isso?

- Você não notou que isso é um assalto? – Ele ta me chamando de burra?

- Olha como fala comigo!

- Cala boca, antes que isso aqui termine em morte.

É, com essa eu me calei. No fim das contas, eu posso morrer feliz. É melhor procurar alguma coisa boa nessa situação, sempre funciona para acalmar os nervos. Ficar longe do Cullen?! É esse realmente é um ponto positivo.

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3ª Pessoa

Edward terminou de ler a reportagem sobre Células Tronco. Não que já não soubesse tudo que estava ali, mas para ele qualquer coisa era melhor do que encarar a mulher que estava no banheiro.

Fechou a revista – já não queria mais ler nada que estava lá – e guardou no bolso da poltrona da frente. Olhou a televisão que havia pendurado no teto indicando o lugar onde estavam. Já haviam atravessado a fronteira do México com os Estados Unidos, e agora estavam entrando na cidade de Tucson, no Arizona, ás 13:00 horas. Segundo seus cálculos, deveriam estar chegando em San Diego ás 15:00 horas.

Deu uma olhada para a porta do banheiro que ficava atrás de sua poltrona e viu que continuava fechada. Não que estivesse preocupado com ela, de forma alguma. Estava preocupado com as outras pessoas que poderiam estar com vontade de fazer xixi e ela não deixava. Egoísta!

Não deu tempo nem dele olhar novamente para frente, que escutou a porta ser destrancada. Viu Bella passando por ele rapidamente com uma expressão estranha e resolveu perguntar o que tinha acontecido.

- Ei, ow ow ow. – Segurou seu braço com força, fazendo com que Bella quase caísse. – O que aconteceu? Você ta mais branca do que já é!

Bella olhou rapidamente para baixo e voltou a encará-lo.

- Ficar longe de você! Me largue.

- Você ta estranha.

- Estranho é você. Agora me largue e não me siga! – Bella puxou seu braço e foi em direção ao motorista.

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E. Cullen

É isso que dá querer ajudar o próximo. Bonzinho só se fode! Mas mesmo com essa resposta mal educada eu ainda estou intrigado. Eu conheço minha ex e se ela estivesse com raiva eu saberia na hora.

Eu poderia ficar aqui e ela que se exploda, mas eu não perderia a chance de irritá-la. Observei-a falando com o motorista, coisa mais estranha ainda. Afinal, quem gostaria de conversar com aquele projeto de Trasgo. Sim, eu gosto de Harry Potter.

De repente senti o ônibus parar e vi Bella descendo dele. Decidi ir falar com o motorista quando sinto o ônibus voltando a andar.

- Ei cara, qual é? – Disse pro motorista. – Ela só foi mijar no mato, já ta voltando.

O motorista bufou. Ele decididamente não gostou de mim.

- Ela decidiu sair do ônibus, parece que vem alguém pegar ela.

- Em Tucson? Tem alguma coisa errada. Será que você é incapaz de perceber isso, ô Leôncio¹?

O motorista deu uma freada brusca e ficou de pé me encarando.

- Eu avisei, Cullen! Uma só gracinha e eu lhe deixaria no meio da pista.

- Você não pode fazer isso. Eu paguei a passagem.

- Você cometeu um desacato ao trabalhador e Preconceito de Renda. Conheço pessoas como você que só por ganharem mais que eu se acham superiores.

- Como é? – Cara, o Leôncio pirou!

- Isso mesmo. Saia do ônibus agora. – E ele simplesmente me empurrou para fora do ônibus. Assim, do nada.

Cai de costas no meio da pista e se eu não tivesse recolhido minha perna, a porta teria fechado nela.

Levantei devagar tentando sentir se havia algum osso fora do lugar. Isso não poderia estar acontecendo. Era o pior dia da minha vida. Eu cheguei atrasado na rodoviária, correndo que nem um louco com a minha...

CARALHO, MINHA MALA!

- EI!!! MINHA MALA! – Sai correndo atrás do ônibus, numa tentativa fracassada de alcançá-lo. – MINHA MALA!!!!!!!!!!

Aquele miserável, filho da mãe! Cara, eu não acredito. Eu to aqui no meio do nada, onde Judas perdeu as meias – porque as botas ele já havia perdido quilômetros atrás -, sem nenhuma esperança de vida. Mas isso tudo é culpa da Bella. Eu quis bancar o preocupado e acabei me fudendo. Aliás, cadê ela?

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Leôncio ¹ : Personagem do Pica – pau, um leão-marinho. Foto dele:

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Notas finais
E agora?O que será que eles vão fazer para sobreviverem?Até o fim de semana que vem!bjs