Nipôn | Elfos de Babel I
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Vitor se encontrava estático com as palavras proferidas pela doce voz do jovem homem deitado sobre a terra de forma tão relaxada, o castanho macio e brilhante dos seus olhos o olhavam com uma emoção que ele não sabia de onde vinha ... seu lobo começava a se ver inquieto no momento em que as palavras saiam da boca do rapaz de peculiar cheiro, seu lobo na verdade pulava dentro de si querendo mudar novamente e se emaranhar sem medo no rapaz ...
O que será que o jovem doce e relaxado queria dizer com o fato de o tê-lo esperado a vida toda... seria uma metáfora, uma figura de linguagem para dizer outra coisa... ou será que o jovem homem o havia confundido com outra pessoa , ele e seu lobo esperavam que não realmente mas ele ainda não entendia o porquê de querer estar perto do rapaz desconhecido que permanecia deitado na terra mas seu olhar centrado ainda sobre os seus como se não transe que se fosse quebrado seria o maior pecado a ser cometido pelo mesmo...
— Não me reconhece ainda, Lobo. Proferiu a voz do jovem desconhecido como se fosse a voz do homem sexy fosse mágica e cheia de segredos, como podia um tom de voz esconder mistérios e segredos tão legendados em sentimentos pouco usados na rotina do jovem.
— Devia reconhecê-lo de alguma forma, pois eu não entendo o porquê? Disse o jovem lobo que no término dos seus dizeres viu a tristeza aos poucos ocupar a face discreta do homem como se aos poucos lhe houvesse ferido com suas palavras com sua falta de reconhecimento. Devia lhe reconhecer, mas não sabia o porquê... porque era tão triste não haver um reconhecimento entre eles.
—Vocês, shifters lobos não deviam ter um olfato apurado para os mais diversos cheiros e odores tanto simples como exóticos.... Disse o desconhecido se munindo de uma coragem estranha como se agora tivesse receio de uma conversa com o shifter. Qual seria o medo real por parte do desconhecido?
— Eu como shifter lobo tenho um ótimo senso de olfato, consigo sentir cheiros a um raio de 3 quilômetros se me concentrar até um pouco mais. Disse o Vitor ansioso e desesperado, seu lobo interior rosnava a si mesmo por ver a expressão triste e descrente do desconhecido, mas porque seu lobo se importava com alguém que a nem o conhecia bem assim para lhe importar ...
— Pois não uso nenhuma magia de ocultação nem escondo meu cheiro para quem não lhe possa cheirar então não sei como não podes me identificar como...
— Espera! Você disse magia e feitiços. Interrompeu Vitor. — Humm... me diga o que é você?
— Não devia lhe dizer nada, mas como posso depender de você futuramente mesmo que o agora não se revele verdadeiro ao menos no momento, posso lhe dizer quem sou ... Eu sou um elfo, quer dizer sou uma espécie de elfo ...
— Eu sou um tipo raro de elfo, agora que respondi sua pergunta e já sei que você é um shifter lobo, porque escondes teu cheiro com magia? Perguntou o elfo não revelando ainda ao lobo bonito que eles eram companheiros e sim querendo questionar sua repentina surpresa de ver que o lobo não o reconheceu de primeira como seu companheiro pois ele já confessara que não tinha nenhuma deficiência olfativa então ele devia conseguir detectar seu cheiro, se ele conseguira identificar no mais fraco porque ele não conseguira identificar sendo que ele não havia escondido o mesmo com magia.
— Não sabia que elfos podiam sentir cheiro de magia, a maioria dos shifters que conheço não podem! Até quem tem o olfato mais apurado não consegue.... Mas sim tenho uma magia de ocultação de cheiro a anos e sempre renovo com o bruxo que me vende ela e é realmente eficaz pois nenhum inimigo vem atrás de mim.
— Que tipo de inimigos vem atrás de ti para sentir tanto medo de expor seu cheiro?
— Até hoje não veio ninguém atrás de mim pelo meu cheiro ou minha identidade sobrenatural, mas pelo que os outros me contam os seres sobrenaturais estão sempre à procura de briga por qualquer motivo mesquinho e então eu não gosto de confrontos desnecessários até porque eu não sou um guerreiro ou qualquer coisa assim.
— Na verdade não sei porque estou te dizendo tudo isso ou porque estou tão confortável em te dizer tudo isso, sendo que você é um mero estranho pra mim, um desconhecido que não me atrai a atenção. Mentiu o lobo em sua última fala não querendo mostrar o desejo que ele e seu lobo sentia pelo elfo.
