No Limite
3 Só pode ser brincadeira
Notas iniciais

As pessoas nem sempre são o que aparentam ser.
– Escuta, você vai mesmo fazer isso? – Ino perguntou do outro lado da linha. Quando Hinata ligou dizendo que estava entrando em choque, pânico e o que quer que fosse, porque estava em frente à casa de Sakura, esperando ela sair para que casualmente pudesse aparecer e casualmente pudesse jogá-la para cima do Naruto, a loira surtou.
– O que mais você quer que eu faça? Eu prometi para ele. – Hinata disse com a voz esganiçada pelo medo. E por aquilo ser a maior vergonha do mundo. Que tipo de psicopata espera uma garota do lado de fora de casa sem nunca ter falado com ela antes?
– Você poderia ter esperado para falar amanhã na escola, sua jumenta. – Ino disse. Era verdade. Hinata poderia ter muito bem esperado para falar com Sakura quando fosse para a escola no dia seguinte. Mas não pôde. Não quando Naruto a tinha buscado em casa e insistido tanto para que ela fizesse isso. Não quando a cada cinco minutos ele jogasse na cara dela a promessa que fez.
– Eu acho que vou vomitar. – disse Hinata e quase pôde sentir Ino revirando os olhos do outro lado da linha. – Como é que eu vou simplesmente falar com aquela garota? – Hinata desesperou-se. O pior de tudo é que Naruto tinha simplesmente deixado-a na porta da casa da rosada e se mandado. E Hinata não fazia ideia do bairro em que estava.
Começou a andar desesperadamente de um lado para o outro. Já estava ficando escuro e ela não via movimentação nenhuma naquela casa. Talvez ela não estivesse em casa. Ouviu Ino reclamar sobre milhões de coisas do outro lado da linha, mas simplesmente não deu ouvidos.
– Bom agora você vai morrer aí sozinha, porque já está anoitecendo e não tem como você voltar para casa. – Ino falou divertida enquanto Hinata choramingava. – Isso sem nunca ter feito uma grande obra de arte, que nem o seu pintor favorito, o Michelin.
– O nome é Michelangelo. – Hinata corrigiu imediatamente. – Michelin é uma marca de pneus. – Hinata disse e Ino bufou do outro lado da linha. – Como você pode não saber disso, hein? – a morena perguntou abismada.
– Tanto faz Hinata. Meu negócio é moda, não arte. – Ino disse. – Escuta, agora é sério. Como você pretende voltar para casa? – Ino perguntou realmente preocupando-se. – O Naruto é muito retardado. O que aumentou em tamanho diminuiu em cérebro.
– Bom, na verdade, eu pretendo passar a noite aqui. Ser assaltada e morrer. O que acha desse plano? – Hinata perguntou quase gritando.
– Hinata? – alguém a chamou atrás de si. – O que está fazendo aqui? – que droga era Sakura. Hinata virou-se rapidamente para olhar a garota. Fez uma careta estranha e levantou o dedo apontando para o celular, como que dizendo que estava muito ocupada.
– Eu falo com você depois Ino. – disse muito rapidamente.
– Mas... – Ino ia dizendo, mas Hinata simplesmente desligou o telefone.
[...]
– Então você se perdeu? Neste bairro? Onde você queria ir afinal? – perguntou Sakura estranhando o comportamento da colega.
– E-eu... Queria achar... Uma loja de equipamentos de desenho! – Hinata disse. Mas não sabia se realmente existia tal coisa naquele bairro sinistro. Quer dizer, não era sinistro de verdade, mas era muito quieto. – Eu ouvi falar de uma... Uma loja por essas bandas, mas acabei me perdendo. – a morena mentiu descaradamente.
– Nossa! Então ainda bem que eu te achei! Imagina você perdida há essa hora! – Sakura exclamou e Hinata odiou perceber que ela não era nenhuma vadia. Que droga, por que ela não podia ser uma vadia? Seria bem mais fácil. – Você lembra o nome dessa loja? Acho que posso te ajudar a achar. E se for muito longe, nós podemos pegar o carro do meu pai. Ele sempre me deixa dirigir.
Claro que deixa. Sakura era o tipo de filha perfeita. Os pais deveriam fazer tudo por ela. Além de líder de torcida, era representante da turma e Hinata soubera que ela tentaria ser presidente do conselho estudantil do colégio esse ano. Popular e inteligente. Não se admirava de Naruto ser apaixonado por ela.
