Nine Months
5 Five Months
Notas iniciais
Sweet creature
Wherever I go
You bring me home.
—Harry Styles, Sweet Creature
A sala de espera tinha as paredes brancas que combinavam com os móveis beges e com os quadros de ultrassons pelas paredes, os quais, na visão de Eren, mais pareciam pequenos bebês deformados. Quase como titãs.
Ele franziu as sobrancelhas pensando se o bebê que estava dentro de si teria aquela feição esquisita e pensou ainda mais forte nas palavras de Levi sobre a médica que iria atendê-los.
Doutora Hanji Zoe era amiga de faculdade do alfa e mesmo que o mais velho tivesse dito com todas as palavras que a mulher era completamente louca, ainda admitiu que ela era uma das pessoas em que ele mais confiava. E que se houvesse alguém que poderia tomar conta do bebê deles, esse alguém seria Hanji. O ômega a adorava mas tinha que admitir que Hanji tinha uns gostos peculiares.
Agora Eren olhava com curiosidade para a noção de beleza da médica, que tinha exposto todos aqueles ultrassons monocromáticos nas paredes.
—Eren. — Levi chamou-lhe a atenção assim que voltou com dois copos de água na mão. O ômega pegou um e Levi logo se sentou, ambos calados na ansiedade de descobrirem o sexo do bebê.
Aquela era mais uma consulta de rotinas que eles vinham fazendo há alguns meses, mas apesar de já estar no quinto mês de gravidez, o filhote ainda não tinha se deixado ver através dos outros ultrassons. Nas últimas vezes, ou ele estava com as perninhas fechadas ou em uma posição muito complicada para Hanji conseguir dizer com total certeza o sexo da criança que eles teriam.
Bem, não era como se essa informação fosse tão importante. Para ambos saber que o bebê estava saudável e bem era o suficiente, mas era inegável ficar um pouco desapontado cada vez que alguém perguntava o sexo do bebê e eles tinham que dizer que ainda não sabiam.
—Eren Jaeger-Ackerman. — A enfermeira perguntou, lendo o nome em uma prancheta para logo levantar os olhos para o casal que se punha de pé. Ela os deu um sorriso gentil e os guiou até um corredor com várias portas.
Eren deslizou a mão pelos dedos do alfa enquanto se encaminhavam até a sala de ultrassom e engoliu em seco, sentindo a barriga revirar com toda a ansiedade que sempre tomava conta de seu corpo cada vez que entrava por aquelas portas. Talvez fosse porque seu pai era médico e porque ia com ele no dia de levar os filhos para o trabalho, mas Eren não conseguia se sentir tão à vontade dentro das paredes confinantes de uma clínica ou de hospital.
Levi o olhou por cima do ombro, o olhar terno e passando confiança sem nem mesmo dizer uma palavra e Eren tentou retribuir com um sorriso nervoso, assentindo como quem diz que está tudo bem.
—Fiquem à vontade. A doutora Hanji já está a caminho. — A moça explicou, abrindo a porta de uma sala ocupada por uma maca, um aparelho de ultrassom, banheiro e cadeira para acompanhante.
Eren sorriu para a moça em agradecimento e já fez se confortável, de tantas vezes que estivera ali. Ele subiu na maca, deitando-se e encarando o teto com ansiedade, pés descalços balançando.
Levi puxou a cadeira vazia e sentou-se bem ao lado do ômega, uma mão estendendo em apoio e o moreno a pegando sem pensar duas vezes. Ambos estavam nervosos, calados e Eren tinha uma mão sobre a barriga e a outra segurando a mão do alfa, olhos vidrados no teto sem vida do consultório.
—Leevii!!! — A voz tão conhecida de Hanji soou assim que a mulher abriu a porta, animada e energética como se quisesse arrombá-la.
