No Amor e Na Guerra

22 Capítulo 22- Escolhas


Notas iniciais
Olha eu aqui postando dentro do tempo hahahaha espero que gostem desse capítulo, está um pouco maior. E já vou falando, não me matem, por favor! Hahah

Depois de passar o que pareceram décadas naquela sala escura e isolada, Emma abria os olhos devagar e tentava recordar-se do que havia acontecido. A verdade é que ela não perdeu a consciência completamente, tendo pequenos flashes às vezes. Ela pode sentir tudo o que fizeram com ela até o caminho da sala, pode sentir o chão molhado e a terra entrar dentro de sua boca enquanto eles arrastavam ela e Zelena como se fossem nada, como se estivessem mortas. Não que eles não teriam feito o mesmo caso elas estivessem acordadas, fariam, sem pensar duas vezes. Ela lembra de ver a ruiva ser colocada dentro de uma outra base enquanto Emma permanecia sendo arrastada no meio da chuva. Depois acordou novamente e a última imagem que teve foi de uma leva de judeus marchando em meio a tempestade para o que mais tarde eles relacionariam com a sua morte. Antes mesmo de conseguir vê-los entrando pela porta das salas que lavariam às câmaras de gás, Emma bateu com a cabeça em uma pedra e desmaiou. Foi a última imagem que teve.

Uma dor intensa tomou conta de Emma, que acordou sobressaltada e respirando com dificuldade, e imediatamente ela levou as mãos à cabeça como um instinto involuntário. Mas uma outra não a impediu e a segurou delicadamente, acariciando-a. Uma tranquilidade tomou conta dela quando ela viu que não estava sozinha na sala. O primeiro palpite era de que Regina estivesse ali, mas sabia que isso não era possível. Já havia sido presa tantas vezes e solta pela morena, e salvou Regina algumas vezes também, mas dessa, por algum motivo, ela tinha a impressão de quem ninguém viria salvá-la. Bem, ela e Zelena, que Emma achou que tinha sido levada para as câmaras também. Estava feliz que as duas estavam ali e juntas.

– Tente não tocar, Emma. Você sofreu uma baita pancada, hein? Mas tudo bem, mesmo que estejamos nessa situação desumana consegui fazer algo para segurar.- disse Zelena. Contrariando a ruiva, Emma pôs a mão de leve na causa da dor e pode ver que Zeleba havia rasgado parte da própria camisa para tentar fazer uma espécie de torniquete, mesmo no meio do frio que fazia lá em baixo daquelas celas. Isso tirou um sorriso dela, pois podia ver que estavam se aproximando de novo.

– Obrigada, Zel.- respondeu a loira com um sorriso singelo. -É bom ter você aqui.

– Sei que não tenho tanto talento na área médica como a minha irmã, a minha área é cuidar de fofuras como essa que está crescendo dentro da sua barriga. Mas mesmo assim fico feliz em ajudar.- disse a ruiva, com aquele sotaque britânico que Emma sempre adorou desde criança. Mesmo que Zelena fosse alemã, a Inglaterra era o país de coração dela.

– Ele está bem?- questionou a loira.

–Ele?- indagou Zelena.

– Sim, eu sinto que é um menino, sabe?- Emma continuou.

– Regina sempre quis um menino, não há nada que me faça mais feliz do que finalmente ver ela realizando esse sonho, ainda mais com uma menina tão especial quanto você, Emma. Bom, menina não, uma verdadeira mulher eu diria. Tenho orgulho de você, por tudo que fez, pelo tanto que lutou e por não ter desistido.- disse a ruiva. Emma simplesmente não conseguia acreditar que a vida tinha dado a oportunidade de ela e Zelena se juntarem novamente.

– Eu fico feliz de poder dar essa chance a ela.- respondeu a loira, que estava sem palavras.

– Ouça, Emma, eu queria muito poder te contar tudo o que aconteceu e o porque das coisas terem ido para o lado que foram. Mas eu não posso porque nesse momento somos inimigas do tempo, e eu realmente não sei quando ele pode acabar...- de repente Zelena fez uma pausa e fitou Emma, que fez um aceno com a cabeça, concordando. A porta se abriu bruscamente é um guarda tentou levantar Zelena a força. Ela não cedeu e o guarda rapidamente a socou no estômago fazendo-a se ajoelhar. Outro apareceu e carregou-a para fora da cela.

