No Limite

2 Promessa é dívida


Notas iniciais
Volteeeeeeeeeeeei galeraaaaa! As meninas que comentaram pareceram gostar do Prólogo, então eu resolvi continuar escrevendo! Quer me ajudar a continuar? Me manda uma review! Isso me motiva a continuar! No mais, quero agradecer a quem comentou, quem favoritou e quem está acompanhando! Vocês são o máximo! Não deixem de dar uma olhada na minha outra fanfic Cinco Minutos! http://fanfiction.com.br/historia/130950/Cinco_Minutos/ Se gostarem, deixem um review lá também! E é isso galera, aí vai o capítulo! Boa leitura!

"A arte é o melhor anti-depressivo que existe". — Domingos de Oliveira.

2 ANOS DEPOIS

O despertador tocou às seis e meia da manhã, avisando à Hinata que já era hora de ir se arrumar para o colégio. Mas Hinata já estava acordada. Ela sempre acordava cinco minutos antes de o despertador tocar, mas só levantava com o barulho.

Com isso e com Aia, a empregada de casa – e mesmo que odiasse admitir, sua babá. – que entrava em seu quarto todos os dias àquele mesmo horário.

– Cinco, quatro, três, dois, um... – Hinata contou baixinho, esperando Aia aparecer como um furacão em seu quarto. Quase no mesmo instante em que terminou de contar, a mulher apareceu afobada, abrindo a porta de supetão.

– Hinata-sama! Está na hora de levantar ou vai se atrasar para a escola. – disse Aia deixando a saia azul do uniforme, a camisa branca e as meias 7/8, junto com os sapatos pretos que Hinata sempre tirava quando chegava em casa. Sabia que não poderia ser tão mimada. E que devia pegar os sapatos. Mas nunca se lembrava.

– Tudo bem Aia, já estou indo. – a garota respondeu sonolenta. Sentou-se na cama lentamente, espreguiçando-se.

– Rápido, rápido, Hinata-sama! Se você acha que eu vou deixar você se atrasar hoje, mocinha pode mudar de pensamento. Vou me certificar de que pegue carona com Yoko-sama, hoje! Mas vá rápido! Ela precisa chegar ao trabalho cedo e ainda terá que buscar Neji-sama no aeroporto! – Aia exclamou puxando Hinata para que ela fosse mais rápida.

Mudar de pensamento... A expressão era mudar de ideia, na verdade. Hinata lutara muito para que Aia se adaptasse à cultura japonesa, já que quando chegou ao Japão tinha acabado de sair da Índia e não sabia como as coisas funcionavam no país. A única coisa que disse ser a mesma era a lotação. “Muita gente, como na Índia”. Essas foram as palavras dela.

– Mudar de ideia, Aia! A expressão é mudar de ideia! – Hinata exclamou indo correndo para o banheiro da suíte e rindo, antes que a mulher lhe desse uma palmada no bumbum, como sempre fazia quando Hinata a corrigia.

Não demorou muito no chuveiro, apenas tempo suficiente para que quando retornasse ao quarto, Aia já não estivesse mais lá.

Vestiu o uniforme rapidamente, descendo as escadas e indo até a cozinha, onde sua mãe comia um pãozinho apressadamente.

A mulher olhou para Hinata e indicou que fosse rápida — apontando um dedo para o relógio, pois já estavam atrasadas – e saiu apressada em direção ao banheiro a fim de retocar a maquiagem.

A mãe de Hinata era advogada. Ou seja, não tinha muito tempo para muitas coisas além do trabalho. Mas nunca fora negligente. Nunca faltava nada para Hinata e muito menos para Neji, seu irmão mais velho. E Hinata sempre podia contar com ela para tudo, justamente porque Yoko se sentia culpada por ter se separado de seu pai – Hiashi – quando ela e Neji ainda eram crianças, fazendo com que eles tivessem pouco contato com ele. Mas Hinata achava aquilo uma perda de tempo. Não sentia falta do pai – talvez um pouco – mas não tanta para que sua mãe se sentisse culpada.

Colocou um pouco de suco de laranja num copo e depois pegou um pãozinho, abrindo-o e passando manteiga lentamente.

