No Amor e Na Guerra

23 Capítulo 23- O seu tempo está acabando


Notas iniciais
Oiii, amores! Mil desculpas pela demora para postar, eu estive meio doente e também passei muito tempo na fazenda nas férias(lá eu tenho que subir em cima da cerca pra pegar um mísero sinal de internet) HAHAHHAA mas enfim, eu fiz o capítulo maiorzinho e espero que vocês gostem! Não esqueçam dos comentários e reviews para colocarmos a história em dia :)

–Você tem o tempo que quiser para pensar, Srta.Swan. Mas lembre-se: o relógio está correndo.- finalizou.

Emma não pretendia se entregar tão facilmente, mas a sensação angustiante da distância entre ela e Regina era simplesmente insurportável. Principalmente sabendo que ela não estava bem, que todos os planos tinham desmoronados e que o futuro era mais incerto do que nunca.

Mais difícil ainda é ter noção do tempo mas não conseguir ver exatamente o quanto já havia se passado. Ela não distinguia os dias das noites e poderia muito bem estar dormindo em turnos inversos sem nem ao menos se dar conta. Bem, na verdade nem dormindo estava e não comia também. O tempo era totalmente gasto com lágrimas de raiva e fúria, mas também de sofrimento. Suas mãos já estavam em carne viva de tantas vezes que tentou sair daquele labirinto horrível. No entanto, as forças iam se esgotando, a sua saúde se deteriorando e o maior medo de Emma parecia se tornar realidade: Regina ocupava toda a sua mente, mas parecia que ela estava se esquecendo de como ela era realmente, e agora a morena já devia estar muito diferente também.

Nenhum tipo de refeição chegou nos dias que se passaram. Não que Emma sentisse falta de algo que ao menos conseguisse comer, mas ajudava a lembrar que ela estava em uma situação desumana. Tudo o que lhe era servido era um tanto de água em um balde com fundo tomado por musgos ou talvez barro. Só sabia que era difícil fazer com que aquilo descesse pela garganta.

Pensou em se entregar muitas vezes, porque afinal o que adiantaria? Zelena já deveria estar morta, e Regina estava refém do tempo assim como ela. Que garantia Emma poderia ter que ela ficaria bem? E se, por um golpe do destino, uma duas sobrevivesse e a outra não?

"Eu não quero. Não quero ver o mundo sem Regina Mills." Repetia na sua cabeça várias vezes.

Pode jurar que ouviu passos pela primeira vez em dias. A fechadura enferrujada da grande porta de ferro bruto começava a ranger e indicar que uma chave estava prestes a destrancá-la. A luz entrou de forma que se expandiu por todos os lados, fazendo com que Emma ficasse sem visão por alguns segundos, se perguntando se aquele grande feixe de luz branca seria apenas uma alucinação, mas começou a se convencer de que não era a partir do momento que começou a literalmente sentir as coisas novamente.

– Ora, ora, Srta.Swan. Você é durona mesmo, não é?- dizia Gold, entrando sala a dentro e retirando cada luva que tinha nas mãos de cada vez. Ele também aparentava usar um tipo de avental preto de algo parecido com plástico e Emma podia jurar que estava sujo de sangue.

– Parece...- continuou Emma, tentando dialogar. Mas sua voz já era demasiadamente fraca e rouca. Ela respirou fundo e continuou.- Parece que você faz justiça com as próprias mãos, Gold.

– Não, não, queridinha. Eu cumpro a minha parte do acordo e, bem, se os outros não cumprem eu preciso cobrar de uma outra maneira, não é mesmo? Talvez não seja todos que tem a chance de ficar ilesa assim como você.- falava, fazendo aquele gesto ridículo com as mãos.

Emma podia jurar que Gold estava nervoso, e muito. Aquela expressão melancólica e irônica que ele costumava exibir mudou para uma completamente falsa, onde ele tentava manter a antiga pose sem sucesso. Ela observou. Quase nenhum guarda estava no prédio: eles estavam indo embora. O círculo estava se fechando. A Alemanha perderia mais uma vez.

