No Limite

15 Game on, bitches!


Notas iniciais
Minha genteeeee! Voltei! E antes do capítulo queria dizer uma coisa: Petniss e Kasumi, esse capítulo é dedicado a vocês que recomendaram a história! Muito obrigada suas lindas! Boa leitura, gente!

Nunca jogue com uma garota que pode jogar melhor”. – Desconhecido.

Já fazia meia hora que Hinata estava se olhando no espelho do seu quarto. Sakura a havia deixado em casa há pouco tempo e Hinata subira os degraus até o seu quarto correndo, torcendo para que ninguém a visse.

E, por força dos céus, parecia que ninguém estava muito interessado em ir vê-la naquele dia em particular, pois nem Neji, nem Yoko nem Aia foram falar com ela. Na verdade, Hinata nem ao menos os tinha visto ao chegar em casa e torceu muito para que eles também não a tivessem visto.

E ali estava ela. O olho estava latejando e suas costelas estavam ficando arroxeadas. Estava rezando – e muito – para que aquelas vadias não houvessem lhe quebrado umas costelas.

Trincou os dentes. Queria ter sido mais corajosa – só um pouquinho mais – e ter revidado aquele soco da maneira devida. Mas Hinata não conseguia ser mal educada a esse ponto. Ela não gostava de conflitos. Mas que elas mereciam, mereciam.

Talvez, se ela falasse sobre o ocorrido com Ino, a loira pudesse ajudar. O único problema era que Hinata já estava se sentindo humilhada demais só por Sakura já estar sabendo... Imagina Ino. Hinata não queria que a amiga soubesse que ela era uma grande covarde. Uma das piores, aliás, que fugia da briga e nem tinha coragem de contar para ninguém.

A Hyuuga suspirou frustrada.

– Que merda! – Hinata disse e passou o dedo indicador suavemente ao redor do olho, onde começava a ficar inchado. Doeu um pouco. – Você me paga... – ela sussurrou para si mesma, mas sabia que era medrosa demais para sequer pensar em revidar.

Escutou passos vindos do corredor e ficou quieta. Não queria ver ninguém agora.

– Hinata? – era Neji. – Abre a porta, ‘tá na hora do almoço. – o Hyuuga mais velho falou, batendo na porta de Hinata. Quando viu que ela demorou a responder, bateu mais forte. – Vamos logo! Aia me proibiu de descer sem você! – Neji disse e Hinata ouviu seu suspiro.

– Eu não estou com fome. Mais tarde desço e como alguma coisa... – ela disse na esperança de Neji desistir e deixá-la em paz.

– Nem pensar. – o outro respondeu e Hinata soube que ele encostou-se ao portal pelo barulho oco que ouviu na madeira. – Vamos logo, pirralha, eu estou morrendo de fome. – Neji argumentou e bateu mais forte ainda na madeira da porta de Hinata. – Abre logo, Hinata! Será que eu vou ter que chamar a Aia aqui? Você sabe como ela é... – Neji argumentou e Hinata sentiu o coração acelerar. Se Aia a visse de olho roxo com certeza diria a sua mãe ou pior... Ela mesma iria até o colégio falar com a diretora Tsunade sobre o ocorrido. Aquilo seria a pior coisa que poderia acontecer depois de – claro – tomar um soco no meio da cara.

E então, reunindo toda a pouca dignidade que ainda lhe restava, Hinata abriu a porta do quarto.

Viu Neji com a mão no ar, pronto para dar outra pancada na porta, se necessário. Viu seu olhar surpreso quando ele a olhou, dando-se conta do olho roxo que se formava no rosto da irmã mais nova. Viu Neji olhar para Hinata quase que nervoso, como se estivesse irritado por vê-la daquela forma.

Hinata, então, puxou-o pela camisa para dentro do seu quarto e trancou a porta rapidamente.

– Hinata?! Mas que droga é essa na sua cara?! – Neji disse e levantou a mão a fim de tocar no rosto da irmã. Hinata deu-lhe uma tapa na mão, afastando-a do seu rosto.

– Essa é a mais nova tendência em maquiagem, vai dizer que não gostou? – Hinata perguntou ao irmão ironicamente e viu Neji olhar-lhe irritado.

– Hinata... – Neji disse lentamente, como se estivesse fazendo uma ameaça. Hinata suspirou.

– Isso é exatamente o que parece. – ela disse e olhou para os pés, envergonhada.

– Quem fez isso com você? – Neji perguntou olhando para a irmã seriamente. – E, por favor, por favor, me diga que você deu um soco nas fuças dessa vadia! – o mais velho exclamou e Hinata riu um pouco. Não se lembrava de Neji sendo tão protetor.

