Nine Months
1 One Month
Notas iniciais
Serão nove capítulos significando cada mês de gravidez mais um extra no final, e não tem uma média de palavras para cada um, eu só escrevi de acordo com o que eu queria. Super fluffy, fluffy a ponto de dar cáries nos dentes. Mas é que tem tanta coisa acontecendo no mangá que eu só acho que os babies precisam de um pouco de paz, real...
Ah, eu não vou me prender em explicações científicas ou assuntos médicos por aqui, porque sinceramente isso é uma fanfic. E também há algumas cronologias de gravidez alteradas porque eu queria fazer algumas cenas e não dava para colocar muita informação em um capítulo.
No mais, é isso! Esse é o tipo de fanfic para ler e ficar feliz! Obrigada por estarem aqui e por todo o apoio! Um super beijo e boa leitura!
—Eu não aguento mais comer frango! Mais uma mordida e eu mesmo viro um! — Eren parou no meio da calçada, mãos na cintura e enjoado só de ver o restaurante em que comia todo santo dia. Só o cheiro do frango com o mesmo tempero de sempre fazia o moreno desejar carne vermelha, ou peixe, ou qualquer coisa que não fosse aquela maldita ave cheia de hormônios.
—Ughh eu sou o Eren, ômega casado que posso gastar o dinheiro do meu marido suggar daddy porque cansei do prato do dia blablabla. — Jean revirou os olhos com aquela cara de cavalo dele e Eren sinceramente quis arrancar os cabelos daquele babaca porque sinceramente?! Como ele ainda mantinha convivência com aquele otário? E como Marco conseguia lidar com toda aquela merda?? Ao invés de verbalizar cada um de seus pensamentos, ele optou por negar o óbvio enquanto bufava e apressava o passo para alcançar os amigos, nenhum deles dando a mínima para o seu drama.
—Nós somos noivos! — Afirmou e todo mundo do grupo soltou um suspiro exasperado, exceto Ymir que se mantinha andando atrás de Krista e observando o traseiro da garota e Sasha e Connie, que estavam em uma conversa fervorosa sobre qual seria a sobremesa do dia – Eren ignorou que a sobremesa era padronizada cada dia da semana.
—Praticamente casados. — Jean retrucou, colocando um braço sobre os ombros de Marco, que corou gentilmente. Pobre Marco, um anjo que teve o destino de ser a outra metade de um cavalo.
—Falando nisso quando vai ser a cerimônia? — Reiner perguntou, casualmente com as mãos no bolso e Bertolt ao seu lado.
Eren engoliu em seco e sinceramente iria escolher não responder a pergunta quando Armin parou no meio da calçada e se virou com um olhar exasperado. Eren encolheu os ombros antes mesmo do loiro abrir a boca.
—Eren. Não me diz que você ainda está com a paranoia do casamento. — Mãos na cintura, olhar demandante, e 1,63 cm de puro desapontamento.
—O lance de que o casamento acaba com o amor? — Reiner riu, completamente alheio ao suspiro derrotado do moreno.
—Eren não quer ser compromissado porque acha que assim que casarem as coisas vão desandar. — Jean se intrometeu novamente e Eren estava a ponto de chutar aquele imbecil que adora enfiar aquele nariz gigante no assunto dos outros. Mas então ele lembrou do olhar penetrante que certo ômega loiro mandava através de sua alma e não havia outra opção a não ser tentar explicar, pela trigésima vez, seu ponto de vista.
—Gente, mas é verdade, veja s-
—Eren, você e o Levi já trocaram mordidas. — Armin o interrompeu, jogando as mãos para o céu como se pedisse ajuda a todo ser que lá estivesse para colocar alguma maldita razão na cabeça dura que era seu melhor amigo. — Vocês já têm uma ligação de alma. Literalmente não tem como estar mais comprometido!!
—Então não tem por que ter casamento! Vai ser uma só cerimonia inútil! — Eren rebateu, olhos ligeiramente arregalados e cruzando os braços. Armin olhou como se não acreditasse naquela merda e quando ia abrir a boca e falar mais coisas inteligentes, desistiu.
—Ah, quer saber? Isso é problema do Levi. — O loiro se virou e o restante do grupo que tinha parado para observar a comoção começou a entrar no restaurante, Krista, Ymir, Connie e Sasha já sentados na mesa.
Uma moça uniformizada veio entregar-lhes cardápios e Eren observou a mesa antes de pegar e tentar escolher alguma coisa que não fizesse seu estômago embrulhar.
—Mikasa? — Perguntou, olhando a mesa e percebendo a falta da irmã adotiva.
