No Limite

4 Chris e Greg


Notas iniciais
E aí galeraaaaaaaaaaa! Nem demorei né? Antes de tudo queria agradecer a quem favoritou, quem está acompanhando e quem comentou! Vocês são demais! Continuem comentando galera, é por isso que eu posto! Enfim, aí vai! Boa leitura! *O título do capítulo se refere ao seriado Todo Mundo Odeia o Chris*

Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos.
– Elmer G. Letterman

Sábado. Finalmente. Depois de uma semana cheia de trigonometria, Sakura e segredos, Hinata finalmente poderia se dar ao luxo de ficar em casa e dormir o quanto quisesse.

Quer dizer, enquanto Ino certamente já estaria no shopping uma hora dessas – o que Hinata achava uma total loucura já que ainda eram dez da manhã de um sábado – Hinata se contentava em ficar deitada e enrolada dos pés a cabeça pelo edredom grosso, mesmo não estando particularmente frio naquela manhã. E mesmo que soubesse que tinha milhões de coisas para fazer aquele fim de semana – como colocar as lições de matemática atrasadas em dia – Hinata sabia que merecia uma folga.

Qual é! Por tudo que estava passando, pelas promessas feitas, pelo coração partido e por ter descoberto que havia engordado um quilo e meio aquela semana – o que não era para menos, pois havia comido muito sorvete e chocolate, o que era totalmente plausível devido ao coração partido – Hinata sabia que merecia uma folga.

E não importava o que sua mãe dizia – que ela certamente ficaria diabética de tanto comer doces, que ela estava fazendo muito drama por uma coisa que nem deveria ter tanta importância assim, mesmo sem saber do que se tratava realmente – Hinata sabia que não era drama coisa nenhuma.

Ah, por favor. Drama? De jeito nenhum. Era por isso que Hinata dizia que sua mãe era totalmente careta. Com aqueles ternos engomadinhos e toda aquela atitude de “se não estiver relacionado a causas sociais não tem importância nenhuma”.

Obviamente a mãe de Hinata não sabia de nada sobre estar apaixonada por alguém e não ser correspondida. Dizem que a maior dor do mundo era a dor do infarto, mas Hinata sabia que não. Nada seria pior do que aquilo.

E era totalmente injusto também. Quer dizer, ela bem que merecia ser correspondida por Naruto. Estava ao lado dele desde sempre, apoiando-o em todas as suas decisões, sendo a melhor amiga que poderia ser. Por que ele não poderia simplesmente amá-la de volta? Mas não. Claro que não. Por que ele iria? Ela era só a Hinata. A desenhista, esquisita, não-tão-bonita quanto a Sakura, Hinata. Ele mesmo já havia dito isso antes – mesmo que a tenha chamada de linda quase dois minutos depois.

É. Definitivamente ela merecia uma folga.

[...]

Ouviu a campainha tocar. Uma, duas, três vezes. Mas por que diabos Aia ainda não havia atendido aquela maldita porta? Ah, claro. Hoje era o dia de folga de Aia. E Hinata nem poderia ficar emburrada porque Aia nunca tirava férias. Ela bem que precisava daqueles sábados. Todo mundo deveria ter uma folga.

Mas pelo visto não a morena. Hinata levantou-se emburrada da cama. A campainha tocou novamente.

– JÁ VOU! – ela gritou completamente irritada. Não importava se seu cabelo estava bagunçado nem que devia estar com muito bafo por não ter escovado os dentes ainda aquela manhã. Ela só queria estar dormindo enrolada no seu edredom fofo e quente.

Ao passar pelo corredor que dava para as escadas, bateu na porta de Neji com força antes de ir atender a porta.

– Você é um completo imprestável! – Hinata gritou torcendo para que ele escutasse do lado de dentro do quarto. Já fazia uma semana que Neji voltara da faculdade e Hinata só o tinha visto duas vezes: uma quando acabara de voltar da escola e o vira assistindo filmes totalmente impróprios na televisão da sala (quer dizer, ainda era uma da tarde, por favor!) e a segunda quando de madrugada fora pegar um copo de água e o vira na cozinha também, detonando um sanduíche de almôndegas.

Mas pelo menos Neji não lhe incomodava de jeito nenhum. Pelo menos ainda não.

Hinata descera as escadas, passando a mão no cabelo emaranhado a fim de ajeitá-lo um pouco e deu graças a Deus que fez isso depois que viu quem estava parado na porta: era ele.

– Já te disseram que você fica muito bem quando acorda? – ele disse. Estava encostado no parapeito da porta com um ar totalmente sexy, de óculos escuros Ray-ban, camiseta laranja e bermuda.

