No Amor e Na Guerra

12 Capítulo 12- Promessas


Notas iniciais
Muito bem, galerinha. Eu tinha decidido que só postaria outro capítulo, este aqui, se tivesse 5 comentários no outro. Mas as pessoinhas lindas me fizeram mudar de ideia e postar mesmo assim, sendo uma boa alma. Não me façam mudar de ideia! Espero que gostem!

Regina acordou com um grito repentino dela própria. Era o mesmo sonho, mas de uma maneira diferente, ainda pior. Suas mãos estavam ensanguentadas por algum motivo aparente e parecia que ela não podia correr da mesma maneira que da outra vez, seus passos estavam mais divagares, ao passo que os dos seus perseguidores, que eram dois e não somente um agora, pareciam flechas.

Cada barulho de pegadas rápidas e fortes se aproximavam com mais intensidade, fazendo com que os ouvidos de Regina zumbissem em desespero. Ela perdia o fôlego e cambaleava, assim como da outra vez, mas desta quem estava na sua frente era Emma e Gold.

Ela conhecia aquele olhar na sua frente, da sua própria companheira, penetrando nos seus olhos como chamas chamuscadas, pois tamanha era a vermelhidão nos seus olhos, sombrios, na verdade. "Este é o seu fim, Regina." Dizia Gold. Vozes sussurradas dos dois repetiam "fim, fim, fim..." Até que Regina despertou, ensopada de suor no meio da noite.

–Regina! Fale comigo! O que está acontecendo?- Emma já estava gritando, agoniada.

O nariz da morena sangrava sem parar, resultado da sua severa renite. Dessa vez, quem pregou um verdadeiro susto foi Regina, que já não conseguia processar a realidade tão facilmente. Aquelas imagens rodeavam a sua mente sem parar, e ela nem sequer conseguia responder a Emma.

As lágrimas fizeram com que o sangue escorresse sobre a sua camisola e a loira a guiou até o banheiro para lavar-se. Havia uma cadeira em um canto da penteadeira, que por algum motivo desconhecido permanecia ali e não no quarto.

Emma estava quase com Regina no colo, visto que ela era mais alta e forte do que ela, mas a desnutrição a deixou fraca. A morena ali permaneceu, enquanto a loira encharcava uma toalha e a passava com muita calma e tranquilidade em toda superfície do nariz e boca de Regina, que estava completamente solta.

Podia-se observar a parte interna da boca dela, aqueles lindos lábios e a cicatriz. Emma tirou a camisola dela, visto que está já estava ensopada também. Ela não podia deixar de observar Regina, suas curvas e corpo esbelto, seus firmes seios, seu lindo rosto, mesmo que com imperfeições e olheiras, conseguia ser perfeito.

Emma a desejou, e muito. Seu olhar a fazia se sensibilizar ainda mais, criando uma extrema necessidade de fazer com que a morena esquecesse de tudo, e somente se concentrasse nela.

Por fim, resolveu deixá-la sozinha e voltar a dormir. Regina precisava de um tempo para pensar, colocar a cabeça no lugar. Seria muito rude da parte dela forçar Regina a fazer algo em um momento desses. Mas Emma ainda não havia se acostumado com o fato de que a morena fazia isso ao lado dela. Quando estava prestes a sair do banheiro, a voz rouca soou:

–Eu ganhei essa cicatriz quando a minha primeira namorada me mordeu com tanta intensidade, que cortou metade da minha boca, e minha irmã, que estava fazendo faculdade junto comigo, me deu pontos, sem que ninguém precisasse saber.

Aquela voz, ironizando ao final de cada frase, tocando o céu da boca a cada palavra! Duas sentenças que foram criadas única e exclusivamente por provocação da parte dela! "Ninguém precisa saber", "com tanta intensidade", não é Regina? Emma realmente não sabia o que ela estava querendo, mas ela deixou levar-se.

Ela deu passos curtos, aproximando-se de Regina e a encarando a cada movimento que ela fazia em direção a ela.

–O que você quer, Regina? Fale de uma vez.- Disse Emma, bem no ouvido dela.

A outra não conseguiu se segurar, aquilo era golpe baixo, apesar de ser exatamente o que ela queria. Ciúmes é um sentimento com resultados extremos e intensos.

Regina levantou-se, ficou a poucos centímetros do rosto de Emma, passou seus braços desde as coxas até os ombros da loira, colocando seu cabelo atrás da orelha e cochichando em resposta a ela:

–Você.- mordendo o seu lóbulo da orelha e beijando seu pescoço.

Emma a segurou ela cintura e a levantou, jogando-na na cama. Ela deixou com que Regina retirasse apenas a camisa que a cobria para dormir, da maneira que só ela conseguia tirar roupas, e quando a morena tentou tirar a sua calcinha, ela protestou.