—Almoço privado com a Annie. — Armin respondeu, olhos no cardápio enquanto o restante já entrava em outras conversas.
—Só almoço, sei. — Connie riu e levou uma cotovela de Krista, que ficava ligeiramente corada e dizia para que ele não dissesse aquelas coisas, mas, bem, não é como se a relação de Mikasa e Annie fosse um segredo.
Mika era uma alfa, enquanto Annie era uma ômega e elas se conheceram numa aula de luta marcial. Eren sempre achou esse encontro no mínimo peculiar, mas quem era ele para dizer como encontrar sua alma gêmea? Elas estavam juntas há pouco mais de dois anos e todos sabiam que, mesmo que ainda não tivessem trocado mordidas, era um relacionamento sério.
Além delas, Jean e Marco, respectivamente, também eram um casal alfa-ômega, assim como Ymir e Krista. Eren às vezes tinha pena dos dois ômegas, Marco, um anjo na terra e Krista, uma deusa da gentileza – exceto quando ela ficava com ciúmes, aí era outros quinhentos.
Já Connie e Sasha eram um casal de betas que tinham uma sincronia tão assustadora que o moreno jurava que eles tinham uma ligação de alma também. E Reiner e Bertolt eram um casal de alfas, o que era muito mal visto pela sociedade, mas que nenhum dos dois se importava. Armin era o único ômega solteiro, apesar de Eren ter notado as escapadas que ele dava para responder mensagens misteriosas no celular e Eren era o único ômega atado.
—E pensar que eu achei que os rumores do ômega atado se referiam a um ômega tradicional... — Reiner voltou o assunto assim que a moça recolheu todos os pedidos, Eren optando por um bife de carneiro com molho de laranja.
—E aí vem o Eren, a última pessoa do mundo que parece ser atado. — Jean comentou, fazendo carinho nos cabelos de Marco, que tinha a cabeça encostada em seu ombro. Eren apertou os olhos para ele, um aviso silencioso que sua paciência já estava pelas beiradas.
—Ah, mas o Levi também não é convencional. — Ymir comentou, um braço ao redor da cadeira de Krista.
—Ele parece ser uma pessoa muito gentil. — A loira sorriu. Jean soltou uma risada desacreditada.
—Gentil? O Levi? O cara parece um tanque! Não sei como o Eren ainda não chegou quebrado na faculdade!
—Um tanque de 1,60m. -Ymir acrescentou e todos da mesa riram, exceto Eren.
—Hahaha. — Um riso forçado saiu de sua garganta e quando ele ia defender o alfa, a garçonete trouxe dois pratos de petit gateau e os colocou na frente de Connie e Sasha. Eren observou o trajeto inteiro, olhos fixos no doce e uma vontade de absurda de pedir um também. Afinal de contas, eles estavam naquelas malditas semanas de provas e quando Eren estava estressado, doces eram o seu refúgio. E Levi, claro. Mas Levi estava no trabalho e ele estava na faculdade, então sem condições ter uma sessão de carinhos naquele momento.
—Jesus, Eren, pede logo um para você antes que você babe o do Connie inteiro.
—Jean, a sua cota de comentários por hoje esgotou. — Eren apontou um dedo para ele, olhos ameaçadores. — Cala a porra da boca e me deixa sossegado!
—Woah! — O alfa levantou as mãos em rendição mas o rosto tinha aquele mesmo olhar presunçoso que fez Eren querer atravessar a mesa num pulo e esganar aquele maldito. — O que é isso? Está no seu período?
No exato momento em que o moreno pensava em como não acertar o amável Marco enquanto matava o outro, Armin segurou-lhe o braço e logo seu prato de comida estava sendo posto na sua frente.
A boca de Eren salivou e ele percebeu o quanto estava com fome quando colocou a primeira garfada na boca, gemendo em contentamento com a mudança de paladar. Jean novamente iria fazer um comentário, mas recebeu um olhar fulminante de Armin, que alternava a atenção entre o celular e a mesa de amigos, e se manteve calado.
Enquanto o prato dos restantes não chegava, Eren se ocupava com seu carneiro enquanto considerava a fome absurda que sentia e já pensava no doce que pediria, Sasha e Connie se lambuzavam com a sobremesa fora de hora e os outros resolveram relembrar os bons tempos.
—Eu lembro quando o Eren entrou na faculdade. — Reiner pareceu pensativo, ainda se mantendo no assunto, e pela primeira vez Bertolt falou, como sempre no tom nervoso e acuado que tinha.
