Nightmares Tormentors

17 Surrealism: Part II


Notas iniciais
Tenho muitos ciúmes desse capítulo.

Todo ensanguentado. Um pano branco envolvia a minha cabeça. Meu rosto com uma mancha de sangue e uma palidez na minha pele. Meus lábios estavam da cor de um vermelho-vivo. Estou com aparência de uma louca! Meus olhos estavam super vermelhos, literalmente.

Revejo o Corey falar:

— Eu e a Frie nos beijamos. -"Nos beijamos". Essas palavras se repetiam na minha mente várias vezes.

Meu punho se fecha com força, lambi meus lábios com fúria e me esforço para não quebrar o espelho da minha frente.

Algo começa a ficar estranho ali. De repente era como se eu estivesse vendo um romance de novela. Um pequeno vídeo da Frie e do Corey aparecera. Eles estavam na minha casa, no quarto da Frie tomando café da manhã e logo em seguida o Corey... Beija a Frie! Mas não é um beijo comum, era... Um amasso! " Calma, Caitlin. Não quebre o espelho" Ordeno a mim mesma.

Após o pequeno vídeo, tudo fica preto. De repente os momentos em que eu e o Corey passamos juntos se queimam. Tudo volta a sua normalidade, exceto os meus sentimentos que agora eram ódio, raiva, tristeza, desprezo, saudades, solidão... Entre outros sentimentos

ruins que me atormentavam. Tento me ordenar novamente para não quebrar o espelho e não consigo. Aqueles sentimentos eram maiores que as minhas forças. Quebro o espelho e o atravesso correndo. Eu não sabia para onde ir,pois várias imagens dos momentos de mim e do Corey me perseguiam.

Uma luz branca e forte me puxa. De repento estou no banheiro, dentro de uma banheira com a água do chuveiro caindo sobre mim. Aquele lugar não era nenhum banheiro conhecido.

Começo a chorar, porém o primeiro pingo que cai não é lágrima, é... É... Sangue? O pingo cai na água da banheira que logo se espalha se formando uma poça de sangue. Me afogo na banheira e saio do pesadelo.

Agora eu estava no hospital com a Frie e o Corey do meu lado. Minha irmã sai do quarto. Falo com o Corey poucas palavras e volto para o surrealismo. Não morri afogada naquela banheira ensanguentada. A água do chuveiro também se transformou em sangue, mas dessa vez não era um sangue qualquer, era... Era... Sangue ácido! Aquilo começou a queimar toda a minha pele que tocava.

Aquela queimadura era insuportável. Berro, porém ninguém me escuta. Por favor, alguém me tire desses pesadelos atormentadores. Corro daquele banheiro, daquele local, em desespero. Uma luz branca e brilhosa me chamava. Será que eu deveria ir? Corro até essa luz e nessa vez tudo estava calmo e tranquilo.

Sinto alguém beijando meu rosto e logo em seguida uma voz de criança vindo do além.

— Não morre, por favor. Você seria uma ótima cunhada.- Tento encontrar a voz.

— Shelby! Shelby! — Grito e ninguém escuta. Prossigo na gritaria. — Eu não morri!

Aquela luz branca e brilhosa era apenas um lugar lindo, uma praia talvez, com vários coqueiros ao redor, areia por todo canto e la no fundo um mar bem azul e claro. O céu não tinha nenhuma nuvem e o clima era tropical. Onde estou?

Um vulto branco passa por mim rindo, sua risada era de criança.

— Ei, espere! — Segui os risos até o mar, porém chego na parte funda e começo a nadar até me afogar. Quanto mais eu me afundo, mas a água fica escura. Um buraco lá no fundo me chama a atenção. Invés de continuar afogando, nado até ele.

Agora estou num armário todo iluminado, alaranjado e enorme. Me deparo com várias roupas de marca. Na frente do espelho, me encontro totalmente nua, mas não havia nenhuma toalha ao redor. Visto uma peça de roupa íntima e visto por cima um vestido tomara que caia, bege e com uma borda rosa-clara. Prendo uma presilha branca no cabelo, giro a fechadura da porta do armário e saio do local.

Próximo quadro era uma igreja, mas não sou eu quem vou casar, é...

É... A Frie? A Frie iria se casar? Ao lado dela quem estava vestido de noivo era... O Corey! Os dois iriam se casar!

O casamento acaba e vou falar com ele.

— Fico feliz por ter se casado com a Frie.

— Obrigado. Eu amo muito ela. — Sorrio sem jeito.

— Corey, você realmente não sente mais nada por mim?

— Como? — Ele parece confuso.

— A gente já se amou, Corey. Você não se lembra?

— Enlouqueceu, garota? Como podemos ter se amado, se nos conhecemos essa semana?

— Me desculpe, eu... Esquece.

Corey me olha sério e logo em seguida dar as costas voltando para a sua esposa.

Numa hora para outra escuto uma voz de criança sendo torturada, porém não estou mais no casamento e sim na mansão da família Lights.

— Shelby! Shelby! — Sigo aqueles gritos até o seu quarto. A gritaria acaba quando chego no local.

Tudo estava bagunçado e ensanguentado. Abaju, cama, armário, janela... Tudo no quarto estava quebrado. Toda a parede e todo o chão estavam ensanguentados.

A Shelby estava pendurada na janela com um pedaço de madeira enfiado em seu pescoço. Me aproximo do seu corpo, tiro-o da janela e me agacho com ela no colo. Olho para o teto e vejo uma frase. " O jogo só acaba quando eu ganho! Bitche."

Não, a Shelby estava morta! Estou chorando, e nessa vez são lágrimas e não sangue.

Estou de volta a praia e nessa vez muitas pessoas estavam lá, inclusive o Corey que construía um castelo de areia com um garotinho lourinho, de olhos azuis e cabelos encaracolados.

Nem Frie, Shelby e Debby estavam lá, ah não ser nós três. Quem seria aquele garotinho? O Corey olha para mim sorrindo.

— Olha, Lucca. A mamãe acordou. — Ele se aproxima de mim, me beija e prossegue. — Que bom que acordou minha bela adormecida.

Então aquele garotinho era o meu filho? Eu me casei com o Corey? O que aconteceu com o restante das personagens dessa história? Cenas se passaram na minha mente. Eu me caso com o Corey, tenho uma noite de núpcias com ele, engravido, tenho um filho chamado Lucca e nos mudamos de país. Mas uma pergunta não queria me calar.

O que aconteceu com o restante das personagens dessa história?

Notas finais
Se eu tiver um filho,o nome dele vai se chamar Lucca :3
Até o próximo capítulo!