No Escape
5 Capítulo 5
Notas iniciais
O cap é dedicado à leitora Krieger linda que deu a ideia de escrever a reação dos parentes *-*
*Ainda me pergunto se devo ou não escrever em plural por aqui, sera que tem mais de uma leitora?*
Dias depois.
– Correio! – Ouviram falar a alguém fora da casa e como algo foi deixado cair num canto qualquer.
– Eu vou. – Diz o pai. Assim que as recolheu, as deixou na mesa sem tomar importância alguma nelas.
Narrador
A vida naquela casa era indecifrável. Os filhos já não brincavam a toda hora, incluso já nem brigavam um com o outro pelas mínimas coisas ao igual que sempre. A mãe que sempre tinha um estresse impressionante por manter a casa limpa e sem defeito algum agora só ficava tirada na cama chorando dia e noite, se culpando pelo acontecido e falando pra sim mesmo o qual diferente houvesse sido se as coisas não houvessem tomado o caminho que tomaram. O pai já não sabia o que fazer pra manter forte e unida a família mesmo logo do acontecido, até ele mesmo se sentia só e fraca ante tudo isso, mas era o único que ainda estava “melhor”.
O assunto não ficou em casa e recorreu à família toda. O núcleo familiar da falecida, que acostumava sempre ir à casa da avó, já nem tinha forças pra mostrar a face por esses lugares. A família estava caindo, se separando, ninguém falava com ninguém, o olhar só demonstrava odeio, mas era um odeio indevido e que sabiam que não deviam ter. O golpe foi duro, muito duro e os diferentes com custos mal saíam das suas habitações.
Aquela menina não imaginava isso da maneira que estava acontecendo. Tudo o que desejava era deixar de sofrer e que sua família deixasse de sofrer por ela também. Sabia que mesmo ela se considerando um lixo, uma boa para nada e mesmo se repetindo pra si mesma que ninguém a amava e que ninguém nunca ia se importar com ela, sabia que iam sentir sua salta e que iam sofrer muito mesmo, mas mesmo assim não olhou atrás e se lançou. Ficou com a incógnita de quanto isso ia durar. Um mês? Meio ano? Mais de um ano? Anos talvez? Em carne própria experimentou a perda de um ser muito amado, mas embora sabendo que as mortes foram extremamente diferentes, ainda perguntava-se por quanto tempo a dor ia ficar neles. Uma coisa é morrer naturalmente e outra é cometer suicídio. Ela só esperava que tudo ficasse bem e em ordem, esperava o impossível e que se esqueceram dela...
Narrador OFF
Mais uns dias se passaram
– Amor... Nós não podemos seguir assim... – Fala o pai
- E o quer que eu faça se eu não posso fingir que nada aconteceu? – Contesta a mãe.
- Eu não estou pedindo pra fingir. Estou pedindo pra continuar com nossas vidas.
- Como você pode falar assim? Ela era tua filha também!
- É, era minha filha também – enfatizou o “era” – mas ela não está mais aqui, ela foi embora, não há nada que podamos fazer, com isso ela não vai voltar.
- Mas ela morreu por nossa causa! – A mãe já gritava e vê-la dava dor. A face dela ficava vermelha e inchada do choro sem pausa.
- Eu não posso mais, tá? NÃO POSSO, NÃO! – O pai finalmente se desfez – Acha que eu estou muito bem aqui sem ela? Sem o ser que me deu a maior felicidade do mundo? A felicidade de ser pai? Eu já cansei de tentar ser forte, de tentar dar forças pra vocês e ver que tudo o que faço é em vão. Cansei de acordar e dar só três “Bons Dias” ao invés de quatro a cada manhã. Se ela morreu por nossa causa não sei, acho que sim, mas, por favor, não esfregue na cara!
- ...
- Não esfregue na cara... – Sussurrou e abraçou a esposa que agora chorava como quando recebeu a notícia da morte da filha mais velha.
- Pais? – Apareceu a filha mais nova – Ela deixou algo pra nós... – Os pais se encararam entre si e logo olharam pra filha.
- Com assim meu anjo? Vem e deixa-me ver o que é isso?
- Achei entre as cartas que chegaram há três dias
- Tem uma pra nós, uma pra você e seu irmão, e outra pros amigos...
- ...
- Abre a nossa, preciso ler! – Diz a mãe.