A morena engoliu em seco. Ela tinha mesmo que ser tão perfeita? E pior que isso era que era perfeita não só em todos os sentidos... Era perfeita também para Naruto. Quer dizer, jogador titular do time de basquete da escola, cocapitão junto com o Sasuke, o Naruto era um tipo de deus grego no colégio. Ainda mais agora. Quer dizer, Hinata lembrava-se bem de como ele era baixinho e magrelo há não muito tempo atrás. Pois é. Os tempos mudaram. Enquanto Ino e Hinata já haviam parado de crescer faz tempo, Naruto continuou até alcançar sua irmã e passar dela, ficando com incríveis um e oitenta e nove de altura. E não aquela coisa desengonçada. Não mesmo. Estava mais para aquela coisa gostosa cheia de músculos.
– Eu... É... Di... Da... Dis... – pronto agora fodeu tudo. Não conseguia lembrar nomes de lojas reais, imagina nomes de lojas inventadas.
– Disegne? – Sakura perguntou enquanto Hinata estava quase tendo um ataque na sua frente.
– É! É isso mesmo! – Hinata disse mentindo descaradamente, porque nunca em toda a sua vida curta em Konoha havia ouvido falar em uma loja com aquele nome.
– Nossa! Então acho que você tá mesmo bem perdida, Hina. – Hina? Que história era aquela de Hina? – A Disegne fica a quase dez quarteirões daqui. Acho melhor eu pegar o carro para levar você lá, já está escuro. – Sakura disse e simplesmente saiu em direção a sua casa, antes que Hinata pudesse falar mais alguma coisa.
[...]
Isso não podia estar acontecendo. Quer dizer, não podia mesmo. Hinata jurara com todas as suas forças que odiava Sakura. Odiava por ser dela que Naruto gostava. Odiava por ser linda e perfeita. Por aquela droga de cabelo rosa supersedoso que ela tinha. E agora ali estava ela. Descobrindo que Sakura na verdade era uma garota muito legal. Que estava até dando carona a ela para uma loja de desenhos perto de sua casa.
Aquilo não podia ser de Deus.
– Então você vai comprar materiais novos de desenho? – Sakura perguntou claramente tentando puxar assunto. Hinata desviou seu olhar da janela e encarou-a.
– Na verdade, estou só fazendo uma pesquisa de preços. – disse ela. Estava cada vez mais impressionada por ter essa capacidade de mentir tão facilmente.
– Ah, mas a Disegne é uma ótima loja. Quer dizer, nunca entrei lá de verdade, mas sempre a achei ótima. – a rosada disse. – Não entendo muito de arte, sabe. – ela confessou com um sorriso amarelo que Hinata retribuiu de prontidão.
Pelo menos isso. Quer dizer, uma garota não poderia ser linda, popular, talentosa e tudo mais e ainda entender de arte. Aquilo seria a maior injustiça de todos os tempos.
– Mas já ouvi falar dos seus desenhos. – Sakura disse e olhou para a Hyuuga por um pequeno instante, só para depois olhar de novo para frente. – Você é bem famosa no colégio. Ouvi dizer que você só cobra da vaca da Karin e da Shion. Quer dizer, elas bem que merecem. São odiosas. – Sakura desabafou e Hinata imediatamente gostou mais um pouco dela.
– Por que acha isso? Quer dizer, eu só odeio a Shion porque ela me chamou de desclassificada. – Hinata disse e viu a rosada fazer uma careta. Daqui a pouco ela estava estacionando o carro na frente de uma loja. – Por que você odeia as duas? O que elas fizeram a você?
– Não é nada. – disse Sakura ficando um pouco vermelha e Hinata sentiu imediatamente cheiro de segredo. Aquela era a oportunidade perfeita para que ela pudesse se aproximar de Sakura, cumprir a droga daquela promessa e se isolar para sempre em um casulo de tristeza solidão e recalque.
– Vamos, eu não vou dizer a ninguém. – a morena afirmou dando o sorriso mais simpático que conseguiria dar e o mais falso também.
