No Limite

5 Explosão


Notas iniciais
Fala galeraaaaa! Demorei mas tô de volta! Queria agradecer a quem comentou, quem favoritou e quem está acompanhando No Limite! Para quem não sabe, eu tenho uma outra fanfic aqui tbm, Cinco Minutos! Dá uma passada lá! Bom, sem mais delongas, aí vai o capítulo! Boa leitura o/

“Você finge que isso não te chateia, mas você quer explodir." – Metallica

– Graças a Deus! – Ino exclamou dramaticamente ao abrir a porta da mansão Uzumaki-Namikaze e dar de cara com a melhor amiga. Havia ligado para Hinata cedo da manhã naquela sexta-feira, a fim de conseguir a ajuda da amiga para ajudar com os preparativos da festa. Claro que, sendo Hinata quem era, dera milhares de desculpas sobre não poder faltar à escola e sobre a bronca que sua mãe lhe daria se perdesse aula, justamente porque queria ficar o mais longe possível daquela festa, daquele jogo e principalmente de Naruto.

Infelizmente para os seus planos, Ino insistira em falar com a sua mãe e pedir pessoalmente a ela. E sendo Yoko a mãe preocupadíssima que era com a vida social da filha, já que ela mesma havia sido muito popular e, inteligentíssima, líder do Conselho Estudantil, resolveu simplesmente que aquela festa merecia total atenção de Hinata.

– Talvez você arranje um namorado, filha! – ela dissera um pouco mais cedo dentro do carro, quando já estavam em frente à mansão dos Uzumaki.

E por muito pouco Hinata não dissera que nunca arranjaria um namorado numa festa como aquela, onde todas as pessoas eram populares e glamourosas. Teve vontade de dizer que nem mesmo Naruto que era seu melhor amigo desde sempre teria coragem de tirá-la para dançar e que, aliás, Naruto quase não falava com ela agora, pois era obcecado pela menina mais perfeita da escola. Aliás, a única coisa que Hinata queria fazer agora era deitar na sua cama e morrer.

Mas não. Estava ali em frente à Ino, pronta para ajudar, porque era isso que Hinata fazia. Ela ajudava e fazia promessas que só arruinavam sua vida, porque era assim idiota.

– Você pediu, aqui estou eu. – ela disse ironicamente, como se aquele fosse mais um slogan de um serviço prestado do que um ato de amizade.

– Você já está amarga a essa hora da manhã? – Ino queixou-se e deixou a amiga finalmente entrar.

– Claro, eu sou amarga a qualquer hora do dia. – ela disse e suspirou, enquanto Ino fazia uma careta. – Por onde começamos?

– Primeiro nós vamos tomar café da manhã. Eu ainda não comi. – disse a loira e Hinata fez que sim com a cabeça, enquanto a seguia para a cozinha imensa daquela casa imensa.

Hinata seguiu Ino mansão adentro. Entrou na cozinha juntamente com Ino só para dar de cara com todos os Uzumaki-Namikaze comendo seus cafés da manhã. Isso incluía, é claro, Naruto Uzumaki. Hinata desejou correr dali. Imaginou-se mais uma vez deitada em sua cama.

– Hinata, querida! – era Kushina. Fazia tanto tempo que Hinata não ia àquela casa que ficou surpresa de os pais de seus melhores amigos ainda lembrarem dela.

– Dona Kushina, bom dia. – disse a menina formalmente enquanto a mulher lhe dava um abraço. Hinata prontamente retribuiu. A seguir, Minato já se levantara e oferecia-lhe sua mão, cumprimentando Hinata educadamente.

– Olá, Hinata. – ele dissera e Hinata corou um pouco devido a sua beleza. – Venha, sente-se conosco para o café.

– Ah, sim, claro. – ela dissera. Ficara constrangida em dizer que não era necessário, que já havia tomado seu café da manhã, muito obrigada, mas ficou sem jeito ao ver a educação dos pais de Naruto. Então, simplesmente, teria que tomar café duas vezes.

