No Amor e Na Guerra

7 Capítulo 7: Sr. Gold


Notas iniciais
Galera, sei que quase matei vocês de ansiedade no último capitulo, desculpem! Tomara que vocês gostem da continuação!

Regina conduziu Emma até os seus aposentos, que ficavam no mesmo prédio. Ela se certificou que ele estava totalmente vazio antes de continuar. Aquele clima de perigo e suspense só a deixam mais excitada. Elas trocavam olhares intensos, a loira fitava a morena com um olhar sedutor e irresistível.

Talvez as duas tivessem chegado longe demais, mas isso não importava agora. Toda aquela ironia misturada com um tom do perigo e do prazer faziam as duas suarem intensamente, e este escorria do corpo de uma para a outra, dando uma sensação incrível. Seus corpos pareciam encaixar-se incrivelmente bem.

Regina beijava Emma, enquanto a virava e subia em suas costas. Seu corpo esbelto estava entre as suas coxas, enquanto ela tocava os seios da morena e beijava-a em troca.

–Você é linda, Emma. Linda demais.- Falava Regina. A loira gemia baixinho, enquanto a morena descia os lábios em seu pescoço, dando pequenas mordidas e sentindo o corpo de Emma se arrepiar. Ela estava de olhos fechados e arranhava as costas de Regina, gemendo com cada vez mais intensidade.

A morena parou por um instante. Swan abriu os olhos e a encarou. Ela aproximou-se cada vez mais, descendo até a sua barriga e deixando uma trilha de saliva e beijando-a. Regina sorria. Emma mal havia reparado em como seus dentes eram bonitos e sorria de volta, pensando em como a morena podia ser tão bonita, cada centímetro de seu corpo. A loira começou a tirar a calcinha da outra, beijando o seu quadril de leve.

–Feche os olhos.- Dizia ela.

Regina se arrepiava cada vez que Emma se aproximava, intensificando seu sorriso a cada beijo e carinho. Tudo aquilo era maravilhoso, poder proporcionar prazer a outra pessoa em meio a rodo aquele cenário. Emma sentiu um forte puxão em seu cabelo curto, ansiosa e cada vez mais sedenta Emma continuou com os movimentos, posicionando duas pernas entre as coxas de Regina.

As mãos dela puxavam cada vez mais o seu cabelo e isso só fazia com que elas quisessem continuar cada vez mais. Regina escalou o corpo de Emma, arrastando seus dedos através dele. Ela beijava com muita intensidade o seu pescoço, sua boca e, em seguida, fitou seus olhos. Ela pode ver a alegria e a despreocupação naqueles límpidos olhos verdes. Aquilo era algo mágico.

Regina explodia de felicidade, e não conseguia tirar aquele lindo sorriso do rosto. Emma sorria em resposta. No fundo, as duas estavam pensando na mesma coisa: será que estavam apaixonadas? Era a maior loucura que podia acontecer, tão rapidamente! Nada mais do mundo importava enquanto elas estavam juntas, a paz vinha de uma forma aconchegante. Emma se sentia segura, por uma das primeiras vezes na vida.

As duas adormeceram juntas, abraçadas uma à outra. Emma acordou com algo sendo pressionado em sua bochecha, o que fez ela resmungar.

–Bom dia, flor do dia.- Falava Regina. -Não se preocupe com o seu rosto, vou cuidar dele e garantir que ele continue lindo como sempre. Gancho só tirou uma pele, é uma ferida superficial. Uma pomada deve resolver. Garanto que ficará boa logo.

Emma sentia uma sensação incrível enquanto Regina cuidava dela, de segurança ou de que alguém realmente de importava com ela.

–Obrigada, Regina. De verdade.- Ela não tinha outras palavras para expressar a sua gratidão. Se não fosse Regina, ela provavelmente já estaria morta a muito tempo.

–É difícil se acostumar com o seu cabelo dessa maneira. Eu realmente não queria que ele tivesse sido tirado de você dessa maneira...- Dizia, enquanto acariciava a cabeça de Emma.-O que é isso, Emma?- Apontando para o corte no perto da nuca, onde os cabelos da loira começavam a terminar.

–Foi de quando o Killian me derrubou no chão. Dói estupidamente, mas eu já estava lhe dando muito trabalho e não queria preocupar mais você...- falava Emma, com uma voz doce e inocente que deixou Regina sensibilizada mas preocupada também.

–Isso é mais sério, Emma. Você precisa descansar. Logo eu volto para darmos uns pontos nisso. Vou ir até o meu laboratório para buscar o que eu preciso. Fique a vontade e descanse um pouco.