– Foi uma patricinha da escola... A Shion e a Karin... – Hinata disse tristemente e olhou nos olhos do irmão. – Eu não fiz nada... Só... – ela disse e seus olhos se encheram de lágrimas de vergonha.

Neji olhou-a seriamente. Ele sabia que Hinata não era a melhor pessoa para se ter por perto em uma briga. Era de sua natureza ser calma e gentil e partir para agressão não fazia lá para sua cara. Mas ele também sabia que Hinata não era nenhuma covarde. Quer dizer... Ela só precisava encontrar a motivação certa. Neji sorriu maliciosamente.

– Tudo bem... Não faz mesmo o seu feitio bater nas pessoas. – o moreno disse de forma convicta. – Mas eu nunca pensei que fosse tão covarde... – Neji disse e olhou para a irmã da forma mais decepcionada possível.

Hinata arregalou os olhos e olhou surpresa para Neji.

– Irmão... Eu... Eu não sou nenhuma covarde! Eu só... – Hinata tentou se explicar, mas sabia que não havia como fugir da acusação de Neji.

– Não é? – ele sorriu sarcasticamente. – Então você vai ter que me provar. – Neji disse e Hinata ergueu uma sobrancelha. Aquilo não estava tomando um bom rumo.

– E como você quer que eu faça isso? – Hinata perguntou quase irritada com o irmão.

– Você só vai ter que...

[...]

HORAS DEPOIS

Hinata aprendeu cinco coisas, que provavelmente todas as garotas aprendem quando alguém diz “Você só precisa...”:

5. Geralmente é uma coisa completamente impossível.

4. Seu irmão provavelmente é um psicopata.

3. Se você fizer o que você está prestes a fazer para só para provar para o seu irmão que você não é nenhuma covarde, você provavelmente vai ser expulsa da escola.

2. Você treme muito... Tanto, mas tanto, que não consegue mexer as pernas.

Mas a lição número um que Hinata aprendeu depois de ouvir do seu irmão o plano para se vingar e provar que você não era nenhum covarde foi que:

1. Neji era genial.

– Ah, meu Deus, eu não estou aqui! Não estou aqui, não estou aqui! – Hinata repetia baixinho para si mesma.

– Quer calar a boca? – Neji ordenou e Hinata obedeceu prontamente.

Era mais de meia noite e lá estavam os irmãos Hyuuga em frente ao Instituto Hashirama Senju.

– Neji! Nós podemos ser presos! – Hinata exclamou baixinho enquanto seguia o irmão para a lateral do colégio, onde ficava a quadra da escola. Os dois carregavam duas latas de tinta spray pretas na mão.

Aquilo era loucura. Era a maior loucura que Hinata já havia feito na vida, maior até que a loucura de ter se declarado para Naruto. Aquele era outro tipo de loucura.

[...]

Depois de fazer Neji inventar uma desculpa para Aia para que Hinata não descesse para almoçar, Hinata fez Neji contar-lhe cada detalhe de seu plano. Era genial, Hinata tinha que admitir. Mas que era loucura era.

– Nós vamos entrar pela quadra da escola. As janelas de lá dão para a biblioteca. E as portas da biblioteca não trancam. – Neji explicara a irmã calmamente e Hinata ficara abismada por ele saber de tantas coisas.

– Você é um delinqüente juvenil! Como sabe dessas coisas? – Hinata perguntou-lhe chocada.

– Como você não sabe dessas coisas? – Neji disse e olhou para Hinata como se ela fosse uma retardada.

[...]

E lá estavam eles. Era tudo como Neji havia dito. A porta da biblioteca não trancava e dava para facilmente invadir a escola.

Eles correram o mais rápido possível para o andar onde ficavam os armários de todos, até localizarem os de Karin e Shion.

– Isso vai mudar a sua reputação para sempre Hinata! – Neji disse sorrindo para irmã e começando a pichar um dos armários. Mas ao olhar para a mais nova, paralisada do seu lado, só observando o que ele estava fazendo, Neji suspirou irritado. – Pelo menos participa, né! Você já está aqui mesmo, não tem mais nada a perder. – Neji argumentou.

Hinata o olhou. Era verdade. Já estava dentro da escola, com uma tinta spray na mão, mesmo...

Quem está na chuva, é pra se molhar.

– Você sabe o próximo passo, não sabe? – Neji disse enquanto pichava um dos armários.

