No Amor e Na Guerra

29 Capítulo 29- O primeiro encontro


Notas iniciais
Helllooooo! (" It's me ") Não, brincadeira! hahahaha Enfim, amores, esse capítulo eu venho planejando a um bom tempo e eu acho que é por isso que demorou tanto. Só uma dica: segurem os forninhos! *_*

Afinal, o que é amor verdadeiro? Ou melhor dizendo... Ele realmente existe? Quando, em um tempo de guerra, mortes e desespero, o amor pode surgir? A resposta para todas essas perguntas parecia vir a tona agora.

A casa estava completa. Não faltava um móvel em nenhum cômodo sequer. Fora projetada para um comandante, no caso “a” comandante: Regina. A morena foi a primeira mulher do exército alemão a conquistar esse posto. Mas agora ele parecia ser totalmente desnecessário. A única coisa que ela almejava era liderar a liberdade de todas as pessoas que um dia ela causou qualquer mal, principalmente ela mesma. Precisava se livrar daquele fardo.

Ela e Emma iam retirando os longos lençóis brancos de cada um dos móveis e uma nova etapa se mostrava presente. Não havia mais volta. Agora teriam uma vida juntas. Ao mexer em uma das caixas de sua mudança, aquelas que ela jamais havia aberto, a morena encontrou um livro. As páginas já se mostravam amareladas e a poeira cobria toda a sua extensão, assim como onde ela queria que o passado ficasse: esquecido. Deixou praticamente todas as coisas da sua vida da Alemanha encaixotadas para serem esquecidas.

Mas aquele livro... Era seu predileto. Ele mostrava sua personalidade da cabeça aos pés. Em algumas páginas, já marejadas e entortadas, podia-se perceber algumas dobras devido às lágrimas. A mais marcante delas, podia-se ler:

Nunca houve dois corações mais abertos, nem gostos tão semelhantes, ou sentimentos com tanta sincronia.”

– Amor, você está bem?- Emma já estava posicionada atrás dela, tentando consolar as lágrimas que caíam.

– Claro, princesa. Melhor impossível- disse.

– Regina, eu conheço você- rebateu a loira com um olhar sério e, ao mesmo tempo, meigo.- Fala pra mim. O que tem nesse livro que te faz chorar tanto?

– Coisas que eu não entendia, até agora.- A morena enxugou as lágrimas e estampou um sorriso no rosto.- Coisas que você me ensinou a enxergar.

Emma sorriu de volta e colou as testas das duas. As suas respirações já se mostravam aceleradas quando iniciou um beijo lento e cheio de paixão. Suas línguas batalhavam em perfeita sincronia e os corpos se entrelaçavam pedindo mais contato.

– Esse tipo de coisa?- questionou Swan, quando o ar se fez necessário.

– Exatamente esse tipo de coisa, srta. Swan.- respondeu a comandante. A loira, em resposta a provocação, tentou colar seus corpos novamente, mas Regina a afastou.- Ainda não, espertinha.

– Porra, Regina.- questionou Swan, com uma cara de “não faz isso comigo, por favor.”

– Não é isso. É que tenho outra surpresa. Toma um banho e veste o vestido que eu separei pra você. O nosso quarto é o último do corredor, à esquerda.- Swan sorriu, com olhos de pura luxúria. Conhecia o jogo de Regina melhor do que ninguém. – Faz isso por mim, que mais tarde serei toda sua.

Emma subiu as escadas sem nem olhar para trás. Sabia que Regina estava a observando. Tomou um belo banho quente enquanto a segunda nevasca do ano começou a cair. A neve tocava no chão em uma mistura de pura poesia e leveza. O vestido serviu perfeitamente. Era colado no seu corpo e destacava suas curvas. Finalizou o look com uma maquiagem leve, que favorecia seu rosto jovem.