Hinata nem pôde fingir que não ficara envergonhada.

– O que você veio fazer aqui? – Hinata disse, fingindo coçar o nariz, só para cobrir a boca para que ele não sentisse seu ainda mau hálito. Viu Naruto olhá-la da cabeça aos pés com um sorriso divertido. – O que foi? – Hinata perguntou olhando para si mesma para tentar ver o que Naruto via que o divertia tanto.

É claro que desejou morrer. Ficou corada instantaneamente e intensamente. Como havia esquecido daquilo? Estava vestida somente com uma camisa de cor preta do The Doors que pertencia a Neji e que batia dois dedos abaixo da bunda. Tento inutilmente esticar a camiseta para que pudesse se cobrir um pouco mais, mas era inútil. Se por acaso se virasse para pelo menos poder ir ao quarto vestir um short ele veria sua calcinha rosa com coraçõezinhos.

Ah, cara!” – Hinata pensou. Por que nunca aceitara o conselho da mãe de comprar calcinhas mais bonitas e menos infantis? Sempre argumentara para Yoko de que ninguém nunca veria sua calcinha e olha só o que estava acontecendo. Olha só quem estava vendo.

– Ah, meu Deus. – Hinata disse baixinho, só para Naruto abrir mais o sorriso sacana que tinha no rosto.

– Meio infantil, você não acha? – disse Naruto só para deixá-la mais envergonhada e Hinata desejou se enfiar num buraco. – Mas eu gostei. – ele disse, entrando na casa sem nenhuma cerimônia e sentando num sofá que havia ali. – Por que não vai se vestir? Eu te espero. – ele disse e começou a mexer no celular, agora ignorando sua presença.

Hinata aproveitou que ele estava distraído para correr para a escada e logo depois para o quarto desejando internamente e com todas as forças que ele não a olhasse enquanto ela corria.

Mas é claro que ele olhou.

[...]

Hinata desejou não ter demorado tanto para descer as escadas de novo e dar de cara com Naruto naquele mesmo sofá.

Mas ela precisava demorar. Quer dizer, é óbvio que ela não iria somente vestir um short, não é? Quando subiu as escadas, Hinata pegou sua toalha e foi direto tomar um banho. E não só tomar banho como depilar as pernas e as axilas e até um pouco da virilha. Bom ele tinha dito que gostava da calcinha dela, era melhor prevenir do que remediar.

Escovou os dentes também e lavou os cabelos. Aí foi mais vinte minutos só para secar aquele cabelo imenso que tinha e pronto. Passou desodorante e perfume, vestiu-se e foi até o loiro, quase quarenta minutos depois de ter subido.

Mas se Naruto estava incomodado de alguma forma por ter esperado tanto, não deixou transparecer de jeito nenhum. Parecia nem ter notado quanto tempo ela havia passado lá em cima, de tão concentrado que estava mexendo naquele celular.

– O que você faz tanto aí hein? – Hinata perguntou aproximando-se de Naruto e tomando-lhe o celular das mãos. Tentou ver por que ele estava tão concentrado, mas Naruto não a deixou fazer nada. Agarrou-a pela cintura e tomou o celular de volta, jogando-a no sofá em que antes estava sentado. Depois disso, apertou mais alguns botões do aparelho e guardou-o no bolso.

– Vamos lá para cima? – ele chamou e Hinata levantou-se rapidamente para acompanhá-lo até o próprio quarto.

[...]

– Esse daqui é novo. – disse Naruto olhando um desenho que estava colado na parede do quarto de Hinata em que estavam desenhados Ino, ele próprio e a morena. Os três estavam fazendo pose como se alguém estivesse batendo uma foto.

Deitada na cama, Hinata observou-o por um momento. Aquele desenho na verdade já fazia uns três meses, mas Naruto nunca mais estivera na sua casa, que dirá no seu quarto, por isso nunca o vira.

– Você que nunca mais veio aqui. – ela disse e afundou a cabeça no travesseiro. Daqui a pouco sentiu o outro lado do colchão de casal afundar um pouco, sinal de que Naruto também deitara.

– Desculpe. – ele disse. Hinata o olhou. Ele estava deitado de barriga para cima, como ela mesma, com a cabeça virada em sua direção, olhando-a. – Ando meio ocupado com o time e com...

– A Sakura. – Hinata completou suspirando. Mas não podia ser isso. Quer dizer, Naruto não passava todo o tempo jogando basquete e muito menos correndo atrás da Sakura. – Não minta para mim, Naruto-kun. – disse Hinata fazendo-o arquear uma de suas sobrancelhas.

– Não estou mentindo. – ele disse e estreitou os olhos.

