Nightmares Tormentors
24 Surprises,Deaths,Romance and Others - Part II
Notas iniciais
— Corey?
— Caitlin, escute bem!
— Cadê você? Por que não lhe vejo?
— Depois lhe explico, agora escute. Você precisa me matar!
— Você enlouqueceu? Eu não vou e não quero te matar!
— Você precisa, Caitlin! Assim que já estiver de alta vá para a minha casa e procure uma estaca que está no meu quarto, em cima da mesa ao lado da minha cama!
— Não, Corey, não!
Acordo com a respiração acelerada e suando frio. Quando abro meus olhos deparo que a minha irmã estava na minha frente com um copo d'água. O soro do meu pulso havia escapado com os meus movimentos durante o sono, portanto foi fácil beber aquele líquido do copo. Depois de beber, abraço apertado a Frie. Eu sentia medo e angústia. Por que o Corey queria que eu lhe matasse? Ao contar o meu sonho para a minha irmã, ela decide ligar para o Corey, porém a ligação não estava sendo atendida. Frie liga mais duas vezes e ainda nada. Algo estava acontecendo com o filho da Debby eu pressentia. Talvez a angústia fosse algum sinal de que algo estava acontecendo.
No fim da manhã, a Debby chega no quarto para me avaliar. As feridas foram saturadas e minha pele já estava sendo hidratada. Ela sai e logo em seguida uma figura alta, forte, cabelo loiro e olhos castanhos entra no quarto. Ele se aproxima da minha cama e senta junto a mim. A Frie também saíra do local para nos deixar sozinhos.
— Justin? — Me surpreendo com a visita. — O que faz aqui?
— Oi, Caitlin. Eu vim... Me desculpar por tudo o que lhe causei, me desculpe.
— Você veio se desculpar porquê está com pena de mim ou por honestidade?
— Por honestidade. Caitlin, eu lamento muito pelo o que aconteceu com o seu namorado, quer dizer... Com a irmã dele.
— Todos nós lamentamos. O Corey não é mais meu namorado. — Falo em tom de tristeza. O Justin aproxima seu corpo do meu e me dar um abraço amigável. Seu comportamento estava diferente, estava... Mais maturo. Ainda tive algumas hesitações. Uma pessoa não muda o seu jeito de ser de uma hora para outra.
— Você não está pretendendo me reconquistar se fazendo de amigo, certo? Ou está? — Franzo as sobrancelhas. Ele rir meio sem graça e responde:
— Não estou. Apenas quero reconquistar a sua confiança e por sorte a sua amizade. — Sinto um sorriso se formar no meu rosto. O Justin estica o seu braço e me entrega violetas. — Quase que esqueci de lhe entregar isto. Eu sei que você gosta de violetas então... Decidi trazê-las.
— São tão lindas... — Cheiro-as e dou-lhe um beijo no rosto. — Muito obrigada.
Um sorriso se forma no seu lábio e ele sai da cama.
— Preciso ir. Estarei a sua disposição para o que for preciso. — Sorrio e o Justin vai embora. Minha irmã entra no quarto e dá uma surtada ao se deparar com as violetas na minha mão. Ela malicia e franzo as sobrancelhas.
No final da tarde, a Debby entra no quarto e recoloca o soro nas minhas veias.
— Você tem notícias do Corey? — Perguntou ela parecendo preocupada. Balanço a cabeça em negativa e a Debby sai do quarto após aplicar novamente a agulha nos meus pulsos. Eu sabia que algo estava acontecendo com o Corey e não podia fazer nada a respeito. Aquele sonho que tive com ele martela em minha mente a tarde inteira. Minha irmã me acalmava dizendo que em menos de 24 horas eu estaria levando altas, porém a cada hora se passava lentamente e a minha angústia só aumentava.
Finalmente o dia em que eu receberia altas chega. A Frie saíra para comprar um lanche enquanto eu estava me arrumando. Coloco uma camisa branca de mangas compridas marrom, uma calça jeans preta, um pouco justa, uma bota branca e o meu cachecol roxo. Ao abrir a porta do quarto, deparo com um jovem alto, forte, cabelos bagunçados, ruivo e olhos verdes parado na minha frente. Sua aparência estava pálida e seu lábio avermelhado.
