Notas iniciais
Olaaaaaa
Sei que atrasei, mas dessa vez foi por falta de motivação. Não da parte dos reviews, que mais uma vez agradeço, mas pelo Vestibular.
SANTO VESTIBULAR!
O enem, que estava pra lá de ridículo de tão fácil, possui um curto período de tempo para eu fazer 90 questões, com textos monstruosos e uma redação que para ficar legal precisa de mais ou menos 1 hr.
Eu?
Por motivo de tempo, chutei 6 questões em um dia, 15 no outro e fiz uma redação sem rascunho.
Já entenderam porque não não consegui escrever nada para a fic, não é ? To muito chateada mesmo, mas a vida continua e há outros vestibulares pela frente. Que Deus me ajude.
Pois é galera o capítulo a seguir foi esperado por muitos e termina com uma incógnita. Espero que gostem.
Beijos e boa leitura!
PS: Desculpe se houver erros, foi a pressa em terminar logo.

- É verdade. – Edward se separou de mim e me beijou docemente. Nos vestimos e enquanto caminhávamos até a moto ele perguntou. – Qual foi a última vez que você fez sexo assim, escondido?

- Eu só faço isso com você. – Coloquei meu capacete e ele o dele. – Essas loucuras é só com você mesmo.

Quando sentamos na moto, Edward me abraçou com carinho e deu um beijo em minha nuca.

- Sou eu te levo a loucura meu amor.

Fiquei calada. Por que mentir?

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CAPÍTULO 16

E. Cullen

Eu estava parecendo um adolescente que não sabia se ligava para a garota que havia pegado no dia anterior. Não sabia como agir com Bella nem se aquele sexo maravilhoso era a nossa reconciliação ou foi apenas um momento. Não era segredo para ninguém que ela me desejava (e era correspondida), mas isso não significava que ela confiava em mim. Era como pisar em ovos, qualquer passo em falso poderia tirar ela definitivamente da minha vida.

QUE CARALHO DE MULHER COMPLICADA!

Nunca se apaixonem por uma assim. Isso é roubada, vou logo avisando.

Estava anoitecendo quando a moto começou a desacelerar. Olhei para todos os lados tentando achar uma civilização, mas só vi uma estrada que parecia não acabar nunca e um monte de árvores em volta dela.

- O que aconteceu Bella? – Disse descendo da moto e tirando o capacete.

Bella segurava com força o acelerador da moto e abaixou a cabeça. Preocupado, retirei seu capacete e encarei uma Bella verde. Ela suspirou de olhos fechados e engoliu em seco.

- Você está bem?

- Estou enjoada. Acho que o estrogonoff não me caiu bem.

- Mas é claro! Aquela pomba cor-de-rosa deve ter colocado algo do mal na sua comida. Uma maldição ou bruxaria de baitolas. – Bella revirou os olhos. – Tá, pode ser só o tempero que não deu certo.

- Me desculpe, mas não dá pra continuar.

Aproximei-me dela e dei um beijinho em sua testa.

- Você não tem que pedir desculpas. Será que da pra você levar a moto até um lugar em que podemos ficar durante a noite? – Ela afirmou que sim. – Então vamos.

Sentei na moto novamente e saímos da pista, passando pelas grandes árvores que embelezava o lugar, até chegarmos a uma clareira que por sorte havia lá. Descemos e logo tirei as roupas das trouxinhas para fazê-las de lençol para nos cobrir e impedir de ter contado com o chão. Quando terminei de arrumar as coisas para ela se deitar, ouvi o barulho do vômito.

Corri até ela que estava próxima de um lago e segurei seus cabelos, impedindo-os de sujar. Esperei até que ela terminasse e depois a levei até a água, para que ela se limpasse.

— Sei que está com nojo. – Disse fazendo um biquinho lindo.

- Eu sou médico Bella. Não tenho nojo de nada que venha do corpo humano. Sou também seu marido, porque teria nojo do que é seu?

Bella suspirou e encostou sua cabeça em meu peito. Acariciei seus cabelos e então notei que estava muito quente.

- Você está com febre, Bella. Espere aqui que eu já volto.