Eren virou o rosto no susto e viu quando o mais velho bufou e revirou os olhos em aborrecimento, o que arrancou uma risadinha sem som do garoto. Era sempre interessante ver a interação dos dois, principalmente quando a mulher levantou os braços como quem pedia um abraço de um amigo que há séculos não via e Levi apenas levantara uma mão numa ameaça silenciosa, como quem odeia contato físico mas está praticamente fundindo as mãos com o ômega.
—Ah, Eren, você ainda não conseguiu amolecer esse coração de gelo do nosso anão ranzinza?
—Hanji... — Levi avisou em tom baixo e Eren sorriu mais abertamente, tentando empurrar o nervosismo para o fundo da mente.
—Eu juro que comigo ele é um marshmallow.
—Eren, eu juro por De-
—Owwwnnn!!! Mr. Marshmallow!!
Levi bufou alto como quem se arrependia veemente de ter apresentado os dois morenos. Hanji riu e sentou na cadeira destinada a ela, começando a checar os aparelhos e nunca perdendo o sorriso tranquilo que levava no rosto.
Eren adorava isso nela. A capacidade de ser competente e ainda assim acalmar os nervos dos pacientes.
—Então, Eren, meu ômega preferido! — Ela começou, terminando de ajustar uns botões e rolando a cadeira até o garoto, papel toalha, gel e o aparelho de ultrassom na mão. — Nervoso?
—Um pouco. — Eren deu-lhe um sorriso pequeno, segurando a mão de Levi com mais afinco e recebendo o apoio silencioso do alfa, que agora começava a observar com olhos de águia cada movimento que a médica fazia em seu ômega e seu filhote.
—Tudo bem, fica tranquilo, okay? Vamos torcer que dessa vez esse titanzinho nos deixe saber se é ele ou ela, certo? — Ela sorriu e o ômega mordeu os lábios, assentindo ligeiramente.
Hanji pediu licença, como sempre, para levantar a blusa dele e Eren a segurou alto, expondo a barriga que já estava em um tamanho considerável. Ele assentiu quando ela perguntou se poderia abaixar um pouco mais a calça de moletom e tremeu um pouco quando o gel gelado foi depositado em sua pele quente.
—Hmm, então vamos lá. Vamos dar uma espiada nesse bebê. — Os olhos dela brilhavam enquanto ela voltava o olhar para a tela do computador e clicava algumas coisas enquanto mexia o aparelho contra o ventre.
Levi e Eren imediatamente colaram os olhos na tela destinada a eles, vendo nada mais que um monte de branco e preto, como uma televisão quebrada.
Hanji parava a tela em alguns momentos e digitava alguma coisa, checando corsão umbilical, localização e tamanho de placenta, até que finalmente pareceu chegar na parte boa.
—E aqui está o bebê de vocês.
Os olhos de Eren focaram-se na tela e ele demorou alguns instantes para conseguir mapear a criança, mas assim que a imagem formou-se na sua cabeça, uma arfada de surpresa deixou seus lábios.
—Cresceu, não é mesmo? — Hanji riu baixinho, procurando uma posição melhor para mostrar aos pais como o bebê tinha crescido e se desenvolvido em comparação ao último check-up. — Aqui estão os dedinhos todos formados e esse nariz arrebitad-Levi, esse é o seu nariz!!!
Eren sinceramente não via nada do que a mulher via, mas tentava lidar com a frustração de não entender as imagens já que confiava na capacidade da médica.
No fim, ele riu e olhou para o alfa, esperando algum comentário sarcástico ou qualquer coisa que fosse da personalidade do moreno de implicar com a amiga. Mas deu de cara com lábios finos ligeiramente repartidos e olhos arregalados, focados na tela como se tivesse vendo o maior milagre acontecer.
O ômega apertou a mão dele duas vezes e quando o mais velho o olhou, deu-lhe um sorriso brilhante e os dois voltaram os olhos para a tela em cumplicidade quando Hanji apontou os lábios franzidos do bebê e fez uma piada que a criança já estava pegando as manias do alfa.