– Não!!!- gritou Emma, já em lágrimas. Ela correu o mais rápido que pode para porta e gritou para que a levassem no lugar dela. Depois de muita insistência outro apareceu, também a socando e a derrubando no chão. Mas não a levou a lugar nenhum.

Com a visão meio turva, Emma pode ver o vulto de Gold, em meio a gritos que provavelmente eram de Zelena. Aquilo doía nela profundamente, e toda sua tristeza se transformou em raiva quando viu a imagem nítida de Gold. Ela somente o fitou com um olhar de fúria e, antes mesmo de fazer qualquer coisa, ele a acertou com a bengala no rosto.

– Boa noite, srta Swan. Está gostando da estadia? Porque claramente a sua amiga não está.

– Ela é a minha mãe.- disse Emma, o fitando com ainda mais raiva, enquanto sangue escorria da sua boca. Ela tentou limpar, mas suas mãos estavam algemadas. Os guardas deviam ter colocado enquanto ela agoniava de dor depois da porrada que levou.

– Eu acho que eu iniciei a nossa conversa muito claramente, srta. Swan, ou seja, você não vai nem pensar em falar antes de eu mandar, entendeu?- Emma apenas calou-se, enquanto Gold estampou um sorriso irônico.- ótimo- completou ele.

– Talvez tudo que você pensa que entende sobre isto aqui seja uma mentira. A verdade é que tudo isso aqui, todos os campos, são um jogo político. O pai da sua mãe ruivinha e da sua amada era uma grande peça nesse jogo, perdendo somente para Hitler, obviamente. Mas ele jogou por tanto tempo, usou tantas táticas e destruiu tantos inimigos que ele virou o braço direito do "todo poderoso" por assim dizer. O que ele sabia era realmente importante, Emma, e valia muito para muitas pessoas. Regina fez o que fez, e nós sabemos muito bem que ela não jogou dentro das regras, por assim dizer. O poder subiu muito alto para ela, os supostos "aliados" deram tudo para ela quando, no fim, querem destruí-la. Ela me vê como inimigo, veja bem, mas no fundo eu realmente posso destruí-la ou fazer um favor pra ela.

– Acredite, eu já aprendi a jogar muito bem também, mas não sei onde você quer chegar com isso tudo. Sei bem que a Regina foi traída, sei bem que a levaram para o lado escuro, você a levou para o lado escuro, e que ela sofreu muito nesse meio tempo, mas ela é esperta, ela joga melhor do que qualquer um que eu já vi- interrompeu Emma. Gold a acertou algumas vezes até que ela soltou um grito de dor finalmente.

–Mas acontece que ela está praticamente sozinha no jogo, entendeu querida? Ela só tem, bem, você e a recém chegada ruivinha enquanto os meus aliados crescem mais a cada dia. Ela é esperta sim, e ela tentou negociar comigo. Tão esperta, que achou que podia me enganar! Ela quase chegou a entregar tudo o que o que sabia para salvar você. O cerco ao redor dela está se fechando, Emma, e na verdade a única que vai salvar alguém aqui é você. Pode até salvar a ruiva, que a essa hora já deve estar implorando pela vida ali na sala do lado.

– E como é que eu posso fazer isso?- indagou Emma, fitando Gold no fundo dos olhos. Dessa vez ele não a bateu, viu que ela estava finalmente cedendo, ou não

– Você vai me entregar tudo, vai descobrir tudo.- respondeu Gold.

–E se eu não quiser?-contrariou Emma.

–Bom querida, então eu vou garantir que eu seja o único que continue jogando. Finalizou Gold, fazendo uma espécie de sinal batendo na porta. Um guarda que Emma podia jurar que conhecia entrou, arrastando Regina. Emma não conseguia nem mesmo reconhecer o seu rosto direito, estava completamente em choque. Ela se levantou correndo depois de sair do momento de transe, e gritou o máximo que pode, quando a porta fechou bem na sua frente e Regina foi levada para fora. Já era difícil respirar de tanto que as lágrimas escorriam em seu rosto e trancavam as suas narinas com puro desespero.

– Descubra a próxima jogada da Regina, Srta. Swan, ou eu garanto que não vai haver mais nenhuma.- disse Gold. Emma tentou engolir todas as lágrimas que conseguiu, e a fraqueza e tristeza que o momento anterior havia causado foram substituídas por puro ódio.

Notas finais
E então? Gostaram? O que a Emma pode fazer agora, hein?