“ Pai e Mãe:
Primeiro do que tudo queiro agradecer tudo o que fizeram por mim. Não quero vocês se culpando pelo meu suicídio, isso foi inteiramente minha culpa. De parte de vocês nada me faltou, tive tudo o que quis e o que precisei: carinho, amor, cuidado, valores, preocupação, compreensão (embora não sempre, vocês estiveram pra mim quando necessitei). Não deu pra me despedir da maneira que houvesse gostado, mas se houvesse feito assim, não teriam entendido e iam tentar impedir e me segurar o que houvesse feito tudo isso ainda mais difícil. Nem toda a ajuda e terapia que houvesse tentado me dar iam ser úteis, eu já estava farta de só respirar, em teoria tinha uma vida, mas eu não estava curtindo-a interior e pessoalmente, não como é que se vive. Vocês talvez não o soubessem, mas eu já estava morta desde há muito tempo atrás, anos pra ser sincera. Enfrentava batalhas diárias comigo mesma e sempre sai derrotada. Nem pedi nem quis pedir ajuda porque sabia que já não dava e que já era um caso perdido. Sei que cada vez que pensem em mim vão-se perguntar em que foi que falharam ou o que foi que fizeram mal, mas ao invés, não falharam em nada, eu que estraguei em tudo comigo mesma e nunca falei, sempre escondi. Fizeram o papel de pais perfeitamente bem, mas fui eu que nunca soube mudar nem pude fazer; Tentei muitas vezes, mas foi impossível. Também quero que saibam que cometi suicídio por conta própria e não porque alguém mais sugeriu, desejou ou me fez sentir mal... Ninguém me fazia sentir pior do que eu mesma lograva me fazer sentir. Mesmo eu parecendo cheia de vida e que curtia cada segundo, tudo foi pura atuação e fico orgulhosa e feliz de que ninguém quase nunca exceto quando ficava realmente mal porque não queria vê-los se preocupando comigo nem tentando ajudar sem saber o que fazer. Estive agonizando por anos e agora tenho a certeza de que tudo vai ser e sair melhor, ao menos comigo e é por isso que quero que fiquem felizes, porque pelo menos agora eu vou ficar melhor e não vou ter mais problemas comigo mesma. Agora tem uma carga menos (eu sei que nunca fui uma carga para vocês, mas quero dizer uma preocupação menos (por favor, se meus irmãos perguntar, falem abertamente com eles sobre meu suicídio e assim tenho certeza que não vai voltar uma preocupação) e espero que possam seguir adiante pronto. O sofrimento vai ser momentâneo e espero não ter afetado tanto suas vidas, não quero meus irmãos seguindo meus passos, NENHUM DELES! Já que nunca fui um bom exemplo.
Obrigada mesmo por tudo.
Amo vocês.
Até.
♥”
“ Pame e Leo
Por favor, estejam felizes, agora eu estou melhor. Já nem mamãe nem papai têm que sofrer ao ver-me. Rogo-lhes que, por favor, não segam meus passos, nem um só deles. Sinto muito não ter cumprido o papel de irmã mais velha e não poder dar-lhes o melhor de mim, mas simplesmente não deu. Peço desculpas por ter sido tão idiota com vocês e não ter aguentado o suficiente. Agora não tenho nada pra dizer, mas foi divertido tê-los a vocês, meus anões, como irmãos. Curti muito suas companhias, mas não pude mais e por isso fiz o que fiz. Vocês também NÃO tiveram a culpa, ninguém mais que eu mesmo a teve. Os deixo e peço-lhes que sejam muito, mas muito felizes mesmo e que não se deixem derrubar, em especial de vocês mesmos. Espero que se recomponham pronto y segam adiante com a cabeça bem em alto.
Obrigada mesmo por tudo.
Amo vocês.
♥”
Na Escola
- A classe conclui aqui. Podem sair e não se esqueçam da tarefa que fica daqui uma semana.
- Adeus professora
- Você fique um momento, por favor.
- Ok – O que fiz agora pensei. – Vejo vocês logo galera.
- Então, eu chamei você porque preciso de informação. É mais que tudo tipo um favor.
- De mim? – Olhei incrédula – Pode falar.
- Será que a senhorita sabe por que a sua amiga não tem voltado nos últimos dias?
- Ahh... Isso... Pois bem, olhe professora sinceramente eu não sei o motivo, mas agora que o diz, até eu tenho essa dúvida, ela nunca fica sem avisar. Mas a senhora pode ter certeza que hoje eu vou a casa dela e pergunto.
- Umhum... – Fala positivamente – Faz, por favor, e obrigada. Pode retirar-se.
No Almoço
- E então, o que era que queria a professora com você? – Pergunta Jason enchendo a boca de comida.
- Saber o que tem com a France – Respondi fazendo o mesmo.
- Não acham isso um pouco estranho? – Presenciou-se a outra amiga.
- O que? – Falamos Jason e eu em uníssono.
