No Amor e Na Guerra

6 Capítulo 6- Adeus, cachinhos dourados


Notas iniciais
Nem acredito que em tão pouco tempo já tem tantas pessoas me dando força e me parabenizando pela fic. Vocês são demais! Esse capítulo é o que mais demorei para escrever até agora e acredito que o mais marcante também!

Emma saiu porta afora, enfurecida. Como Regina poderia se quer cogitar que Emma trairia aqueles que estavam na mesma situação que ela, ajudando em parte naquela matança descomunal? Mas a morena realmente estava desesperada por ajuda. Por que motivo Regina queria libertar a mãe de Emma?

Claro, ela queria derrubar o Comandante de Auschwitz, o qual Emma ainda não conhecia. Mas isso não justificava o fato de que ela estaria libertando e ajudando uma judia, duas, na verdade, porque Emma estava dentro desse jogo também. De um momento para outro, Emma viu-se não mais furiosa, mas preocupada com Regina. O que o alto comando faria com ela se soubessem que a morena era suspeita de traição?

O mesmo guarda de sempre agarrou a loira na sua saída do interrogatório. Emma tinha quase a certeza absoluta de que seria levada para a câmara de gás, como a maioria das outras mulheres que chegaram junto com ela. Seu coração batia desesperadamente, mas ela aproveitava cada batida, como se fosse a última. Uma cabana de madeira começou a aproximar-se. Emma não via ninguém, a chuva caia pesada em seus ombros. Como queria ela que a chuva pudesse limpar a alma das pessoas! Se isso realmente acontecesse, todos poderiam viver em paz, não é mesmo? Mas, apesar disso, o caminho dela e o de Regina não teriam se cruzado e talvez ela não veria a possibilidade de se reencontrar com a sua mãe.

O guarda abriu a porta e Emma conseguiu ver alguns olhos brilhantes, antes dela jogá-la para dentro e a sua cabeça bater forte no chão, fazendo com que ela perdesse os sentidos. Ela acordou em algo parecido com um alojamento, sem colchões ou qualquer sinal de higiene. Várias curiosas a observavam, confusas.

–Até que enfim! Já estava na hora! Eu já estava pensando que você não ia acordar!- Falou uma ruiva, com os olhos transparentes que lembravam muito os de Zelena, quando eles ainda eram gentis.-Meu nome é Bela. Eu vim no mesmo grupo que você veio ontem. Achei que nunca mais a veria quando a Regina a levou.-Falou ela.

–Sou Emma. Obrigada pela preocupação, mas Regina não me fez mal algum.- Disse a loira.

–Você teve muita sorte então, porque eu estou aqui por causa dela. Sou prisioneira dela. Ela me separou do meu verdadeiro amor, entende? E isso é pior do que qualquer cativeiro que ela me coloque.-

Lágrimas caiam do rosto de Bela quando ela mencionou o perdido amor. Não, Regina não poderia ser capaz de uma coisa daquelas e se fosse, Emma podia ter certeza que ela não fez por maldade. Ela simplesmente não conseguia sentir raiva daquela mulher! E por que, se os fatos da má conduta de Regina estavam bem ali, na sua frente? E se o sofrimento de várias pessoas ali provavelmente fossem culpa da morena?

Um estrondo ecoou pelo ambiente, semelhando-se com um trovão. O guarda parrudo estava ali novamente.

–Você!- apontando para Emma.-Onde está o seu uniforme, verme? E por que esta tão suja assim? Andou passeando por aí, não foi?- falou ríspido.

–Não, senhor. O Dr. Whale me encarregou de uma tarefa...- disse Emma, assustada-não sei de onde você vem, judia, mas aqui as coisas são diferentes- Esbofeteando a loira no rosto- Mas ninguém a autorizou a falar e eu sou o tenente Killian, cuide essa língua se não quiser perdê-la.-

Killian arrastou Emma novamente, dando-lhe outros três tabefes com uma vara. A loira chorava de dor, e não ligava mais para qual o lugar que ele podia levá-la, só queria que tudo aquilo acabasse. Muito turgidamente, Emma conseguiu ver a sala em que ela entrou primeiramente quando chegou. Ela sentiu Killian tirar a sua roupa e podia jurar que ele a molestaria.

