No Limite do Divórcio

16 Entrega e Confusão


Notas iniciais
Oieeee
demorei um pouquinho por causa da correria mas ta ai o capítulo!
Gente, já passamos do meio da história e estamos caminhando para o fim, acho que mais uns sete capítulos ou menos.
Minha outra fic já está sendo escrita e como já disse antes, a dinâmica dela vai ser diferente. Mas pra frente eu explico melhor.
Obrigada de coração pelos reviews e pelas leitoras novas que chegaram. Seja bem vindas girls!
To sentindo falta das recomendações, faz tempo que não recebo uma.
Ah! Alguma de vocês já viu a NLDD na publicidade? Eu criei vergonha e fui descobri como funciona. Eu sou uma idiota mesmo, podem falar.
Beijos e até proximo capítulo, minhas fofas!

- Eu não fui homem suficiente para lhe provar que você estava errada. Não tive a mesma garra que tive para lhe conquistar quando nós nos conhecemos naquela floricultura, há seis anos.

- Por favor Edward, pare com isso. – Disse entre soluços.

Uma mão sua foi para a minha cintura enquanto a outra se enterrou entre meus cachos. Nossas testas e narizes se colaram.

- Me perdoe, me perdoe por desistir de você tão fácil. – Edward sussurrou. – Me deixe te ter ao menos essa noite. Nos amar como nos amamos há dois anos atrás.

Mas lágrimas caíram do meu rosto enquanto eu tomava uma decisão que não precisava pensar. Não importava com quem eu estava, se eu ainda o amava ou o que de fato tinha acontecia. Eu pertencia a ele.

Segurei sua nuca e o beijei como se precisasse daquilo para sobreviver. E eu de fato precisava.

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CAPÍTULO 15

Narradora POV

[Ayer — Enrique Iglesias]

http://www.youtube.com/watch?v=5s_r_Ak4ZMw

Após terminarem o longo e significativo beijo, Bella amoleceu, abraçando-o pelo pescoço e encostou a cabeça em seu peito, fechando os olhos e sinalizando sua entrega. Edward segurou-a pela cintura, fazendo com que a última cruzasse as pernas em volta dele, e a levou para o lago. Agora na altura dos olhos dele, Bella encostou sua testa na de Edward, curtindo o hálito fresco que saia por sua boca.

Edward sentou-a na margem do lago enquanto ele entrava no mesmo. Uma vez na sua frente e sem desviar os olhos dela, alisou seu braços do fim ao inicio, descendo lateralmente por seus seios, cintura e o início de sua cocha, onde levantou lentamente a barra da camisola branca a tirando, fazendo os cachos dela balançarem.

Bella estava apenas de calcinha rosa, o que fez o membro de Edward pulsar ereto. Acariciou os seios sentindo o prazer de tê-los novamente após dois anos.

Concentrou-se em seu pescoço enquanto Bella jogava a cabeça para trás, lhe dando livre acesso. Não havia nada mais tentador do que o cheiro daquela mulher. Edward chupava o local com vigor enquanto seu polegar acariciava os mamilos dela.

- Edward...

Bella gemeu incentivando Edward a descer a boca até seus mamilos. Lambia-os como sabia que a sua mulher gostava. Não se importava o que havia acontecido entre os dois. Ela era sua e ponto final.

Bella cravou as unhas em suas costas fazendo Edward gemer alto de dor e prazer. Ela desceu da margem entrando de vez no lago morno e desceu sua boca do tórax ao fim do abdome definido do marido. Suas mãos foram ao cós da calça e a abaixou junto com a cueca, revendo o que lhe matava de prazer. Era grande e extremamente delicioso.

Edward jogou sua calça longe, fazendo-a boiar em algum canto do lago.

- Bella...

Gritou Edward ao sentir as mãos delicadas dela em seu pênis. Não importava quantas mulheres já o haviam tocado, Bella era única e de olhos fechados reconheceria o toque da sua mulher. Impedida de chupar por causa da água, Bella acariciou seus testículos enquanto a outra mão passava com vigor em seu membro.

- Bella... – Disse Edward sem fôlego.

Afastou Bella e colocou-a de volta na margem, fazendo-a deitar. Tirou sua calcinha e olhou hipnotizado o mel dela escorrendo pelo sexo.

- Não fique só olhando Edward. – Gemeu Bella torturada.