A deixei na margem do lago e fui até a clareira. Peguei o pijama dela, uma cueca, toalhas e sabonetes. Voltei correndo e a vi deitada de olhos fechados.

- Vem Bella. – Peguei ela no colo e a levei para o lago.

Para evitar constrangimentos e tesão fora de hora, deixei ela de calcinha e sutiã. Não ajudaria muito se eu não estivesse cumprindo meu juramento de médico, totalmente profissional.

Como ela estava molinha e sem forças, foi um tanto complicado dar banho nela e em mim, mas no fim consegui. Mesmo doente, Bella quase me chutou quando falei que ia por o pijama dela e para isso tinha que tirar sua lingerie molhada.

Na melhor parte ela me expulsa. Filha da mãe!

Coloquei minha nova cueca e depois de vestida, Bella foi até mim e me abraçou, se apoiando um pouco em meu corpo. Segurei ela em meu colo como um bebê e a levei até onde estava o pano, depositando ela ali e ficando ao seu lado. Imediatamente eu abracei e Bella colocou a cabeça em meu peito.

- Como médico, estou feliz que esteja com febre. Sinal de que seu sistema imunológico está reagindo bem. Mas como seu marido apaixonado, detesto te ver assim, sem me dar umas patadas de vez em quando.

De olhos fechados, vi minha mulher sorrir.

- Não se preocupe. As patadas sempre existirão. – Bella riu fracamente. Era impressionante como mesmo doente ela continuava linda.

- Dorme meu amor.

Ela beijou meu peito e entrelaçou sua perna na minha. Aquela sensação me fez parecer que ainda morávamos na mesma casa. Casados e felizes. Com brigas bobas, mas ainda assim, muito felizes.

Tanto eu quanto ela.

..:::..

B. Swan

O sol batendo em meu rosto me fez acordar. Espreguicei-me, sentindo meus ossos estalarem e meus músculos doloridos. Procurei Edward do meu lado mais não achei. Assustada, me sentei imediatamente e só então me lembrei do que havia acontecido.

Como uma simples humana poderia resistir a ele? Por mais que minha mente dissesse que ainda era cedo para confiar nele, meu coração me chamava de burra por estar ouvindo minha cabeça idiota que só pensa merda.

Antes que eu me levantasse, Edward apareceu na clareira carregando um cacho de bananas e umas maçãs. Com um sorriso de desculpas falou:

- Foi só o que eu consegui.

- Não tem problema. – Massageei meus ombros tentando aliviar a dor.

- Como está? – Edward se sentou a minha frente e ofereceu as frutas. Eu peguei uma banana e ele uma maçã.

- Meu corpo está um pouco dolorido.

- É efeito da febre, pelo menos ela já passou. Eu juro que eu queria ficar aqui até sua dor passar, mas nós temos que ir.

- Eu entendo. Mas eu já estou melhor.

-Amanhã é o aniversário da Julinha. – Disse Edward depois de um tempo em silêncio. – Vamos perder o primeiro aniversário dela. Grandes padrinhos somos nós.

- Alice e Jasper já devem ter ido a polícia e colocado nosso nome no arquivo de pessoas desaparecidas. Edward, acho melhor nós procurarmos a polícia e nos apresentarmos lá.

Edward suspirou e concordou com a cabeça.

- Temos que arriscar. Mas você sabe como a polícia é ignorante. É capaz de nem nos ouvir quando falarmos com sotaque brasileiro. Mesmo sendo americanos, moramos muito tempo no Brasil.

Comemos bem e guardamos o resto das frutas nas trouxinhas já arrumadas. Não foi difícil achar a pista já que os pneus da moto marcavam o caminho até ela. Nem eu nem Edward conversamos sobre nossa maior intimidade, mas eu sabia que ele estava sendo cuidadoso para que eu confiasse nele e meu coração começava a ganhar a batalha com minha mente estúpida.

Eu agora tenho certeza de que Edward me amava e era inocente. Eu confiava plenamente nele e estava disposta a reconciliar com Edward, largar Jacob e voltar para casa em que morávamos. Voltar a ser sua mulher de corpo e alma. Mas como eu falaria isso com ele? Quando?

