No Amor e Na Guerra
1 Capítulo 1 - Olá, Londres
Notas iniciais

Emma não sabia muito bem o que acontecia na sua mente naquele momento. Antes de sua partida, Mary Margareth e David a acariciavam com muita calma e cautela, cantando canções que a menina lembrava-se de ouvir quando menor. Da janela do trem, ela via a neve cobrir a terra como em um imenso feixe de luz branca. Tudo aquilo era muito bonito, afinal, e o frio a fazia relaxar e deixar a sua mente limpa.
Passavam-se das três horas quando Emma viu pela primeira vez o Big Bang de Londres, e todo o esplendor daquela cidade imensa. A menina costumava viver em um vilarejo no interior da Alemanha, seus pais eram donos de uma extensa fazenda, onde a mãe de Emma apoiou o amor da menina pelos cavalos desde cedo.
Naquela cidade, Emma perguntava-se a todo momento se ela encontraria algum daqueles esplêndidos animais em meio a tantas "carroças de ferro", e talvez algumas outras que as pessoas pedalavam. Seus longos cachos dourados e seus brilhantes olhos verdes chamaram a atenção de muitos curiosos. No entanto, ela não entendera o motivo de estar ali.
Em poucos segundos, Emma deu um longo suspiro e começou a espera pelos seus pais. "Eles devem ter vindo em outro trem", pensava ela. O que ela não sabia, era que eles não mais voltariam, talvez por um longo período de tempo. Uma moça ruiva com um forte sotaque britânico, olhos transparentes e uma gentil aparência apareceu acompanhada de um homem com um porte forte e a barba um pouco comprida, apresentando-se:
—Emma, seja bem vinda a Londres. Meu nome é Zelena. Eu e meu marido cuidaremos de você por um tempo, até os seus pais voltarem.- disse a gentil moça.
—Milady, a sua carruagem à espera. O nosso principezinho também quer conhecê-la. Sou Robin, por sinal- disse o marido.
Em meio a árvores, asfalto, fumaça, barulhos e muitas pessoas, Emma entrou no carro. Lá, um pequeno menino a cumprimentou com um sorriso angelical. Roland devia ter um ou dois anos a menos que ela, ou talvez três em poucos dias, pois a menina orgulhava- se de que iria fazer 8 anos muito em breve. Ela tinha a sensação de que seriam grandes amigos.
Em poucos minutos, chegaram a um grande portão com altos muros de pedra polida. O esplendor da casa assustou Emma. Na primeira semana, ela sentia muita falta das canções que seus pais cantavam para ela antes dela adormecer e, certo dia, não pode mais segurar o choro. Zelena a acalmou com um olhar fixo e bondoso, Emma amava seus olhos. A moça cantou até Emma dormir, para muitos bons sonhos ter.
Os dias foram passando e Emma ficava cada vez mais linda. Zelena a dava toda a atenção do mundo e cuidava da loira como se fosse sua própria filha. Robin ensinou Emma a tirar de arco e flecha, um esporte muito aclamado por ele. E Roland, ahh Roland... Estava apaixonado por ela.
Certo dia, Emma estava exausta após voltar da escola. Ela sentia-se constrangida por já estar no ano de sua formatura e nunca ter realmente amado alguém. Já havia feito 18, novas responsabilidades, alguns casos aqui e ali, mas nunca se envolveu com alguém que realmente a amasse. Às vezes, gostava de brincar com os sentimentos das pessoas, vendo-as se iludir com a sua beleza e sendo sarcástica a cada declaração que recebia.
No entanto, isso não parecia sensato para ela, uma vez que os meninos nunca despertaram a sua atenção e sim Ruby, uma linda morena. Ao chegar em casa, Emma encontrou Roland em seu quarto. O menino, com muita cautela, tirou a mochila das costas de Emma. Em seguida, Emma sentou-se na cama e ele tirou seus sapatos e em seguida sua camisa.
Ela jamais havia passado por uma situação daquelas e permaneceu imóvel, uma vez que ninguém havia lhe dado carinho e atenção daquela maneira. O garoto tirou seu sutiã e massageou seus seios com muito cuidado. Emma estava se sentindo incrivelmente leve e relaxada, e deixou que Roland a deitasse na cama. Ele era bonito, tinha que concordar, mas ela estava de olhos fechados, e não conseguia parar de imaginar que quem estava lhe tocando, na verdade, era Ruby.
Quando esse pensamento lhe fugiu, ela por puro instinto esbofeteou o menino no rosto repetidas vezes. Em segundos, o rosto de Roland encontrava-se cheio de sangue e Emma vestida suas roupas o mais rápido que podia.
Um barulho rápido e estrondoso ecoou pelo quarto: Zelena a olhava fixamente, e aquele olhar bondoso desapareceu.
—Maldita seja, Emma Swan! Você vai pagar por isso, vadia!- Gritava Roland sem parar.
—Emma, saia daqui, por favor.- Falava Zelena.
—Mas eu não fiz nada errado, mãe. Foi Roland que fez! Ele me tocou!-disse Emma.
—Desculpe-me, mas você não tem o direito de me chamar assim. Saia desta casa, Emma, e não volte até tudo estar resolvido.
Emma correu porta afora. Suas lágrimas caíam pesadas e salgadas, como se fossem derrubar a loira. A casa de Ruby estava diante dos seus olhos e, quando ela percebeu, a morena estava a consolando. Em poucos minutos, Emma sentia-se como se o mundo tivesse parado e que só existia ela e Ruby. A loira fixou os seus olhos nos lábios da morena, que estavam cobertos por um batom vermelho, e beijou-a. Aquela era a melhor sensação que ela já havia sentido, e as duas se amaram por horas a fio.
Fale com o autor