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–Zel, você tem certeza?- questionou a morena. O vestido era perfeito para ela. Preto e com um decote generoso, a peça caiu como uma luva em Regina e ela mesma estava encantada com ele, mas não tinha certeza se era a escolha certa para um primeiro encontro.

–Claro! A cunhadinha que se cuide.- disse a ruiva, sorrindo maliciosamente.- Para, você está linda. Aceita isso. Nós passamos a semana inteira planejando esse encontro e você praticamente fez tudo sozinha. Deixa eu pelo menos eu te ajudar nisso. Minha filha não merece ver a namorada com rugas no rosto.

– Sua besta!- respondeu Regina, jogando uma almofada na irmã.- Eu estava com saudade desse seu jeito insuportável, irmãzinha. É bom te ver sorrir de novo.- as duas trocaram sorrisos imediatamente. Era incrível a sensação do seu reencontro. As duas sempre foram melhores amigas e irmãs confidentes em qualquer situação. Mas o início da Guerra e tudo pelo que passaram por causa disso as separou drasticamente.

Regina já saía porta afora quando a irmã a segurou. Era notável o seu nervosismo e também porque Emma já deveria estar a esperando. A comandante sabia bem que a Srta.Swan não gostava de parar quieta e provavelmente acabaria por estragar a surpresa toda.

– Calma! Se aquieta aí. Faltou uma coisa.- disse Zelena, virando a irmã para si e aplicando o tradicional batom vermelho nos lábios de Regina que eram perfeitos para ela.- Estou orgulhosa de você, pequena.- sorriu.- Agora, é a minha vez de me arrumar. Uma outra morena gostosa está me esperando.

A comandante tentou segurar aquela risada gostosa que só ela sabia dar, mas ela acabou saindo em um tom perfeito. Mary e Zelena? Claro, já tinha notado que as duas vinham passando muito tempo juntas, mas nunca imaginou que tinha algum sentimento envolvido. Era a peça que faltava para que Regina acabasse com o seu nervosismo e estampasse um sorriso no rosto. Era inexplicável ver sua irmã mais velha feliz novamente.

– Não precisa falar nada, irmãzinha. Eu sei que está feliz por mim. Agora, vai lá! Emma está esperando.

Com mais um longo suspiro, iniciou os passos escada abaixo. Suas pernas estavam bambas, quase denunciando o seu nervosismo, se não fosse pela postura autoritária que ela mantinha. Teve a primeira visão de Emma, que estava em um vestido vermelho e com o cabelo preso, ressaltando o seu lindo rosto. A loira sorriu imediatamente e a morena fez o mesmo em seguida.

– Uau, Srta.Mills. Nunca pensei conseguiria me surpreender mais, mas você se superou.

– Posso dizer o mesmo, miss Swan. Você está linda, minha princesa.- a comandante colocou as suas testas e deu um selinho na loira, sem nem deixar a marca do seu batom.- Vamos?

Suas mãos se entrelaçaram, causando um calor espontâneo. Já se aproximavam da sala quando Regina começou a avistar os primeiros sinais da decoração que havia passado a semana toda preparando. Zelena e Mary tinham dado os últimos toques finais, e tinham ficado perfeitos. Várias velas estavam suspensas por castiçais e havia pétalas de rosas no chão. Podia parecer clichê, mas como todo clichê, é a verdade. Por mais que pensemos que nunca vamos nos surpreender, isso sempre acontece, porque é algo tão inesperado e bonito que não conseguimos segurar um sorriso.

No centro, uma mesa com duas cadeiras completava o visual com mais algumas velas. A janela, com a neve caindo e formando uma leve camada no vidro, decorava o ambiente como se fosse um brilhante quadro. Por fim, a lareira esbanjava calor por toda a sala, tornando o clima extremamente agradável.

As duas sentaram e Emma ainda estava boquiaberta. Nunca pensou que teriam um primeiro encontro, ainda mais tão esplêndido quando esse. Não eram necessárias palavras para expressar a sua gratidão e, para Regina, tudo já valia a pena quando estava recebendo os sorrisos mais lindos do mundo de sua amada.