Viu Ino sentar-se ao lado esquerdo de Naruto na mesa de vidro redonda. Kushina afastou uma cadeira para a direita do filho e ofereceu-a para Hinata que se sentou constrangida. Daqui a pouco, todos estavam sentados e comendo.

Naruto deu-lhe uma cotovelada e sorriu enquanto saboreava um pedaço de pão com manteiga. Hinata o olhou e deu-lhe um sorriso amarelo, só então percebendo que ele estava sem camisa e só de calção. Mas não teve tempo de corar muito. Rapidamente desviou o olhar dele. Naruto continuou olhando para ela, sem entender muito bem o porquê daquele sorriso claramente forçado que ela lhe dera. Havia ele feito algo de errado?

– Então, querida... – Kushina começou, olhando para Hinata com o olhar bondoso. – Eu e Minato estávamos conversando com Ino e Naruto sobre que carreira eles pensam em seguir. – disse a ruiva. – Você já escolheu a sua? – ela perguntou.

– Eu... Hã... – Hinata tentava formular uma resposta rapidamente. Tentando parecer inteligente na frente dos “sogros”. – Eu não sei ainda, Kushina-sama... Talvez alguma coisa ligada ao desenho... É a única coisa em que sou verdadeiramente boa.

– Como arquitetura? – disse Kushina com os olhos brilhando. – Tenho certeza que se sairá bem. Com certeza lhe chamarei para redecorar a nossa casa. – disse a mulher docemente. – E, com certeza, é bem melhor que a carreira que Ino quer seguir. – disse Kushina olhando de esguelha para a filha.

– Mãe! – reclamou a loira e Minato e Naruto riram. – Ser modelo é um trabalho difícil e cansativo. Por favor. – disse Ino jogando o cabelo de forma sedutora, só para que todos os presentes gargalhassem.

– Tenho certeza que Ino se sairia muito bem. Ela sempre foi muito fã de moda. Sei que ela seria ótima. – Hinata argumentou em favor da amiga e Kushina deu de ombros.

– É só uma profissão difícil, foi isso que eu quis dizer. – disse a mulher defendendo-se. – O Naruto, por outro lado, afirmou que gostaria de fazer medicina. Sei que é difícil, mas é bem mais estável que ser modelo. – disse a mãe dos amigos de Hinata e esta não pôde conter a expressão cética que direcionou a Naruto depois da afirmação.

– Médico? – perguntou ela cética, enquanto passava manteiga em um pãozinho e dava uma mordida. – A Sakura-chan sempre quis ser médica, não é? – perguntou Hinata ironicamente e Ino olhou-lhe cautelosa, como que dizendo para que tivesse cuidado com as próximas palavras.

– Sim, e daí? – perguntou Naruto olhando-lhe estranhamente.

– Você realmente vai fazer medicina só porque colocou na cabeça que ama a Sakura? Que idiota. – Hinata desabafou. Já estava de cheia de Naruto e daquele amor platônico que ele sentia por Sakura.

– Como é? – perguntou o loiro quase ofendido.

– Isso mesmo. Acho muito idiota você querer segui-la até nisso, só porque acha que ela é perfeita para você. Você mal fala com ela. Nem a conhece. – Hinata afirmou com a voz cheia de mágoa. – Para mim você dizia que sempre quis ser engenheiro. Agora essa história de médico.

– O que você tem a ver com isso, hein? Isso não é da sua conta. – disse Naruto grosseiramente, não entendendo as atitudes de Hinata. Parecia que ela estava na defensiva. – E o que você sabe de mim ainda? Nós quase não nos falamos mais. – ele disse e Hinata olhou-o irritada, fazendo um bico, como quem ia chorar.

– Isso tem a ver comigo desde o momento em que você me cobrou aquela maldita promessa de te ajudar a conquistá-la. – alfinetou Hinata. – Talvez você devesse simplesmente prestar mais atenção a sua volta, Naruto-kun, – deu ênfase. – assim perceberia que não tem chance nenhuma com ela.

