No Amor e Na Guerra

11 Capítulo 11- Como se fosse a primeira vez


Notas iniciais
Eu não tenho como explicar o que vocês são pra mim, muito obrigada pelo carinho, gente linda! Esse capítulo foi muito pedido, e espero que vocês gostem!

Emma estava vermelha de raiva, uma fúria pura, por assim dizer. Dá para imaginar o quanto é apavorante estar em uma situação assim. Regina não tentava apagar nenhuma palavra que ela tinha dito se quer, ela não se arrependia de nada da última frase, pelo incrível que pareça.

Talvez fosse melhor parar de lutar contra a passageira sombria dentro dela, deixar a escuridão tomar conta de seu coração de uma vez. Mas o que fazer quando já havia alguém lá? Parar de lutar não adiantaria nada, só faria com que Emma permanecesse em seu coração por mais tempo.

Mas o futuro era incerto, no entanto, porque dizem que aqueles que amamos e dizemos adeus são os que mais ganham espaço nesse melancólico órgão, que, invés de somente bater e nos deixar vivos, como é a sua função, resolve nos fazer sentir dor, saudade, "dor de cotovelo", por assim dizer. Ninguém falou que a vida era fácil.

Emma estava cada vez mais perto de pular no pescoço de Regina. O que estava acontecendo com ela era simplesmente um devaneio muito bem planejado pela mente dela, que a dominava cada vez mais. A pura essência estava indo embora. Talvez ela tivesse voltado a ser aquela garota que bateu em Roland até sangrar a muitos anos atrás, que foi consumida pela raiva por Zelena e pelo mundo também, que a tirou Ruby.

–Você está insinuando que a responsável pela morte do meu pai fui eu, Regina?- Falou ela, com um olhar um tanto melancólico. Podia-se ver a vermelhidão de seus olhos aumentando cada vez mais ao passo que ela encarava Regina mais profundamente.

–Não. Eu estou dizendo que ele morreu por você e você nem sequer se importa com isso, os esqueceu a muito tempo, sem nem ao menos perceber! Se lembra da imagem nítida do seu pai, Emma? Porque eu me lembro! Você é uma mentira, senhorita Swan.- Nesta última frase, Regina articulou bem a sua frase, com o fim de provocação. Era como se ela quisesse que Emma duvidasse de quem ela era. A loira não se controlou mais, não havia mais meio para isso.

–Acha que eu não passo um dia sequer pensando em como tudo o que eu vivi depois da minha partida foi uma mentira? Acha que eu não lembrava deles, das suas vozes, todas as noites? É porque você nunca teve isso, não é Regina? Você só teve mordomias toda a sua vida, sem saber como era ser amada! Vadia mimada, isso sim! Me responda, vadia!

Quando Emma pode perceber, Regina estava sem os pés encostados no chão, e as mãos na loira estavam estrangulando seu pescoço. A morena revidou, puxando os braços de Emma com toda a força possível. As duas cambalearam e caíram no chão. Regina só tentava segurar Emma de todas as maneiras possíveis, aquilo era um demônio, com toda a certeza.

–Então você sabe como é ser amada muito bem, não é senhorita Swan, ou uma bomba destruiu ela? Não sei exatamente.- Agora sim, o mundo se perdeu.

–Espero mesmo que a minha mãe tenha sido aquela que denunciou o seu amor, Regina, e que você pudesse ter visto toda a vida de vocês juntos escorrer pelos olhos dele enquanto ele a encharcava de sangue. A partir daquele dia, você só sujou a suas mãos com mais sangue, não é?- respondeu Emma, que logo ficou sem ar resultante da tremenda força que seus braços faziam no pescoço de Regina.

As duas pararam, trocaram olhares, enquanto a morena tentava ficar um pouco mais corada. Ela deu um suspiro longo e profundo, e Emma não pode deixar de olhar a cicatriz, aquela era A cicatriz, que tinha todo seu charme, atrás de algum desastre que devia ter acontecido na vida de Regina para ela ter ganhado aquilo. Um desastre que teve um resultado estranhamente bonito.