– Não acredito que você ainda não comeu! – Yoko exclamou entrando novamente na cozinha para apressar Hinata. – Nunca vi alguém demorar tanto para fazer tudo! No que é que você anda pensando, hein? – a mulher exclamou, fazendo Hinata apressar-se para passar a manteiga.

– Em nada, mãe. Por que o Neji está vindo? Aia disse que você vai buscá-lo no aeroporto. – Hinata perguntou, dando uma boa mordida no pão.

– Ele trancou a faculdade. Disse que não sabe se é isso que quer da vida. – disse Yoko com um suspiro e Hinata arregalou os olhos, em surpresa. Seu irmão Neji morava em Tókio e fazia faculdade de Direito, porque disse que sempre quis ajudar a mãe. E agora vinha com essa. Mas Hinata nunca tinha entendido mesmo como Neji havia conseguido entrar para faculdade, nunca vira alguém mais desleixado que ele. – Desculpe se esqueci de contar. Estou com a cabeça cheia esses dias. – ela disse dando um sorriso amarelo. Hinata concordou com a cabeça, enquanto engolia o resto do pão e finalmente tomava o suco.

Cabeça cheia. Hinata sabia muito bem o que era aquilo. A mãe era uma péssima mentirosa. Ou melhor, não sabia esconder nada. Então ela pensava que Hinata não a via chegando tarde em casa cheia de sorrisos para homem alto e forte? Há!

– Não se preocupe. E não precisa ir me buscar na escola. Só estou indo com você hoje porque Aia está me obrigando. – Hinata disse e a mãe riu. – Vamos! – a garota exclamou, indo em direção à sala e pegando sua mochila no sofá – que por acaso já estava lá desde o dia anterior – e logo depois acompanhando sua mãe até o carro.

[...]

– E então, você trouxe o desenho que eu te pedi? – Ino perguntou, quando Hinata adentrou os portões do Instituto Hashirama Senju, o melhor colégio de Konoha. Tinha esse nome em homenagem a algum parente da diretora Tsunade – que obviamente também era parente de Naruto e Ino – e que, diga-se de passagem, também era a dona. A julgar pelo tamanho do prédio e pela mensalidade do instituto, Hinata sabia que Tsunade devia ter dinheiro até dentro das meias.

Quando ouviu a voz de Ino, Hinata aproximou-se a passos largos do lugar onde ela se encontrava e de onde tinha lhe chamado aos gritos. Ino estava sentada em um dos banquinhos que havia pela entrada, perto do portão, conversando com Amaya Asako uma de suas amigas lideres de torcida e quase pulou em Hinata quando ela apareceu.

– Claro que trouxe. – Hinata disse omitindo a parte que o tinha feito ontem mesmo, quando a loira o havia pedido. Tinha perdido a aula inteira de trigonometria, mas não se importava.

Abriu a mochila e tirou o caderno de desenhos, destacando a página em que havia desenhado o pedido de Ino. O desenho continha Ino e seu ator de Hollywood preferido Johnny Depp se olhando muito romanticamente ao por do sol na praia. Ambos com roupas de banho.

– Está maravilhoso! – Ino exclamou pulando do banco e abraçando Hinata, quase histérica. A amiga com quem Ino conversava antes, Amaya, levantou-se do banco e pediu para ver o desenho.

– Nossa! Você quem fez? – perguntou a garota impressionada, enquanto Hinata afirmava, ainda abraçada a Ino pelos ombros. Amaya colocou uma mexa de seu cabelo extremamente curto atrás da orelha e mordeu o lábio. – Você faz um para mim? – ela pediu quase encabulada e Hinata não entendeu como alguém que não fosse exibida e cara de pau – exatamente como Ino – pudesse ser líder de torcida.

– Claro que faz! Mas, escuta Amaya... São dez dólares. – disse Ino. Cara de pau, como Hinata havia pensado minutos antes.

– Eu pago! – disse a menina fazendo um gesto com a mão, como se aquilo não fosse nada de mais. Daqui a pouco estava explicando que queria um desenho seu e de sua banda favorita Bon’z, em um parque de diversões. Só por causa disso, por ter um cenário mais complicado, Ino disse que custaria quinze dólares. Mas Amaya disse que pagava mesmo assim. Isso tudo enquanto Hinata enfiava a cara no chão, de tanta vergonha. Quando a garota foi embora, Hinata finalmente pôde se pronunciar.

