Nine Little Kicks.( Nove Chutinhos)- Errorink preg

3 Third Kick- Friends can help sometimes.



- Okay! Ink! Vamos! Temos que ir!- Berrou meu marido lá da cozinha enquando ele fazia uma lista do que faltava, que era tudo sem ser lata de sopa velha e claro, um queijo que a gente nunca comeu por ter caído atrás do fogão, e nunca pegou para não ter que pegar o toque do queijo, no final até o rato da casa entrou na brincadeira e agora aquele queijo estava cristalizado atrás do fogão, bizzaro.

- Ruru eu não quero!- Gemi no andar de cima me sentindo enjoado, eu me enrolei nos lençóis dando gritinhos de chilique.

- Ink Comyet Queen sans! Meu amor nós temos que ir ou morreremos de fome!- Reclamou batendo a lista na mesa.

Eu consegui enrolar por dois meses e meio! Desde que saímos da última vez para falar com science que disse que apenas não viu nada nos exames que saíram e tinha mais o que fazer para ver os exames de sangue fluidos de magia, a verdade é que eu e Error ficamos na tese de intoxicação mesmo, era o mais fácil de acreditar e não me custaria sair tão cedo de casa, mas claro, três meses em casa sem irem a lugar nenhum sem ser no jardim para tomar ar e um pouco de luz do void iria ter suas desvantagens.

Não sei se o que as pessoas falam de quando você convive com alguém muito querida, você pega a mania daquela pessoa principalmente se for alguém que você gosta, eu acho que eu peguei a afefobia de Error, céus, eu nunca fui de sair, mas essa agonia que sinto só de pensar em pegar uma fila cheia de seres me deixa agoniado, principalmente quando soube da tal covid que estava tendo no mundo dos humanos, nos não temos pulmões e pelo visto os monstros não pegam, mas eu não quero ter que ficar doente! Se for pra morrer que eu morra em casa não numa cama fria e dura de hospital.

- Iiiiiink!

Mas mesmo enrolando para não irmos as compras, a paciência de Error acabou, principalmente porque todos meus iorgutes acabaram não tenho outra opção! Já que eu vômito quase tudo que como, sem falar nesse incômodo desgraçado no peito! Como se já não fosse ruim esses meses, eu não posso fazer nada a não ser.... Ir... Ir... Ir!

- Iiiiiink! Nós temos mercado! E eu não vou sem você! Sou eu que tenho afefobia e já estou pronto!- Ouvi a voz dele ficando mais próxima do quarto, logo eu vislumbrei na porta um Error carrancudo modo extremamente putasso me olhando com uma lista de compras amassada na mão e uma sacola ecológica na outra cheia de outras sacolas dentro na outra.

Sim não usamos sacos, eles não tem como ser descartados aqui no void, na verdade parte do lixo usamos como adubo para a árvore feia do Error e o não orgânico, bom, sempre damos um jeito de jogar fora ou reaproveitar.

- Amor~... Amorzinho?- eu vi ele largar tudo no chão e puxar suas linhas indo até mim, eu grudei na cabeceira da cama ao sentir as linhas prenderem meus pés. — Error! Error Crayon Queen Comyet! Isso é abuso familiar! É abuso! Abuso!- Berrei sentindo ele tentar me puxar.

- Então chama a polícia.- Rosnou sério puxando as linhas de vez, me levando e levando a cabeceira da cama junto.

- Ahhh! — Berrei caindo de cara nas pernas dele já que parte das minhas estavam enroladas no teto e me deixaram de cabeça pra baixo.- A-A cama! Tenho que ficar pra concerta-

Eu me calei ao ver o rosto de Error e os olhos dele tomados por glishes e vazios sem as pupilas que eu tanto amo.

- N4 v0lt4 4 g3nt3 c0mpr4.- Eu engoli a seco ouvindo a voz dele glishando e bugando, por costume eu entendi o que ele falou, mas sei que ele está falando sério, então nem que seja de pijama como eu estava, a gente iria ao mercado.