- Ela não ter voltamos em todos esses dias além sem avisar. Faz já quase duas semanas sem se aparecer.
- Pois é. Bem que nós poderíamos ir e visitar ela, não acham? – Sugere o amigo.
- Vamos hoje logo do colégio, ta?
- Vamos!
Logo do Colégio.
– Chegamos de surpresa ou avisamos?
- Surpresa!
- Ok, mas da próxima se é pra berrar não o façam por perto do meu ouvido!
- Relaxa – Riram.
- He nós aqui! KKKKKKKKKKK’
- Olha, é a Rainha da Inglaterra falando – Fala Jason rindo.
- Há há... Muito engraçados...
- Desculpe alteza! Só somos dois súbitos sem classe!
- Já, ficou boa né!... Cadê a campainha?
- No teu nariz...
- Ah... É... – Toco a campainha e logo a porta abre e aparece a mãe dela.
- Boa Tarde, Dona Gretchen!
- Oi meninos! O que traz vocês por aqui?
- Queremos ver o que tem com a Fran que não voltou ao colégio – Fala nossa amiga.
- Ah isso... – JURO que vi uma lagrima rápida rolar.
- Tudo bem com a senhora? – Pergunto.
- Passem adiante garotos.
- Ela não está pra receber ninguém, mas deixou isso aqui – Me entrega uma carta – Mas, por favor, se não é incomodar gostaria que vocês fossem embora e leiam logo em outro lugar.
- É, mas tem tudo bom com você? – Insisti.
- Obrigada pela preocupação, mas tento que seja assim. Desculpem meninos, mas com tudo respeito, quero vocês fora, não pra recebê-los agora.
- Obrigada a você, senhora. Tudo bem. – O que será que tem? – Vamos galera.
Outro Dia.
– Se você ter lido essa carta sem nós vai pagar caro! – Fala Daniela, nossa amiga.
- Calma gente, tava morrendo por ler, mas soube esperar.
- Bom dia turma. – Fala a professora.
- Então vamos ler! – Fala Jason.
- Pera! Que desesperação nossa!
“ Amigos (na Internet e na vida real)
Oi gente! OBRIGADA por tudo mesmo. Os momentos que me fizeram lembrar que têm algo chamado felicidade, por estar lá quando precisei e por ser quem são, por me aceitar nas suas vidas. Não fiquem mal por mim, agora podem ter a total certeza que vou ficar muito melhor, já não vivo o inferno que levava por dentro a diário porque já meu maior sonho volta-se realidade: Morrer. Sei que soou frio, mas é a verdade. Não se importem com isso, segam adiante com suas vidas e em momento nenhum se deixem derrotar. Sejam fortes ante todo e quanto se sintam mal, se lembrem de mim e lembrem também quão tonta e fraca fui ao fazer o que fiz. Vocês são pessoas muito valiosas e me fizeram desistir desta ideia muitas vezes, mas no final não deu, não aguentei mais e terminei nisso. Desfaçam-se de tudo o que os faça se lembrar de mim ou do possível. Apaguem-me das suas mentes, me esqueçam e nunca jamais visitem minha lápida, não falem nem se lembrem de mim, deixem-me no passado e pretendam que nunca existi. Obrigada por todos esses momentos juntos. Tinha contas comigo mesmo e essa foi a única saída que achei. Sejam felizes sem mim, agora têm um estorvo menos.
Obrigada mesmo por tudo.
Amo vocês.
♥”
- Daniela’s e Jason dão pra prestar atenção, por favor?
- Ahhh professora, eles devem estar no mundo deles – Falou o ser mais irritável da classe. Emanuel.
- Omita seus comentários, por favor, companheiro.
- Desculpe. Devem também sentindo falta da amiginha hahaha. E falando nela, quando é que a emo maior vai voltar seus babacas? – Todos riram.
- Cala a boca idiota! – Falou Daniela.
- Ela não vai voltar – Falei estupefata.
- Isso por quê? – Pergunta a professora
- Ela suicidou-se... – Fala Jason
Logo disso a classe como era de esperar ficou num silêncio mortal. Os três tomamos nossas coisas e saímos dali. Eu só senti lagrimas rolar, ninguém podia acreditar que esse sorriso era tão falso, mas também ninguém achou explicação. Agora a mensagem faz sentido. Temos raiva, muita raiva de você Francella, mas vamos lembrar-te e te amar por sempre... Descansa em Paz.
Notas finais
Sei que ficou podre, mas fiz o que pude >.
Deixem reviews e avisem se tem algum erro. Ainda estou aberta a melhorar a fic *só não pretendam uma super mudança*
Foi lindo escrever para vocês, até a próxima fanfic :D
♥
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