– Mas me diz, Gold, qual o seu plano para escapar daqui?- ela disse. Emma estava chocada. Regina estava mas forte do que nunca, bem ali, na frente dela. Sua voz firme deu a determinação que a loira precisava para continuar enfrentando Gold cara a cara. A morena teve a coragem que ela não teve para encará-lo, e em algum momento o castelo de cartas do poderoso Sr.Gold iria cair.

– Eu não sei por que eu me dou o trabalho de escalar os meus guardar contra você, Srta. Mills. Mas já que chegou bem na hora que a sua namoradinha aqui estava prestes a provar um pouco do meu método, diga a que devo o honra.- bingo! A máscara estava caindo, finalmente uma cara séria apareceu.

– Você sabe. Não é o meu tempo que está acabando, é o seu. E olha meu amigo, eu vou pagar pra ver os russos fazendo churrasco de você vivo. Até que vai ser divertido.- finalizou com uma risada extremamente sexy e diabólica ao mesmo tempo. Era incrível como Regina conseguia ser impulsiva a ponto de fazer com que Gold se descontrolasse aos poucos, e também usufruir do seu talento irônico sem deixar de ser ameaçadora uma vez se quer.

–Pelo que eu me lembre, comandante, a senhorita também vai ser muito bem recebida por eles, não é?- tentou argumentar Gold. Não funcionou.

–Vamos lá. Você sabe que eu mudo o lado da moeda tão fácil quanto você. Eu sei que se eu deixar você vai escapar daqui muito antes das tropas russas chegarem. E se eu não deixar, ou eles enchem esse uniforme ridículo de bala ou os prisioneiros vão lutar feio pela sua cabeça. Um espetáculo mais divertido que o outro!- ela esbanjava risos a cada fala da forma mais inteligente que qualquer outro. Gold não tentou mais argumentar, sua paciência se esgotou, assim como Regina queria. Ele dobrou as mãos e as levou rapidamente para o pescoço da morena.

–Vamos lá, Regina. Eu posso fazer o meu último espetáculo antes dessa cena final que você quer tanto ver, e eu posso garantir que você não estará lá para ver. Nem você, nem essa rata judia e a sua mãe imunda! Ah, a propósito, eu me preocuparia bastante com o fato de talvez a sua irmã ruivinha estar no caminho de perder o grande espetáculo!

Emma não queria ceder, mas acabou não conseguindo controlar-se. Juntou todas as suas forças e pulou o mais rápido que pode, derrubando Regina e Gold no chão, que soltou o pescoço da morena com a queda. Sua respiração estava acelerada e Emma nem piscava ao passo que começava a estrangulá-lo.

–Onde ela está, seu filho da mãe?- falou ela, já com um tom de voz alto. Sem resposta alguma, tacou-lhe um soco no nariz. -ONDE?- gritou. Nada ainda. Os socos se prolongaram até que seu rosto se tornasse vermelho de sangue e ele finalmente soltasse um grito, assim como ele fizera com Emma. Ela nunca havia se sentido tão temida antes, tão diferente, tão determinada. Talvez com Killian, mas agora era diferente. Agora ela sabia o que estava fazendo, e não agindo por impulso.

Gold esforçou-se e conseguiu levantar as mãos, pedindo um fim a pancadaria. Emma parou por um instante enquanto ele já tinha um respiração curta e fraca e ela ofegante e odiosa.

– Ela... ela está na sala de interrogatório com o oficial. Eu a interroguei e a deixei lá para que ele fechasse as contas para mim.- disse por fim. Emma soltou-o e limpou i sangue que ficou nas suas mãos no uniforme dele.

– Espero que não saia. Só assim finalmente você vai entender que é o imundo e que o sangue está nas suas mãos.- disse a loira, que respirava com dificuldade. Regina chegou por trás, a segurando pelos ombros.