— Corey? O que houve com você? — Pergunto surpreendida.
— O dia está muito frio. Estou congelado. — Seu tom também me parecia diferente.
— Ah... E a sua voz? Ela está tão... Diferente.
— Estou pegando um resfriado. Não vai me dá passagem para entrar? — Fico pensativa e depois decido abrir caminho. Me surpreendo ao ser pega no colo pelo Corey e ser jogada na cama. Sinto um frio na barriga. Ele começa a encravar lentamente seus dentes no meu pulso esquerdo, pára e decide beijar meu pescoço, porém pausa novamente e pergunta com sarcasmo: — Está com medo?
— Sim... Mas não desse momento e sim pelo perigo de ser flagrada.
— Relaxe o corpo e deixe o resto comigo. — Corey franze as sobrancelhas e recomeça. Ele me beija ferozmente, escorrega seu lábio pelo meu pescoço, levanta a minha camisa e beija a minha barriga.
A cada beijo, uma parte de mim queria mais e a outra me alertava perigo, mas eu não ligava, não enquanto estivesse ali com ele. Nada mais me importava. O Corey tira completamente a minha camisa, só me deixa com a parte de cima da roupa íntima, a calça, a bota e me beija entre os seios. Um prazer vigoroso toma conta do meu corpo fazendo com que eu tirasse a sua camisa e beijasse o seu abdômen. Sinto seu lábio escorregar da minha barriga para baixo. Suas mãos desabotoam a minha calma e tiram as minhas botas. Agora eu só estava com a roupa íntima até o momento que ele também começa a tirar a parte debaixo. O Corey beija a minha parte oculta . Tiro a sua bermuda e a sua parte debaixo, ele tira a minha parte de cima e agora ficamos completamente sem roupa. O Corey decide penetrar o seu membro na minha parte oculta, se move para frente e para trás enquanto seus lábios tocavam o meu pescoço. Em cada beijo e mordida, eu me sinto mais excitada e o meu corpo implorava mais e mais enquanto uma paixão furiosa nasce dentro de mim. Em cada carinho o Corey fazia me sentir uma verdadeira mulher. Parecia até... Que não era ele dentro daquele corpo.
No momento errado, alguém invade o quarto. Nos afastamos depressa. Era a minha irmã com uma expressão pálida nos olhando.
— Caitlin Vallenty! — Gritou ela em fúrias. Me sinto envergonhada. Eu e o Corey estávamos completamente nus. Frie põe os lanches na mesa e se aproxima da cama com passos ferozes. — Se vista agora!
— N... Não é bem o que você pensa. Na verdade é...
— Não enrole, garota! Teremos uma conversa muito séria ao chegar em casa! — Eu e o Corey nos vestimos e nos despedimos com um beijo. De volta à minha casa, sento no sofá da sala e fico avoada por alguns minutos ates da minha irmã interromper. Aquelas cenas prazerosas talvez nunca mais fossem se repetir. A Frie me pega pelos braços e grita em fúria:
— Não posso deixar você e o Corey sozinhos por alguns minutos que vocês já se aproveitam! Como pôde ser tão imatura, Caitlin? Na hora não se lembrou do que eu lhe disse de responsabilidade antes dos seus dezoito anos? — Me solto do seu braço e rebato:
— Eu não fiz nada de errado! Apenas... Aconteceu. — Minha irmã morde os lábios tentando controlar a sua raiva e cruza os braços.
— Não fez nada de errado. Acha mesmo que eu vou acreditar nisso, Caitlin? E transar com o Corey foi o quê? Uma brincadeirinha de médico? Você foi uma irresponsável, garota!
— Em primeiro lugar, eu não sou mais uma garota! Já tenho dezoito anos! Segundo, sou maior de idade e independente e em terceiro lugar, o corpo é meu e eu faço o que bem entender com ele!
— Você se acha dona do próprio nariz, não é? Suas atitudes são de uma garota mimada! O corpo pode até ser seu, mas isso não lhe dar direito de sair por aí se entregando!
— Falando assim até parece que sexo é crime. Acha mesmo que eu iria continuar virgem até tarde?