{Algumas horas depois.}

Após horas procurando finalmente achamos o mercado que a gente fazia compras no multiverso, Error saiu primeiro do portal e eu fui logo atrás segurando as sacolas ecológicas, ele tirou seus óculos após ler a fachada do mercado que estava escrito bem grande " Econo-coin" nome bem clichê pra dizer que lá você economiza seu dinheiro.

- Vamos kiky.- Me chamou e eu fui atrás, ainda bem que ele me deixou trocar de roupa antes de chegarmos lá.

Ele estava vestindo seu famoso casaco preto, com linhas azuis, por dentro uma camiseta preta com uma estampa de unicórnio com uma caveira montada nele segurando uma guitarra, eu acho que é de alguma banda, já eu, estava usando uma camisa branca de manga longa estampada com um meme com imagens do Van Gogh, em três quadros com ele sumindo gradativamente com as legendas " Van Gogh, Van going, van gone" e estávamos ambos usando calças moleton preta combinando, mas ele usava pantufas vermelhas e eu uma sandália havaianas.

- Okay, nada de Pânico.- Começou enquanto estávamos no estacionamento do grande mercado que mais parecia um shopping, ele puxou uma máscara com parte do rosto de uma estátua grega, ele a amarra atrás do rosto, mesmo sendo imune, temos que usar máscara no mercado.- Nos somos um casal normal.

- Aham.

- Com uma vida normal, fazendo...- Ele recuando de leve olhando a entrada do mercado que era tão grande que poderia ser comparado a um shopping, ele olhava as pessoas indo e vindo de lá dentro.- Fazendo, compras normais...

- Ruru.- Chamei por ele botando a minha máscara que era com parte do rosto da Monalisa.- Você sabe que não somos pessoas normais, com uma vida normal fazendo compras normais né? Mas obrigada por tentar me consolar.- Me aproximei para o beijar e ele me olhou quase dando um pulinho.

- Lhe consolar?! É a mim! Eu tô surtando! O mercado tá cheio pra um caralho! — Ele reclamou, mas respirou fundo parando aos poucos de glishar.

- Oh, então, vamos embora amor, podemos ir outro dia.

- Não! Ink, não! Eu tô cansado de tomar sopa de tomate enlatada! Eu..- Ele segurou minha mão trêmulo.- Nós! Vamos entrar!

- Ahm... Tudo bem, tudo bem...- Repeti sendo arrastado pelo meu marido até a porta do mercado, aonde algumas pessoas nos olham, já que podemos dizer, Error é um esqueleto bem chamativo.

Não só por que ele é meu marido e é um bonitão~ ahuhu, mas posso dizer que ele é pedra rara entre os esqueletos daquele universo.

- Vai valer a pena, vai sim...- Ele respira fundo após falar consigo mesmo, logo ele me olha vendo a minha cara de desconfortável em estar ali, um casal de idosos nos encaram quando estávamos entrando no mercado, um deles até chega perto, mas Error puxa o meu Broomy das minhas costas e cutuca os idosos com a ponta do pincel.- 2 metros de distância senhores! Dois metros longe de mim e do meu marido! Vamos amor!

- Ah! Desculpe- ah!- Eu fui puxado com ele enquanto me desculpava com o casal que agora nos olhavam feio.- Ruru! é pra isso que deixou eu tirar meu pobre Boomy do armário?!

- Claro! Temos que garantir nossa saúde física e mental! Esse povo adora tocar em gente diferente Inky! E seu amante é ótimo pra cutucar pessoas pra longe! — Ele riu enquanto puxava um carrinho grande e largo de compras e botava meu pincel de qualquer jeito no mesmo, e então olhava a minha cara de chateado, eu teria rido também se não fosse a dor de cabeça que eu estava sentindo, ambos entramos no mercado e andamos segurando as mãos um do outro.

