No Limite Do Desejo
6 Capítulo 6
Notas iniciais
O carro seguiu até um heliporto. Alguém abriu a porta do carro para mim e eu sai. Sasuke segurou meu braço e me guiou até um helicóptero.
- espera!
- pra onde está me levando.
- pra minha casa.
- Mais não precisa de um helicóptero para irmos pra lá.
- aquela casa eu comprei para passar um tempo e descansar. Disse que vamos para minha casa. No meu país.
- mais você mora no japão. Como vou voltar a tempo?
- hoje é sexta. Você passará o fim de semana comigo.
- espera! Eu não trouxe roupas nem nada.
- não precisa. Compraremos tudo pra você.
- não quero roupas novas. Quero as minhas.
- você me intriga. Qualquer garota na sua idade adoraria ganhar roupas novas.
- mais eu não. Não sou como as outras garotas.
- percebi isso.
- e eu não quero viajar com um estranho para um lugar que eu não sei onde é!
- não farei nada com você sakura. Só vamos nos conhecer melhor. Já que vamos passar o resto da vida juntos seria bom que nos déssemos bem.
- o resto da vida? Você esta louco?
- esse é o plano. O que você esperava?
- que você me dê o divorcio depois que se cansar de mim.
- o que lhe faz pensar que me cansarei de você?
- sua fama. Você nunca fica com nenhuma mulher. Então porque ficaria com uma garota esquisita como eu?
- você não é esquisita sakura.
- sei... já vi nas revistas algumas fotos suas e de suas companhias. Não chego aos pés de nenhuma delas. Não tenho atrativos físicos. O que me faz pensar que você só quer se divertir com essa historia de casamento.
- muitas das garotas com quem apareço nas fotos são apenas conhecidas. A mídia gosta de fazer especulações. E você se menospreza demais.
— sou realista.
- se você diz... Mas Não é o que eu penso, mais não vou mudar sua opinião sobre você mesma. Quem tem que fazer isso é você.
- e meu pai? Ele não sabe que estou viajando com você.
- sim ele sabe. Pedi permissão a ele. Uma mera formalidade já que pelo visto ele não se importa. – me dei por vencida. Afinal o que poderia fazer? Entramos no helicóptero e voamos direto para sua casa no Japão. A viagem demorou cerca de cinco horas. Sem perceber acabei encostando a cabeça no ombro dele e dormi. Acordei com ele me cutucando.
- acorde. Já chegamos.
...
Entramos na imensa mansão que mais parecia um castelo. Havia muitos empregados e todos saldavam o patrão e sua convidada. Sasuke fez sinal para uma velha senhora e ela veio até nós.
- chyo, mostre a sakura o quarto dela.
- senhorita, por favor me siga. – e assim o fiz. Entrei num quarto que era maior que a sala de minha casa. Olhei para a cama e tinha várias roupas espalhadas. Todas novas e muito caras pelo que me pareceu. – alí fica o banheiro. E na outra porta fica o closet. Sei que a viagem foi longa, Vou deixa-la a sós para que descanse.
- obrigada. – sentei na cama e olhei as roupas. Não queria admitir mais gostei. Não eram como os vestidos que kurenai me fazia usar.
- vejo que gostou do presente. – sasuke estava na porta me observando.
- você não bate antes de entrar?
- a porta estava aberta. E então... Gostou?
- senhor uchiha... – ele franziu a testa. – as roupas são muito bonitas mais não posso aceita-las. Devem ter sido muito caras.
- e qual o problema disso? Não posso presentear minha futura esposa? – fiquei vermelha E ele sorriu. – agora vista-se. Você precisa comer alguma coisa. – e se retirou do quarto. Fui ao banheiro e tomei um bom banho para relaxar. O banheiro assim como o quarto também era enorme...
Fiquei sentada na cama observando qual das roupas eu deveria usar. Optei por um vestido azul, o mais simples que encontrei [http://blogdaremelisseira.files.wordpress.com/2011/03/vestido_alice1.jpg] e deixei meus cabelos soltos. Desci as escadas para a sala receosa. Era tudo muito estranho pra mim. Olhei por toda a sala mais não tinha ninguém. Até que no canto avistei um piado. Aproximei-me. Olhei denovo pela sala, mais ainda estava sozinha. Sentei no banco e abri a tampa que escondia as teclas. Como não tinha ninguém na sala dedilhei pelo teclado e arrisquei uma simples melodia.