—Vamos ouvir esse coraçãozinho, hm? — Ela avisou e com dois toques o som abafado de um coração rápido e forte tomou a sala. — Forte e saudável. — Afirmou, sorrindo para os olhos verdes cheios de lágrimas que mordia os lábios inferiores e não retirava o olhar da tela.
A prova de que eles teriam um bebê. E mesmo que não fosse a primeira vez que presenciavam aquilo, ainda era o bastante para deixar Levi atônito e mergulhado em satisfação enquanto Eren tinha o rosto quase partido por um sorriso enorme. Ambos segurando a mão do outro como se dependessem do contato para sobreviver.
Mais algumas torções de pulso e a médica pareceu satisfeita consigo mesmo.
—Papais, acho que hoje é um dia de sorte. — Um sorriso satisfeito adornou o rosto da médica e ela parecia assumir uma feição louca enquanto dava zoom na tela e começava a falar destranbelhadamente. — Oho, hoje está sem vergonha, hm?? Ahahaha Está se mostrando!!! Olha essas perninhas! Esse rostinho presunçoso!! Hahaha ele parece muito orgulhoso do que tem entre as pernas!
—Ele? — Levi foi o único a desviar o olhar da tela, olhos franzidos e afiados questionando a médica. Eren permaneceu deslumbrado com cada pedacinho do bebê.
—Sim!! Parabéns vocês dois! É um garotinho!!
—---L&E----
Eren acordou de uma vez, sem aviso, nem nada no meio da madrugada.
Ele achou que depois das emoções do dia de hoje iria dormir como uma pedra.
Após Hanji anuncia que eles teriam um garoto, Eren achou que os olhos de Levi sairiam para fora. O alfa nem tinha percebido que apertava sua mão forte e pareceu preso num passado que ele mesmo viveu. Até que, depois uns segundos, ele virou-se para Eren, olhar afiado e determinado, e jurou que iria proteger, cuidar e educar aquele garoto da forma certa, para que o bebê não fosse como ele.
Eren achou que se o bebê fosse um pouco como Levi, o mundo explodiria com duas pessoas perfeitas. Mas no momento ele apenas assentiu, lágrimas correndo livremente e lábios trêmuos tentando conter os soluços.
Um garotinho!
Hanji pareceu tão animada quanto eles, começando a dizer sobre a provável data de nascimento e perguntando a quem eles achavam que o bebê ia puxar mais. Eren queria que fosse como Levi e Levi queria que fosse como Eren. Os dois se olharam de sobrancelhas franzidas como se não apoiassem a escolha do outro e Hanji riu dizendo que, puxando a qualquer um dos dois, o garoto ia ser cabeça dura e muito teimoso.
Eren teve que concordar e o silêncio de Levi o entregou.
Em seguida, Eren ligou para a mãe e deu as notícias de que estavam tendo um garotinho e Carla pareceu gritar meia hora seguida, começando a contar diversas histórias de Eren quando criança e de como o garotinho seria se tivesse grandes olhos verdes e do tamanho que Eren era quando nascer – aquilo o assustou porque como um bebê de 50 cm ia sair dele????
Assim que Carla desligou, o celular de Levi foi bombardeado de mensagem. Eren grunhiu quando soube que sua mãe estava mandando foto de todos os álbuns de bebê que tinha para o alfa, inclusive as fotos dele pelado na banheira!! Não que Levi não conhecesse o seu corpo – vamos ser sinceros – mas as fotos de bebê pelado pareciam um nível de intimidade estratosférico.
E minutos depois Mikasa estava ligando loucamente e avisando que já tinha avisado para todos os amigos e havia um monte de mensagens no grupo que eles tinhas na rede social e agora tudo parecia uma loucura.
