No! I Shouldve Like Someone Else.
5 Thank you twice
Notas iniciais
D- Não, você não! — disse o empurrando
N- Quem é ele ?
Xx- Permita me apresentar, sou namorado dela. Sheldon.
Aquele garoto me perseguia desde a oitava série e dizia ser meu namorado. Deve ser por isso que não arranjo um desde então. Ele diz que o amo e que partiria o coração problemático dele se fizessem qualquer coisa comigo. Enfim, era um muleque super doido.
N- Perai! — ele me puxou pelos ombros, me olhou minuciosamente, me fez girar. E agora ele olhava pro Sheldon parado em nossa frente. — Amigo. Mas é nunca que tú vai conseguir chegar perto de um mulherão desse aqui. Nem eu to acreditando,que eu consegui chegar e olha que eu sou um pouco mais forte e arrumado que você.
Minhas bochechas pareciam querer explodir de tamanha vergonha. Eu sorria encabulada.
D- Nicholas, menos por favor!!!
N- Anda rapazola, eu vi uma nerd desacompanhada, fungando em cima do livro de geometria dela. Ela sim, é boa pra você. Mas isso aqui. — ele me rodopiou. — Jamais. Agora a gente já vai. — sua mão estava grudada em minha cintura. — Paz, esqusito!
Ele me puxou e fui atrás dele antes que Sheldon voltasse e mudasse de idéia. Admito que o que ele fez por mim foi legal, mas exagerou um pouco .
D- Exagerado. Podia ter me ajudado. Não precisava de tudo aquilo. — tentei me livrar de seu abraço apertado.
N- Tudo o que? Não cheguei a dizer metade do que o guri precisava ouvir. E garanto, nada do que eu disse é mentira. Nada.
Selena se aproximava de nós.
S- Falando de mim? — disse ela passando os braços em Nicholas.
D- Sim, de como minha amiga linda vai trocar de sala comigo e fazer minha aula de Educação Física. Certo?
S- Não amiga. Vou suar e eu não gosto. Faça você, desta vez você terá que rodas a quadra 30 vezes! Se não. Uma unica nota vermelha no boletim da Lovato..
N- Ei! Eu sou ajudante na quadra hoje. Quem sabe eu não possa te ajudar. Vá na ultima aula dai eu te ajudo. Combinado.
D- Combinado cabelo duro. Vou indo gente minha aula está para começar. — Joguei beijos no ar.
Quando sai Selena ainda tentava manter seu corpo perto do garoto. Dizendo coisas com aquela voz melosa e tento atitudes grotescas. Deve ter aprendido isso com suas "amigas". Mas pelo ao menos ela tomava senso e colocava limites.
As aulas foram se passando. E eu teria que enfrentar 30 voltas na quadra, da ultima vez nem ao menos tentei e quase fiquei com uma nota baixa no boletim. Isso sempre me assustava. Eu tinha receio, não sei.
Cheguei no ginásio, e vi Nick encostado ao fundo. Ele piscou e eu logo entendi que ele tinha tudo sobre controle. Foi então que o apito soou. Eu corria em torno da quadra. Não podiamos parar, de vez em quando desacelerava o ritmo. Mas sempre tentava me manter numa posição suficiente para terminar a tempo. Estava na vigésima volta fazendo meu corpo se acostumar com isso, sinto minhas mãos e pés formigarem. Tudo fica escuro.
Sentia cheiro de naftalina, um clima pesado, e um ar gélido.
Provavelmente eu estava na enfermaria. Conhecia de cor aquele lugar, já estive muito por ali.
N- Porque não me disse que tinha pressão baixa? — perguntou ele assustado.
D- Eu, não achei que fizesse diferença. — levantei a cameça da maca, porém um pouco tonta.
N- Da proxima vez, quando não souber algo. Não ache, me pergunte, certo? — eu assenti. Ele passou os braços por meus joelhos e costas me tirando da maca no colo.
D- Ei, ei ! O que pensa que está fazendo?Eu posso andar sabia.
N- Não, não pode e muito menos parará em pé.
D- Me deixe no chão. — E assim ele o fez.
Senti meus pés tocarem o chão, não era dificil , eram só passos. Avancei meu primeiro passo, senti minha cabeça latejar, meus braços amolecerem assim como minha perna. Nicholas ja me tinha no colo novamente.
N- Certamente. Pode andar. — ele riu. — Feito uma lesma, mas pode andar.
D- Me ponha no chão! Vou de cadeira de rodas! — tentei sair, mas era impossivel em meu estado.
N- Certo. Feche os olhos — eu os fechei. — Imagine-se andando em cima de uma cadeira de rodas. — Porém ele continuou andando.
D- Mas, eu quero uma cadeira de rodas, em ponha no chão. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou me livrar de você. Pode me por no chão — e ele continuava sem responder nada.. — Porque não me responde menino!
N- É que cadeira de rodas não fala. — ele sorriu e voltou a se concentrar nos passos
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