Edward sorriu torto, e caiu de boca no sexo de Bella. Sugou o clitóris enquanto enfiava dois dedos na intimidade dela. Bella gritou e puxou os cabelos do marido. Depois de alguns movimentos, segurou nos braços dele e o puxou para si. Edward subiu em cima dela e a beijou delicadamente. Afastaram-se um pouco pra respirar.

— Você quer que eu seja sua esta noite. – Disse Bella acariciando seu rosto. – Seja meu também por essa noite.

- Nunca deixei de ser.

Se afundou nela de uma vez só. Entre gemidos de ambos, Bella segurou o braço dele, não querendo que se afastasse nunca mais e Edward falou o que fez o peito dela explodir.

- Eu te amo tanto.

Chegaram ao clímax juntos. Edward desabou em cima dela e Bella o abraçou com as pernas e os braços. Molhados pela água do lago e pelo suor do ato, fecharam os olhos buscando fôlego. Edward descansou sua cabeça entre o vale dos seios dela e os dois permaneceram assim, sentindo a pele do outro colada na sua.

Não ficaram só nisso, afinal a noite toda era deles. Pertenceram um ao outro mais 3 vezes até que se deitaram perto de uma árvore, quando já surgia os primeiros raios de sol.

[N/A: Música escolhida a dedo. Tradução ai em baixo.]

Ei
Me diga aonde você vai
E se sabe o seu destino

Ei,
Onde você deixou seus sonhos ocultos
Veja que a lua nos deixou
Iluminados bem de perto
E apesar daquele adeus
A minha porta estava sempre aberta
Como antes

Ontem você caiu no meu coração
E eu te escondi num canto
Do outro lado
Eu sei que a vida nos deixou
Saber que o nosso amor
Não terminou
Não terminou

Ei
O seu olhar diz que você está arrependida

Ei
Diga-me se é verdade ou é apenas uma ideia minha!
Diga que não é loucura e nem obsessão
Que não é fantasia, apenas
Diga que está arrependida e que eu
Nunca deixei de te amar
Como antes...

Ontem você caiu no meu coração
E eu te escondi num canto
Do outro lado
Eu sei que a vida nos deixou
Saber que o nosso amor
Não terminou

Ontem você caiu no meu coração
E eu te escondi num canto
Do outro lado
Eu sei que a vida nos deixou
Saber que o nosso amor
Não terminou
Não terminou

Ei
Me diga aonde você vai
E se você sabe o seu destino...



B. Swan

Eu não queria pensar muito no que havia feito até por que eu não me arrependia. Eu tinha medo era das conseqüências. Eu não estava preparada para recuperar a relação que tinha com Edward, pois eu ainda não confiava plenamente nele.

Se eu o amava? Loucamente, eu nunca deixei de amá-lo e agora eu percebia isso. O único problema é que não dá pra construir uma relação estável se não há confiança no meio.

Eu e Edward já estávamos vestidos apenas observando os primeiros raios de luz que surgiam no horizonte. Eu estava deitada em seu peito enquanto ele brincava com meus dedos da mão. Nenhum dos dois ousava falar nada, apenas curtia os últimos momentos em que nós prometemos ser um do outro.

- Eu me esqueci de te entregar uma coisa. – Edward interrompeu o silêncio entre nós e se levantou, fazendo-me sentar na grama.

Foi até uma árvore próxima a nós e pegou algo. Voltou, sentando a minha frente e me entregou uma flor. Ela era linda, branca com a borda rosa, suas pétalas eram suaves e delicadas.

- Mike faz misturas genéticas de flores e acaba criando novas espécies. Esta aqui estava sem nome quando ele me apresentou. Logo de cara eu achei ela incrivelmente linda e... sugeri um nome.

- Qual? – Disse ainda analisando a flor em minhas mãos.

- Bella. – Encarei suas esmeraldas que me olhavam intensamente. – Ele me deu essa flor e eu quis entregá-la a você.

Corei violentamente e desviei os olhos dos dele.

- Nós precisamos conversar.

Ao lhe falar isso, ele se levantou e colocou as mãos no tronco de uma árvore, ficando de costas para mim e tencionando seus músculos. Eu já sabia o que passava por sua mente. Me levantei em seguida.

- Eu não me arrependo nenhum pouco. – Me apressei em dizer e ele continuou em sua posição, um pouco mais relaxado. – Se eu voltasse no tempo teria feito tudo isso novamente. Só que nossa relação não é tão fácil como eu queria que fosse.

