Notas iniciais
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Nipôn sabia que estava sendo um pouco injusto, ele percebeu rapidamente a imaturidade do seu companheiro lobo e a história de vida de Vitor o emocionou e o fez perceber o porquê seu companheiro ser tão irresponsável e ingênuo quanto a certas coisas. Ele esperava que não a todas as coisas da vida. Nipôn sentiu o ciúme invadir sua cabeça ao pensar na experiência sexual que seu lobo podia ter, e ele sentiu raiva ao mesmo tempo por saber que ele já estava tão mexido assim por Vitor, sem nem ao menos o conhecer direito. Ele sabia que as vezes isso se dava a ligação de companheiros.

Ele pensava como encararia toda essa questão diante de si. Será que ele conseguiria conviver com alguém que comete tantos erros sem pensar nas consequências. Ele sabia que estava sendo fútil, mas ele sabia que eles apesar de serem companheiros precisavam pensar nos contras e nos para os de estar num relacionamento. Não que ele fosse rejeitar seu companheiro, ele sabia que era o único que teria, se lembrava de poucas vezes que tinha ouvido falar de se ter outro companheiro após a morte do mesmo, ou de um tri-acasalamento.

Mesmo perdido em seus pensamentos, ele não perdeu por um momento a atenção ao seu redor. Ele ouviu o farfalhar de folhas sendo abatidos por pês que caminhavam em sua direção. Faz tempo que ele não sentia aquele cheiro. O que será que ele estava fazendo aqui tão cedo. Ele sempre aparecia poucas vezes ao ano, e aquela não era a hora dele aparecer, mas quem se importava, sua aparição era sempre bem-vinda.

— Eu quase podia jurar que você não tinha notado a minha presença. Mas se isso acontecesse, não seria você realmente. Disse a voz grossa, estridente, familiar e ainda assim incrivelmente bondosa.

Fazia tempo que o jovem elfo não ouvia aquela voz, o tempo de vida deles era tão longo que ele já perdera a conta de quanto tempo fazia que eles não se viam.

— Então você realmente voltou, velho elfo?

— Sim, amigo. Voltei e vim trazer algumas boas e más notícias.

— E não é sempre esse o ponto. Você sempre está a nos guiar, a nos informar e a nos tirar da zona de conforto que a longevidade de nossa raça nos coloca durante séculos.

— Esse é um ponto sobre esse assunto.... Nunca houve nos, sempre somente eu e você. Nunca consegui outros de nossa espécie até agora, claro...

— O QUE?! Mas você sempre me fez pensar que estávamos conectados com outros de nossa espécie e a profecia que você havia me dito...

— Ahh, mas a profecia não é mentira.... Ela existe mesmo, mas fica a muito distante daqui lá onde nossas origens começaram que foi na torre de babel...

O que aconteceu não foi muito nítido, mas os olhos do pequeno elfo já não enxergavam o velho elfo a frente dele, e sim um desfiladeiro onde as depressões se viam profundas e a vegetação gloriosa se via espalhada como se a vegetação ali fosse escassa, havia um cheiro forte e incisivo de magia pura e mista, o que indicava que a forca de todos os elementos, que toda natureza magica se reuniria ali, o que era raro, os olhos do elfo se ergueram do solo e ele viu o horizonte depois do desfiladeiro, um monte que quase se insinuava como uma montanha devida as grandes depressões em volta do monte de terra, mas o tamanho que era menos da metade de uma montanha ao nível do solo de onde estava, já dizia que era monte nevoeiro onde o clima se reunia em volta e lhe tirou a respiração quando viu a energia sobressaindo daquele nevoeiro que envolvia o monte, sim aquilo era a magia, a magia que ele estava sentindo vinha daquele monte, mas mesmo que seu olfato fosse tão bom, o monte nevoeiro se encontrava a quilômetros de distância se encaminhando ao horizonte maravilhoso e esplendoroso. Seu ar estava sendo-lhe tirado pelo peso da magia que a quilômetros de distância ele conseguia sentir...

— Volte Nipôn... volte para mim! E respire com calma, você não está em Babel, você está numa floresta da América do sul. A voz era forte, mas suave, e diante de toda aquela paisagem, ele tentara duramente se lembrar onde estivera anteriormente, até que o nevoeiro começou a esfumaçar por debaixo dos seus olhos e a paisagem tomando uma forma mais escura e robusta. Ele estava de volta finalmente.

— O que você viu? O que você sentiu? Perguntou o elfo como se soubesse exatamente pelo que ele estava passando por aquele monte.

— Eu vi... er... eu vi um lugar repleto de desfiladeiros e com um horizonte belo e magico. Eu estava perdendo o ar pois ele estava carregado com tanta magia que me sufocava...

— Sim ... sim ... sim!! Isso foi o que todos vimos ao ouvir a palavra, mas todos tiveram a mesma visão sob perspectivas diferentes, menos um! Disse o elfo mais velho de forma exaltada e animado com algum fato desconhecido para o jovem elfo.

— Todos, como assim, todos? Quantos elfos você encontrou depois que nos vimos?

— É isso que eu estava falando antes de você entrar em transe.... Eu encontrei 7 de nossa espécie, mas consegui isso graças ao segundo elfo que eu encontrei depois de me encontrar com você, ele sim é o mais antigo da nossa espécie e o mais forte também, praticamente ele emana energia de todo seu corpo como se aquilo estivesse fora do controle dele. E ele , quando apareci diante dele, ele me reconheceu como um de nós e já tratou de esclarecer o fato de que ele liderava nossa raça, e seu poder não negava que ele poderia guiar nossa raça, ele falou que cada elfo de nossa raça nascido era um importante elo no mundo e que eu deveria me conectar com mais elfos e pedi-los para se dirigir a América do Sul e foi isso que fiz, ele me orientou onde devia ir e eu fui e encontrei mais elfos de nossa espécie perdidos igualmente a eu e você inicialmente sobre o que éramos de onde viemos.

