Nightmares Tormentors
23 Surprises,Deaths,Romance and Others
Notas iniciais
Mudei a sinopse,deem uma olhadinha ^^
Acordo no dia seguinte com vários objetivo, descobrir que dons são esses que puxei do meu pai, que lugar era aquele que eu estava, deter logo a Coisa e acabar de uma vez com todos aqueles mistérios que nunca pareciam ter fim. Me levanto da cama, pego uma camisa vermelha que possui um detalhe preto nas costas e na barriga, calça jeans preta e um tênis azul, com detalhes vermelho e branco. Bagunço o meu cabelo do estilo skatista e saio do quarto. Era um sábado, o dia estava frio e as nuvens cinzas.
Saio do quarto e vou para a cozinha. Vejo minha mãe preparando o café da manhã com uma aparência nada boa. Ela parecia ter chorado a noite inteira. Me aproximo dela, abraço-a por trás e dou-lhe um beijo em seu rosto.
— Bom dia, mãe.
— Uau! Quanto bom humor, filho! — Debby se vira e retribui o beijo no meu rosto.
— É que... Eu descontei minha tristeza em você. Eu só queria te pedir desculpas nessa forma.
— Tudo bem, Corey. Sente-se na mesa que a refeição já está ficando pronta.
— O que vai ser hoje?
— Omelete com queijo e suco de laranja.
— Yeah!. — Sento na mesa e espero a refeição. Quando o café da manhã fica pronto, devoro rápido e saio logo da mesa. Minha mãe se assusta com a minha rapidez, porém não pergunta nada.
Para onde eu estava indo? Coloco minhas mãos dentro do bolso da camisa e fico andando pela rua procurando saber aonde eu estava indo. De repente, percebo que estou indo em direção à praça da cidade, mas por quê? Meus instintos diziam para ir àquela praça.
Ando a praça da cidade por alguns minutos querendo saber o que tinha lá que me puxava tanto para aquele lugar. No caminho, encontro uma pessoa deitada embaixo de uma árvore. Haviam algumas marcas em sua pele. Me aproximo da imagem e vejo que era uma mulher dormindo.
— Caitlin? — Bato de leve em seu rosto, porém nenhuma reação. — Caitlin!
Ela acorda e joga para longe um pedaço de madeira que estava segurando.
— Você ficou louca? Levei um susto! Achei que você... — Ela me lança um olhar de tristeza e responde quase em tom de choro e um pouco sonolenta:
— Estivesse morta? — Aquela pergunta me pega de surpresa, Caitlin prossegue: — Era isso que você queria... Que eu estivesse morta.
— Claro que não! De onde você tirou essa besteira? — Me agacho e a pego no colo.
— Queria sim, você me odeia.
— Eu não te odeio e... — Olho para as suas feridas e pergunto espantado: — O que houve com você? Vou te levar ao médico.
Carrego a Caitlin até um táxi que estava próximo do local, vou ao mesmo hospital que ela havia sido internada e fico na sala de espera. Meu celular toca. É a Frie. Atendo a sua ligação e já vou logo avisando sobre a sua irmã.
- Encontrei a sua irmã na praça com alguns ferimentos na sua pele. Já estou com ela aqui no mesmo hospital em que ela ficou internada.
— Oh, Corey... Muito obrigada por avisar. Os ferimentos são graves?
— Não se preocupe, a Caitlin só encravou um pedaço de madeira em sua pele, mas pelo o que vi, ela encravou com força.
— Ai meu Deus! A minha irmã só faz merda! Mas mesmo assim muito obrigada. Qualquer coisa me avise para que eu possa ir até aí.
— Eu aviso, não se preocupe. - Finalizo a ligação e espero receber notícias da Caitlin. Uma hora se passa e nada. Até que o mesmo doutor que a atendera vem falar comigo.
— Parece que a sua garota ama vim pra cá. — Ironiza ele.
— Corrigindo, a Caitlin.
— Isso mesmo. A Caitlin vai ficar de repouso aqui no hospital por pelo menos dois dias. É o tempo suficiente para que os enfermeiros saturem as feridas e seu corpo fique hidratado. Mas... O que houve com vocês dois? Pareciam tão felizes juntos.
— Parecíamos né? É um pouco complicado de explicar. — O médico bate de leve no meu ombro para demonstrar apoio e sai logo em seguida da minha vista. Ligo para a Frie e ela chega alguns minutos depois. Fomos ao quarto que sua irmã estava de repouso. O quarto parecia o mesmo como a vez anterior. Pequeno, um sofá e cama, uma pequena mesa no canto e um banheiro em frente da cama hospitalar.