– Como você pode saber disso? Ela falou alguma coisa para você? – disse o Uzumaki surpreso e irritado com a revelação e com as atitudes de Hinata.

– Sim. – disse Hinata.

Ótimo. Simplesmente ótimo. Aquela era a maior e única briga que tivera com Naruto simplesmente porque estava com ciúmes da revelação. Não pôde deixar de pensar que aquilo era tudo culpa de Sakura. Até de Sasuke também. Qual o problema deles? Por que simplesmente não contavam a Naruto a verdade? E também... Qual o problema de Naruto? Estava mesmo tão disposto assim a tê-la que faria até o mesmo curso que ela?

Que idiota! Idiota, idiota, idiota!” – pensou Hinata várias vezes. Odiou Naruto subitamente. E Sakura. E Ino, por tê-la convocado para decorar a casa para aquela maldita festa. Mas, mais que tudo, odiou-se por não ser corajosa o suficiente para contar para ele tudo que estava sentindo; que aquela promessa estúpida estava lhe consumindo aos poucos. E tudo machucava.

Viu Ino abrir a boca lentamente e Kushina e Minato olharem para ela de olhos arregalados. Não pareciam chateados; não mesmo. Pareciam quase admirados com a atitude de Hinata. E não é para menos: Hinata nunca se dirigira a ninguém daquela forma.

– Você está mentindo. – Naruto afirmou com os dentes cerrados.

– Não estou. – ela disse seriamente e Naruto a olhou quase com ódio. Hinata nunca o vira lançar aquele olhar para ninguém. Pelo menos não para ela. – Pergunta ao Sasuke. – Hinata dissera, arregalando os olhos de repente. Pronto, acabara de contar o segredo de Sakura.

Ah, que se foda!” – pensou.

– Como assim ao Sasuke? – Naruto perguntou chocado e ao mesmo tempo sério. – O que o Sasuke tem a ver com isso? – ele insistiu.

– Eu não sei. Apenas pergunte a ele. – disse a morena, recusando-se a revelar o segredo de Sakura por completo. Hinata levantou-se, colocando o resto do pãozinho que ainda estava segurando em um prato, sem apetite para comer o resto. – Ino, eu irei esperar no seu quarto, ok? – a loira assentiu ainda abobalhada. – Dona Kushina, senhor Minato... Obrigada pela refeição. – falou por ultimo e sorriu amarelo, saindo para o andar de cima. Para o quarto de Ino.

[...]

– Argh! – Hinata exclamou. Jogada na cama de Ino e olhando para o teto do quarto perfeitamente arrumado da amiga, a Hyuuga ficava a cada minuto mais irritada.

Ouviu passos na escada e desejou que fosse Ino. Mas o som dos passos passou pelo quarto e se afastou um pouco. Daqui a pouco, uma porta era fechada com força. Daí, Hinata soube imediatamente que se tratava de Naruto.

Pensou de novo na briga que tivera com ele. Puxou um dos travesseiros de Ino e colocou-o contra o rosto, abafando um grito. Que droga! O que os pais de Naruto iriam pensar dela? Uma maluca que só fora até a sua casa depois de anos para brigar, certamente.

Que droga!” – pensou. Mas quer saber? Naruto bem que mereceu. Hinata levantou-se da cama e jogou o travesseiro. Foi até a porta e a abriu, a fim de descobrir o porquê de Ino estar demorando tanto. Quando chegou ao corredor, viu Ino encostada na porta do irmão. Ino colocou o dedo indicador nos lábios, pedindo para Hinata fazer silêncio e, depois disso, chamou-a.

– O que você está fazendo? – Hinata sussurrou irritadiça.

– Cala a boca e escuta! – sussurrou a loira de volta.

Mas mesmo que elas estivessem aos gritos com certeza nada se compararia aos berros que Naruto estava dando.

– Com quem ele está falando? – perguntou baixinho a Hyuuga e Ino sorriu para ela. Parecia estranhamente animada com o fato de ele estar brigando com alguém.