— E foi tudo tão simples assim? AHH!! Agora me lembro, você disse que havia uma boa e uma má notícia! Quais são elas?

— Ahh a boa notícia eu já disse, temos outros de nossa espécie além de nós e isso não é maravilhoso?! Disse o elfo de forma festiva e emocionado.

— Ok, sim, mas e a má noticia?

— Ahhh está, sim, a má noticia... Prolongou o elfo mais velho constrangido do outro elfo não estar no mesmo estado espírito que ele pela boa notícia.

— Sim, a má noticia, você vai me dizer de uma vez ou prolongar o assunto? Ouviu o velho elfo e começou a olhar de forma estranha e misteriosa para o elfo mais jovem. — Sim, eu vou lhe dizer, num dos meus encontros a outros elfos, foi um pouco mais perto daqui, na verdade foi um dos últimos, antes de vir para cá... O elfo estava fugindo.

— Fugindo? Mas de que? Nunca vi pensei que um elfo da nossa espécie pudesse sofrer alguma perseguição ou algo do tipo...

—Na verdade correndo por sua vida, praticamente, sorte que eu ainda sou o elfo da nossa espécie mais rápida senão eu não poderia alcançá-lo para perguntar-lhe qualquer coisa sobre aquilo e finalmente quando eu consegui pará-lo e perguntar, ele disse que um bruxo estava prosseguindo-lhe e que várias vezes enquanto dormia, o bruxo o conseguia enfeitiçar. Eu fiquei muito assustado porque nunca tinha ouvido falar de bruxos perseguindo elfos nessa região sul do planeta, então obviamente eu perguntei para ele, de onde ele achava que o bruxo da terra poderia ter vindo de tão longe para persegui-lo ali e porquê e...

— E você conseguiu saber o que o bruxo da terra queria com elfo? Perguntou o elfo quando o outro se calou por um tempo como se não quisesse falar por muito tempo.

— O problema maior é esse, não foi um bruxo do Norte, e sim um bruxo do Sul um bruxo do fogo!!

— O QUE?! Impossível, como pode isso? Um bruxo do fogo não agiria de forma tão nociva, toda comunidade paranormal os conhece os seres mais doces e gentis da terra, mas gentis até que as fadas, meu deus o que está acontecendo? Isso é sinal dos fins dos tempos! Um elfo do fogo se virar contra um de nós! Mas pera você tem certeza de que ele era um bruxo do fogo, talvez esse elfo fosse inexperiente e tivesse cheio de merda quanto a origem do bruxo e o elemento de sua magia...

— Não ele não estava cheio de merda, como você disse, ele é um dos mais novos da nossa espécie, mas ele também é um dos mais sábios dela, não sei como ele detém tanto conhecimento em pouco tempo de vida, e o pior, ele detém um conhecimento vasto da nossa espécie, mesmo sem ter entrado em contato com outros de nos, e o pior ainda é que ele sabe o que todos querem saber...

— E o que é isso que todos os elfos da nossa espécie querem saber? Interrompeu o elfo novamente quando viu que o outro parou novamente de contar os fatos.

— O destino da nossa espécie...

— Como assim o destino da nossa espécie?

— Nossa espécie foi criada a séculos atrás para uma finalidade, mas nenhum de nós lembra, nem mesmo o líder que é o mais poderoso de nos. E então só foi eu disser a palavra babel perto dele igual eu fiz com você, ele igualmente entrou em transe, mas o olhar dele não era igual ao dos outros ou o seu de agora a pouco. Não! O olhar dele transmitia confiança, segurança, classe e muita sabedoria, e aí pelo olhar dele eu sabia que ele sabia mais daquele sonho do que qualquer um de nos... E quando ele saiu do transe e eu pedi para descreve-lo, igualmente fiz com todos, até certa parte ele descreveu as coisas como todos descreveram, mas aí ele continuou a falar e ficou claro que ele dentro do devaneio, ele correu e se aproximou mais da montanha que qualquer um de nós e viu que na montanha estava escrito com magia pura o objetivo de nossas existências, mas ele se recusou a contar para mim ou para o líder o que era. Nós ficamos ressentidos com ele, principalmente o líder, mas ele disse que se contasse poderia trazer desgraças desnecessárias a aquele momento para nossa espécie, e nos deu mais sabedoria sobre nossa espécie para compensar o fato do segredo excruciante, que nos fez sentir gratos dele existir em nossa espécie. Disse o elfo de forma solene como se no fim estivesse falando de algo sagrado.

— Senti falta de sua sabedoria, velho amigo.

— Não sei porque você insiste em me chamar de velho. Nós temos quase a mesma idade. E você só não é mais sábio como eu, porque viaja como louco como eu faço na maioria das vezes, mas você já tem um conhecimento das escrituras melhor do que eu...

— Humm... Me elogiando assim, e o sol nem se pôs, deve estar querendo alguma coisa. Nipôn disse, brincando com Latino.

— Vem me dar um abraço, elfo metido. Latino ofereceu brincando com o Nipôn, mas ao mesmo tempo agarrou Nipôn nos seus braços, dando seu típico abraço de urso. Não havia nada de muito intimo entre eles, era apenas um abraço entre irmãos elfos. Latino, era o mais forte entre eles, então seus abraços eram praticamente de quebrar os ossos de qualquer um. De repente, seus ouvidos se estremeceram com o uivo estridente e alto que se fez ouvir no caminho das arvores.