– Bom, meu amor, sei que isso foi completamente inesperado e que depois de tudo que passamos você nunca imaginaria que podíamos ter um momento como esse. Só te peço para que aproveite cada instante, e tenta esquecer de tudo de ruim que já nos aconteceu, porque esse sorriso no seu rosto vale mais do que qualquer outra coisa.

Os olhos verdes de Emma já iam começar a lacrimejar, mas ela decidiu se manter firme e continuar com o momento romântico.

– Então, eu nunca estive em um primeiro encontro antes, mas eu posso dizer que tudo o que as pessoas esperam dele é verdade. Ao lermos um livro, com histórias de amor, sempre vemos isso de uma forma tão perfeita que chega a ser surreal. Da onde que, na vida, isso iria acontecer? Não é mentira, não é impossível, é real. Porque só precisamos ter a pessoa certa do nosso lado que todos os momentos se tornam primeiros encontros.- mais um sorriso foi estampado no rosto de Emma e Regina acariciou a mão dela com muita delicadeza.

O encontro continuou no mesmo clima agradável. Conversaram, jantaram, dividindo o mesmo prato de espaguete... Conheceram mais uma a outra, coisa que não tinham tido a chance até então, porque sempre estavam pensando no inevitável. Nenhum resquício daquela preocupação se fazia presente.

– Regina, pra você, o que é amor verdadeiro?- indagou a loira. As duas ficaram quietas por alguns segundos. Era uma pergunta com tantas respostas, mas só quem estava apaixonado entendia. Ambas entendiam agora.

– Bom...- A morena fez uma pausa. Tentou usar frases já feitas, mas nenhuma fazia tanto sentido tanto quanto o que estava sentindo agora. Respirou fundo e deixou o sentimento tomar conta.- Um dia, depois que eu já tinha perdido todas as esperanças, eu fui pro parque e me sentei lá. Resolvi ler o meu livro favorito, o mesmo que eu folheei mais cedo, quando um homem sentou do meu lado. Ele parecia feliz, porque estava segurando uma caixa de alianças nas mãos.- a morena inclinou-se, com as mãos trêmulas, até alcançar uma caixinha que estava perfeitamente escondida atrás do vaso de flores.

– Regina...- questionou Emma.

– Shhh! Me deixa terminar.- A loira sorriu com a risada da comandante.

– Então, ele me perguntou o que era amor verdadeiro. Eu respondi que, pra mim, amor verdadeiro é quando você ama sem prazo de tempo, sem um limite de acabar. Amor verdadeiro é quando você, mesmo estando triste por algum motivo, tenta fazer aquela pessoa rir, porque o que mais importa é a felicidade dela ao invés da sua. Amor verdadeiro é quando você encontra naquela pessoa o que faltava em você. E para ser verdadeiro, o amor não precisa ser igual ao diamante, inquebrável. Ele precisa ser como um vidro, um pequeno e frágil copo de vidro que, claro, ao cair no chão, se quebrará.- as lágrimas já escorriam do rosto de Regina, mas ela tomou coragem mesmo assim. Levantou-se, ajoelhou-se na frente de Emma e segurou sua mão.

– Mas isso muda quando o amor é puro. Porque quando um amor é verdadeiro, o vidro se torna inquebrável. Inquebrável contra o tempo, contra os problemas, contra a distância, contra a guerra e qualquer outra coisa.- Regina abriu a caixa com cuidado, mostrando as lindas alianças e segurando uma em suas mãos.

– Emma Swan, o nosso amor não precisou sem inquebrável para ser verdadeiro. Ele precisou ser verdadeiro para ser inquebrável. E é por isso que ele se tornou infinito. Você gostaria de me fazer a mulher mais feliz desse mundo?

Notas finais
Recuperem o fôlego aí e comenteeeemm, esse foi o capítulo mais especial que escrevi até agora *_*