Ele ainda não entendia o porquê e muito menos porque o cheiro extremamente doce e grosseiro de mel emanava do elfo, parece que o conhecimento sobre as criaturas sobrenaturais era realmente escasso devido ao seu trabalho humano que lhe tirava o tempo para que ele fosse a caverna onde tinha os escritos.
— Existem espécies e espécies de elfos, e eu faço parte de uma espécie rara de elfos quase desconhecida realmente, na verdade eu nem conheço outros como eu, e você meu amigo.... Disse o elfo com um nó na garganta.
— Você está perdendo a oportunidade de conhecer seu companheiro querendo ou não, ele tem que lhe reconhecer pelo cheiro e você pelo cheiro dele! Continuou a dizer o elfo de forma triste e angustiada e foi aí que ele viu o rosto pálido do homem ficar mais pálido se é que isso era possível devido à pela branca do cara e o olhar atordoado do shifter se encheu clareza e o horror.
Acho que agora ele percebeu que o elfo era seu companheiro, mas o elfo não queria ver esse tipo de sentimento no olhar do lobo ao saber que eles eram companheiros, ele queria o deslumbramento inebriante o fogo da paixão, o desejo do lobo de querer acasalar com ele, mas não o que ele viu era um lobo assustado por finalmente encontrar seu companheiro...
E a profecia disse que quando um elfo de sua espécie encontrasse a felicidade todos encontrariam, e todos se reuniriam em sua terra natal de novo para serem uma família , tomara que algum outro elfo esteja encontrando felicidade pois ao que parece no seu caso felicidade estava longe da lista de coisas pra acontecer.
— Eu não sabia que shifters lobos encontravam seu companheiro pelo cheiro, por isso eu senti o cheiro de rosas e mel tão forte vindo de você. Não acredito que finalmente encontrei você, meu lindo companheiro. Você não sabe quanto tempo eu e meu lobo esperamos para encontrar você. Disse Vitor numa voz emocionada e solene e seus olhos mudando para um cor mais avermelhada como se seus olhos estivessem sido injetados de sangue e o castanho avermelhado ainda vislumbrado com o fato daquele jovem negro, esguio e de cabelos crespos atraentes e cheirosos ser seu companheiro tão magnífico e maravilhoso.
A única coisa que prejudicava era seu olhar de desânimo e tristeza, porque será que ele estava tão triste , será que ele não sabia que eles eram companheiros, não era possível se ele sabia exatamente como encontrar um, então ele havia reconhecido ou será que a magia de ocultação de cheiro funcionava até pra ele que tinha nariz apurado para poções mágicas, será? Pela primeira vez ele desejava que não tivesse se incomodado em pedir aquela poção ao maldito bruxo.
— O que você está pensando tanto, shifter? Estou vendo seu rosto enrugado de preocupação e temor. O elfo disse olhando confuso e preocupado, Vitor gostava do fato de seu companheiro ser sincero e direto em suas palavras, parecia que ele não via motivos para esconder qualquer coisa dele sobre como a situação parecia.
— Você não consegue sentir meu cheiro por trás da magia de ocultação? Vitor questionou com temor em sua voz. Ele ouviu o elfo dar um suspiro profundo, como se tentando encontrar as palavras certas.
— Sim consigo. Disse ele soando desconsolado e triste.
— Então porque não está feliz como eu em saber que eu sou seu companheiro? Indagou assustado com a frieza e tristeza do seu companheiro.
— Não é isso lobo. E que não entendo, como um lobo não sabe como reconhecer seu companheiro pelo cheiro, tudo bem que nas minhas andadas pelo mundo, eu vi clãs de ursos no norte europeu totalmente desinformados sobre qualquer coisa do mundo sobrenatural. Mas essa cidade, que mais parece uma vila como o nome condiz, é uma cidade de seres paranormais, e sei que as leis dessa cidade, dizem que todo ser paranormal deve ler obrigatoriamente as escrituras criadas pelos elfos.
— Você sabe sobre as escrituras. Vitor ficou impressionado ao ouvir seu companheiro, Vitor nem mesmo sabia que os pergaminhos tinham sido escritos por elfos, e nem sobre a obrigatoriedade de lê-los. Será que ele estava infringindo mais alguma lei da matilha que ele não sabia?