Mikasa havia se auto encarregado de fazer uma lista de coisas necessárias para um bebê e mapear todos os lugares da cidade, por ordem de preço e qualidade. Metade de seus amigos estavam apostando se o bebê seria um alfa ou um ômega, uma vez que era impossível um beta nascer de um casal alfa-ômega atado, e a outra metade apostava para quem o bebê puxaria mais. Bem, exceto Connie e Sasha que pareciam mais interessados em organizar um chá de bebê e a festa de recepção para quando eles voltassem do hospital com o garotinho.
E, claro, todos eles já estavam dando ideia de nomes para a criança, mas Eren supunho que já havia muita coisa para pensar e ele achava que os únicos que poderia opinar no nome do bebê eram os pais – e Carla porque, convenhamos, agora que ela mandava fotos o dia inteiro para Levi e o alfa incentivava, era como se eles tivessem num relacionamento triplo!
O quê? Ughhh, não, Eren, não!!! Pelo amor de Deus!!
Enfim, com tudo isso, ele imaginou que dormiria uma noite pesada, exaustão emocional tomando conta de si.
Mas não, seus olhos simplesmente se abriram para o teto escuro do quarto e para o silêncio confortável que o induzia ao sono. Dando um suspiro cansado e franzindo o rosto para a dor nas costas que agora era constante desde que a barriga começou a crescer, o garoto simplesmente resolveu virar para o lado e tentar alguma posição que o permitisse dormir o restante da noite.
Foi então que ele percebeu que estava sozinho quando virou-se e não encontrou Levi deitado. Olhando para o espaço vazio em confusão, Eren finalmente conseguiu raciocinar através da mente nublada por sono e deu um choramingo desapontado quando empurrou o cobertor pesado e quentinho para o lado e levantou-se da cama, costas reclamando pelo movimento brusco no meio da noite.
Seguindo como se em automático, o ômega foi até a porta do escritório do alfa no escuro e identificou o feixe de luz que saia por debaixo da porta pesada de madeira. Um suspiro cansado saiu de seus lábios quando deu dois batidinhas na porta e a abriu, olhos lacrimejando pela luz inesperada.
—Levi? – Com a voz rouca e baixa de desuso, Eren colocou a cabeça para dentro do cômodo, um bocejo escapando quando olhou a figura do alfa sentado atrás da mesa de mogno, uma caneta na mão, a outra segurando papéis e os óculos de leitura na metade do nariz fino.
—Eren... o que faz acordado? – Levi retirou os óculos, esfregando os olhos com o polegar e indicador.
—Senti a sua falta na cama. – Com os olhos pesados de sono, o garoto entrou no escritório, fechando a porta atrás de si e bocejando mais uma vez.
Levi soltou os papéis que tinha em mãos e o observou se aproximar da mesa vestindo apenas um moletom grande que escondia a barriga quase que completamente e o deixava como uma bolinha fofa.
—O que você está fazendo? É a insônia? – Eren perguntou, mãos cobertas pelo moletom se apoiando na mesa que tinha pilhas de papéis e contratos e novos casos. Os olhos verdes piscaram lentamente, tomando cada detalhe do rosto anguloso com olheiras embaixo de olhos azul gelo.
—Não, só estou terminando essa papelada. – Levi se encostou na cadeira, tomando um gole do chá preto que já estava quase frio. Ele soltou um suspiro cansado e a voz que seu garoto fez só fê-lo querer ir dormir naquele exato momento. Apesar de ter tido problemas passados com insônia e pesadelos, Levi conseguia dormir uma noite calma e sem sonhos se dormisse próximo a Eren e depois que descobriu isso, o momento de ir para a cama deixou de ser um martírio para ser uma das horas mais esperadas pelo mais velho.
—Mas já está tarde. Vem para cama. – Eren choramingou e optou pelos olhinhos de cachorros, fazendo bico com o lábio inferior e esperando que o alfa cedesse como sempre fazia. Mas não, ele parecia determinado em terminar o que quer que fosse aquilo que, Eren tinha certeza, poderia ser terminado depois.