– Mas que droga foi essa? Desde quando eu cobro os desenhos que faço? – Hinata disse com os olhos arregalados de irritação e as bochechas vermelhas de vergonha.

– Como assim? – Ino perguntou. – Eu soube que você andava cobrando. Falando nisso, aqui está. – ela disse e pegou uma nota de dez e jogou na bolsa de Hinata, sabendo que ela não acharia agora nem se quisesse.

– Mas não de você! – ela disse e tentou achar o dinheiro em vão naquela mochila completamente bagunçada. – E não de pessoas legais, como Amaya parece ser. – Hinata disse fazendo um bico quando não conseguiu achar o dinheiro.

– De quem então? – Ino perguntou.

– Da Karin e da vaca da Shion. – Hinata disse desistindo de achar o dinheiro e fechando a mochila.

Ah sim. Aquela era a melhor parte. Quer dizer, nunca havia lhe passado pela cabeça cobrar desenhos de ninguém. Mas quando Ino mostrou os desenhos para uma de suas milhares amigas, a notícia pareceu se espalhar. E agora grande parte da escola sabia que ela desenhava bem. E geralmente grande parte lhe pedia desenhos. Mas quando Shion fez seu primeiro pedido e também Karin, Hinata se inspirou em Ino e disse que custavam dez dólares cada um na maior cara dura. Justamente porque odiava Shion com todas as suas forças desde que ela disse que Naruto não poderia andar com uma desclassificada como Hinata. E Karin... Bem, só porque ela era amiga de Shion mesmo.

– Isso sim é um bom negócio. Ninguém suporta aquelas duas. – disse Ino enquanto pegava a própria mochila que havia deixado em cima do banquinho e puxava Hinata em direção à sala de aula. – Acho que você devia focar mais em lucrar, Hinata. Esse negócio de vender seus desenhos é muito inteligente. Você não disse que quer ser uma grande artista? Você acha que... Sei lá... A Georgia O’Keeffe virou uma grande artista dando os quadros dela?

– Você sabe por acaso o que a Georgia O’Keeffe pintou para se tornar famosa? – Hinata disse e Ino a olhou negando com a cabeça.

– Na verdade não, só me lembro de ter ouvido o nome dela na aula de artes. – Ino admitiu. – Por quê? O que ela pintou? – Ino perguntou e Hinata começou a rir muito.

– Vaginas. – a morena disse e Ino parou de andar subitamente para olhá-la mais profundamente. Depois disso caiu na gargalhada, afirmando que ela era uma quase uma cafetina, vendendo o corpo feminino daquele jeito.

– Você deveria tentar pintar algumas vaginas. – disse Ino e Hinata negou com a cabeça, como se dissesse que nunca faria uma coisa daquelas. – Mas vamos deixar as vaginas de lado. Vem, está quase na hora da aula. – disse a loira e voltou a puxar Hinata pela mão.

– Sim. E falando nisso, cadê o Naruto? Ele não vai vir hoje? – Hinata perguntou. Estava se coçando para perguntar aquilo desde que havia chegado ao colégio, mas resolveu esperar alguma deixa.

– Bom, você sabe que ele anda meio rebelde. – Ino disse e deu um suspiro. Hinata sabia muito bem. Naruto e ela raramente se viam agora, mas ainda se falavam praticamente todos os dias. – Provavelmente está matando aula com o Sasuke. – disse Ino e Hinata não ficou nem um pouco surpresa. Aquilo agora era típico dele. E o pior de tudo é que não importava o quanto ele faltasse às aulas continuava a se sair tão bem quanto Hinata nas matérias. Muitas vezes até melhor que ela. Os maldosos diriam que era por ser neto da diretora, mas Hinata sabia o quão inteligente Naruto era.

– E o que seus pais tem a dizer sobre isso? – Hinata perguntou, mas com certeza Kushina e Minato não aceitavam bem a ideia.

