Estava no quarto. Em meus lábios ainda sentia o gosto dos lábios dele. Ele me pegou num momento vulnerável eu dizia para mim mesma tentando me justificar o porque de ter permitido que ele me beijasse. Mais a verdade é que eu havia gostado... Muito. E me recriminava por isso. Tomei outro banho e troquei de roupa.

- senhorita Haruno, o jantar está pronto.

- pode me chamar de sakura.

- como quiser menina. – desci para a sala de jantar e sasuke já estava sentado a mesa me esperando. Ele se sentava na cabeceira e me perguntei se ele jantava sozinho todas as noites ou na companhia de varias outras mulheres. Pensar nisso me deixou irritada e depois me irritei por ficar irritada por isso. Ele podia fazer o que quisesse, eu não me importava. Sentei-me e ele disse:

- amanhã quero leva-la para conhecer a cidade. É um pequeno vilarejo mais creio que vai gostar.

- gosto de lugares pequenos e com pouca gente. – o jantar foi servido e comemos em silencio. A comida estava ótima.

Fomos para a sala e sasuke sentou-se ao piano. Quando ele tocou foi a melodia mais linda que eu já tinha escutado. Ele tocava divinamente. Além do mais ficava lindo ao piano. Olhei para sua mão dedilhando o piano, ele tocava notas difíceis algumas que eu até tinha dificuldade para acertar. Ele parou de tocar e fez sinal para que eu me aproximasse e me sentasse ao seu lado. Meio receosa eu obedeci.

- sua vez.

- o que?

- toque algo para mim.

- não toco tão bem como você.

- isso não importa. – toquei algo simples. E ele escutou até o fim e depois disse.

- você toca bem.

- você toca melhor.

- você é jovem. Ainda tem muito que aprender. Eu tenho muito tempo de pratica. Posso ensina-la. Teremos todo tempo do mundo pra isso. – fiquei sem graça. – tente tocar isso. – ele tocou algumas notas e eu repetia. – muito bem menina. – passamos horas naquela brincadeira até que ele olhou no relógio e disse que estava tarde e que era melhor dormirmos. Sasuke me acompanhou até a porta do quarto e quando paramos ele se inclinou para me beijar. Eu virei o rosto e ele segurou meu queixo e tomou meus lábios. – boa noite sakura. — E entrou na porta ao lado.

...

Acordei cedo no dia seguinte. Me arrumei e desci. Sasuke já estava me esperando para tomarmos café. Comemos rapidamente e saímos. A cidade era simples mais muito bonita. O lugar era realmente aconchegante e eu me peguei imaginando como seria morar nesta cidade. Ao meio dia almoçamos em um restaurante a beira mar. A tardinha voltamos para casa e a noite saímos para jantar na cidade. Andamos pela praça e fomos a um barzinho beber algo. Sasuke se mostrava uma companhia agradável. Na volta para casa eu estava tão cansada que acabei dormindo no carro. Acordei no exato momento em que sasuke me colocava na cama. Olhei em volta e percebi que não era o quarto que eu estava ocupando. Me assustei, sasuke tinha me levado para sua cama.

- shiiii. Não vou tocar em você. Só quero ficar ao seu lado. – e se deitou. Dormimos abraçados.

Acordei na manhã seguinte com o meu rosto no peito nu de sasuke. Eu ainda estava com a roupa que tinha usado na noite anterior. Meu rosto ficou quente e eu sabia que estava mais vermelha que um tomate. Levantei-me bruscamente acordando sasuke.

- droga. – ele disse e antes que eu pudesse falar alguma coisa ele tinha entrado no banheiro. Não demorou muito e eu ouvi o barulho do chuveiro. Aproveitei para sair do quarto. Estava muito constrangida e não queria olhar para ele. Só de imaginar que tínhamos dormido na mesma cama e abraçados meu rosto ficava vermelho. Não vi sasuke a manhã toda e só voltei a vê-lo na hora do almoço. A tarde fizemos um piquenique na praia. Podemos desfrutar do sol que não estava muito forte.

- está calada. Algum problema?

- não. Está tudo bem.

- algo te incomoda. — ele afirmou.

- não tem nada me incomodando.

- o que acha de tomarmos um banho de mar?

- não estou com roupa para isso.

- toma banho com a roupa então. Se bem que eu prefiro que você não use nada.

- nunca. Não vou mostrar meu corpo pra você.

- sakura, logo você será minha esposa. Terá que se acostumar a ficar nua na minha frente.

- eu não vou ficar nua na sua frente.

- não? E como faremos amor? – fiquei vermelha.

- não faremos. – ele segurou meu braço com força.

- pare de agir como uma criança mimada. Tenho sido paciente com você mais minha paciência tem limite.

- me solta ta me machucando. – ele percebeu o que estava fazendo e me soltou.

- me desculpe. — me levantei bruscamente indo em direção ao mar. – o que pensa que vai fazer?