– Sei... Você me explicou muito bem. – Hinata disse num suspiro. Ela sabia que aquilo não iria acabar bem. De jeito nenhum. Mas, por algum motivo, não se importou nem um pouco. Aquelas garotas mereciam. E Hinata sabia que não poderia se esconder para sempre. Um dia, ela teria que encará-las. Por que não hoje? Por que não agora?

– Uma vingança nunca será completa se eles não souberem quem se vingou. – Neji disse e sorriu para a irmã mais nova. Sua arte estava completa. Hinata havia terminado alguns minutos antes, por ser mais habilidosa. – Eles precisam saber que você fez isso. – completou.

– Eu sei. – ela disse e sorriu quase se divertindo. Neji tinha um jeito estranho, mas sabia o que Hinata deveria fazer realmente.

– Está pronta para ser suspensa, Hyuuga? – Neji perguntou sorrindo de orelha a orelha.

– Estou pronta. – Hinata disse e bateu em contingência, como que imitando um soldado. Os dois irmãos riram.

– Então só falta um pequeno detalhe...

[...]

NO DIA SEGUINTE

Hinata soube imediatamente que discrição não era o forte de Neji. Mas ela sabia que aquilo não era para ser discreto. Aliás, era para ser justamente o contrário.

Aquele dia havia amanhecido diferente. Hinata se sentia diferente. Era como se todos os seus problemas estivessem sendo resolvidos, o que era particularmente muito estranho porque eles só estavam começando.

Vestira um casaco com zíper por cima da camiseta que Neji a fizera vestir, passou corretivo no rosto, na tentativa de esconder o machucado e até que deu certo. Torceu para que ninguém reparasse, principalmente Aia, que lhe daria carona até o colégio. Torceu para que Aia não perguntasse nada sobre o casaco, também, já que aquele dia estava particularmente quente. Ou talvez ela estivesse suando de nervosismo.

– Está entregue, senhorita. – Aia disse e sorriu para Hinata. A morena tentou não parecer nervosa quando saiu do carro e acenou para o carro que sumia na esquina.

Bom, estava na hora.

Hinata adentrou os portões do Instituto e abriu o zíper devagar. Achou esquisito que, àquela hora da manhã, não houvesse ninguém no pátio, mas seguiu em frente. Enquanto subia as escadas, amarrou as mangas do moletom da cintura, deixando à mostra os dizeres de sua camiseta. A camiseta que iria entregá-la. A camiseta que iria mostrar para Shion e para Karin que Hinata não era nenhuma covarde.

Hinata subiu os degraus da entrada e abriu a porta. O barulho da grande porta e a claridade da luz do dia no corredor fizeram com que todos a olhassem. Estavam todos ali. Naruto, Ino, todas as líderes de torcida. Sasuke, Sakura, Tenten. E grande parte da escola. E, no meio de todos, estavam as duas: Shion e Karin, sendo amparadas pela diretora Tsunade. Todos já sabiam. Todos já haviam lido os dizeres que ela e Neji haviam escrito ontem de madrugada, com tinta spray: “GAME ON, BITCHES!” Em caixa alta.

Os dizeres que era os mesmos dizeres da camiseta que vestia.

Hinata olhou para Sakura discretamente e esta lhe sorriu, com uma espécie estranha de orgulho. Viu Ino abrir a boca surpresa, assim como Naruto.

– Diretora! Eu acho que já temos uma culpada! – Hinata ouviu Shion dizer com a voz chorosa e manhosa, que lhe deu vontade vomitar.

Hinata se aproximou das duas e da diretora, sem esconder nem por um segundo a frase que estava escrita em sua camiseta.

– Essa garota precisa ser punida! – Karin exclamou logo depois e Hinata jurou ver um sorrisinho de felicidade se formar no canto de seus lábios.

A diretora Tsunade olhou para Hinata, que agora estava parada bem em frente às outras duas.

– Senhorita Hyuuga... Como pode me explicar uma coisa como essa? – perguntou a mulher, mas Hinata fingiu não ouvir. Encarou as outras duas. Shion... É... Com certeza era ela. Fora ela que mais humilhara Hinata, durante toda sua vida. Fora ela que lhe deu um soco no olho esquerdo. Fora ela que ficara com Naruto e era ela quem Hinata mais odiava. Tudo isso era culpa dela.

– Eu só queria deixar bem claro, Shion... – Hinata ia dizendo enquanto as outras lhe olhavam com cara de desprezo. – Que você mexeu com a garota errada. – ela completou.

E, no segundo seguinte, socou o rosto de Shion com toda força que pôde.

Notas finais
Reviews? *_________________*