-Bom, Ruru, amor ... A gente foi em tanto mercado, por que justo nesse que está cheio até o talo?- Disse olhando ao redor vendo as pessoas nos olhando, nos dois desviamos o carro para a sessão de enlatados.

- A-Ahem!- Ele limpou a garganta olhando para as prateleiras se acalmando um pouco já que lá estava mais vazio que perto da entrada aonde estávamos ele sorri por debaixo da máscara puxando a lista do bolso.- Aqui kiky é o único mercado do multiverso que tem o melhor ceral das aus!

- Espera, você está falando do-

- Ceral de arroz multicolors do capitão Sans! — Falamos juntos dando gritinhos, algumas pessoas nos olham e a gente se recompõe limpando as gargantas.

- Depois pegamos as latas! Vamos logo pra lá! — Chamei ele que alegre bota as três primeiras latas de sopa que estavam ali perto de nós.

Ele pegou as alças do carrinho de mercado e eu pulei pra dentro dele cantarolando com meu amado a música do nosso cereal favorito.

{Alguns minutos depois}


- Está vazio!- Choraminguei ao ver a estante personalizada do nosso ceral vazia com uma plaquinha escrito " Desculpe, estamos sem este produto! Obrigada pela preferência."

- Impossível, todo o estoque da fábrica vem pra cá! Eu vou ver no estoque! Fique aqui amor.- Ele disse saindo dali indo até um homem que tinha um crachá do mercado.

- Anw...- Eu peguei outra caixa que tinha ali.-, Algas crocantes? Huff... Que nojo.- Bufei chateado.- Poxa, só por que eu achei que hoje o dia seria bom.

- Ink! É você?!

Eu olhei para o lado vendo quem foi que me chamou e logo vi Bluberry usando uma máscara com parte do rosto do Smiley, " porra ele tem dinheiro" pensei vendo ele usando uma blusa da mesma marca cheio dessas carinhas só que derretidas, seu tênis combinava com a camisa e ele usava uma bermuda jeans.

- Blue! O que faz aqui?

- Vim comprar ingredientes para meus tacos! Está sozinho? Cadê Error?

- Ah, não, ele foi falar com o gerente, nosso cereal favorito não tem em nenhum outro mercado, só aqui.

- oh! Entendi! Be-

- Inky! — Error chegou e me segurou pelo bravo choramingando.- Acabou! Não tem nem do estoque, a fábrica não manda mais faz dois meses!

- O que?! Nãão!- Choramigamos se abraçando aflitos.

- Err... Gente, calma é só um cereal...

- Não é só um cereal sua aberração azul!- Blue o olhou com uma cara de ofendido.

- Blublu é o único cereal de arroz com açúcar que não tem gosto de cerragem com corante! Buah buah!- Chorei encostando a cabeça em Error.

Ficamos ali choramingando até uma hora que swap conseguir animar a gente trazendo uma réplica fajuta do nosso cereal favorito, e então decidimos que ele seria uma boa companhia, o papel era médio, mas a listra de compras que Error havia feito estava em letras miúdas então sabíamos que era muita coisa para procurar e pegar, então era bom ter alguém a mais, até por que eu precisava me distrair daqueles malditos enjoos e daquela pontada no peito outra vez me atormentando.

{Cinco horas Depois}

Finalmente acabamos as compras, passamos tempo demais nesse mercado, ainda bem que encontramos com aquela aberraçãozinha que nos ajudou até a pegar um segundo carrinho, toda aquela comida vai durar um ano mais ou menos, o preço tava um absurdo, mas era de se esperar, já que fizemos pequenas montanhas nos dois carinhos, já tô vendo o inferno que vai ser, não trouxemos sacolas ecológicas o sufiente pra tudo isso, vamos ter que comprar mais ou pegar as de plástico mesmo.