– Eles não sabem. – Ino afirmou enquanto as duas subiam as escadas que davam em direção ao prédio principal. – Você sabe como a vovó protege o Naruto de tudo. Até quando ele faz algo errado. Mas ela disse a ele que se não voltar a ser como antes o deixaria um mês na detenção depois da aula. – Ino falou e Hinata quase riu da expressão de felicidade que ela fez.

– E você fica feliz com isso? – Hinata perguntou.

– Se fizer ele tomar jeito sim. – a loira afirmou. Ino era daquele jeito desencanado, mas Hinata sabia que no fundo era muito sensata. Bem mais do que a própria Hinata imaginava ser, com aquele jeito tímido. – Mas acho que ele aparece para a segunda aula. Você que deve estar sentindo falta dele. – a loira disse, parando no meio do corredor, em frente a uma máquina de doces e refrigerantes. Pegou uma nota e pôs na de refrigerantes, só para daqui a pouco sair uma lata de Coca. Elas começaram a andar novamente pelo corredor.

– Eu? – Hinata se fez de desentendida, embora soubesse muito o porquê de Ino estar falando aquelas coisas. A morena sabia muito bem que a Uzumaki desconfiava de sua paixão avassaladora por Naruto, mas as duas nunca tinham realmente conversado sobre isso, justamente porque Hinata nunca tocou no assunto. – Por que eu estaria sentindo a falta dele?

– Porque vocês não se veem faz quase uma semana. – disse Ino categoricamente enquanto se encostava numa parede e tomava um gole do refrigerante. Hinata parou em frente a ela.

– E daí? – ela disse, parecendo não ligar por fora, mas morrendo aos poucos por dentro por esse fato.

– Nada, só estou dizendo. Vocês sempre foram grandes amigos. Seria normal você sentir a falta dele. Eu não, porque moro com ele. – disse Ino tomando o resto do refrigerante e jogando numa lata ali perto. – Não me diga que não sente nem um pouquinho. – Ino disse e Hinata sabia que estava jogando verde. Sabia que ela queria muito perguntar se sua suspeita estava certa, mas Hinata não cairia nisso.

– Ok, então eu não digo. – Hinata disse e saiu andando, sabendo que Ino a seguiria. Naquele mesmo instante o sinal tocou. – Deixa de conversar bobagens, nós temos que ir. – Hinata disse e puxou Ino pelo resto do caminho, até a sala de aula.

[...]

Como Ino havia dito, Naruto apareceu mesmo na segunda aula. Quase no final, mas apareceu. O coração de Hinata saltou quando ela o viu parado na porta, pedindo, por favor, para poder entrar e se desculpando por ter chegado atrasado mais uma vez. E deu um salto mortal simplesmente pelo fato de ele ter que se sentar ao seu lado, que era onde ele sempre se sentava.

– Eu disse que ele vinha na segunda aula. – Ino disse, virando-se para falar com Hinata, que sentava atrás de si. – Pelo menos disfarça essa cara, sua retardada. – ela falou e virou-se novamente para frente; Hinata ficou completamente corada com o comentário, desviando o olhar imediatamente.

Depois de um tempo, viu Naruto finalmente se dirigir para a carteira ao seu lado; por alguma razão ficara conversando com o professor antes de se sentar, talvez explicando o porquê de chegar tão tarde. Hinata ficou imaginando que tipo de desculpas Naruto dava para se livrar do castigo.

Quando o loiro sentou ao seu lado, seu olhar direcionou-se para ele por um segundo apenas e quando viu que ele não lhe dirigira sequer um olhar, tornou a olhar para frente.

Dali a alguns minutos, o sinal para a terceira aula tocou. Imediatamente todos os alunos se levantaram e foram conversar com os amigos que sentavam longe. Inclusive Ino, que foi conversar com Tami, uma de suas muitas amigas.

– Você pode olhar para mim agora, seu idiota. – Hinata disse e ganhou imediatamente a atenção de Naruto, que lhe direcionou um sorriso magnífico.

– Alguém está carente de atenção. – Naruto afirmou, guardando o celular que estava em suas mãos no bolso. Só agora Hinata percebera que ele o estava segurando. Provavelmente passando uma mensagem para alguém.

– Não mesmo. – a garota disse e sorriu, sentindo falta do amigo. – Onde é que você se mete todos os dias hein? – Hinata perguntou realmente curiosa.