—Era assustador. Ele passava pelos corredores e todos abriam um espaço para ele passar. Eu sinceramente achei que fosse ser espancado por aquela aura a qualquer momento. — Um arrepio pareceu passar pelo garoto e Eren o olhou com as sobrancelhas arqueadas, boca cheia de comida.
Sasha riu escandalosamente.
—Sim, sim!!! Eu lembro da primeira vez que ele entrou na cafeteria da faculdade e nenhum alfa teve coragem de chegar perto dele por causa do cheiro de alfa dominante que sempre o acompanhava!! — Para isso, Eren deu um sorriso orgulhoso e engoliu a comida.
—Levi tem a tradição de deixar o cheiro dele em mim antes de eu sair. Por segurança.
—Ah claro, — Ymir começou. — como se você não fizesse questão de deixar a marca de mordida e os chupões bem claros para todo mundo ver.
Krista e Marco coraram e Eren sorriu satisfeito e deu de ombros, voltando a dar atenção a comida. Foi então que o prato do restante chegou e ele franziu as sobrancelhas para o cheiro de frango cozido que começou a impregnar em suas narinas, fazendo seu estômago revirar.
Tentando ignorar a sensação, o ômega resolveu prestar atenção na própria comida e ouvir a discussão dos colegas. O assunto agora era a faculdade e como eles estavam no último ano, todos em seus 22 para 23 anos. Histórias foram relembradas, como aquela vez em que Krista foi ser líder de torcida e Ymir insistiu em ir junto e, Deus, Eren não queria nem lembrar a cena de Ymir vestida num uniforme de cheerleader.
E daquela vez em que um alfa deu em cima de Armin descaradamente, fazendo o loiro super desconfortável e Eren não pensou duas vezes em jogar todo o refrigerante que tinha na mão na cabeça do idiota, o que, certamente levaria a uma briga se Reiner e Bertolt não tivessem aparecido com suas alturas colossais e Eren estivesse exalando o aroma de um ômega atado com um alfa protetor.
—Eren, se você não se importa de responder... — Krista sorriu gentilmente, apoiando-se sobre a mesa para conseguir olhá-lo e perguntar. — Como você e seu alfa se conheceram?
O moreno engoliu rapidamente, sorrindo forçadamente enquanto tentava manter o enjoo sobre controle.
—Ele foi um dos advogados do caso de divórcio dos meus pais. E a gente meio que se atraiu automaticamente. Ele tinha um cheiro incrível, mesmo que eu estivesse chorando de raiva metade do tempo que estava naquele maldito tribunal.
E, wow, aquele não era um assunto que Eren estava afim de falar, principalmente quando seu estômago parecia fazer loops dentro de si, então com uma careta ele voltou a atenção para a comida.
—Perdão, Eren, eu não quis te magoar... — Krista disse com a voz meio tristinha e Ymir revirou os olhos para a bondade da namorada, mandando um olhar fulminante para o de olhos cerúleos.
Eren rapidamente balançou a cabeça negativamente.
—Não, não Krista, já se foram cinco anos. Eu tinha 17 e problemas de raiva. — Uma risadinha forçada.
—E agora tem 22 e continua com os problemas de raiva. — Jean apontou, pegando o copo que a atendente acabara de colocar na sua frente e tomando um gole.
Eren de repente se sentiu muito atraído pelas gotas geladas do copo com aquilo que, aparentemente, era refrigerante. E assim que o cavalo voltou o copo para a superfície da mesa, ele tomou posse do líquido.
—Qual parte do “cala a porra da boca” você não entendeu? — E com isso, para matar a sede, ele tomou um gole daquilo que, no instante seguinte, descobriu que era cerveja. E todo o enjoo que ele tentou manter sob controle bateu na garganta, incapacitando-o de engolir o líquido.
Jean assistiu horrorizado Eren cuspir o gole no copo, estragando completamente a cerveja e com uma cara de puro nojo, mas antes que ele pudesse surtar pelo ato nojento e pelo dinheiro jogado no lixo, o ômega levantou da mesa abruptamente gritando um “puta que pariu, Jean!” enquanto saia correndo para o banheiro mais próximo, mão na boca segurando o vômito que se forçava contra sua garganta.
Jean e o restante encarando atônitos o espaço por onde o garoto tinha desaparecido.
—Retiro o que disse. — Jean levantou as mãos em rendição, olhos arregalados como quem temia ter feito algo errado. — Isso é gravidez e não problemas de raiva.
Reiner riu abertamente, enquanto Armin bufou e levantou para ir atrás do amigo, uma Krista preocupada seguindo logo atrás.
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