–Sabe, você nunca me contou como ganhou essa cicatriz, Regina.- Dizia Emma, ainda respirando muito rapidamente.

–Se acalmou, loirinha?- Replicou Regina.

–Eu já te falei, não tenho os meus dias. E também já disse que, não importa o que você tenha feito, eu vou estar com você, entre tapas e beijos, sempre.- Falou Emma, replicando seu fofo sorriso.

–Sempre.- Disse Regina, encostando seus lábios nos de Emma.

As duas estavam tremendamente suadas, com os cabelos completamente bagunçados e o batom vermelho de Regina estava muito borrado. Emma foi tirando o resto aos poucos a cada beijo, e no final abriu a blusa de Regina, deixando à mostra seus seios. O final do batom ela tirou calmamente com os dedos, e pintou um coração bem do lado esquerdo do peito de Regina.

–Está muito quente aqui, não acha, Emma?- Falou Regina, com o tom de voz mais sensual que Emma pudesse ter cogitado.

–Você tem que parar de fazer isso comigo, mulher!- Disse a loira por fim, agarrando a morena cada vez com mais voracidade.

Ela tirava as roupas de Regina rapidamente, acariciando e beijando cada centímetro do seu corpo esbelto. Regina empurrou Emma, que acabou cambaleando e caindo na cama. A morena levantava as sobrancelhas e mexia sua língua dentro da boca, o que era uma tortura para Emma. Ela, por sua vez, tirou a roupa de Emma com muita calma e cautela, fazendo com que a loira sentisse cada gota de suor que caia em seu corpo.

–Você é minha, sabia disso, comandante? E você não vai a lugar nenhum, nunca. Hoje, quem vai mandar em você sou eu.- Dizia Emma, trazendo Regina para perto de si.

Ela foi entrelaçando as pernas da morena com as dela, e subindo a sua mão muito pausadamente, fazendo com que Regina sentisse calafrio e começasse a soltar orgasmos.

–É só me dizer o que você quer, porque hoje eu sou sua.- Falou a morena, com uma voz cada vez mais sedutora.

Continuou, escalando o corpo de Emma e encostando cada centímetro com o seu, deixando o suor escorrer por seu abdômen. Ela foi descendo cada vez mais, e aumentando cada vez mais a intensidade de seus beijos e movimentos. Emma gritava, sem medo de ser ouvida. A loira segurou o cabelo de Regina, e a puxava para beijos cada vez mais fortes. Podia jurar que tiraria um pedaço daqueles lábios carnudos, deixando outra cicatriz sexy e perfeita. Para sua surpresa Regina retribui, dando fortes beijos na nuca e no pescoço de Emma, algo que ela não podia aguentar.

De repente, as duas se embolaram de uma maneira que caiam no chão. Aquilo era selvagem! O mais prazeroso momento de suas vidas. E as duas riram juntas, tentando buscar ar depois de tudo.

Em meio a tanto suor, as duas foram tomar banho juntas. Algumas lágrimas escorriam do rosto de Emma, assim como cairiam do de Regina, se ela não sentisse a necessidade de estar firme para a sua companheira.

A verdade era que o momento em que a água escorria pelo corpo de Regina, todos os dias, era o momento em que ela se lembrava de tudo, fechando os olhos e esperando que a água a levasse para bem longe. O banho já não era mais rotina para Emma, e agora ela se lembrava de como era poder se sentir um ser humano novamente. Regina a abraçou, dando-lhe beijos bem de leve e com todo o amor do mundo.

Ela a ensaboou e também fazia massagens enquanto isso. Ela passou o shampoo cuidadosamente na cabeça de Emma, desviando dos pontos, mas mesmo assim a loira excitava.

–Dói, amor?- Dizia Regina, massageando os ombros de Emma.

Depois, a virou para si, tirou os seus cabelos dos olhos e deu mais um longo e prolongado beijo. Emma sentia-se incrivelmente leve, a sua consciência estava limpa uma vez na vida. Ela não pensava em nada, absolutamente nada, só conseguia observar aquela dádiva na sua frente, a observando até ela fechar os olhos.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores! Não esqueçam de comentar :)