— É claro que eu sei sobre as escrituras, os elfos de fogo que as criaram, me chamaram para transcrever os pergaminhos em japonês e inglês asiático.
— Você sabe japonês e inglês asiático? Deus sabe o que ele queria dizer com "inglês asiático", pois Vitor não sabia.
— Sim, minha raça de elfos é rara. É como se fossemos elfos de idiomas. Cada elfo da nossa espécie sabe uma língua e adaptações de linguagem para um idioma que já esteja globalizado no mundo.
— Então, você sabe sobre línguas asiáticas. Estranho, pois, você é negro, e tem traços afrodescendentes. Você não devia ter traços asiáticos e tal?
— Humm, eu não sei como levar esse questionamento. Nas minhas viagens, eu ouvi falar de pessoas que faziam muito mal as outras pessoas por conta do tom da sua pele mais escuro, como se o tom da pele da pessoa fosse uma doença ou uma escolha da própria pessoa, sendo que é só constituição de melanina na epiderme proveniente do código genético. Tem um nome para isso, acho que é racismo, a palavra. Vitor arregalou os olhos para onde a conversa e a mente do elfo estava levando as palavras. Ele tentou ser mais rápido o possível em negar essas obscuras conclusões.
— Oh não, eu não perguntei essas coisas porque eu sou racista!! Eu só perguntei porque eu associo o idioma da pessoa a caracterizações físicas e culturais do povo onde provém a língua, na verdade, muitas pessoas fazem isso.
— Humm. Disse o elfo, com uma expressão pensativa, ele não ia mencionar ao lobo que aquilo também era racismo, pois ele viu que as intenções do shifter não era de ofender, e sim simples curiosidade.
— Eu e os outros elfos somos todos de pela negra e como você bem disse de características afrodescendentes, seja lá o que for isso. Se bem que eu só conheci um elfo como eu, mas ele me disse que os outros elfos que ele encontrou são iguais a gente nessa questão.
— Humm, interessante.... Disse o lobo, e o elfo observando o olhar curioso e perdido do shifter, como se ele quisesse saber mais sobre aquilo, mas o elfo sabia que o assunto mais importante estava sendo desviado, não propositalmente, mais ainda assim desviado.
— Então... você não leu os pergaminhos?
— Eu comecei a ler, mas então eu estava atrasado para trabalhar e tive que interromper a leitura e ir embora de lá. Disse o shifter lobo meio acanhado, o que era uma visão estranha para elfo, um homem daquele tamanho se mostrar envergonhado e tímido ao lhe dar uma resposta.
— Em todos esses anos, eu nunca ouvi falar de um guardião do escriturário sagrado permitir que alguém saísse sem ler todas escrituras, a leitura das escrituras é um ritual, e o guardião nunca permitiria que ele fosse quebrado, ouvi dizer que não existe um feitiço de anulação para isso.
— Guardião? Que guardião? Como assim ritual? O elfo deu um suspiro quase como um gemido irritado. Ele sabia que o foco da conversa se distanciaria novamente.
— O guardião que cuida das escrituras, ele fica na entrada do lugar onde se mantem as escrituras. E o ritual se chama ritual de conhecimento ancestral. Disse o elfo de uma forma um pouco impaciente e irritada. Ele não conseguia imaginar como é que o destino foi juntar ele com um cara tão desligado e desinformado sobre as coisas.
— Mas não tinha nenhum guardião lá!
— Como assim não tinha nenhum guardião lá? Vitor se assustou com o grito do elfo, o rosto do cara virou de um jeito que Vitor pensou que o homem quebraria o pescoço com o movimento. Os olhos do elfo se viam arregalados e assustados, como se o que ele disse fosse realmente preocupante.
— Por favor, me diga que você contou isso para o alfa da matilha local, sim? Eles são os responsáveis pela segurança do lugar. Disse o elfo quase suplicando que ele tivesse feito isso.
— Errr...
— Ahh espíritos do ar! É claro que você não fez isso! Se você demonstrou nem ter noção de que tinha que ter um guardião lá, imagina saber que a matilha deve ser informada sobre qualquer coisa desse tipo. Como você pode ser tão desinformado e sem noção desse jeito.
— Ei! Eu não tenho contato com a matilha, minha mãe era uma shifter desgarrada, e ela não era bondosa ou paciente o suficiente para me explicar sobre nossa espécie. Eu nem sabia que era um shifter lobo até meus 16 anos.