– Com o Sasuke. – ela dissera, com um sorriso enorme. – Agora cala a boca que eu quero escutar! – repreendeu a Uzumaki e Hinata finalmente se calou, querendo escutar a conversa também.

[...]

Naruto saiu da mesa logo após a Hyuuga desaparecer porta afora, embora não tenha sido tão educado quanto ela ao se despedir dos seus pais.

Subiu as escadas de dois em dois degraus e chegou ao seu quarto rapidamente, batendo a porta logo em seguida. Estava irritado. Irritado com Hinata e, depois do que ela disse, irritado com Sasuke também. Afinal, ele sabia muito bem que Hinata não mentiria sobre uma coisa séria como aquela.

Ele percebera desde que Hinata chegou que ela estava estranha. Não havia lhe olhado um só minuto e quando o fizera, na hora em que chegou, dera-lhe um sorriso claramente forçado, como se odiasse estar presente no mesmo lugar que ele. Ela estava irritada com ele. Disso ele não tinha dúvidas. Só não sabia exatamente por quê. Quem devia estar irritado era ele, depois de toda aquela cena.

Suspirou. Pegou o celular que estava em cima da escrivaninha e discou o numero de Sasuke.

Diz. – disse Sasuke Uchiha, melhor amigo de Naruto desde que ele entrara no time de basquete da escola.

– Você vai me responder à próxima pergunta com sinceridade, ouviu? – ordenou Naruto e quase pôde ver Sasuke estreitando os olhos do outro lado da linha, sem entender onde o amigo queria chegar.

Do que você...

– O que há entre você e a Sakura? – perguntou o loiro sem rodeios e escutou um pequeno suspiro de Sasuke do outro lado da linha, completamente surpreso.

Não há nada. – Sasuke dissera, com a voz um pouco tremida. Naruto logo soube que ele estava mentindo; nunca ouvira a voz de Sasuke tremer; o Uchiha sempre fora um exímio mentiroso.

– Diga a verdade! – exigiu o loiro. Ouviu o amigo suspirar, como se estivesse sendo posto contra a parede.

Naruto... A gente conversa pessoalmente cara, não dá para falar sobre isso por telefone. – disse o moreno e Naruto sentiu o coração acelerar de raiva.

– Não. Porque se conversarmos pessoalmente é bem capaz de eu quebrar a sua cara. Então vamos tentar por telefone, tudo bem? – disse Naruto com a voz doce, claramente irônico. – O que há entre você e a Sakura? – perguntou ele novamente.

Nós... Nós estamos juntos. – Sasuke admitiu. Sua voz estava receosa.

– Há quanto tempo? – perguntou Naruto entre dentes.

Há... Há um mês eu acho. Escuta, Naruto... Eu queria te dizer, queria mesmo... – tentou argumentar o moreno, mas Naruto o interrompeu.

– E por que não disse? Preferiu me ver agir como um idiota, correndo atrás dela, sabendo que eu nunca teria uma chance porque na verdade ela estava com você?! – Naruto berrou. – Vocês se divertiram muito às minhas custas? – perguntou o loiro com a voz acusativa.

Claro que não! Nós não queríamos te magoar, era isso! Olha, porque a gente não se encontra para conversar pessoalmente? – perguntou Sasuke. Pela voz, Naruto sabia que ele já sabia que não iria ser perdoado tão cedo.

– Claro! Mas, antes, por que você não vai se foder? – perguntou Naruto com a voz doce, ironicamente. — Seu merda. – disse ele grosseiramente e desligou o telefone na cara do amigo.

Naruto bufou de raiva. Ouviu passos de alguém correndo no corredor e foi até a porta, abrindo-a bruscamente, só a tempo de ver a porta de Ino fechando-se.

Intrometidas”. – pensou, irritado com a irmã gêmea e com Hinata. Voltou para dentro do quarto e fechou a porta com força.

Não estava com cabeça para brigar com as duas agora.

Notas finais
E aí? Mereço Reviews? *___________________________*