– Isso foi bem impressionante.- disse ela.

– Bem, é. Diremos que aprendi com uma certa comandante por aí.- respondeu Emma, com dificuldade para respirar. Regina se pôs na sua frente e começou a acariciá-la nos ombros.

– Você está bem?- perguntou com aquela voz firme, mas ao mesmo tempo mais amável impossível.

– Melhor do que nunca.- disse Emma com rapidez, com aquele jeito inquestionável. Respirou fundo pela primeira vez.- E você? Eu achei que...

– É, eu sei. Eles bem que tentaram, mas a verdade é que as pessoas se enganam e acham que conseguem ir longe quando na verdade se tentarem dar um passo se quer, acabam dando com aquelas caras estúpidas no chão. E eu me viro, gosto de ver eles caírem.- cortou Regina. Emma dava uma arrumada no "curativo" que Zelena havia feito a alguns dias, que devia estar imundo por sinal, mas ela não se preocupava, só o colocava no lugar rápido na esperança que Regina não visse o que ela estava fazendo e continuasse falando.- Mesmo assim, depois vou dar uma olhada nesse seu machucado, você não me engana, Emma Swan.- Regina a fitou, e no ênfase do Emma Swan, encostou aqueles lábios carnudos nos de Emma.

–Certo. Primeiro, achamos a Zelena, a minha cabeça vem depois. Contrariou, já saindo porta afora. Regina só balançou a cabeça e soltou um sorriso, seguindo-a.

O prédio realmente estava vazio. Os nazistas estavam formando alguma espécie de fuga caótica, as coisas estavam todas empilhadas é um guarda da SS até mesmo chegou a cruzar por elas. Emma gelou enquanto Regina se mantinha dura. Mas ele nem mesmo deu a merecida atenção para elas, estava carregando uma espécie de caixa e tomando muito cuidado para ela não cair, tremendo a cada passo.

Regina conhecia todos os corredores, obviamente. Emma a seguia com destreza, mesmo que sua situação não permitisse muito. A respiração da morena nem mesmo se exaltou quando elas pararam na frente de uma grande porta de ferro, enquanto Emma já estava esbaforida. Ela tirou a chave do bolso que havia pegado do guarda mais cedo, como Emma já esperava, não era nenhuma surpresa.

– Bem, vamos lá, Srta.Swan- disse ela, com aquele sorriso que Emma não suportava ver, que realçava toda a curva da sua boca e mais ainda a notável cicatriz. Ela entregou para a loira um revólver, enquanto ela havia um próprio pendurado no cinto, que deixava a mostra uma parte da sua cintura.

A sala era mais apertada que a cela de Emma, mais clara e menos suja, ao menos. Zelena estava contorcida em um canto com os cabelos ruivos tapando toda a sua face. Ela tremia e levava as mãos por entre os cabelos algumas vezes. Emma já esperava encontrar ela quase irreconhecível, mas ela estava realmente péssima. Não fisicamente, mas psicologicamente, como se estivesse sempre esperando a abordagem de alguém.

Regina se aproximou e segurou a mão da irmã, tirou os cabelos do seu rosto e acariciava as suas bochechas. Zelena nada falava, só a observava com os olhos inchados provavelmente de tanto chorar. Os olhos límpidos e azuis haviam se tornado tristes e sem expressão.

A porta abriu com força. Emma se virou rapidamente, apontando o gatilho enquanto Regina abraçava Zelena, trazendo-a junto de si. A ruiva continuava sem reação.

–Regina?- disse uma voz masculina, ainda nas sombras.

–Robin? Indagou Regina, extremamente surpresa.

Notas finais
E então? Gostaram? No próximo capítulo, vamos ver os planos da Regina e da Emma para sair do campo e derrotar Gold, e também o que aconteceu entre a Srta.mills e o Robin no passado. Não esqueçam de me deixar feliz e comentar haha