Regina voltou com o material necessário para realizar o procedimento. Emma aparentava estar apreensiva, apesar de aliviada, pois aquilo provavelmente acabaria com a sua dor. Regina tocava em seus cabelos enquanto ela retirava o excesso de fios loiros que estavam em volta do ferimento.

–Isso vai doer um pouco, Emma. Mas eu prometo que tudo vai acabar e você vai ficar bem. Não posso acreditar que tanta coisa aconteceu com você assim...- Emma não pode segurar o riso.

–Será que alguém nos ouviu?- Disse em contrapartida. As duas gritaram intensamente na noite interior e realmente podiam ter sido ouvidas. Parecia engraçado, mas se alguém sonhasse que Emma estava ali dentro tudo o que elas haviam construído juntas iria acabar.

A Dra.Mills, como Emma decidiu chamá-la, iniciou os pontos com muita cautela. A paciente não conseguia disfarçar a dor que estava sentido, mas apesar de tudo se mantinha forte, como sempre. Quando ela menos percebeu, tudo havia acabado.

–Prontinho. Novinha em folha. Você é realmente forte, Emma.- Exclamou a médica.

–É bem mais fácil quando há uma médica gostosa cuidando de mim.- As duas riram juntas, trocando aquele olhar que já estava virando tradicional entre elas.

–Escuta, Emma, eu realmente adorei o que nós tivemos ontem mas... É muito perigoso. Ainda mais nessa situação que você esta agora. Não me sinto bem deixando você assim. Eu nem sei onde você vai ficar agora. Preciso achar um lugar seguro para você ficar e descansar e sem que ninguém descubra.- Disse Regina, com um tom de voz triste. Emma entendia no fundo e toda aquela preocupação a deixava mais apaixonada, cada vez mais...

–Agora, trate de descansar. Vou resolver alguns assuntos e mais tarde eu volto. Vou lhe trazer alguma coisa para você comer e algum remédio para dor também.- Ela deu um beijo de leve em Emma e saiu.

O caminho até Auschwitz era complicado. Muitas minas terrestres e também longos quilômetros a se percorrer. Com muito cuidado e paciência, Regina conseguiu chegar lá após uma hora de viagem. Um senhor de cerca de 55 anos, cabelos médios e acizentados, alguns dentes de ouro e com uma bengala na mão a esperava em seu escritório.

O passado e presente daqueles dois fora cheio de altos e baixos. Havia tempos em que ele havia sido muito bom para Regina, ajudando-a em sua carreira profissional, sempre em troca de algo, no entanto.

Acordos eram o seu ponto forte e era isso que o tornava perigoso: ele não pensava no bem estar de mais ninguém, e sim dele próprio. Seus acordos podiam beneficiar a outros de imediato, mas não em longo prazo.

–Ora, ora, se não é a comandante mais abafada. Veio pedir desculpas por me insultar naquele dia, Regina?- exclamou ele.

–Nesse momento, não. Eu preciso de um acordo, Gold, independentemente dos benefícios.- falou Regina.

–Vejo que as circunstâncias são severas, querida. O que você quer?

–Eu preciso de um lugar isolado, sem guardas e sem ninguém por perto. Uma prisão de segurança, por assim dizer....-

–E quem seria esse prisioneiro, Regina?-

–Isso não importa. Você pode ou não pode fazer isso?- começou, já aborrecida.

–É claro, mas com o preço certo.- continuou Gold.

–O que é que você quer, Gold?" falou Regina, já impaciente.

–Eu quero o controle de um dos seus guardas. Não importa qual. Irei escolher e ele me obedecerá quando isso acontecer.- Disse Gold.

–Fechado. Tenho tantos mesmo.- A morena deu de ombros e os dois apertaram as mãos. O acordo estava feito.

Ao voltar para Storybrooke, Regina não poderia estar mais feliz com o fato de que poderia esconder Emma em segurança. Aquilo fazia com que algumas das coisas ruins que ela já fez fossem aos poucos perdoadas, visto que ela estava fazendo o bem. Ela subiu as escadas o mais rápido que pode, abrindo a porta de seus aposentos como um raio de segundo.

–Emma você não vai acreditar...- De repente, a fala da morena foi interrompida, visto que ela estava sem reação alguma. Emma estava balbuciando, tendo claramente uma convulsão.

Regina rapidamente a virou de lado, tendo esperanças de que o ataque passasse.

–Fique comigo, Emma! Por favor!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Não deixem de comentar, please, é muito importante para mim! P.S pobre Emma. Será que Regina vai salvá-la?