– Bom, não. Mas está inventando desculpas. – ela disse. – Não dá para passar todo o seu tempo jogando basquete ou até mesmo correndo atrás da Sakura. – Hinata disse voltando seus olhos para o teto. Esticou os braços para cima com as mãos entrelaçadas.

– Você tem razão. – ele disse e Hinata voltou a olhá-lo, mas ele já não olhava para ela.

– E então? – Hinata insistiu. – Por que se afastou de mim? – ela perguntou, temendo a resposta.

– Eu não sei... – Naruto disse e suspirou, voltando a olhá-la. – Parece que depois de entrar para o time de basquete da escola e virar cocapitão tudo muda. – ele disse e sorriu envergonhado.

– Então você acha que eu não combino com os seus amigos descolados? – Hinata perguntou, dando uma ênfase na última palavra, como se achasse que aquilo fosse a última coisa que eles fossem. – Só por que eu não sou uma piranha da escola? Só por que eu não sou um líder de torcida? – Hinata perguntou sentando-se na cama. – Desculpa, mas o Chris e o Greg são mais descolados que muitos da sua nova turminha. – Hinata disse e bufou.

Naruto também se sentou.

– Eu não disse isso. – o loiro disse e a empurrou de volta até que ela se deitasse. – Só estou te dizendo a verdade Hinata. – ele falou e Hinata olhou novamente para o teto analisando tudo o que ele havia dito.

– Então por que veio aqui hoje? Não vai atrapalhar sua vida muito agitada? – disse sarcasticamente e Naruto riu.

– Vim porque senti falta de você. – ele disse e entrelaçou os dedos nos dela. O coração de Hinata acelerou. – Eu não te trocaria nunca, sua esquisita. – ele disse e sorriu ternamente fazendo Hinata ficar corada.

– Sei. – ela disse e sorriu de volta completamente envergonhada.

– Se bem que eu acho que você precisa de uns novos amigos, sabe. – ele disse e Hinata o olhou, confusa. – Você é muito solitária.

– Eu gosto de ser solitária. – ela disse e até que não era mentira. Hinata gostava de ficar sozinha.

– Não, você gosta de ficar sozinha, tem uma grande diferença. – ele disse com um olhar esperto, fazendo Hinata revirar os olhos. – Escuta, o jogo de abertura do campeonato estadual vai ser nesta sexta. – Naruto disse. – E eu sei bem que você nunca vai aos jogos porque odeia a Shion e não quer dar de cara com ela depois daquela história de ela dizer que você é uma desclassificada. – Naruto disse. – Mas você devia tentar ir esse ano, ela nem vai te incomodar.

– Claro que não, pelo menos não na sua frente. E não quando estiver dançando no grupo da Ino. – Hinata disse fazendo uma careta.

– Vamos, por favor! – Naruto pediu. – Eu juro que você vai se divertir. – ele disse e Hinata o olhou estranhamente, como se estivesse analisando a situação.

– Tudo bem. – Hinata disse embora já estivesse planejando inventar alguma doença ou algo assim para não ter que ir.

– Ótimo! – ele disse e lhe deu um beijo na bochecha. – E não se esqueça da festa. – Naruto disse.

– Escuta, o jogo eu até vou, mas essa história de festa já é demais. – Hinata disse balançando a cabeça negativamente.

– Não seja antissocial, Hinata. – disse o Uzumaki e Hinata revirou os olhos.

– Mas é exatamente por isso! Festas são para pessoas supercarismáticas e lindas e, claro, para ficar com alguém, coisa que eu dificilmente vou fazer. – Hinata disse. Só tinha beijado dois caras em toda a vida, ambos em festas que Ino a tinha forçado a ir, mas nenhum deles tinha sido muito legal. O primeiro quase a fez engasgar depois de ter enfiado a língua e uma droga de um chiclete de menta na garganta da Hyuuga; enquanto o segundo... Bem, aquele nem fora tão ruim assim, mas tinha usado tanta língua que ela jurava que ele havia lambido seu rosto umas três vezes.

– Ora, e por que não? – Naruto disse. – Vai que você arranja um peguete. – ele disse e Hinata riu.

– Isso soou tão másculo. – ela disse enquanto ria acompanhada de Naruto.

– Mas sério, Hinata. Vamos! Você não vai se arrepender! – ele disse com os olhos brilhando. Que droga. Ajudaria bem mais se ele não fosse tão lindo.

– Ok. Eu vou. – ela disse.

E fosse o que Deus quisesse.

Notas finais
Não esqueçam de dar uma olhada em http://fanfiction.com.br/historia/130950/Cinco_Minutos/ galera! E aí? Curtiram? Reviews? *________________________*