- tomar um banho que mar como o senhor sugeriu. – e antes que ele dissesse mais alguma coisa entrei no mar. Ele correu e entrou atrás de mim. Senti seus braços fortes me segurando pela cintura. – hey, me solta. – me afastei dele e sai da água o deixando lá. Sentei onde antes estávamos e ele veio até mim.

- estou cansado de você agindo como criança. – me puxou para si e me beijou com luxuria. – nunca precisei insistir tanto para ter uma mulher. Mais agora chega. Chega de brincadeiras infantis. – estávamos deitados na areia e ele ficou em cima de mim impendido que eu tivesse qualquer reação.

Seus dados encontraram as alças do meu vestido deslizando as duas de uma vez deixando meus seios expostos. Sua boca desceu pelo meu pescoço indo parar no meu seio esquerdo. Ele chupava e lambia o bico com vontade enquanto apertava o outro com os dedos. Aquilo meu deixou muito excitada mais eu não iria dar esse gostinho a ele.

- diga que não gosta disso sakura. – ele chupou meu seio com força me fazendo gemer. – não sabe o quanto te desejo. Ele estava fora de si.

- não. Me solta. – comecei a chorar. – você me disse. Você me prometeu que nunca ia me forçar a nada. EU TE ODEIO. — ele pareceu voltar a si e me soltou saindo de cima de mim.

- me desculpa. – meu corpo estava tremendo. – eu não sei o que deu em mim. – ele se aproximou.

- fique longe de mim. – eu ainda chorava. Ajeitei o vestido me vestido novamente. Eu me sentia humilhada.

- isso nunca me aconteceu antes. Você me tira do serio menina.

- por favor quero ir embora.

- como quiser. – ele se levantou e estendeu a mão para me ajudar mais eu recusei.

- posso me levantar sozinha, não se aproxime mais de mim.

...

Sasuke me levou de volta ao colégio na segunda feira de manhã. Não fui as aulas da manhã pois cheguei atrasada então apenas fui para as atividades extracurriculares. Estava na aula de piano com minha melhor amiga desde que entrei no colégio. Hyuga Hinata, era uma menina linda. Possuía longos cabelos negros e olhos perolados. Nos demos bem desde o primeiro dia e por coincidência ou não dividíamos o mesmo quarto. contei a ela como tinha sido meu fim de semana, omitindo apenas a parte da praia.

- sakura, o seu noivo é muito gentil com você. Que romântico ele te levar assim para passar um final de semana só os dois.

- ele foi muito gentil sim. Exceto por uma coisa.

- que coisa?

- deixa pra lá Hina. – droga.

- há não, começou termina. – eu sabia que ela não ia me deixar em paz até que eu contasse então respirei fundo e disse:

- ele tentou transar comigo. – fiquei vermelha. Hinata também corou.

- ele machucou você sakura?

- não Hina. Não aconteceu nada. – fique sem graça.

- mais uma hora vai acontecer, afinal vocês vão se casar. – ela percebeu e estava mudando de assunto. — vamos comer alguma coisa?

- sim. Estou faminta.

Os dois meses seguintes passaram voando e logo eu tinha terminado a escola e estava de volta a minha casa. Eu estava nervosa, pois o acerto de sasuke e meu pai dizia que eu me casaria com ele quando terminasse a escola. Já estava de volta em casa havia uma semana. Na escola os professores tinha distribuído vários folhetos de universidades e eu estava agora em casa no meu quarto analisando alguns desses papeis. Eu tinha enviado algumas solicitações de bolsa para algumas delas. Duas tinham respondido. E eu tinha sido aceita nas duas. Hinata tinha me ligado mais cedo me dizendo que ela também tinha sido aceita. Fizemos as inscrições juntas e no mesmo dia para as mesmas faculdades. Desde que entramos no colégio fazíamos planos de estudarmos juntas na faculdade.

- filha, vim avisa-la que hoje seu noiva virá vê-la. Peço que se comporte. – meu pai entrou no meu quarto sem bater. – o que está fazendo? – e se aproximou de mim pegando alguns folhetos.

- estou vendo algumas universidades.

- para que? Você vai se casar, não precisa ir para a universidade.

- claro que preciso. Quero me formar e ter uma profissão.

- depois que você se casar você pode pedir ao sasuke.

- pedi? Ele não é meu dono para que eu peça algo a ele.

- mais será seu marido.

- posso falar com ele. Ele se mostrou ser um homem muito sensato. Podemos adiar o casamento por 2 ou 3 anos e se ele ainda me quiser como esposa prometo casar-me com ele.

- está louca? Sasuke já me deu o dinheiro que precisava para salvar a concessionaria e ainda me deu a mais para que eu possa investir. – ele segurou meu pulso com força.

- pai me solta. Isso vai deixar marca.

- devia lhe dar uma surra.

- por que? Por querer viver minha própria vida? – ele apertou meu pulso com mais força.

- por ser uma mal agradecida. Eu te dei de um tudo e é assim que me retribui? Prepare-se logo mais a noite seu noivo vira te ver. – e saiu do quarto me deixando com uma forte dor no pulso.