Eu sou uma imbecil.

Achamos um posto de polícia algumas horas depois. Estacionamos a moto e entramos na pequena delegacia. Pedimos a secretária para falar com o delegado e ela nos olhou como se fossemos criminosos. Provavelmente nos acusando de sermos imigrantes.

Ela se levantou e entrou numa sala.

-É melhor sairmos Bella. – Disse Edward.

- Não! Já chegamos aqui. Se fugimos eles vão achar que somos imigrantes ilegais.

Edward revirou os olhos e de repente cochichou.

- Tem alguém nos vigiando. – Disse apontando para a janela. – Ali ó.

Olhei para onde apontava e não vi nada.

- Não tem ninguém ali, Edward.

- Eu vi um cabelo preto! Não to ficando louco! – Disse com raiva.

- Ninguém disse que você está louco. – Disse com as mãos em seu rosto. — Você dormiu bem hoje a noite?

- Não. Fiquei velando seu sono.

Viu?! Tem como alguém resistir a isso?

- Você está cansado, não louco.

Ele fez um biquinho fofo de conformação e olhou mais uma vez para janela até a secretária chegar e nos mandar entrar.

A sala era pintada com tinta óleo, cinza escuro e cinza claro. Havia um delegado gordo atrás de uma mesa cheia de papéis que nos olhava feio. Parecia não acreditar muito em nós. Aquela secretária miserável devia ter dito que iríamos enganar ele. Ah se eu tivesse meu garfo!

- Sentem-se. –O delegado apontou para as duas cadeiras a sua frente. – O que fazem aqui?

Edward contou toda a história para ele, quando eu fui roubada no ônibus até chegarmos aqui. O delegado, como eu havia previsto, nos olhou desconfiado.

- Quais são seus nomes?

- Edward Cullen e Isabella Cullen. – Eu disse.

O delegado digitou nossos nomes e depois de um tempo pegou seu rádio-comunicador.

- Quero dois policiais em minha sala agora. Seus nomes não estão aqui, engraçado não?

Olhei para Edward assustada.

- Impossível! Tem que estar ai! – Disse quase gritando. – Tenta Isabella Swan, é meu nome de solteira.

O delegado fez o que pedi e depois sorriu vitorioso para mim.

- Nada.

Nesse momento entrou dois policiais com algemas. Isso não podia estar acontecendo!

- Procure nossa certidão de nascimento. Somos cidadãos americanos! – Disse Edward nervoso.

- Vocês acham que me enganam? – Disse o delegado nervoso. – Conheço imigrantes que dizem nomes de americanos para ganharem documentos legais. Usa o nome de desaparecidos, mas dessa vez não deu certo. Não existe ninguém no arquivo de desaparecidos com esses nomes. Seja quem for que vocês pagaram para dar uma informação tão sigilosa assim, vos enganaram. O que... o que é isso?

Tiros foram ouvidos e depois toda a sala do delegado ficou coberta por fumaça. Aproveitando a situação, Edward segurou minha mão e me levou para fora da delegacia que estava toda cheia de fumaça, impedindo grande parte da visão. Ouvimos gritos da secretária e o “Vigiem o lugar!” do delegado.

Fomos até a moto e rapidamente a acelerei, fugindo o mais rápido da delegacia. Para nos esconder, sai da pista e dirigi pelos matos em linha reta. Edward gritava me mandando ir mais rápido e eu agradeci a Deus pela moto ser boa e agüentar a alta velocidade em terrenos incertos.

Depois de algumas horas voltei para a estrada e parei a moto. Desci dela sob o olhar confuso de Edward e comecei a chorar.

- Os nossos amigos Edward! Eles nem se importaram conosco! – Disse gritando. – Eles não estão nem aí para nós.

Edward suspirou com o olhar triste.

- Deve ter acontecido alguma coisa.

- Não aconteceu nada! Pare de inventar desculpas porque você sabe que elas não existem. – Edward baixou a cabeça. — Nós podíamos ter sido seqüestrados ou mortos e eles nem sequer chamaram a polícia para investigar nosso desaparecimento. Nossos amigos de infância! Sua irmã! Nossos pais, Edward! Ninguém!