— Me desculpe por você ter tido uma mãe tão desnaturada como essa. Mas é uma questão de bom senso, shifter. Você sabia que os pergaminhos eram sagrados, então coisas sagradas são preciosas e raras, então logicamente, o lugar precisa ser vigiado e/ou cuidado. Até mesmo em bibliotecas humanas tem pessoas cuidando e responsáveis pelo lugar, como eu disse é questão do seu bom senso, sentir o estranhamento de não ter ninguém vigiando o local. Vitor ouviu o elfo falar de forma nervosa e desesperada, e ele sentiu-se envergonhado pela primeira impressão que ele passou para o seu companheiro. E o comentário da sua mãe, não lhe incomodava. Ele não tinha nenhum vínculo emocional com sua mãe desde dos 12 anos, quando ela começou a agir como se ele fosse um erro da natureza.
— Eu não prestei atenção nisso. Eu estava atrasado para o trabalho. O elfo gemeu novamente de frustração, ele olhou para Vitor como se fosse a pessoa mais burra na face da terra.
— Nossa, eu ainda estou abismado por você ser tão irresponsável. Vitor sentiu seu lobo rosnar para o elfo, ele podia ser seu companheiro, mas também não precisava ficar o ofendendo desse jeito. Ele não tinha culpa de não saber... ok, está bem, talvez ele tivesse culpa. Ele realmente devia ter usado o bom senso sobre essas coisas.
— O ritual que tem naquele local é atemporal. Continuou Nipôn a dizer.
— Resumindo, quando você entra e abre uma escritura o tempo para dentro daquele local, o tempo não passa enquanto você estiver lá dentro. Eles fizeram isso porque há poucas cópias desses manuscritos pelo mundo. O ritual atemporal resolve o problema de ter todos indo ao mesmo local ao mesmo tempo. Agora, me responda: Se você não tem nenhum contato com a matilha, como você conseguiu saber que existia esse local. Somente membros da matilha que jurou lealdade ao alfa que recebem a informação sobre esse lugar.
— Foi um amigo shifter que me deu a informação sobre o local. Ele realmente não me falou com exatidão sobre o local. Ele só estava tão emocionado durante a conversa e disse que o lugar ficava no lugar mais lindo perto da fronteira sul da floresta, onde tinha uma pequena cachoeira desconhecida pelos humanos e com água tão límpida e pura. Então quando ele disse isso, eu sabia onde ficava, pois eu já havia explorado todos os cantos dessa floresta. Nipôn já estava cansado de ter que dar informações básicas ao lobo sobre tudo, então ele não falaria para o lobo sobre as fadas extremamente territoriais que viviam nos limites da floresta que lançava feitiços e maldições para quem entrasse no lugar sem permissão. Ele estava surpreso de que o shifter não tivesse carregado de maldições, por quebrar tantos protocolos de magia com sua desinformação absurda. Seu senso de olfato também conseguia cheirar qualquer maldição que tivesse na pele de qualquer ser vivo, seu senso de olfato, estava no nível de uma entidade.
— Ei aonde você está indo? Vitor agarrou o braço do elfo, quando ele começou a se mover para longe dele, entrando para dentro da floresta. Vitor sentiu seu corpo vibrar com ao tocar na pele tão macia de seu companheiro, ele viu a mesma reação no elfo a sua frente, seus olhos antes irritados e impacientes, agora se viam atordoados e carregados de uma emoção tensa a partir de quando ele o tocou.
— Eu preciso ir. Disse o elfo tirando o braço do alcance de Vitor. — Eu preciso pensar em tudo que você me disse, longe de você.
— Porque longe de mim?
— Porque apesar de tudo que você me disse, você meio que me negou como companheiro por um bom tempo...
— O que?! Como você pode dizer isso? Eu nunca negaria a chance de conhecer meu companheiro. Porque você acha que eu fiz isso?
— Não é óbvio, shifter...
— Me chame de Vitor. Disse ele, se lembrando de que durante toda essa conversa ele não havia se apresentado corretamente ao seu companheiro.
