Nightmares Tormentors
16 Surrealism: Part I
Notas iniciais
Este capítulo precisou de muita criatividade! Precisei dividi-lo em duas partes.
Me afasto do seu abraço e pergunto em meio ao choro:
— Como você sabia que eu estaria aqui? — Bem, depois que você se rebelou contra o policial, suspeitei que virías aqui pra procurar o corpo da Caitlin. — Me desculpe, mas eu não podia deixar mais uma morte acontecer por minha causa. — Frie pega as minhas mãos segurando-as e fala docilmente: — Não é sua culpa, você tentou proteger a minha irmã naquele período e conseguiu. Ninguém adivinharia que a "coisa" voltaria. — Ainda assim é minha culpa! Eu nunca deveria ter me afastado da Caitlin! — Grito em tom de tristeza. — Corey... — Ela me puxa para perto do seu rosto e toca seus lábios no meu. — Achei que aquela vez fosse a última. — Sorrio. — Essa vez foi a última, prometo. Só me deixei levar. Nos afastamos, pegamos o corpo da Caitlin e ligamos para a emergência. Logo uma ambulância chega e a leva para o hospital. Eu e a Frie fomos ao seu lado e ficamos conversando amigavelmente. Chegando, ficamos na sala de espera. O médico chega para nos informar que a Caitlin estava em estado grave. Qualquer discuido ela morreria. Entramos no quarto em que a irmã da Frie estava. Ligo pra casa, falo com a Shelby, pergunto sobre a Debby e encomendo uma mala de roupas. Minha mãe era médica, porém não foi ela quem nos atendeu. Um momento depois, o Bob chega com a minha irmã, que carrega uma mala maior que ela. Cumprimento a Shelby. Ela retribui e em seguida se aproxima da Caitlin, acariciando o seu rosto. — Não morre, por favor. Você seria uma ótima cunhada. — Uma lágrima se forma no rosto da Shelby. Começo a chorar junto. A mulher da minha vida estava entre a vida e a morte, eu havia beijado umas três vezes a sua irmã ás suas custas, me afastei dela por ciúmes. A culpa me possuía, eu não aguentei e corri aos seus braços. Seguro sua mão e falo em tom de choro: — Me desculpe! Eu sou um tolo! Se você acordar, prometo cuidar de você, ser sempre honesto e fiel com você então por favor não vá Shelby já tinha ido embora. Eu peguei num sono ajoelhado em frente da cama em que a Caitlin estava, quando ela acordou. A irmã da Frie mexeu as suas mãos de leve e um sorriso com lágrimas surgiu no meu rosto. Frie nos deixou a sós. — Caitlin... Voc... Está... Viv... — Gaguejei por estar feliz, por saber que ela estava viva! Ainda havia esperanças. Caitlin abrira seus olhos que pareciam estar doloridos. Acaricio os seus cabelos. — Corey, o que estamos fazendo aqui? — Sua voz estava baixa e rouca. — Melhor você se cuidar. Depois lhe conto tudo. — Eu precis... — E novamente a Caitlin volta ao seu incosciente. Frie volta ao quarto com dois hambúrgueres e dois refrigerantes. Ela me entrega o lanche e se senta na cadeira ao lado da cama. — A Caitlin quis saber o por quê de estarmos aqui, respondi que quando ela melhorasse eu contaria tudo. — E o que ela lhe disse? — Disse que precisava de algo. — De quê? — Não sei, a Caitlin voltou ao seu estado logo em seguida. Frie acaba o seu lanche e logo em seguida se aproxima da sua irmã. — Oh, irmã. Me perdoe. Eu confesso que sempre fui louca pelo Corey, mas nunca tive coragem de lhe contar. — Um sorriso se forma nos meus lábios. Me aproximo dela e falo: — Quando foi esse " desde sempre" ? — Desde o dia em que eu lhe vi. — Foi amor à primeira vista? — Não... Foi mais atração. Mas aí com o tempo eu comecei a me apaixonar por você. Depois de completar a frase, ficamos separados em sofás diferentes e em silêncio. A Debby chega no quarto. — Finalmente você nos atendeu. A Caitlin acordou, falou um pouco e rouca, mas depois voltou a sua incosciência e até agora nada. — Escutem, ela está apenas em coma. A Caitlin não vai morrer. Minha mãe tira um comprimido da bolsa e me entrega. Uma enfermeira chega no quarto com um copo d'água e põe encima da mesa ao lado da cama. Minha mãe sai do quarto com a enfermeira. 5 Minutos depois, a mesma entra no quarto, dessa vez com um balde pendurada na mão esquerda e na direita várias plantas. Olho-a confuso e curioso. — Desculpe lhe perguntar, mas essas plantas servirão para o quê? — A moça responde um pouco tímida. — Veja. — A enfermeira mergulha as plantas no balde e passa sobre o corpo ferido inteiro da Caitlin. — Elas são chamadas de plantas-selvagens. Frie não entende. — Como assim? — Essas plantas curam feridas graves dos pacientes, além de acalmar a alma deles. — Já ouvi falar delas, mas o que exatamente você está querendo dizer? — A alma da sua irmã,Frie, está possuída por negatividade. Ela precisa substituir essa energia por uma positividade. A enfermeira era jovem, na faixa etária dos vinte. Cabelos e olhos castanhos, longos e lisos. Eles estavam amarrados num rabo de cavalo. Ela era alta e magra. Sua pele era parda. — A paciente acordará daqui a três dias, quando tomar o comprimido e ser reavaliada. — Então a Caitlin poderá levar alta daqui há três dias, certo? — Pergunto. Ela balança a cabeça em concordância e sai do quarto assim que acaba de tratar a Caitlin.