Edward deixou uma lágrima escapar e me abraçou. Encostei minha cabeça em seu peito e chorei, molhando sua camisa. A mágoa tomou conta de mim de uma forma inimaginável. As pessoas que eu amava não estavam nem aí pra mim. Minha família e meus amigos não moveram um dedo para nos procurar. Nos abandonaram sem nem pensar duas vezes.

Eu sabia que Edward também estava destruído. Principalmente em relação à Emmett e Jasper, onde há alguns dias atrás se tratavam por “brotheres”. Edward via neles os irmãos que não teve. A amizade deles era linda assim como a minha com as meninas. Mas pelo jeito aquilo era apenas aparência.

- Nos temos um ao outro e é isso que importa. – Disse segurando meu rosto e secando minhas lágrimas. – Vamos até lá para dar um beijo na Julinha que não tem culpa de nada e arranjaremos um jeito de voltar para o Brasil ok? – Eu concordei com a cabeça. – Vamos logo antes que a polícia nos ache.

- Acho que eles não estão nos procurando, devem estar investigando da onde vieram os tiros.

- Bem na hora certa em? Se não fosse os atiradores estaríamos em uma cela apanhando.

Subimos na moto e eu voltei a dirigir.

..:::..

E. Cullen

Seguimos sem tocar mais no assunto da polícia, apesar de ter certeza que assim como eu, Bella não parou de pensar na suposta traição dos nossos amigos. Eu sinceramente não acreditava que eles não chamaram a polícia porque não quiseram. Deve ter acontecido alguma coisa que os impediram de nos colocar na lista de desaparecidos.

Nós não achamos nenhum restaurante ou lanchonete durante o almoço e tivemos que comer o que restou das frutas. Não era grande coisa, mas dava para enganar o estômago. Ele é muito ingênuo.

Piadinha idiota, eu sei.

Quando já estava anoitecendo, vimos uma movimentação do lado direito da pista. Pelo que entendi, estava havendo uma festa em frente a praia artificial do lugar. Pois é... enquanto uns passam fome, outro enchem a pança.

Bella deixou a pista e foi em direção a praia, passando por um restaurante todo feito de madeira com decorações floridas, o que deu a entender ser um lual. Haviam várias tendas também decoradas com flores e iluminadas por velas. Em uma das tendas, tinha uma caixa de som onde a música era alta. Bella estacionou a moto e desceu dela. Eu a segui.

- Temos que pedir comida. – Disse ela enquanto guardava o capacete. – Acho que não será problema.

- Claro que não. Nós somos apenas penetras esfomeados.

Bella riu e deu um soquinho em meu ombro. Caminhamos até os fundos do restaurante, onde havia a cozinha, e ouvimos uma mulher, que aparentava ter uns 60 anos, com um vestido laranja florido brigando com uma que parecia ser a garçonete.

- EU PEDI 35 GARÇONS! E EU SÓ ESTOU VENDO 34! ONDE ESTÁ O TRIGÉZIMO QUINTO GARÇON?

- Senhora, houve um imprevisto. Ela entrou em trabalho de parto e teve que ir para o hos... – Disse a garçonete nervosa.

-PROBLEMA DE VOCÊS! QUE ME ARRANJASSE OUTRO! – Gritava a coroa.

- Mas eles arranjaram. – É impressão minha ou Bella se meteu na briga? – Sou eu a nova garçonete.

A velha olhou Bella como se inspecionava um escravo antes de comprá-lo. Só sou eu que estou me arrepiando aqui?

- Você chegou atrasada. – A velha rosnou. Sabe quem ela estava me parecendo? A tia Guida, de Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban. Era gorda, feia, velha e rabugenta.

- Por isso me mandaram aqui também. – Espera. Eu disse isso mesmo?

A Tia Guida me olhou deslumbrada. Sabem por quê? Porque eu sou FODA. Eu encanto qualquer um, seja bebê, criança, adulta ou velha. Dei um sorriso torto e ela sorriu para mim. Ajeitou os cabelos loiros bem cuidados e se apresentou.