– Por aí, Hinata. – ele disse sem realmente responder nada. – Eu só não aguento escutar as mesmas coisas todos os dias. – ele disse afundou o corpo na cadeira, completamente desleixado. Hinata riu. Naruto a olhou confuso por um momento, mas logo a morena se explicou.

– Você está com um ar muito bad boy. – afirmou e Naruto deu um sorriso de canto. Completamente sexy.

– Parece que você gostou. – Naruto disse com o mesmo sorriso sexy de antes. Mas o que era aquilo? Ele estava flertando com ela? Hinata ficou muito corada, mas não desviou o olhar dele, impressionada por ele estar lhe dando aquele tipo de atenção. – Eu acho que combina comigo, você não acha? – ele perguntou, dessa vez brincalhão e Hinata soube que tudo não havia passado de um teatrinho dele.

– Com certeza. – ela disse, tentando não mostrar o quanto ficou abalada. – Completamente sensual. Estou lutando para não pular em cima de você agora mesmo. – Hinata falou abanando o próprio rosto e Naruto riu. – Todas querem seu corpo nu. – ela disse sorrindo e Naruto a olhou com uma sobrancelha erguida.

– Não sei de todas, mas com certeza gostaria de ter o corpo de uma. – ele falou olhando diretamente nos olhos de Hinata, que sentiu o coração acelerar mais uma vez.

– Ah, é? De quem?

– Sakura. – ele disse e olhou para frente por um instante, para logo depois olhar para Hinata.

– Ah. De novo com isso, Naruto? – Hinata perguntou, sem se preocupar em disfarçar a sua decepção.

– Você sabe que eu sempre fui louco por ela. – ele disse sem desviar os olhos de Hinata. – E você disse, se eu lembro bem, que iria me ajudar. Você até prometeu. – dessa vez Hinata o olhou.

– E o que você quer que eu faça? Quer que eu a obrigue a se apaixonar por você? – Hinata perguntou irritada. – Não acho que eu possa fazer alguma coisa.

– Claro que pode. Ela sempre admirou muito você. Vai te escutar – disse Naruto para a completa surpresa de Hinata.

– O quê? Eu nunca falei com ela! – Hinata exclamou.

– Eu sei, mas ela sempre me disse que sempre te achou muito linda e talentosa e uma boa amiga. Ela me disse que gostaria de ser sua amiga. – ele disse e Hinata não conseguiu falar nada.

Era só o que faltava. Como assim Sakura a admirava? Como assim alguém a admirava? Nunca fez nada de extraordinário na vida, na escola ou o que quer que fosse. Aquilo só podia ser alguma brincadeira. Agora Hinata nunca poderia odiá-la (como sempre pensou que pudesse por ser por ela que Naruto estava apaixonado). Que idiota. Seria muito mais fácil se ela fosse só mais uma vadia como a Shion.

– E então? – Naruto inquiriu, quando viu que a amiga havia parado de falar. – Olha, você só precisa se aproximar dela por enquanto. Depois eu te digo o que fazer. – ele disse e Hinata o olhou como se ele fosse algum retardado. – Mas tem que ser rápido. Ouvi dizer que o Sasuke também está correndo atrás dela. – comentou.

Hinata não pôde acreditar no que ouvia.

– Então é disso que se trata? Uma competição? – Hinata perguntou abismada. – Eu não vou fazer parte disso, Naruto!

– Não é uma competição! Eu gosto dela há mais tempo e quero que ela fique comigo. – Naruto disse tentando se defender.

– Tem certeza de que é só isso? Então porque não a pediu em namoro? Já faz dois anos que vocês enrolam isso. – Hinata falou quase indignada.

– Não achei que ela gostasse de mim o suficiente para isso. – Naruto disse e suspirou. – Agora eu quero que ela goste de mim de verdade, eu quero que dê certo. – ele disse e Hinata sentiu o coração despedaçar, ao ver que ele gostava mesmo dela. – E então? Você vai me ajudar? – o loiro inquiriu novamente.

– Tudo bem. – Hinata falou. – Promessa é dívida. – ela disse, sentindo mais que tinha feito alguma coisa de muito ruim para merecer uma coisa daquelas.

Notas finais
Reviews? *__________________________*