Ao entrar naquele lugar, deparo que a Caitlin estava com um soro encravado nos seus dois pulsos e seus olhos estavam fechados. Me aproximo lentamente dela e acaricio seu cabelo. Ela abre seus olhos lentamente e fala num tom de sussurro:
— Corey?
— Ei, Key.
— Por que está me ajudando? Você me odeia, não é?
— Eu não te odeio, que bobagem é essa?
— Você foi muito rude comigo ontem.
— Eu só estava de cabeça quente e queria ficar um pouco sozinho.
— Isso quer dizer que eu ainda significo algo para você? — Caitlin franze as sobrancelhas. Silencio por alguns segundos e respondo:
— Key, você sempre significará algo para mim.
— " Sempre" me parece uma eternidade, portanto não brinque com as palavras.
— Eu não brinco com palavras como antigamente. Estou amadurecido. — Um sorriso se forma no seu lábio. Dou-lhe um beijo no rosto e finalizo: — Agora preciso ir. A Frie está aqui para não lhe deixar tão sozinha.
Me despeço das duas irmãs Vallenty e vou embora.
Já na rua, vou ao caminho da biblioteca da cidade e quando chego no local, me direciono à sessão de criaturas sobrenaturais, como vampiros, lobisomens, bruxas e entre outros. Junto de um livro livro encontro uma estaca, objeto usado para matar vampiros como dizem nas mídias. Pego a estaca, o livro e saio da biblioteca, porém na porta, esbarro com a Krysta. Ela me parecia mais magra e estava... Sozinha?
— Krysta? — Pergunto um pouco surpreso.
— Olá, Corey Lights.
— Que surpresa lhe ver aqui... Sozinha!
— O Justin está meio ocupado nesses dias. — Murmuro e fico em silêncio sem assunto. Krysta interrompe o silêncio: Sabe, eu lamento muito pela morte da Shelby. Eu gostava muito dela.
Seu tom era de honestidade e compaixão.
— Todos nós gostávamos. Onde você estava no dia do enterro?
— Eu estava assistindo os discursos nas ultimas fileiras e deve ser por isso que você não deve ter me visto. Saiba que pode contar comigo sempre, certo? — Ela se aproximou de mim e me abraçou amigável.
— Uau! Estou bem surpresa com as suas mudanças. O que houve com aquela Krysta fútil? — Krysta dar um riso um pouco sem graça e responde:
— Ela morreu... Você também mudou e muito. Não é mais o Corey que ironizava ao falar comigo e agora está mais... Maduro.
— Acontece que no fim todos nós mudamos de um jeito. Sabe, confesso que se eu não amasse tanto a Caitlin até que você teria alguma chance comigo. — Um sorriso se forma no seu rosto e ela entra na biblioteca um pouco tímida. Volto para casa e vejo que minha mãe está segurando um caderno pequeno, fino, vermelho e velho. Parecia até...
— O diário... Onde você o achou? — Pergunto enquanto pego o caderno da mão da Debby.
— Eu... Não sei. Apenas fui pegar algo na gaveta do meu quarto e ele estava lá. — Vou ao meu quarto com pressa, deito na cama, folheio as páginas e deparo que todas as folhas estavam em branco, exceto a última folha do caderno, que havia um desenho de uma estaca igual ao que eu estava segurando. Mesmo formato, mesmo tamanho, mesma cor... Tudo coincidia. Então deve ser isso, penso enquanto analisava o objeto e ao mesmo tempo comparando com o desenho.
Saio da cama, pego uma caneta, volto e escrevo como antigamente no diário:
Querido Diário,
Novamente volto a escrever nesse caderno. Achei que meus pesadelos atormentadores haviam terminados quando a Frienny matou o Tobby que na verdade é a Coisa, mas não. Esse joguinho ou seja lá o que for isso que eu estou passando, fez com que pessoas próximas a mim fossem machucadas e mortas, como foi o caso da Shelby, minha irmã caçula. Nessa vez meu pesadelo parecia meio real. Eu estava com a minha irmã e meu pai Yan na praça da cidade e eles diziam palavras sem nexo, como eu ter um dom. Que dom é esse, Diário? Eu ainda vou descobrir, aliás, descobrirei tudo amanhã mesmo! Também queria saber, finalmente... O que é a Coisa? Ela tem forma de um monstro fantasioso e de humanos. Eu queria saber a sua verdadeira identidade! Será que a Coisa é uma espécie de fantasma? Mas claro que não, Corey! Que ridículo seria! Amanhã acabarei com todas as dúvidas e se eu estiver com sorte, descobrirei o que é aquela Coisa e ainda a matarei. Dou-lhe a minha palavra. Pela minha irmã, pelo meu pai e por todos que estão em perigo. Este será o fim do jogo.
Sem perceber, eu já havia pego num sono.
- Corey!
— Shelby? O que fazemos aqui no cemitério? Alguém morreu?