— Você precisa está preparada para fazer isso, Caitlin! Nessa sua idade não está no momento certo!
— Não é você que dizia que o corpo teria que está preparado dependendo da idade? O que houve? Mudou de ideia?
— Eu não vou mais discutir isso com você! Vá para o seu quarto que você está errada!
— Certo! Então quer uma irmã que ainda seja virgem? Me troca pela Lindsey que pelo menos ela é santa!
Respiro fundo tentando controlar a raiva que me consumia e vou ao meu quarto com passos fortes. Bato a porta do quarto com força, me jogo na cama, tampo o meu rosto com o meu travesseiro e começo a gritar para esvaziar toda a minha fúria da alma, logo em seguida caio no sono.
- Você enlouqueceu, Caitlin? Por que não me matou?
— Por acaso eu seria louca de te matar?
— Você precisava... E por quê fez algo proibido?
— Até você, Corey? Nem venha falar disso porque foi justamente você que começou!
— Louca! Naquele momento não era eu!
— Claro que era! Eu lhe vi e a Frie também viu!
— Não, Caitlin! Vocês só viram o meu corpo, mas a alma não era minha era... Da Coisa!
— Será que podia ser um pouco mais claro?
— Não posso lhe explicar isso agora, o portal já vai fechar!
— Como assim?
— Você precisa acordar...
Acordo e começo a ficar pensativa. Como não era o Corey naquele momento? Ele me parecia tão... Carinhoso! A Coisa jamais seria tão carinhosa se possuísse um corpo. Se bem que o Tobby era fofo e eu não fazia a mínima ideia de que fosse me prejudicar. Mas ali... Tinha que ser o Corey! O corpo era dele. Mas até estranhei a sua aparência e sua voz... Não podia ser! Ali não poderia ser a Coisa!
Frie chega no quarto e acaricia meu cabelo. Ela deita ao meu lado e sussurra em meu ouvido:
— Desculpe se me descontrolei. — Viro de lado e a abraço para demonstrar o pedido de perdão.
— Não se preocupe, talvez eu estivesse realmente errada. É que... Foi a minha primeira vez.
— Ai ai, Caitlin. Eu sei bem como é essa sensação. Se lembra do meu primeiro namorado? — Balanço a cabeça em concordância quando me afasto dela. — Confesso, sempre que eu e ele ficamos sozinhos em algum lugar privado, a minha vontade era de fazer a mesma coisa que você fez, porém tive consciência.
— Mas... Você só tinha 16 anos! — Um sorriso sem graça se forma no seu lábio.
— Eu sei. Para você ver que as vezes o amor nos leva a loucura. Falando em outro assunto... Como assim eu iria te trocar pela Lindsey? Ela nem sequer faz parte da nossa família! — Conto toda a história da vida da Lindsey e quando vejo a hora, já eram 15h. Pedimos uma lasanha de frango e quando o pedido chegou, devoramos tudo que estava embalado.
Corey:
A cada lugar diferente que a minha alma percorria, parecia sempre reais. Nos primeiros dias, tentei desvendar o que havia acontecido com o meu corpo e depois que eu soube, fiquei apavorado sem saber o que fazer. Quando já havia me acostumado a ser apenas uma pequena luz branca, tentei entrar em contato com alguma forma humana, porém ninguém me ouvia e nem me via, eu era invisível. Eu estava imerso em um mundo paralelo que era apenas semelhante à realidade.
Descobri em que lugar era aquele em que eu estava muito rápido e pela ajuda da Shelby e do Yan. Na primeira vez fiquei pensando, como é que eu consigo vê-los? Eles morreram, certo?
A dúvida só foi esclarecida quando meu pai falou que eu possuía dons de abrir portais de mundos paralelos e assim se comunicar fisicamente com as pessoas mortas. Esse dom me assustava, porém era útil para que eu sempre pudesse ver a minha irmã e meu pai quando a saudade me atacasse. Mas ali, eu não havia aberto nenhum portal. O Yan que abriu para me alarmar de tudo o que acontecia com as pessoas vivas, incluindo a Debby e as irmãs Vallenty.