—Já vou, Eren, pode ir primeiro. – Respondeu baixinho, em respeito ao sono que tomava conta de seu companheiro.
—Não! A cama está fria! – Eren tentou revirar os olhos e pôs uma mão na cintura, olhando com o pior olhar que conseguia naquele momento. No final, Levi quase riu com as sobrancelhas franzidas, pupilas dilatadas com a meia luz do escritório e bochechas infladas.
—Você está de moletom. – O alfa arqueou uma sobrancelha e deu um sorriso de lado, apontando o óbvio. Eren corou ligeiramente mas não deixou a determinação de lado.
—Eu não vou sem você. – Afirmou, batendo o pé no chão e cruzando os braços. – Vou ficar bem aqui esperando.
Levi olhou para ele de cima abaixo, agora com as duas sobrancelhas arqueadas, e só pelo jeito que Eren apoiava as coxas na beirada da mesa, o alfa podia dizer que ele estava quase dormindo em pé. Levi passou uma mão entre os fios negros em exasperação, pedindo paciência para lidar com aquele ômega grávido.
—Eren, você precisa descansar. – Tentou colocar alguma razão nos olhos verdes que tentavam afastar o sono e o olhar com decidido.
—Você também! – Eren devolveu, quase acusando-o.
—Eu vou daqui a pouco.
—Então eu te espero. – Um sorriso vencedor e o nariz jogado para cima, como se tivesse ganhado a discussão do ano. Levi estava dividido entre carregá-lo à força até a cama e beijar aquela teimosia fora do corpo do ômega.
Se bem que ele amava aquela teimosia.
E, mais uma vez, Levi se via cedendo a qualquer coisa que o moreno queria. Ele quis se arrepender das palavras antes mesmo delas saírem de sua boca, mas o brilho que tomou os olhos verdes e grandes fazia qualquer coisa valer a pena na visão do alfa.
—Ômega, venha aqui. – Levi disse, empurrando a cadeira para trás e manejando o corpo enquanto abria os dois braços.
Eren não perdeu um segundo, um sorriso largo espalhando pelo rosto enquanto ele praticamente pulava até o colo do alfa, encaixando-se lá como um filhotinho todo encolhido, rosto contra o ombro do mais velho e mãos sobre o coração dele.
Levi arrumou o corpo do ômega, colocando as pernas por cima de um dos braços da poltrona e segurando o restante do corpo com o máximo de cuidado possível para não pressionar a barriga.
Eren ronronou satisfeito quando pôde enfiar o nariz no pescoço pálido e aspirar o cheiro confortante do parceiro. Para Levi não foi nem um pouco diferente, e ele logo esfregou a bochecha nos fios castanhos suaves, aspirando a camomila misturada com leite que emanava do ômega.
—Por que você está fazendo isso agora? – Eren sussurrou, suspirando feliz quando o alfa começou a massagear a extensão de suas coxas, o que empurrava-o ainda mais em direção ao sono.
—Para conseguir dias extras para as nossas férias na praia. – Levi respondeu e Eren sentiu seu coração derreter com a confissão, um beijo suave sendo depositado no topo de sua cabeça. – Você não quer isso? – Um beijo na testa. – Os meus dois garotos não querem isso? – Um beijo em cada olho, forçando o garoto a fechá-los.
—Uhum... – Eren murmurou, cedendo aos carinhos e permanecendo com os olhos fechados. A sensação de felicidade ainda tomava conta do corpo do ômega, a mente presa ao redor do fato de que eles teriam um menininho dali a quatro meses.
—Então vocês ficam quietinhos enquanto eu termino isso e levo vocês para a cama. Entendido? — Levi terminou, um sorriso de canto quando percebeu a respiração do ômega já se acalmando enquanto ele emanava um aroma calmante para fazê-lo dormir.
Ainda assim, o garoto manejou um sorriso torto de sono e disse tão baixinho que Levi teve que afiar a audição para ouvir.
—Sim, senhor, papa...
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