— Sim, aliás... Ainda vai morrer e vai ser... A mamãe.
- Só pode está mentindo.
— Não acredita? Olhe para o lápide e confira você mesmo.
- Em memória de Debby Lights. Não! Não pode ser verdade!
— Não! — Acordo aos gritos, suando frio e com a respiração acelerada. Olho no meu relógio e ainda eram 18h. Vou até o quarto da Debby assustado e tomo um susto. Ela não estava. Corro até a cozinha e deparo com um bilhete pregado na geladeira. Minha mãe havia saído para trabalhar. Uma alucinação estranha toma conta de mim. Por um instante sinto um hálito quente ao meu lado, mas quando me viro não é ninguém. Volto a atenção no que procurar na cozinha, porém a mesma alucinação me domina e nessa vez sinto um pingo quente cair no meu ombro. Olho o pingo e vejo que era de sangue. Novamente viro o rosto para trás e agora deparo com uma imagem humana pálida, olhos verdes e lábio avermelhado com sangue escorrendo. Fico confuso pela figura na minha frente, eu nunca a havia visto.
— Quem... Quem é você?
— Não lembra de mim? — Pergunta ela com tom sarcástico.
— E eu devia?
— Claro que sim, é muito importante se lembrar de quem sou eu.
— Escute aqui, você invade a minha casa e ainda diz que é muito importante eu saber quem é você?
— Eu não invadi a sua casa, você que me chamou ontem. Não lembra?
— Eu não lhe... — Eu queria saber a sua verdadeira identidade. Será que era isso mesmo? A Coisa é um humano?
— Agora você se lembrou, não é? — Seu tom continuava sarcástico. — Pois saiba que é isso mesmo que você está pensando.
— Você não pode ser um humano! Um humano tem um músculo cardíaco!
— Isso é verdade, mas eu sou um humano especial. Eu sou aquele que já pecou muitas vezes, que não acredita em fé e nem em poderes de Deus. Eu sou aquele que ama mortes, violências e sentimentos ruins, aquele que controla seus instintos para fazer algo ilegal, eu sou...
— Você é um demônio! — A garota rir maldosamente e completa:
— Seu raciocínio é muito lento, Corey. Foi tão fácil se fingir de amiguinha imaginária da Shelby... Criança tolinha e tão ingênua.
— Não se refira assim da minha irmã! Ela era apenas uma criança! Como pôde ter a matado? — Meu tom já era de fúria e minha alma estava invadida pela raiva. A Coisa respira fundo e solta a respiração como se algo estivesse fazendo a sua aliviação.
— Esse aroma de pura fúria e raiva... Está perfeito!
— Perfeito para o quê? Não machuque ou mate mais ninguém! Acabe logo com isso e me mate!
— Está apressado para se juntar a sua família, Corey? Espere mais um pouco. O jogo já está terminando e não, eu não machucarei ou matarei ninguém mais. — Por um momento sinto um alívio escorrer na alma até a garota falar:
— Você que vai. Ah! E antes que eu me esqueça. Me chame de Tabby invés de demônio ou Coisa.
— Você é louca! Eu nunca machucaria ou mataria alguém!
— Você não acha que nunca é um termo muito longo para se cumprir? Você vai sim! — Quando a Tabby finaliza a fala, ela me hipnotiza com seus olhos já mudando de verde para preto e quando já estou hipnotizado, a Tabby se aproxima de mim e no instante seguinte não estou mais na cozinha da minha casa.
Caitlin:
Do nada começo a sentir arrepios e uma angústia na minha alma. Era a mesma sensação que eu sentira no enterro da Shelby. A luz do quarto estava apagada e a Frie dormia no sofá, enquanto eu estava imobilizada pelos fios do soro nas minhas veias.
— Frie, acorde. — Ela vira de lado jogando uma almofada em mim. — Frienny, é sério!
Frie responde com um tom sonolento:
— Vai dormir, Caitlin. Amanhã a gente conversa. — Rebato a almofada e ela acorda logo irritada. — É bom que seja urgente, Caitlin Vallenty!
— Relaxe que é urgente... Eu acho. — Minha irmã se levanta, acende a luz do abaju e senta na beira da minha cama.
— O que deve ser de tão urgente para me acordar?
— É que... Do nada senti arrepios e uma angústia na alma, a mesma que eu senti no enterro da irmã do Corey.
— Você me acordou para fazer drama? — Perguntou a Frie irritada e se levantando da cama.- Vá dormir, Caitlin! Amanhã a gente fala sobre isso
— Será que você poderia me compreender pelo menos nessa vez? — Minha irmã se aproxima da mesa do canto do quarto, pega algo e se vira. Ela aplica a agulha no soro e num instante meus olhos se fecham lentamente e volto a dormir.
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