- Como não? – Ele se virou pra mim com o a sobrancelha franzida. – Bella, você se entregou de uma forma que... eu achei que você ainda me amava.

- E EU AMO! Droga! Como eu amo. – Elevei minha voz e Edward aliviou a face. – Mas não confio. Não dá pra ter uma relação estável sem confiança. Eu nem sei se você realmente me ama. Tudo que nós conversamos essa noite me deixou confusa! E eu odeio estar assim.

- E o Jacob? – Edward perguntou com o rosto amargurado.

- Eu gosto da companhia dele e confio nele. – Edward revirou os olhos e se aproximou de mim, tocando minha face.

- Eu vou lhe provar que eu te amo e que tudo não passou de uma armação. Eu farei você confiar em mim e nós poremos fim a essa separação ridícula.

Edward segurou na minha cintura e eu o abracei forte.

- Agora vamos voltar logo para a casa antes que os dois acordem e não nos vejam lá. – Disse me afastando e ficando atrás dele, empurrando suas costas na direção da casa.

- Sim senhora!

E. Cullen

No final de tudo, eu estava feliz. Sua entrega a mim e sua declaração havia dado um ritmo acelerado ao meu coração que não batia assim há dois anos, como se o que aconteceu fosse uma motivação para ele pulsar. A partir de hoje, ou ontem, eu tinha um objetivo de vida.

Era como se eu tivesse voltado no tempo. Toda minha vontade e garra que tive para ter a “garota da floricultura” como minha namorada, voltaram novamente. Confessava que a falta de confiança dela em mim quase me fez mudar de idéia quanto a conquistar a baixinha espevitada. Mas eu sou foda e não desistiria daquela branquela maravilhosa. Afinal eu a amava, fazer o que né?

E o que eu senti quando a possui? Não é algo que se diga com palavras. Senti seu corpo no meu, seus seios nus encostando no meu peito, sua voz gemendo meu nome. Eu havia me esquecido o quanto era esplendoroso tê-la só para mim. E eu estava disposto a ter essa sensação novamente em todos os dias da minha vida.

- Sabe o que eu estava pensando? – Disse Bella enquanto andávamos na caminhonete de Mike. Ele dirigia e ela estava entre eu e ele. A moto que ela roubou (eu me recuso a me colocar nesse ato) estava na caçamba.

- O que?

- O aniversário da Julinha é daqui há dois dias. Depois de amanhã. – Disse com o cenho franzido. – Nós não vamos conseguir chegar a tempo.

Eu peguei o mapa que estava em uma das trouxinhas e analisei. Infelizmente ela tinha razão. Em dois dias o máximo que a gente chegaria era em Virgína, já que nós estávamos em Colorado. Amávamos tanto aquele bebê e perder o primeiro aninho de vida dele era realmente triste. Quando Alice havia descoberto que estava grávida, eu e Bella ainda éramos casados. O batismo realmente, nunca havia acontecido. Acho que Alice ainda tinha esperança de celebrá-lo com nós dois juntos. Quem sabe isso não aconteça não é?

- Eu queria muito ajudá-los. Vocês tem uma áurea clara, que significa que são boas pessoas. – Disse Mike que já sabia da história toda, exceto da nossa temporária separação. – Mas sem documentos não há como colocá-los dentro de um avião ou um ônibus.

- Você já está ajudando demais só em botar gasolina e nos dá cem dólares para prosseguir a viagem. Nós não temos como lhe agradecer Mike. – Disse Bella enquanto eu e Mike tirávamos a moto da caçamba, já no posto.

- Ei abençoado. – Mike chamou o frentista. – Enche o tanque por favor.

- Nós não temos mesmo como lhe agradecer Mike. Que os espíritos fofinhos do amor iluminem você. – Bella discretamente deu um pisão no meu pé e eu segurei a careta de dor.

Ah qual é? Deixa eu zoar um pouquinho vai?

- Ah, eles são fofinhos mesmo. – Disse Mike sorrindo.

Ele era tão inocente que me dava dó. Nos despedimos dele com pesar, afinal nós havíamos feito um amizade legal. Mike, apesar de maluco, era um bom amigo e nós sentiríamos a sua falta. Já da sua mulher...

É melhor eu ficar calado.

- Você é um idiota sabia? – Disse Bella, sua voz abafada pelo capacete. – Com certeza Mike deixaria a gente lá no meio do posto se descobrisse o seu deboche.