Ink não me parece bem, já era a terceira vez que ele se sentava em algum canto e o cara azul ia lá ver como ele estava, eu estava já agoniado contando até às últimas moedas enquanto comprava mais sacolas, já tinham mais de três funcionários só empacotando nossas compras, parece que eu fiz o mês desses funcionários.

- Ink, não quer uma água? Se quiser a gente pode ir lá fora pra você tirar a máscara.

- Não, não, Error já está acabando eu aguento.

Eu sei que ele não aguenta, ele estava batendo o mindinho no joelho, isso era sinal de que ele estava com dor de cabeça, como eu sei? Ora, depois de muito tempo olhando para a cara de biscoito do meu artista eu notei os pequenos avisos que ele da antes mesmo até de vomitar tinta quando está nervoso, ele dá pequenos sinais como esses, então eu já estava alerta, até dei dinheiro demais para a moça para adiantar tudo e fui até ele.

- Inky, vem, vamos lá fora.

- E as compras Ruru?- Ele me perguntou alisando a coxa... Ele queria vomitar.

- Swap sans fica de olho, não fica?

- Ah! Fico sim! Levo lá fora com todos que ajudaram aqui, err, vão lá, você não tá com uma cara boa Ink, precisa tomar um pouco de ar! Deixa que o magnífico sans cuida das suas compras!- Disse o se máscara de sorriso tosco fazendo uma pose de herói, eu reviro os olhos enquanto Ink apenas desvia o olhar para as compras.

- Ahm, não, não, eu tô bem...- Eu o segurei pelos braços e o ajudei a sair do mercado, puxei o pincel dele que estava ao lado dele e fui até a porta do mercado

Eu lhe abaixei a máscara e continuamos a andar, as vezes eu cutucava algumas pessoas que tentavam chegar perto, afinal Ink realmente parecia estar passando mal, quando chegamos num terreno ao lado do mercado aonde abrimos o portal para casa, ele se abaixou um pouco tocando no peito novamente.

- Ink?! — o chamei antes que ele caísse desmaiado em meus braços.- Ah! Ink! Kiky! Amor?!

Eu o chamei mas nada dele me responder, comecei a entrar em desespero, já iria abrir um portal pra casa até que ouvi o telefone, eu tateei os bolsos, trêmulo lacrimejando, eu achei o smartphone e atendi a ligação trêmulo, para minha sorte era Science.

- S-Science, o Ink... Ele.

- Traga ele aqui! É urgente... Ele... Tem algo, tem uma alma.

Eu arrega-lei meus olhos ao ouvir o que ele falou, logo puxei a camisa do meu amado, mas não vi nada, trêmulo eu não entendia, na verdade nem pensava em nada direito, eu só conseguia ver meu Inky ali desmaiado passando mal desde mais cedo, eu ajeitei a sua roupa ainda tremendo o sentando em meu colo e apoiando sua cabeça com cuidado na minha clavícula torcendo para que ele acordasse.

- U-Uma alma? Mas aonde?! Não vejo nada.

- Não, Error... O Ink está grávido.

Eu tremi.

- P-Perdão?

- Ink! Seu marido está esperando um filho seu Error!

Minhas mãos vacilaram e o celular caiu no asfalto próximo a grama aonde Ink e eu estávamos sentados e se partiu, logo eu ouvi a voz do sans azul com apelido de fruta vindo com algumas pessoas que estavam com as compras, mas ao ver o amigo desmaiado no meu colo ele veio correndo na nossa direção.

- G-Grávido...- Repeti como se fosse um absurdo, e era! Para gerar uma criança Ink precisaria ter uma alma, senão como essa criança estaria se formando?!

- Ink! Error o que aconteceu com ele?! Error!

Ele me sacudiu, mas era o mesmo que nada eu estava em choque e assim que ele me tocou eu não conseguia enxergar mais nada, não sei se eu desmaiei ou travei, mas aquelas palavras de scientist ficaram gravadas na minha mente...

Ink estava esperando um filho meu.