– Bom, basicamente porque... Aquela vadia da Karin... Quero dizer... Ela fica se jogando para o Sasuke o tempo inteiro. E, quero dizer, eu não gosto disso sabe... – Sakura gaguejou completamente corada. – O Sasuke-kun e eu... Bem, já faz um mês que nós estamos... – ela pigarreou. – Namorando escondido. – Sakura sussurrou e Hinata sentiu seu queixo quase cair no chão do carro.
– Como é que é? – a morena perguntou histérica. Estava cada vez mais parecida com Ino. – Você e o Sasuke estão... Como assim? Ninguém sabe disso? – Hinata perguntou completamente abismada.
– Não, claro que não... O Sasuke achou melhor, por causa do Naruto... – a rosada disse. – Você não vai contar isso para ninguém não é? – Sakura perguntou receosa.
– Não, não. – disse Hinata sem paciência. – Como assim por causa do Naruto? – perguntou Hinata. Aquilo já estava tomando um rumo totalmente diferente do que ela imaginava.
– Bom, o Naruto sempre... Quer dizer, ele sempre se mostrou interessado em mim... E o Sasuke sempre foi amigo dele... Acho que não quer magoá-lo. – disse Sakura.
Hinata não podia acreditar naquilo. Como assim Sasuke e Sakura já estavam namorando há um mês? E escondidos? Quer dizer, aquilo era maravilhoso. Se ela simplesmente contasse a Naruto que a rosada estava fora de mercado ela poderia simplesmente esquecer aquela promessa estúpida e – quem sabe – pudesse até ter uma chance. O melhor de tudo seria que Hinata não teria que passar por aquele inferno. Quer dizer: como poderia fazer aquilo consigo mesma? Como poderia ajudar o garoto por quem estava apaixonada há séculos a ficar com outra? Que tipo de masoquista ele achava que ela era?
– Sakura. – Hinata chamou. Calma por fora, mas eufórica por dentro. – Quer um conselho? – perguntou e a rosada afirmou timidamente. Colocou as duas mãos uma de cada lado do ombro de Sakura e a olhou bem fundo nos olhos. – Tem que parar com isso!
– O quê? – Sakura gaguejou com a honestidade da outra.
– Tem que parar com isso! – repetiu a morena e Sakura arregalou os olhos. – Você está se metendo numa situação horrível! Tem que contar logo ao Naruto! – disse Hinata. Isso sim seria ainda melhor. Se Sakura contasse ao Naruto que estava namorando não seria ela a ter que enfrentá-lo.
– Eu não posso... – a rosada disse e baixou os olhos.
– Mas você tem que... – Hinata começou a contra-argumentar, mas Sakura a impediu.
– Eu não posso! Eu prometi ao Sasuke-kun. – Sakura falou dessa vez com veemência. Pois então tinha se danado tudo. Porque Hinata também tinha prometido à Naruto. – Você tem que prometer que não vai contar ao Naruto! – Sakura disse parecendo lembrar-se subitamente daquele detalhe. Hinata a olhou assustada.
– Como é? – a morena perguntou com cara de quem não sabia o que fazer. Estava entre a cruz e a espada.
– Prometa Hinata! Nem sei por que eu te contei isso, mas você me parece ser confiável... – a rosada disse e Hinata quis simplesmente desaparecer. – Só preciso que você prometa! – Sakura disse parecendo desesperada.
– Tudo bem. – Hinata disse. – Tudo bem, calma. Eu não vou contar nada. – disse Hinata sem ter outra alternativa.
– Prometa! – Sakura exigiu.
– Eu prometo.
[...]
Hinata não acreditava que estava naquela loja incrível (que por sinal não sabia como nunca tinha ouvido falar) pensando em outra coisa que não arte. Aquela situação já estava passando dos limites.
Bom, com certeza que ela tinha algum problema mental. Com que frequência ela pretendia fazer promessas daquele porte para os outros? Por que certamente aquela era a fofoca do ano. Mas ela tinha que falar para Naruto o que estava acontecendo, certo? CERTO? Ele deveria saber. Ele precisava saber.
Olhou para Sakura do outro lado da loja olhando alguns pinceis. Como que sentindo que Hinata a olhava, Sakura também a olhou; deu um sorriso incerto e quase agradecido e Hinata soube que não podia simplesmente sair espalhando o segredo dela assim. Odiou-a subitamente. Não por ela ser odiável, mas simplesmente por ser uma garota legal. Aliás, muito legal. Que se preocupou em lhe dar carona para aquela loja super mega máster incrível e que certamente também a deixaria em casa quando terminasse a bendita e totalmente falsa pesquisa de preços.