- Há coisas que é impossível resistir. – Me aproximei de sua nuca e dei um beijo suave. – Você é uma delas.

Tudo bem que eu vi a nuca de Bella se arrepiar e tal, mas ela não deu importância a isso e nem retrucou. Ela olhou pra trás, mas não pra mim, e depois olhou para o retrovisor. Ela simplesmente me ignorou. Agora era assim, ela me usa e joga fora? Não está nem aí? Tudo aquilo que ela falou era só uma mentira pra fazer sexo?

Porra, falei que nem as mulheres com quem me deitei depois de Bella. Mas mesmo assim, eu estava me sentindo um objeto e...

- Nós estamos sendo seguidos. –Disse Bella cortando minha boiolisse momentânea.

He he. Fiquei com vergonha agora.

Olhei para trás e vi uma Hyundai Tucson preta. Ela estava atrás de nós e não dava pra ver quem estava dentro devido ao vidro fumê. De repente, o carro nos ultrapassou e ficou a uns duzentos metros de nós.

- Acho que foi impressão sua. – Disse à Bella.

- Talvez.

Não deu realmente pra ter certeza pois logo paramos para almoçar.Era um barzinho pequeno daqueles de beira de estrada com garçonetes em patins e gordos como chefe de cozinha. Bella chamou uma garçonete que mascava chiclete e usava uma blusa mostrando o umbigo e uma saia curta de malha com cores rosa pink e verde limão respectivamente. Não me ligo muito em moda, mas aprendi com a fotógrafa sentada à minha frente como se vestir uma mulher. Bella a chamaria de vulgar, eu chamaria de gostosa. Feia, mas isso é o de menos.

Não me olhem com essa cara, não é porque a parti de ontem sou da Bella que as outras mulheres deixam de ser gostosas. Essas rodinhas de amigas é só pra falar de homens e a maioria das integrantes são comprometidas.

To mentindo?

E com péssimos gostos: “O gostoso do Taylor Lautner...”, “Sou mais o Robert Pattinson”, “Daria tudo pra ter o Kellan Lutz na minha cama...”. Se ainda fosse “Edward Cullen, largo tudo por você...” mas não!!! São esses pavões hollywoodianos. Um bando de bicha embutida, isso sim. [N/A: Frase copiada de um amigo meu. Os créditos são dele :D]

Voltando ao que importa, a mulher se aproximou da nossa mesa e perguntou diretamente a mim, ficando de costas pra Bella. Por que eu sei que isso não vai dar certo?

- Boa tarde. Sou Bianca Haster e moro no trailer aqui atrás do bar. O que vai querer? — Deu uma piscadinha pra mim.

Não deu tempo de responder pois a mulher soltou um gritinho e se afastou. O motivo? Era só olhar para Bella que tinha um garfo na mão que apontava para onde estava a bunda da mulher.

- Tire essa bunda verde limão da minha cara. – Disse Bella com a voz contida.

- Você ficou louca? – Perguntou escandalizada. Tenho a leve impressão de que doeu.

- E você a noção do perigo? Chame um homem para cá imediatamente para nos atender já que você só faz dar em cima de homem casado.

A mulher veio para o meu lado e apoiou a mão no encosto do meu banco. Bella estreitou os olhos. Fujam! Saiam daqui imediatamente! Salvem suas vidas! Não são assassinos, não são terroristas e nem Osama bin Laden ressuscitado dos mortos*. É Bella de olhos estreitados segurando um garfo.

* [N/A: Será que Osama morreu? :O]

- Tire as suas patas daí agora. – Disse Bella se levantando lentamente e apoiando o corpo nas duas mãos em cima da mesa. O garfo? Continuava na mão dela.

- Quem você pensa que é pra me tirar daqui?

Sem se mover, Bella levantou a mão que segurava o garfo e apontou novamente para ela.

- A mulher do garfo.

- Vamos parar por aqui ok? – Resolvi virar homem por uns instantes e intervir nas coisas antes que isso aqui desse em morte com garfo. – Er.. Bianca, não quero nada com você. Chame outro garçom, por favor.

Ela fechou a cara diante do sorriso de vitória que Bella deu quando se sentou, e foi embora. Eu olhei pra Bella sorrindo e ela levantou a sobrancelha.

- Que foi?

- Estava com ciúmes Bellinha?

- Não, eu só queria comer. – Disse sínica. – Aquela vaca só perguntou pra você.

- E você a ameaçou com um garfo porque ela não te atendeu?

