Notas iniciais
Capítulo curto,mas foi o que deu.

Naquela manhã era uma quarta-feira . Voltei para a mansão e me arrumei para ir ao colégio. Após ficar todo pronto e com um pé na saída da residência e outro dentro, Shelby aparecera para me fazer atrasar um pouco.

- Corey, onde você estava ontem? A mamãe ficou preocupada.

- Eu... Estava na casa da Caitlin. – Minha irmã olhou para a mordida da coisa que estava com uma marca roxa e perguntou com curiosidade:

- E isso no seu pescoço?

- Cair de uma árvore e bati com a cabeça no chão. – Menti, aliás a Shelby era ingênua demais para saber da história dos meus pesadelos. Sem o que falar, voltei a andar e nessa vez, em direção do Colégio Halls. Chegando no colégio, fui direto para a enfermaria. Todos me olhavam com um olhar de confusos e curiosos, pois naquele dia eu estava com um casaco preto escondendo meu rosto, calças de frio e botas para ninguém ver o machucado e justo naquele dia, a temperatura estava quente, quase insurpotável. Quando cheguei na enfermaria, a moça de cabelos castanhos claros, cacheados, com olhos verdes, cabelo amarrado e na franja liso, alta e magra, veio em minha direção com um lindo sorriso em seu rosto. A moça logo tirou meu casaco, se virou para trás para que eu pudesse tirar a calça e depois voltou a se virar para analisar as mordidas. Logo em seguida, ela saltou para trás assustada com a ferida e perguntou um pouco assustada:

- Garoto, o que houve com você? Nunca vi um machucado mais profundo que esse!

- Cair de uma árvore e bati com a cabeça no chão. – Novamente contei a mesma mentira. Ela não entenderia, ninguém, jamais entenderia a não ser a Caitlin e a Frie, o verdadeiro motivo das feridas.

- Nunca vi nenhum machucado igual a esses! Vou lhe saturar, agora! – A enfermeira pegou um algodão com álcool, passou nas feridas, depois pegou uma agulha, enfiou –o sobre o meu braço, retirou a agulha, colocou um algodão seco por cima das feridas e engessou as feridas dos meus braços, pernas e pescoço.

- Próxima vez tome mais cuidado, moço! — Dei um sorriso e balancei a cabeça afirmando e depois fui para a sala de aula. No caminho, encontrei a Caitlin que estava com um sorriso perfeito em seu rosto.

- Corey, que bom ver você inteiro! — Ela olhou de cima abaixo para mim e voltou a falar. – Quer dizer... Quase inteiro! – Rimos.

- É bom ver você inteira... Literalmente. – Caitlin deu um riso para mim e depois sorriu. Ela me olhou com um olhar estranho e se aproximou de mim, colocou seus braços em volta do meu pescoço, aproximou seu rosto e quando nossos lábios iriam se tocar, sua amiga Lindsey aparace para atrapalhar.


- Licença, será que eu atrapalhei? – Falou Lindsey com um tom de inocência. Nos afastamos rapidamente.

- Óbvio que atrapalhou, não viu quando eu e o Corey estávamos quase... – Sem deixar a Caitlin completar a frase, sua amiga a pegou pelos braços e a puxou para longe de mim.


Narração da Caitlin:


A Lindsey pegou meu braço esquerdo e o puxou para longe do Corey. Enquanto minha amiga falava, meus pensamentos estavam no Corey e no “quase beijo” que daríamos se não fosse por ela e nos momentos que ele estava em minha residência que todos aqueles momentos foram tão... Perfeitos.

- Caitlin? Olá! Terra para a Caitlin, Terra para a Caitlin!

- Ah! Oi Lindsey.

- Você escutou o que lhe perguntei? – Faou ela de braços cruzados.

- Claro que escutei! – Menti.

- Sério? Então o que foi que eu perguntei? – Eu odiava quando a Lindsey me pegava nas mentiras, eu sempre ficava sem o que falar depois.

- Você falou sobre... Sobre... Agora esqueci!

- Você não esqueceu, apenas não sabe o que perguntei.

- Droga! – Falei com tom de raiva.

- Eu lhe perguntei o por quê de você não estar mais falando comigo normalmente e o por quê de você estar sempre ao lado do Corey. Parece até que me esqueceu, o que está acontecendo? – Seus olhos ficaram sérios e fixados em mim. Como eu falaria a verdade? Se eu contasse sobre o diário do Corey, ela jamais acreditaria,aliás a Lindsey não acreditava nessas lendas da cidade. Decidi contar a maior ou melhor mentira que já contara à alguém:

- É que... Sabe... Eu e o Corey estamos... Estamos...

- Fala logo! – Gritou ela já impaciente.

- Eu e o Corey estamos namorando, pronto! Falei!

- Isso é sério? – A Lindsey começou a rir de deboche. – Mas não era justamente você quem dizia que não gostava de garotos como ele? – Ela começou a coçar a cabeça com dúvidas.

- Claro que é! As pessoas mudam, começam a experimentar outros estilos, coisas novas se é que você me entende.

- Mas de uma hora para outra? Assim do nada? Conta outra! – Para ajudar na mentira, o Corey apareceu com um sorriso lindo em seu rosto.

- Falando de mim, garotas? – Perguntou ele dando uma piscada para mim.

- Que bom que você estar aqui! Estávamos falando justamente de você. – Falei indo para cima dele e fazendo carícias nele.

- É melhor irmos, o sinal já vai tocar. – Falou o Corey. Fomos para um lugar mais calmo e expliquei o motivo de ter dado em cima dele.

- Sabia que eu amei essa mentira? Vai ser bem divertido. – Falou ele maliciando.

- Só não se iluda que eu não gosto de você!

- Sei... Vou lhe chamar de meu amor quando estivermos perto dela, pode ser “meu amor”?

- Corey! Dê um tempo! To começando a achar que foi uma péssima ideia contar essa mentira.

Falei com tom de raiva.


Narração do Corey:


Dei um riso de deboche, me aproximei dela, a olhei no fundo dos seus lindos olhos verdes e falei com uma voz sedutora:

- Eu não estou sendo sarcástico e nem nada, eu realmente quero lhe chamar de meu amor. – Ficamos alguns segundos sem nos falar, naquele momento surgira um sorriso bobo em meu rosto e minha face estava toda vermelha de vergonha, com certeza estava parecendo um tomate.

- Corey, não estamos namorando de verdade, esse namoro é só de faixada para guardar o segredo desse seu diário.

- Eu sei disso, mas... Por que quis inventar esse tipo de mentira? – Fiquei sem palavras para responder. – Você se apaixonou por mim, Caitlin? – O Corey se aproximou de mim. Senti sua respiração em meu pescoço. Sua respiração era quente e agradável. Desviei da sua respiração e respondi meio sem jeito:

- Cla... Claro que não, que imaginação você tem! Foi a única mentira que encontrei e além do mais na minha residência quando cuidei de você, percebi o quanto você é importante para mim e também você estava tão incapacitado... – Foi só o que consegui falar até porquê eu não poderia admitir o que sentia por ele, não naquela época da coisa.


Notas finais
Por quanto tempo vocês acham que essa mentira vai durar?