Primeiro, ele cortou o cabelo de Emma, assim como todas as detentas. Aquilo era mais uma parte dela que seria deixada para trás, e Emma pode perceber que a cada dia, mais pedaços dela seriam tirados, até que nada mais sobrasse. O tenente colocou um pedaço de pano na boca de Emma que quase a fez vomitar. Em seguida, suas mãos e seus pés foram atados. Ela pode sentir o mau hálito dele bem ao lado do seu rosto.

–Está vendo, amor, como você não é mais do que um mero objeto aqui? Não é nada mais do que um rostinho bonito...- Emma não tinha percebido antes, mas Killian utilizava um gancho no lugar de uma mão. Ele deslizou-o pelo rosto da loira, cortando sua pele e fazendo com que a sua bochecha sangrasse. Ela tentava gritar, mas um som sequer saia de sua boca.-É agora, eu vou lhe mostrar como é que alguém da sua laia é tratado aqui- Disse pausadamente o tenente.

–Alto, tenente! Pare agora mesmo o que você está fazendo- Gritou Regina, entrando às pressas na sala. A morena esbofeteou Killian, tirando-o de perto de Emma. -Você acha mesmo que pode apossar-se de uma das MINHAS cobaias e ainda sair impune? Você acha que pode ferir uma delas e tentar ser superior que a sua comandante, gancho? Pois eu acho que não. Essa mulher é perigosa e enquanto eu não der um jeito nela, ninguém vai chegar perto dela! Agora saia daqui!

Regina gritava enfurecida, fazendo com que Killian saísse correndo o mais rápido que podia, sem falar uma palavra sequer. A morena se aproximou de Emma, soltando as cordas de seus pés e mãos e, em seguida, tirando o pano de sua boca, fazendo com que ela respirasse desesperadamente, buscando mais ar. Regina segurava os longos cachos dourados tirados de Emma, chorando e abraçando-os.

–Ahh, Emma... Eu sinto muito mesmo, olhe o seu rosto! É culpa minha!- Falava Regina, com lágrimas nos olhos.

–Não, Regina. Isso é culpa de pessoas exatamente ao contrário de você. Não tenho palavras para te agradecer.- Disse a loira.

–Bom, eu posso cogitar então que..." Continuava Regina.

–Shhhh! Não fale mais nada, por favor. É a última coisa que eu preciso nesse momento. Só preciso de silêncio- Falou Emma

Regina não pode deixar de segurar um sorriso por ver que Emma estava bem, apesar de tudo. A loira parecia não se sentir mais vulnerável na frente da morena, visto que estava nua na frente dela. As duas trocaram olhares profundos, e Emma pode ver a fragilidade nos olhos de Regina. Apesar de tudo, a morena também sofria com aquilo tudo, mas de maneira diferente. Emma não pode mais continuar daquele jeito, e aproximou-se de Regina, de seus lábios carnudos e com o seu tradicional batom vermelho.

O desejo foi mútuo. Choques percorriam o corpo de Emma desde de a primeira vez que viu Regina. Mas agora era real e era simplesmente fantástico.

Aquela sensação era maravilhosa. Emma nunca sentira nada parecido. Por um momento, ela esqueceu de tudo a sua volta. Era somente ela e Regina, como um único ser. A morena passou as mãos nas pernas de Emma, fazendo com que ela sentisse uma sensação explícita de prazer. Emma desabotoou cada botão do uniforme de Regina muito calmamente, tocou em seus seios, acariciando-os. As duas trocavam estampados sorrisos em meio a vários suspiros...

Notas finais
recuperem seus corações e comentem o que sentiram após esse capítulo, pessoal! Prometo que não demoro para postar o próximo