- Isso mesmo.

- Bella, Bella. – Me apoiei na mesa ficando cara a cara com ela. – Apesar de ser foda, eu só tenho olhos para você querida.

Segurei sua nuca dando um selinho longo nela e não tive sua objeção. Era simples e o que mais me alegrou não foi o beijo em si, foi a sua aceitação. Eu estava muito feliz. Separamo-nos e ela desviou o olhar corada. Como eu amava isso!

- Ora, ora, ora. Esse é o melhor cliente que eu poderia ter na minha vida pink purpurina!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

B. Swan

Eu gargalhava por dentro.

A cara de medo... não, medo não.. pavor de Edward ao ver a mão grossa com luva rosa tocando seu ombro foi impagável. Mas a melhor cara foi quando ele viu o rosto do sujeito, ou sujeita, que o tocava.

Ele era baixinho e moreno, os cabelos negros com mechas rosa que iam até o ombro. Os olhos azuis que piscavam para Edward constantemente tinham cílios postiços e seu rosto redondo estava escondido atrás de uma maquiagem exagerada. Seu corpo magro estava vestido com uma calça colada vermelha e com uma blusa rosa ensacada. Havia um pom pom dourado enrolado em seu pescoço e um dente de ouro brilhava em seu sorriso perfeitamente branco.

Eu? Sorria falsamente para meu marido. Edward? Se encolhia encostado na janela segurando um prato para se proteger. A bicha? Sentada do lado de Edward sorrindo para ele.

- Ola! Meu nome é Lunacius Valdete. E o seu gatão? – Ele olhou para mim com desgosto. – E você é...

- Isabella Cullen, irmã do gatão ali. – Lunacius olhou para mim mais simpático. – Ele se chama Edward Cullen. É um pouco tímido...

-ISABELLA! – Edward gritou ainda com cara de pavor. – Olha, Lunacius, eu não gosto da mesma fruta...

- Fruta? Não vendemos fruta gatinho. – Olhou Lunacius sem entender. Provavelmente essas “gírias” só existiam no Brasil.

- Não, não é fruta normal. É... eu não sou queima a rosca sabe...

-Hã?

- Não sou boiola. – Lunacios continuava sem entender. – Baitola sabe...

- Olha. – Lunacius foi para cima e Edward se encolheu. – Eu posso te ensinar muitas coisas, sabe? Sou campeã em ficar por baixo...

- Não chega perto!

- Lunacius, pega a melhor comida da casa para nós enquanto eu preparo o gatão aqui. – Eu pisquei para ele.

- Certo, meu rei da selva deve estar com fome. – Grunhiu para Edward fazendo ele estremecer.

Lunacius se foi mas não sem antes dar uma piscadela para Edward que ainda se encontrava embaixo do prato.

- O que deu em você? Por que falou que eu era viado? – Edward sussurrou vermelho de raiva. Eu apenas fiz cara de inocente.

- Você não é foda? Qual o problema do Lunacius?. Ela é uma gatinha.

- Só que a gatinha em questão, tem uma lingüiça gigante na calça.

- Você já viu foi? Safadinho. – Disse rindo. — Você também tem Edward, até nisso vocês combinam!

- Eu juro, Bella, eu juro, que se eu não te amasse tanto você estaria a sete palmos abaixo da terra.

Eu não vou comentar que eu fiquei derretida com seu desabafo raivoso. Nós não conseguimos mais conversar direito pois Edward não parava de olhar pra trás procurando Lunacius. O amor é lindo, não?

Depois de algum tempo, Lunacius chegou em nossa mesa trazendo strogonoff. Edward revirou os olhos e voltou a estremecer.

- Aqui está meu rei da selva, um strogonoff feito com muito amor e purpurina! E pra irmãzinha também. Beleza é de família não é?

Eu comia risonha vendo as tentativas de Lunacius de se aproximar de Edward que não tocou na comida. Até que ele se revoltou e pegou o garfo em cima da mesa, apontando para Lunacius.

- Fique longe de mim! – Gritou Edward.

- Hum... Ele é selvagem. – Lunacius fez uma cara de safado que eu cai na gargalhada.

- Xô, xô, sai daqui! – Disse Edward empurrando ele e correu para fora do restaurante. Segurei o braço de Lunacius que tinha a intenção de segui-lo.

-Espera um pouco. Ele tem que se preparar para você, o clima fica melhor. – Lunacius sorriu feliz e aguardou um tempo.