No dia em que vi a Caitlin num romance com o meu corpo, tentei avisá-la de algum jeito de que ali não era eu, mas havia sido impossível. Aquela alma ruim possuída em meu corpo conseguira fazer-la acreditar na mentira. Pelo menos nos carinhos feitos, era realmente eu quem estava controlando aquele corpo. Foi difícil, pois a Coisa conseguia dominar direto. Por fim, decidi pedir ajuda para que aquela cena parasse e essa ajuda fora justamente a Frie. Depois do romance do hospital, fiquei pensando, se a Coisa conseguiu dominar o meu corpo e era praticamente uma alma, então eu também posso dominar alguma forma humana. E assim foi. Busquei em toda Nova York uma forma humana conhecida até que tive uma ideia brilhante, ir atrás do ex namorado da Caitlin, dominar o seu corpo e ficar mantendo contato com ela até o momento que eu souber como voltar ao meu antigo corpo. Consegui contato com o Justin. No início da conversa, ele tivera a minha mesma reação quando soube o que era a Coisa , mas assim que se acostumou, o Justin discordara da ideia. Foi difícil faze-lo mudar de opinião, porém consegui.
— Justin, a Caitlin corre risco de vida. O meu corpo irá matá-la se você não me emprestar o seu corpo.
— Se eu lhe emprestar, o que ganharei no final?
— Bem... Você terá a confiança e a amizade dela. Prometo fazer de tudo para que ela pense que é você.
— Não gosto da ideia. E se a transição das nossas almas não der certo? E se minha alma ficar perdida e a sua dominar eternamente o meu corpo?
— Esse é o risco que teremos que tomar. Por favor, vai ser por pouco tempo. Eu prometo. — Ele me lança um olhar de desaprovação, mas aceita concorda com a ideia. Confesso que no início da transição tive medo, medo de que algo ruim pudesse acontecer com a minha alma e a dele. O que aconteceu fora totalmente o avesso. A troca de alma dera certo. Nunca me senti tão... Vivo!
A alma do Justin estava num azul-claro, quase branco. Talvez ele estivesse começando a ser uma boa alma.
Caitlin:
Após acordar de um sonho confuso, a Frie me chama no quarto para me avisar que eu tinha visita. Direciono-me à sala de estar e deparo que não era uma visita qualquer, era...
— Justin? — Pergunto surpresa.
— Caitlin... — Sua voz estava um pouco diferente.
— O que houve com a sua voz?
— Estou com um resfriado, nada demais. — Desconfio. O Justin estava segurando uma caixa de chocolates. Ele estica a mão e me entrega. Agradeço, porém fico em dúvidas se ele estava me dando chocolates e flores para me reconquistar. Toda as vezes que nossos olhares se cruzavam, seu olhar era de nostalgia, nunca havia visto o Justin daquele jeito tão... Sensível e meigo.
— Justin, eu... Quero lhe contar algo.
— Hum... Conte-me. — Fico sem jeito de dizer o que tanto queria falar. Eu não queria estragar as suas expectativas sobre mim, mas se eu não falasse agora talvez mais à frente fosse tarde demais.
— Eu gosto muito de ser surpreendida com flores e... Chocolates, mas eu amo o,,,
— Eu sei, eu sei. Você ama o Corey. — Completa ele. Um sorriso se forma no meu lábio,
— Obrigada por compreender.
— Eu só quero lhe satisfazer, aliás, é isso que os amigos fazem, certo?
— Os amigos carinhosos... — Meu tom de voz abaixa por timidez. — Você não era nada carinhoso, Justin.
— As pessoas mudam, Caitlin. Porém não é para isso que vim aqui. — O Justin estica seu braço para o lado do sofá e me entrega um objeto de madeira que se parecia...
— Uma estaca? Para que serve isso? — Pergunto recebendo a estaca e a analisando.
— Você sabe... Encravar ele em vampiros e essas coisas sobrenaturais.
— Justin, você nem acredita em coisas sobrenaturais!
— Agora acredito. — Ele se levanta do sofá, beija meu rosto e vai embora. Suas atitudes estavam muito estranhas. Garotos tipo o Justin nunca entregariam flores e chocolates para as garotas e sua voz não era a mesma no dia em que me visitou no hospital. Será que eu estava ficando louca?
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