O dia se passa rápido, já era noite. Me arrumo e vou ao mesmo restaurante em que tudo havia começado com a Frie. Sentamos numa mesa, pedimos vinho e um spaguetti a 4 queijos acompanhado com um filé desfiado. Comemos o jantar em silêncio, depois fizemos un brinde em homenagem a recuperação da Caitlin. Olho-a com nostalgia. — Foi aqui que tudo começou. — E não vai ser aqui que tudo vai acabar. Voltamos ao hospital depois de um bom tempo conversando. Os três dias se passam num borrão, a Caitlin recebe alta se sentindo melhor. Eu e a Debby ajudamos a Frie a levar a sua irmã para casa. Narração da Caitlin. Estou de volta ao meu lar. Nada parece ser mais o mesmo de antes. Por quanto tempo apaguei? O que foi real e o que foi mentira? Sento no sofá da minha casa, respiro fundo e solto um " lar, doce, lar". O que houve comigo? Eu estava sonhando? Não poderia ser, parecia tudo muito real. Em que lugar do mundo eu estava? Me lembro de sair de casa para um pequinique noturno junto com o Tobby. Sentia meus olhos vermelhos, parecia até que eu estava hipnotizada. Fomos para uma floresta, penetramos bem no fundo da mata até uma cachoeira. Pela minha surpresa, o Tobby não havia levado nenhuma cesta para o pequinique. — Cadê a cesta com o lanche? — Pergunto confusa. — Não vai precisar, você é o meu lanche. — Como? — Sem esperar as minhas reações, ele segura forte os meus ombros machucando-os. Um pedaço da manga se solta e vejo os meus ombros vermelho- vivos. Tobby me enforca com o meu próprio cachecol e logo em seguida me empurra forte contra uma pedra enorme que havia ali do nosso lado. — Por que fez isso? Nós somos melhores amigos eternamente, lembra? — Berro de dor. Meus ombros e costelas estavam numa dor insuportável, eu mal conseguia me levantar do chão. — Desde quando nós somos algo? Um ser sobrenatural não pode ser amigo de um ser mortal! — Tobby gritava de esperânças. — Do que você está falando? — Pergunto mancando para se aproximar dele. — Deixa que eu esclareço para você. — Ele me pega no colo e me joga na cachoeira. E la eu estava, caindo na beira da morte, batendo meu corpo nas pedras do caminho e com muito frio.Quase congelando. Meu cachecol se desenrola do meu pescoço e cai todo ensanguentado na água. Eu gritava enquanto via minha vida toda se passar diante dos meus olhos. Aquela cachoeira era alta, 6 metros de altura. Finalmente me encosto em algo sólido. Me levanto, olho para o chão e ao redor. Eu não estava mais na cachoeira. Ali era só um cemitério... Um cemitério! Todos estavam junto de uma lápide. Me aproximo da lápide e vejo o meu nome. Eles lamentavam a minha morte! "Estou aqui! Eu não estou morta!" Por mais que eu gritava, ninguém me escutava. Passo por todos e mesmo assim ninguém sente nada. Eu morri? Era como se eu fosse um fantasma. De repente sinto alguém me carregando e me colocando em algo macio e comprido. Eles me colocaram num lugar quente e apertado. Onde eu estou? Por quê não consigo abrir os meus olhos? Por quê o local agora está se movendo? Escuto vozes do meu lado, mas não consigo captar de quem sejam os sons. O local para de se mover, um grupo pequeno de vultos brancos me tiravam da área, mas me colocam num lugar muito pior. A luz era forte e queimava meus olhos quando tentava abrí-los. Aquelas vozes que estavam junto de mim pararam e agora sinto um choque doloroso em cada batida que davam no meu coração. Eram os vultos que me davam esses choques. Que lugar agora era aquele? Era mais apertado de onde eu estivera antes. De volta ao mundo estranho, ou seria surrealismo? Me vejo em uma sala repleta de espelhos. Minha aparência não é lá das boas. Um vestido todo branco tipo o da Samara de " O Chamado".
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