Eu sei que eu estava acabando com os sonhos perversos dele de um Edward Cullen selvagem e de tanguinha, mas era muita maldade com o meu ex, atual, ou seja lá o que for. Nenhum hetero gosta de ser paquerado por uma pessoa de mesmo sexo. E sendo um homem tão metido a machão como Edward... isso sim era pesadelo.

Lunácios correu quando o soltei e eu fui até o caixa, levando o strogonoff com suco que Edward não havia comido e pedindo ao atendente para guardar pra viagem. Eu, e o resto do restaurante, só ouvíamos os gritos da biba do lado de fora.

- Rei da selva! Onde está você? Amor, me leva para sua árvore e me chama de macaca. Você é meu Tarzan e eu sou sua Jane. Não me deixe aqui sozinha! Eu tenho uma tanguinha rosa linda pra você. Edward!!!

Quando já estava saindo, Lunácius entrou chorando e sentou no banco.

- Minha alma gêmea foi embora! – Soluçou.

- Sinto muito Lunacius. – Dei tapinhas em seu ombro. – Mas é que ele é muito tímido.

- Obrigada Isabella, mas eu vou rezar para Nossa Senhora da Purpurina Brilhante para ter meu rei da selva de novo.

- Tenta, quem sabe funcione né?

Me despedi e sai do restaurante. Nossa Senhora da Purpurina Brilhante... humpf, é cada coisa que se inventa. Fui até a nossa moto e olhei ao redor para ver se via ele em algum lugar. Não devia ter ido muito longe.

-Psiu. Bella! Psiu. Aqui!

Olhei para trás e vi Edward escondido atrás de uma das árvores que haviam atrás do restaurante. Corri até lá e ele me puxou.

- Aquela coisa ainda ta aí? – Sussurrou.

- Não chama ela de coisa. Lunacius está muito triste porque não vai te ver de tanguinha rosa.

Eu ri e ele olhou feio pra mim. Entreguei a comida pra ele e conversamos mais um pouco. A alta gargalhada que segurei desde que Edward olhou com pavor para Lunácius foi solta quando ele terminou de comer.

- Você tava achando tudo muito engraçado né? – Disse com um sorriso malicioso. Foi se aproximando de mim e me encostou contra uma árvore, apertando minha cintura.

- A sua cara era impagável. – Sorri pra ele já imaginando o que via a seguir.

- Pois agora eu vou te ensinar a não mexer comigo, Isabella Cullen.

Ele me segurou no colo e me beijou com luxúria. Eu? Coloquei minhas pernas em volta de sua cintura e respondi a altura. Suas mãos passearam por minhas coxas nuas e parou no meu bumbum, apertando ele com vontade, enquanto minhas mãos tiravam rapidamente sua blusa e a minha. Edward chupou com vontade meu pescoço já marcado e minhas unhas arranhavam suas costas já vermelhas da noite passada.

Beijei Edward com mais vontade que antes e aproximei meu sexo ao dele que já necessitavam de atrito. Em questão de segundos, Edward me desceu e retirou meu short junto com a calcinha. Abri rapidamente sua calça e a abaixei com a cueca.

Edward me levantou novamente e entrou em mim sem cerimônia.

-Edward! – Gritei agarrando seu cabelo e mordendo seu pescoço.

- Isso meu amor. Fala quem ta te levando a loucura agora.

- Edward... Mais forte! Por favor, mais forte.

Edward obedeceu e depois de um tempo joguei minha cabeça para trás, sentindo o prazer daquela explosão passando em meu corpo e o líquido de Edward derramar em minha intimidade.

Me fundir a Edward era sempre inesquecível, as sensações nunca eram iguais porem todas maravilhosas.

- Senti falta disso. – Disse quando ele ainda tava dentro de mim.

Edward sorriu de olhos fechados. Abriu os olhos e me encarou sorrindo.

- A rapidinha?

- Não só ela. O perigo de sermos encontrados.

- É verdade. – Edward se separou de mim e me beijou docemente. Nos vestimos e enquanto caminhávamos até a moto ele perguntou. – Qual foi a última vez que você fez sexo assim, escondido?

- Eu só faço isso com você. – Coloquei meu capacete e ele o dele. – Essas loucuras é só com você mesmo.

Quando sentamos na moto, Edward me abraçou com carinho e deu um beijo em minha nuca.

- Sou eu te levo a loucura meu amor.

Fiquei calada. Por que mentir?