– Você tem certeza de que não vai comprar nada? – Sakura perguntou; Hinata pulou com o susto, nem tinha visto a outra se aproximar de si.
– Eu... Hã... Até que achei os preços legais, mas não trouxe dinheiro comigo agora. – disse Hinata e até que era verdade. Depois de dar uma olhada pela loja inteira descobriu que os preços da Disegne eram totalmente acessíveis para a quantidade de mesada que ganhava. E tinha simplesmente adorado tudo que a loja tinha a oferecer. Sabia que precisava de um caderno novo de desenhos; as páginas do seu caderno antigo estavam quase acabando, mas infelizmente não deu para trazer dinheiro suficiente. – Mas depois eu volto e compro algumas coisas. – Hinata disse com um sorriso amarelo, namorando um caderno lindo de tamanho médio e capa de couro com fecho, com o nome Disegne na capa, em letra dourada.
Sakura a olhou por um instante e depois olhou o caderno de desenho que ela namorava e não teve certeza se Hinata não tinha dinheiro na hora ou simplesmente não poderia pagar por aquilo. Observou de novo a face de decepção da garota que agora considerava amiga. Então, sem hesitar, Sakura simplesmente pegou o caderno que Hinata olhava. Viu a morena a olhar confusa por um instante, antes de se virar para o rapaz do caixa, que parecia alheio a tudo que elas estavam fazendo na loja.
– Com licença. – Sakura chamou e o rapaz a olhou imediatamente parecendo quase entediado. – Quanto custa? – a rosada perguntou mostrando o caderno.
– Você não tem cara de quem desenha. – o rapaz afirmou ignorando a pergunta da rosada.
– E não desenho. Estou comprando como um presente, para a minha amiga ali. – disse ela apontando para Hinata que sentiu seu queixo cair mais uma vez. Era a segunda vez que Sakura provocava aquela reação nela.
– Ah, bem. Ela sim tem cara de quem desenha. – disse o jovem olhando para Hinata atentamente. – Tem cara de quem está escondendo alguma coisa. – ele disse e Sakura riu, enquanto Hinata ficava extremamente vermelha.
– E o que isso quer dizer... – perguntou Sakura rindo e olhando de Hinata para o rapaz. Esforçou-se para ler o nome dele no crachá, só para manter a conversa mais agradável. – Kyomaru? – a rosada perguntou.
– Quer dizer que ela parece estar escondendo alguma coisa. – Kyomaru repetiu com cara de tédio e Sakura olhou para Hinata, fazendo uma careta, como se perguntasse “qual o problema desse cara?” e depois voltou a olhar o jovem. – São vinte dólares. – disse finalmente, como se quisesse acabar com aquela conversa de vez.
– Ah, tudo bem. – Sakura disse e pegou uma nota de vinte dólares do bolso da calça em que estava vestida. Entregou a Kyomaru e o viu colocar o caderno que comprou de presente para Hinata, junto com três lápis diferentes. – Desculpe, mas você colocou uns lápis na sacola por engano. – Sakura o corrigiu.
– Não. Considere isso um presente meu, ninguém pode desenhar bem sem bons lápis. – disse o garoto, olhando diretamente para Hinata. – Agora você pode desabafar no papel. – disse ele e Hinata o olhou surpresa e sem entender realmente o que ele dizia. – Não esconda nada do papel. – ele completou e finalmente entregou o pacote para Sakura.
[...]
– Que medo daquele cara. – Sakura disse assim que entraram no carro e Hinata riu, segurando a sacola com o caderno e os três lápis para desenho. – Vou te levar para casa agora Hinata. – ela disse e Hinata assentiu, sem vontade de falar nada.
O pior é que o cara da loja estava completamente certo. Quer dizer, Hinata escondia mesmo alguma coisa. Não somente alguma coisa, três coisas. Três segredos, duas promessas.
1. Ela estava completamente apaixonada por Naruto desde a infância e sem perspectiva de que aquilo um dia fosse passar;
2. Fizera uma merda de uma promessa para ele, que o ajudaria a ficar com outra e
3. Como se não bastasse a promessa que tinha feito a Naruto, teve que fazer outra a Sakura (a tal outra), uma completa estranha que havia se mostrado completamente legal, que não só havia comprado um presente maravilhoso como estava levando-a em casa.