–Não, não. Hoje, você é minha, Regina.- Falou a loira, ao passo que subia suas mãos pelas pernas de Regina, deixando suas unhas encostarem na pele dela, até chegar ao quadril e segurando uma mão de cada lado, retirando a calcinha dela e passando a mão em seu glúteo.

Em seguida, baixou-se até a extremidade de sua virilha, dando leves beijos que faziam Regina gemer e puxar seus cabelos. E quando ela estava prestes a gozar, Emma parou.

–Emma, mas o que que?...- Protestava Regina. Emma somente subiu mais, olhando profundamente nos olhos de Regina, beijando seus seios, o pescoço, até que a morena conectou a passar a língua por entre os dentes, o que Emma simplesmente amava.

A loira deixou uma mão mais abaixo, realizando os movimentos na morena enquanto a mesma a segurava pelo glúteo. O ar começou a ficar rarefeito, cortando o prolongado beijo, encostando a testa das duas, ensopadas de suor. Emma encostou uma, duas vezes, e Regina só a mandava continuar. Sem mais demora, a morena soltou um alto orgasmo, enquanto Emma parou, visto que havia conseguido o resultado desejado.

–Eu te amo, Emma Swan.- Falou Regina, talvez pela primeira vez.

–Eu confio em você e quero passar o resto da minha vida com você ao meu lado, com esse corpo só para mim e esse sorriso para abrilhantar todos os meus dias.- Emma sorriu, deu mais um longo selinho em Regina e saiu de cima dela, ficando ao seu lado e a abraçando de conchinha.

Emma nunca havia dormido tão bem em toda a sua vida, mesmo que por poucas horas, que pareceram segundos. Era certo que sua vida tinha tornado um rumo diferente, ela amava Regina de uma maneira inexplicável, era como se o destino as tivesse juntado.

Que mesmo dentro de toda a escuridão daquele campo, Regina foi a sua esperança. Talvez agora ela realmente conseguisse entender que, mesmo que era impossível que as duas pudessem ficar juntas, que as duas deviam se odiar e que uma era de uma classe social diferente da outra, elas confiavam uma na outra acima de tudo.

"Eu confio em você", eram palavras talvez até mais marcantes que "eu te amo", porque nem sempre podemos confiar em quem amamos mas sempre podemos amar profundamente em quem confiamos.

–Mais uma coisa, Emma... Você não pode ter medo de que as pessoas te machuquem, está bem? Porque as pessoas vão te machucar de vez em quando, até aqueles em quem você confia. Às vezes porque erram e são humanos, sabe? Cometemos erros ridículos com pessoas maravilhosas, faz parte. Não esquece que cada um é cada um, somos diferentes.

Foi a última frase que Regina disse antes de irem dormir, e soou estranho, apesar de ser pura verdade. Mal Emma podia imaginar que a autora daquela frase não estaria ali de manha para compartilhar um "bom dia" com ela. Mas ela voltaria, não é? Devia ter somente ido resolver alguns assuntos, cuidar da segurança dela própria e da de Emma, além de provavelmente não querer tirar a loira de seu sonho angelical. Se não fosse um bilhete que estava posicionada em cima do criado mudo, ela seria a situação. Mas este dizia:

"Talvez eu não tivesse noção das promessas e dos acordos no momento em que as fiz, nem as conseqüências deles para mim. Mas talvez, eu tenha que cumpri-los mesmo assim. Afinal, de que valeria um amor, se não cumpríssemos as promessas que fazemos para as pessoas que amamos? A felicidade só vem com compromissos e promessas são cumpridas, Emma. Não se esqueça disso. Em breve, você entenderá."

Aquilo não podia estar acontecendo. Regina não podia ter se entregado para Gold em troca de Mary Margareth. Ela sabia que Emma não podia viver sem ela, e o fez mesmo assim. Talvez fosse isso que ela quisesse dizer, que a felicidade não é eterna mas é contínua, em diferentes níveis. Nada poderia deixar a fria comandante com o coração mais feliz do que ver mãe e filha se reencontrando, e sabendo que fez de tudo para que Emma fosse feliz enquanto estavam juntas, a amou incondicionalmente, em cada segundo, de todos os dias... Mas deixando uma marca, uma perda, inconfundível, um espaço, no coração de Emma. O seu perfume do pescoço dela, o gosto de sua boca em seus lábios, e todas as memórias, rodeadas de bons momentos e maus também, que elas venceram juntas...

Notas finais
Se acalmem! Nada está decidido ainda e essas duas ainda vão passar por poucas e boas! Não esqueçam de comentar, afinal, eu fui boa com vocês!