— Meu nome é Nipôn. Então pelo que eu conheço do feitiço de ocultação que eu cheiro em você, ele oculta seu cheiro ao ponto de qualquer ser paranormal pensar que você é um humano, mas as consequências de um feitiço tão poderoso é a perda do sentido do olfato em nível shifter, ou quer dizer você adquire um senso de olfato a nível humano. Então você não consegue sentir meu cheiro e nem eu o seu, então sim, você está me negando o direito de te conhecer como meu companheiro. Só tivemos a sorte de nos encontrar porque você deve estar tão metido no mundo humano que esqueceu de renovar o feitiço com o bruxo, que aliás devia ter te informado dos efeitos colaterais do feitiço, mas pelo que eu conheço dos bruxos que vi por aí, dificilmente algum deles se dá ao trabalho de fazer isso, na comunidade bruxa, isso não é obrigação. Vitor frustado, gemeu mentalmente , ele não ia falar para o elfo que o bruxo com quem ele fez o feitiço lhe deu uma palestra de dias sobre como o feitiço funcionava e quais eram os efeitos colaterais.
Naquela época, Vitor era jovem e imaturo, e toda vez que o bruxo começava a falar, ele abria seu laptop que levava para cima e pra baixo e começava algum trabalho que não tinha terminado no escritório ou simplesmente lia um livro, mas fingindo que prestava atenção na conversa do bruxo. Ele não ia dizer isso ao elfo, se ele achava que Vitor estava negando o acasalamento deles, imagina se ele dissesse isso.
— Eu já disse que não sabia sobre essa coisa de reconhecer meu companheiro pelo cheiro, eu não quero fazer você sentir pena de mim, mas eu tive uma infância fodida, minha mãe me amedrontava dizendo que shifters eram ruins e que se encontrassem a gente, eles iam nos matar, e ela disse isso sem ao menos me contar que eu era um shifter e ela também. Ele viu a piedade brilhar nos olhos do elfo, seus olhos estavam molhados como se ele fosse chorar. Vitor não queria que seu companheiro chorasse, seu lobo mesmo tendo conhecido o elfo a pouco tempo, se sentia protetor dele, então ele ouviu o elfo dizer numa voz suave e triste:
— Eu sinto muito que você teve alguém que devia te amar e cuidar de você, estragando parte da sua vida e fazendo você ter uma vida adulta complicada, mas ainda assim eu preciso pensar em tudo isso sem você por perto. Eu não conheço meus pais e nem minha origem, então eu não sei muito sobre ser maltratado por um familiar. Vitor ouviu a bondade e a piedade na voz do elfo, depois de toda aquela conversa desfocada do fato deles serem companheiros, ele se surpreendeu com esse tom de voz, mas ele entendeu o ponto do elfo, era muita coisa para assimilar e pensar, então ele disse:
— Tudo bem então. Se você quiser me ver novamente... Disse Vitor com o coração apertado, as palavras saiam se ele querer dizê-las realmente.
— Então é só você seguir aquela trilha uns 700 metros que você vai encontrar minha cabana de madeira de lei. Vitor viu o elfo arregalar os olhos e depois acenar a cabeça em negação.
— Você vê, Vitor? Nós moramos praticamente moramos perto um do outro a anos porque eu sei que sua cabana foi construída a 5 anos atrás e não sabíamos que éramos companheiros devido a esse maldito feitiço.
— Espera?! A única casa tecnicamente perto da minha dentro da floresta, é a cabana de teto de palha que eu vi um ano atrás.
— Sim, é lá que eu vivo. Droga, Vitor pensou, agora ele se sentia pior do antes, se o elfo já estava receoso quanto ao acasalamento, o que dirá agora, sabendo ele que morávamos tão perto um do outro.
Realmente, o feitiço foi uma merda completa na sua vida. E agora o que aconteceria? Será que o elfo o abandonaria para sempre devido a sua burrice. Será que ele nunca teria alguém que o amasse de verdade alguma vez na vida. Como Vitor pode ter ferrado tanto em sua vida. Será que o acasalamento dos dois teria algum sucesso? O elfo começou a se afastar, e o lobo não tinha forças para detê-lo, o que não o impediu de dizer:
— Por favor, não vá! Nós dois juntos podemos fazer isso funcionar.
— Eu ainda não sei se isso é verdade, mas eu juro que vou tentar refletir sobre tudo isso. Eu estou aqui a quase 10 anos vivendo sozinho porque o elfo médium do meu grupo, disse que nessa região da América do Sul, eu encontraria meu companheiro. Então tente entender meu lado e me deixe pensar sobre isso sozinho.
— Ok, tudo bem. Me desculpe.
— Uma coisa específica da minha raça de elfos é o fato de também sermos velocistas. E ao dizer isso o elfo se foi numa explosão de velocidade diante de seus olhos e seu coração se partiu com a perda de quem havia lhe conquistado fascínio tão rápido.
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