Suspirou. Estava realmente cansada daquele dia. E, sinceramente, de todos os dias. Mais um fardo para aguentar. Mais uma coisa que teria que esconder de Naruto.
– Você está bem? – Sakura perguntou olhando de canto de olho para Hinata, pois tinha que prestar atenção no trânsito.
– Estou bem. – disse Hinata, sorrindo sinceramente dessa vez. – Escuta... Eu queria te agradecer pelo presente. É realmente maravilhoso. – Hinata disse e Sakura sorriu.
– É uma forma de te agradecer. – disse ela. – Pelo que eu fiz você prometer. Sei que não é fácil esconder as coisas do Naruto. Até porque ele é seu melhor amigo. – disse a rosada e Hinata deu um sorriso amarelo dessa vez. Nada fácil.
O resto do caminho foi em silêncio. Daqui a pouco, Sakura chegava à casa de Hinata. As duas agradeceram novamente uma à outra. Hinata saiu do carro e acenou para Sakura, enquanto a rosada dobrava a esquina.
Com a sacola dos materiais de desenho na mão, Hinata olhou para cima e suspirou fortemente.
Por quê? Por que ela não podia ser só uma vadia?
Entrou em casa finalmente e tirou os sapatos, jogando-os na entrada. Subiu as escadas rapidamente e foi para o seu quarto.
Jogou-se na cama tentando relaxar e pensando em tudo o que havia acontecido aquele dia. Quando foi que as coisas ficaram tão complicadas?
Pegou o celular e viu que havia sete mensagens novas. Três de Ino e quatro de Naruto. Sentou-se na cama de pernas cruzadas.
Ino: “Onde você está Hinata? (17h32min)”.
Ino: “Dá sinal de vida! (18h12min)”.
Ino: “Hinata, se você já não estiver morta, eu vou te matar. (19h02min)”.
Naruto: “A Ino já veio ao meu quarto cinco vezes completamente histérica perguntar como eu pude deixar você sozinha naquele lugar (18h00min)”.
Naruto: “Que droga, agora eu também estou ficando preocupado, por favor, dá sinal d vida! (18h24min)”
Naruto: “Tá, Hinata, já pode para de brincadeira. Me liga! (18h47min)”.
Naruto: “Ok. Tô começando a me desesperar! Por favor, me liga rápido! (19h24min).
A última mensagem recebida foi quase sete e meia. Já eram oito e meia. Resolveu ligar para Naruto logo, depois falaria com Ino.
– Alô? – a voz máscula atendeu logo no primeiro toque. Hinata odiou como seu coração acelerou quando ouviu a voz dele. – Hinata, ainda bem que você está viva. – Naruto disse parecendo muito aliviado. – Você está bem? Desculpe por ter te deixado sozinha! Eu até fui ver se você continuava no mesmo lugar em que eu te deixei, mas você não estava mais lá. Onde é que você se meteu? – ele disse aquilo tudo muito rápido, fazendo Hinata rir.
– Eu encontrei a Sakura. – ela falou. – Acho que podemos mesmo ser amigas. – disse Hinata com a voz enfadada e triste.
– Ah! Isso é ótimo! Mas por que você está assim? Sua voz parece triste. – Naruto disse e Hinata suspirou, prendendo o choro. – Você está mesmo bem, cara? – o loiro perguntou.
– Estou bem, Naruto-kun. Só um pouco cansada. – disse a Hyuuga. Quase pôde se senti-lo apertando os olhos do outro lado da linha, como se estivesse analisando a situação.
– Tem certeza? Você sabe que não precisa me esconder nada. – ele disse e Hinata quase riu da ironia daquelas palavras. – Você é minha melhor amiga. Eu te amo, cara. Sabe disso não sabe? – o loiro disse. Hinata olhou para o próprio colo, uma lágrima escorrendo solitária.
– Eu sei. Eu também te amo, cara. — ela disse e soube que havia muito mais sentimento na sua declaração do que na de Naruto. – Eu não estou escondendo nada. – Hinata disse cansada.
– Jura? – ele perguntou e dessa vez a morena riu.
– Claro. – disse de dedos cruzados, para que, dessa vez pelo menos, a promessa não valesse.
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