- Sou Filipa, mas pode me chamar de Fifi. – Claro, sempre que puder.

- Sou Edward Cullen e essa é Isabella Swan. É um prazer conhecê-la, Fifi. – Ela deu um risinho escroto. – Agora é melhor nós entrarmos para vestir nosso uniforme.

- Tudo bem Eddie. Vou ver como está a festa. – Deu uma piscadela e saiu. A garçonete assim que viu a Tia Guida sair, tagarelou sem parar para respirar.

- Muito obrigada eu nem sei como agradecer essa mulher é uma bruxa só agüentamos porque precisamos do dinheiro vocês são dois anjos se não tivessem aparecido nós todos estávamos no olho da rua como vieram parar aqui? Nasceu em Missouri mesmo ou é de outro país? Seus soteaques são diferentes por isso percebi a...

- EI! Calma! Não entendemos quase nada do que disse. Não há de que, nós só precisamos do dinheiro do garçon que faltou. – Disse Bella.

- Tudo bem, sou Luciana. Aqui estão seus uniformes. – Disse entregando uma camisa branca, bermuda florida azul e havaianas para mim. Pra Bella, deu um vestido florido azul, havainas e uma flor laranja para o cabelo. – A festa começa em meia hora.

A mulher foi embora e eu segurei a mão de Bella para irmos juntos para o banheiro, só que ela afastou a mão do meu alcance.

- O que foi? – perguntei confuso.

- Nada. Só acho que a Fifi ta louca pra falar com você. – Disse fazendo bico de ciúmes. – Agora se afaste que eu Isabella SWAN, vou para o banheiro.

Engraçado, antes ela queria ser chamada pelo sobrenome de solteira. Quando eu apresento ela assim, ela reclama. Raio de mulher complicada!

..:::..

B. Swan

Eu até que levava jeito para ser garçonete. Não havia derrubado nenhuma comida pelo menos. E Edward também havia conseguido sucesso, o que garantia a grana mo final da festa. Havíamos comido um pouco de tudo e por isso não estávamos com fome.

Estava organizando os salgados na bandeja quando minha mão é puxada e rapidamente por Edward, que me levou para fora do restaurante e para longe das mesas.

- Você ficou maluco? Quer perder o emprego.

- Deixa de ser chata Bells, é só um pouquinho. – Uma música começou a tocar. – Olha! Prefeita para dançarmos. Vem!

James Morrison — I Won't Let You Go

http://www.youtube.com/watch?v=sgRb_lfIZ6A&ob=av3e

Ele segurou minha cintura e eu suspirei vencida, colocando minhas mãos em seu pescoço e deitando minha cabeça em seu peito. Talvez esse fosse o momento perfeito para eu dizer que confiava nele. Ou talvez não.

A insegurança bateu no meu coração e eu fiquei nervosa. Não era tão fácil quantos os filmes e livros de romance faziam parecer. Mas eu espantei a insegurança e o medo, não poderia viver com elas. O arrependimento seria maior no futuro. Encostei minha bochecha na dele e soprei em seu ouvido:

- Eu confio em você.

Edward se afastou de mim o suficiente para me encarar com o olhar bobo.

- Você ta falando sério? – Esboçou um sorriso.

Sorri pra ele e segurei sua mão esquerda.

- Edward Anthony Cullen, você aceita se casar comigo? De novo?

Edward mostrou um sorriso enorme me pegou no colo, uma mão em minha cintura e a outra por trás de meus joelhos, e me beijou apaixonadamente. Eu me sentia livre, como se um peso dentro de mim tivesse saído e eu pudesse enfim curtir o meu amor.

Quando o ar acabou, Edward sussurrou em meu pescoço.

- Eu te amo.

- Eu também te amo.

- FINALMENTE!

Edward imediatamente me pôs no chão e nós dois olhamos bestificados para a figura familiar fazendo uma “dancinha da vitória” a nossa frente.

- SOU FODA, SOU FODA, SOU FODA!

Eu não via o que via. Via? Sério que eu via? Via mesmo, via?

- Oh meu Deus? O que você ta fazendo aqui?