No Amor e Na Guerra
30 Capítulo 30- Você não poderia ter me amado melhor
Notas iniciais
Com os olhos marejados, Emma Swan comtemplava o rosto de sua amada. Todos os seus medos foram embora de uma hora para outra, ficando somente o sentimento recíproco que as duas tinham uma pela outra. Como elas mesmas diziam, a guerra podia durar mil anos, mas o seu amor era mais forte que isso.
Agora, isso parecia mais nítido do que nunca. Regina estava propondo que elas passassem a vida inteira juntas, criando várias outras histórias de amor para contarem e aventuras para viverem, contra toda a sociedade hipócrita da época que não aceitava o tipo de amor que elas tinham.
—Sim, minha rainha, sim!- disse, abraçando a morena o mais forte que pode.
—Emma, eu te amo!- exclamou Regina, envolvendo Swan num beijo prolongado para validar o pedido que tinha acabado de fazer.
Na porta da sala, Mary Margareth e Zelena observavam tudo com os olhos cheio de lágrimas. Também estavam de mãos dadas, o amor delas estava se desenvolvendo e não havia inspiração maior do que a história da Emma e da Regina para que isso acontecesse.
— Eu quero dizer uma coisa.- disse a ruiva, se aproximando.- Provavelmente nunca tive a coragem necessária para falar isso, mas nos últimos dias eu tenho aprendido demais com essas duas. Mesmo que estejamos no meio de uma guerra, tivemos os nossos momentos de felicidade e estávamos todas lá uma para outra.- Zelena fez uma pausa, com os olhos já marejados.
— Eu errei, da forma mais grotesca que eu podia errar. Mas a minha irmã e a minha filha me acolheram mesmo assim, e eu também conheci alguém, tão especial que fez com que os meus erros ficassem no passado. Vocês não tem ideia do quanto eu sou grata por estar aqui testemunhando esse momento lindo dessas duas pestinhas. Eu amo vocês!- finalizou, envolvendo as duas num abraço.
Sorrisos e lágrimas de alegria corriam sem parar. Emma pode perceber o quanto Mary estava emocionada, mas ainda estava encabulada demais pela falta de vínculo que ela e a filha possuíam.
— Mãe, você está bem?- questionou.
— Claro que eu estou, Emma!- disse, em meio às lágrimas,- É só que... Eu nunca pensei que poderia ter uma chance de felicidade novamente, e eu perdi tantos momentos seus! Não poderia estar mais feliz do que ver esse momento tão importante na vida da minha filinha, ainda mais que ela vai se casar com uma pessoa que eu admiro muito!
— Vem cá. Você faz parte desse abraçado também!- exclamou Emma, trazendo a mãe para o abraço coletivo.
As quatro estavam mais unidas do que nunca. Ficaram horas a fio conversando na frente da lareira, bebendo, exceto Emma, e recompensando todos os anos em que ficaram separadas. Em nenhum momento Regina deixou de sorrir para Emma.
Enquanto Zelena contava estórias da filha quando era pequena, Regina não conseguia segurar o riso e olhar mais apaixonadamente para a sua noiva. Quando se lembrou de que haviam vencido todas as barreiras e chegado até ali, encostou seus lábios no dela sem pudor algum.
— Está bem, pombinhas! Guardem isso para a lua de mel.- exclamou Zelena, já um pouco bêbada.- Mas por enquanto, tem uma morena linda que eu tenho que cortejar, antes que eu fique bêbada demais para me lembrar de qualquer coisa...
Regina continuou rindo, aquela risada gostosa que Emma adorava, que parecia tomar conta do ambiente. Mary jogou uma almofada em direção à sua namorada.
— Okay, eu acho que está na hora de irmos dormir, ruivinha. Dá boa noite pra sua irmã e pra nossa filha.
— Gostei. Boa noite filinha. Boa noite irmãzinha- disse, beijando as duas na testa. Regina fez uma careta ao sentir o seu mau hálito por causa da bebida.- Vocês são a minha inspiração.
— Acho que está na hora de subirmos pro quarto também, Srta. Mills.- retrucou Emma, observando a sua noiva com uma cara maliciosa. – Você fez a sua surpresa, agora eu vou fazer a minha.
Regina a fitou. Seus olhos estavam mais negros e penetrantes. Palavras não precisavam ser ditas, só deixou que Emma a guiasse até o quarto e a deitasse na cama.
— Cuidado, futura Sra. Mills. Não vai ser sempre que eu vou estar bêbada a ponto de me tornar submissa a você.- A verdade é que Regina estava ardendo de desejo, mas ainda queria manter a pose de superioridade e brincar um pouco com o juízo de Emma.
— Shhh! Hoje eu mando!- respondeu a loira, indo até a penteadeira do outro lado do quarto e pegando a venda que Regina tinha colocado nela mais cedo.
— Tive essa ideia desde o momento que você colocou essa venda em mim.
— Swan, sua pervertida! Mas minha pervertida, acima de tudo!- exclamou Regina, deixando que a noiva colocasse a venda sobre os olhos dela e distribuindo beijos no seu pescoço. Regina pode sentir os toques de Emma e as mãos dela deslizando sobre o seu corpo e retirando a sua roupa.
“Loving can hurt
Loving can hurt sometimes
But it's the only thing that I know
When it gets hard
You know it can get hard sometimes
It is the only thing that makes us feel alive”
— Emma, eu posso até estar bêbada, mas é tortura demais você estar fazendo isso comigo e eu não poder te ver! E ainda por cima, esse negócio não me deixa respirar.- completou, com aquela voz de birra. Emma soltou um riso singelo e desamarrou a venda. A primeira coisa que Regina pode ver foi o sorriso de Emma pairando sobre ela.
— Está bem, criança! Vem cá que eu vou cuidar de você!- retrucou, trazendo a morena para os seus braços e fazendo várias cócegas em meio aos beijos.
Cada toque que trocavam era uma sensação completamente nova. O prazer servia para ressaltar o que ambas sabiam: que cada dia, cada momento ao lado da outra era simplesmente inesquecível.
— Emma, eu te amo. Quero ser só sua para sempre.- sussurrou a morena, enquanto Swan distribuía beijo molhados no seu abdômen e massageava os seus seios.
— Eu sei, srta.Mills. Eu te amo, minha rainha...- disse, deixando que sua língua passeasse entre as coxas da comandante e chegasse até o seu sexo.
Depois que Regina chegou ao ápice, Emma deitou-se ao lado dela, trocaram mais alguns beijos e deixaram seus olhares conversarem por um instante. Nunca houve dois corações mais abertos, nem gostos tão semelhantes, ou sentimentos com tanta sincronia.
— Emma, eu quero que você saiba que o meu coração sempre pertencerá a você. Eu nunca vivi um amor tão forte assim. Na verdade, eu acho que eu nem sequer sabia o que era amor antes de conhecer você. Quero que saiba, minha menina, que você me deu o mundo em tão pouco tempo, e eu te amo tanto por causa disso. Amo tudo em você, todas as suas qualidades e até aquilo que considere como um defeito. Quero que saiba que não importa, para onde vamos, onde vamos parar... Você não poderia ter me amado melhor.
“We keep this love in a photograph
We made these memories for ourselves
Where our eyes are never closing
Our hearts were never broken
And time's forever frozen still”.
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