- então você também toca. – ele afirmou. Levei um susto e fiquei com vergonha
- desculpe. Não queria bisbilhotar. – ele sorriu para mim.
– uma coisa em comum.
- como assim?
- também toco piano.
- legal. – eu ainda estava envergonhada por ter sido pega no ‘’flagra’’.
- vamos ou a comida vai esfriar. – ele pegou minha mão e me levou até a varanda. Pude ver a vista estonteante da casa que ficava afastada da cidade. Vi que estávamos numa ilha e podia ver o mar.
- a vista é perfeita.
- por isso gosto daqui. É calmo e tenho privacidade. Não acha muito isolado?
- esse é o charme do lugar. – ele sorriu pra mim pela segunda vez.
- nos fundos tem uma praia particular. Se quiser podemos ir lá mais tarde.
- eu adoraria. – depois voltei a ficar na defensiva. – pensei que fosse um homem ocupado. Não precisa gastar seu tempo comigo.
- realmente eu não preciso. Mais eu quero gastar meu tempo com você.
- se você ta dizendo.
- por que não relaxa. Para de ficar sempre na defensiva.
- é melhor assim.
- hum ... o almoço foi em total silencio até que um dos empregados veio.
- senhor Uchiha, tem um telefonema para o senhor.
- eu disse que não queria ser interrompido.
- mais é importante. – sasuke se virou pra mim e disse:
- desculpe sakura. Terei que atender. Mais assim que terminar volto pra você. – fiquei vermelha e ele sorriu. Subi para o quarto. Todas as roupas tinha sido guardadas no closet. Tirei as sandálias e deitei na cama acabei cochilando. Acordei e olhei no relógio, eram 3h da tarde. Não tinha dormido muito. Sasuke até agora não tinha voltado. Resolvi sair um pouco e explorar o lugar. Dei a volta na casa e fui para os fundos, era quase verão então o tempo estava agradável. Avistei a praia e fui andando até lá. Molhei meus pés na água e fui uma sensação ótima. Queria mergulhar na água mais estava de roupa, achei melhor não. Me sentei no chão.
- pensei ter dito que eu queria trazer você aqui. – me assustei.
- você tem que parar com isso ou vou morrer de enfarto antes dos 30.
- posso me sentar ao seu lado? – ele não esperou que eu respondesse. Olhei para o lado e ele estava sentado. Ficamos olhando o mar em silencio e pela primeira vez foi um silencio agradável. fui a primeira a falar.
- esse lugar é lindo. Você deve vir aqui sempre, eu viria.
- fico feliz em saber que gostou já que virá morar aqui quando for minha esposa.
- podemos não falar disso por favor.
- te desagrada tanto assim?
- é tudo muito estranho pra mim. Eu nunca tinha pensado em me casar. Não agora.
- entendo... – ele pareceu pensar em algo. – fazia tempo que não vinha aqui.
- serio. Você mora num lugar como esse e não aproveita.
- não tenho tido muito tempo. Vinha muito aqui com minha mãe quando era pequeno.
- e onde ela está agora?
- morreu.
- sinto muito.
- tudo bem. Já superei isso. – pela forma como ele falou eu soube que não. Soube que ele ainda sentia falta dela como eu sentia falta da minha mãe.
- quantos anos você tinha quando ela morreu?
- 15. Ela, meu pai e meu irmão iram fazer uma visita a uma tia minha. Eu não fui pois estava chateado com meu irmão por uma coisa boba que eu nem me lembro mais o que era. – percebi que era difícil para ele falar no assunto. – meu pai perdeu o controle do carro e o carro bateu num caminhão. Não houve sobreviventes.
- deve ter sido muito difícil para você. Me desculpe por te fazer lembrar dessas coisas.
- tudo bem. Eu nunca tinha falado disso com alguém antes. Mais você deve me entender. Sei que sua mãe também morreu em um acidente de carro.
- sim.
- percebi também que não se dá bem com sua madrasta.
- você é muito observador.
- é uma característica minha. – ele foi se aproximando. Estava perto demais. Não teve como desviar de sua boca quando ela alcançou a minha. O beijo foi calmo e bom. Até que eu me afastei.
- já está escurecendo. Acho melhor voltarmos. — ele disse. Agiu como se nada tivesse acontecido entre agente. Ele me ajudou a levantar e voltamos para a casa.
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