No Escape
4 Capítulo 4
Notas iniciais
A fic já está chegando no final, bem disse que a fic ia ser curta, não me matem >.
bom, curtam :)
Cheguei a casa com uma pequena vantagem, quase nula. Não havia nem terminado de entrar na casa quando ouvi o portão da garage sendo aberto, apenas e deu-me tempo de subir até minha habitação e tomar um livro qualquer para disfarçar um pouco.
- Olá meu céu – Ouço a minha dizer enquanto entrava no quarto.
- Olá mamãe, como foi seu dia no trabalho? – Respondo.
- Bem e você? Como foi o colégio?
- Viu... Igual que sempre, né?
- Oi meu amor – Se faz presente meu pai fingindo animação.
- Oi papai, como te foi?
- Bem, graças a Deus, e você?
- Também... E os anões?
- Estão lá na sala de estar – Responde minha mãe.
- Hum... Logo desço, vou terminar de estudar – É; amanhã não vou ter ideia nenhuma na prova, não vou lembrar nem da data!
- Ok – E saiu. Me pai já havia saído antes.
Fiquei mais ou menos uma hora “estudando”, fazendo que lia enquanto me perdia em milhares de pensamentos.
- E se espero até logo do Natal? – Falava na mente – Depois de Ano Novo? E se espero mais um ano ou até morrer mesmo? – Não pude mais contra mim mesma e comecei a chorar e assim peguei no sono pois não me lembro de mais nada.
Acordei por lá das 03h da madrugada. – Linda a hora pra eu acordar – Pensei e “sorri” de lado sendo irônica. Desci as escadas pra ver se por casualidade ainda estavam acordados, mas foi em vão. Igualmente fui e di um beijo de Boa Noite em cada um dos meus pais mesmo já estando dormindo profundamente. Fez o mesmo com meus irmãos e fui pra cama, que se dane a prova. Não pude fechar os olhos nem dormir assim que o estudo nem terminou se danando e aproveitei pra estudar um pouco. Mesmo tendo dormido bastante (desde 19h até 03h aproximadamente) sei que a tarde vai me cobrar isso, em especial logo da prova.
O relógio deu as 05h30min da manhã e comecei a rotina de sempre: banho, café da manhã, dentes e colégio. É; hoje deu pra eu tomar o café da manhã.
Ultimamente nem a música anda me fazendo bem. Ia quase chegando na estação de ônibus quando me arrependi e diz que hoje eu não estava indo ao colégio. Tirei meu celular da bolsa e mandei sms pra minha amiga.
- Hoje não estou indo ao colégio. Se alguém pergunta, fala que amanheci doente ou que estava passando mal.
— Mas hoje a gente tem prova, não podes fugir! – Recebi resposta.
- Sim, mas não tenho vontade de ir. Fala pra turma que os quero de coração e que obrigada por tudo. Espero que possam cumprir as metas propostas.
— Fica na sua consciência. E o que isso???
— Sei. Nada.
— Ok o.ô...
— Tchau, tqm e obg ♥!
Evitar o colégio não foi a única decisão que tomei nessa manhã. Não sei se com essa mensagem vão entender e captar o que quis dizer ou só pensarão que amanheci louca, mas já logo vão dar conta do que é.
Ainda não dava pra voltar à casa então fiquei no parque por uns largos minutos fitando a nada e ouvindo os diferentes sonidos da cidade. Pra ficar com mais segurança de chegar e que ninguém este em casa, esperei até 09h andando em voltas sem rumo.
Aproveitei que levava dinheiro comigo e passei na farmácia.
- Bom Dia! Em que posso lhe servir? – Diz o moço da farmácia.
- Bom Dia! Err... Uma caixa de acetaminofeno,por favor. – O moço foi procurar o que pedi e ao pouco tempo voltou.
- Uma caixa de acetaminofeno, mas temos uma oferta 2x1 então pode levar uma grátis.
— Bem, melhor pra mim – Pensei. – Obrigada – Continuei – Ahh e tem navalhas?
— Sim, me dê uns segundos, por favor... Quantas é que precisa?
— Dois... Quatro! – Pedi
— Aqui tem. – Me olho com uma expressão estranha e me entregou minhas coisas. Depois de pagar sai dali.
Depois passei por uma licoreira e não sei como, roubei uma garrafa de vodka (não podia comprar por ser menor de idade). O cara do mostrador me perguntou algo que não ouvi bem e lhe diz que só olhava os preços; ao parecer funcionou. Sai dali que se nada tivesse acontecido. Pra ser a primeira vez que roubava, tudo deu perfeitamente.
Uma vez em casa organizei-me e deixei em ordem todo o que pude. Escrevi umas cartas, fiz umas tarefas de grupos e enviei, nem sei por que, mas fiz uns últimos favores pra minha mãe (limpar um pouco a casa, lavar a louça...) e sai de novo.
Meu primeiro destino foi à estação de correios. Deixei as cartas pra serem entregas no seu momento e segui meu rumo. Logo depois veio a minha cabeçinha o lugar “adequado” para o que estava por fazer. Cheguei até a velhíssima clínica abandonada e entrei, subi até o último andar, o telhado e aqui estou sentada a ponto de cumprir meu desejo... Começarei com os comprimidos, um atrás do outro, alternando-os com a vodka, usando-o como se fosse água pra engolir os comprimidos. Se chegar ao final e ainda estou consciente, fico por perto da orilha do prédio e quando começar a me sentir mal espero uns segundos e pulo... Fácil... Espero que dê certo. TEM QUE dar certo. Estou no último andar e estarei praticamente enfrentando uma sobredose.
Tenho medo de não ir como o planejei. Não tenho medo de morrer pois é o que quero há muito tempo atrás, mas tenho medo mesmo e esse medo é de falhar, de falhar e logo não poder voltar a tentar, causar ainda mais sofrimento a meus parentes, medo de eu não ganhar essa batalha...
Vamos começar agora... Tchau mundo, espero que esses sejam meus últimos momentos aqui...
Notas finais
Até a prox ^^
Fale com o autor