Notas iniciais
Capítulo grande para recompensar o capítulo anterior. Espero que gostem e COMENTEM,COMENTEM E COMENTEM!

Acompanhei o Corey até a sua mansão e voltei para a minha residência logo em seguida.

Narração do Corey:

Eu estava começando a desconfiar dos sentimentos da Cailtin, eu pressentia que ela estava começando a se apaixonar por mim, mas tão rápido assim? Nós mal nos conhecemos para que ela sentisse algo por mim, talvez fosse respeito, admiração, amizade, eu não sabia bem que tipo de sentimento era aquele, pois a Caitlin as vezes era fria comigo, seus olhos eram frios quando me olhavam de vez em quando. Mas se esse sentimento fosse amor, talvez devesse ser... Amor à primeira vista?. Na mansão, decidi ir ao porão investigar algumas coisas que pudesse me ajudar a revelar esse grande mistério do diário que eu teria que resolver.

No porão, avistei uma pequena gaveta ao lado de um sofá velho e empoeirado. Abri essa gaveta, peguei um pequeno envelope que estava dentro, o abri e comecei a ler uma carta.

Queridos moradores dessa mansão,

Essa mansão é mal assombrada, várias pessoas já morreram aqui por uma fera terrível, um lagarto talvez. Essa residência é habitada por uma coisa que invade seus pesadelos se tornando reais. Nesse porão, há um diário que se você que está lendo isso escrever nele, essa fera terrível lhe atormentará até o dia em que você sair da mansão, ou enfrentá-la de cara-a-cara. Minha dica? Mate a coisa se quiser viver na mansão ou pelo menos pra evitar algum outro ataque dela. A coisa é o coração dessa mansão, mate-a antes que seja tarde demais! Essa coisa costuma torturar as pessoas que você mais ama . Se você estiver lendo isso e a coisa ainda existir, é porquê meu plano de matá-la falhou e que estarei descansando para sempre e só mais uma coisa, tome cuidado com a fera, nunca olhe no fundo dos seus grandes olhos vermelhos...

Assinado: Yan Lights ( pai de Corey Lights e Shelby Lights)”

Assinado: Yan Lights ( pai de Corey Lights e Shelby Lights). Então o meu pai já morou aqui! Ele dizia que iria viajar para negócios quando iria matar a coisa! Então era pra cá que ele sempre viajava!. Refleti assustado e com os pensamentos esclarecidos. O mistério do desaparecimento do meu pai havia sido revelado, mas como eu iria matar a coisa? Ela era enorme com dentes afiados! Peguei a carta, coloquei-a no envelope de volta e sair do porão com ela. Após sair da mansão, Shelby surgira com um olhar de curiosidades para o envelope que estava em minhas mãos.

— Corey, o que é isso?

— Nada não, linda. – Sair da vista dela depressa e fui ao meu quarto, deitei na cama e fiquei observando aquela carta que me assustava a cada vez que lia novamente. Algumas horas depois, liguei para a Caitlin.

( Barulho do telefone tocando)

- Caitlin? É o Corey. Preciso falar com você urgentemente!

— Calma! O que é de tão urgente para você me ligar nessa hora da noite? Conseguiu falar com a sua mãe?

— Escuta, Caitlin, só escuta. Eu não falei com a minha mãe, mas fui ao porão fazer algumas investigações e descobri o motivo do desaparecimento do meu pai.

Como?? – Sua voz de repente ficou espantada.

( Silêncio total)

Eu vi uma carta que está falando tudo sobre a coisa e a assinatura dele.

— Uma carta?... Que coisa de antiguidade! Leve-a para o colégio e sem esquecimento! – Assim que a Caitlin acabou de finalizar a frase, ela desligou o telefone. Depois de algumas horas de bobeiras, me virei de lado e dormir. Novamente tive o pesadelo com a coisa.

Corey, você descobriu o segredo da mansão e do seu pai e agora terá que pagar por isso! – Falou a coisa com um tom de raiva, ódio e vingança. Em uma pequena rolagem de filme, vi o que aconreceria com minha irmã e a irmã da Caitlin. Elas gritavam assustadas enquanto estavam sendo levadas pela coisa. Acordei me sentindo sufocado e quase sem ar, já estava na hora de contar para a minha mãe sobre a lenda, sobre o diário, sobre o meu pai, sobre tudo! Os pesadelos já estavam começando a pesar e eu jamais aguentaria ver minha irmã morrer ou sendo torturada pela fera. Fui ao quarto da minha mãe no meio da madrugada dormir com ela, admito que no fundo eu sempre fiz papel de garotinho medroso. Um grunhido surgira do nada e logo depois do grunhido, meu celular tocou. Era a Caitlin, mas ela não falava nada apenas suspiros altos invadiam o fundo do telefone.

Caitlin,É você? Caitlin?! – Eu falava mas nada de respostas até ouvir a voz da coisa do outro lado da linha.

- A irmã da sua “namorada” já se foi, agora é a vez de sequestrar a sua irmã, mas não se preocupe, não levarei ela hoje. Tenha uma ótima noite, Corey intrometido.- Após finalizar a fala, a coisa deu um riso de deboche e finalizou a ligação. Naquele instante, fiquei pálido e sem reações. Já eram 4h da manhã, estava tarde para ir em algum lugar eu sei, mas mesmo assim resolvi ir para a casa da Caitlin consolá-la. Lá na casa dela, estava tudo completamente escuro, os vidros da janela estavam quebrados. Me aproximei da fechadura, rodei calmamente e abri lentamente a porta. Liguei todas as luzes da sua casa e me deparei com objetos quebrados e fora do lugar. A cada passo que eu dava, sangue e mais sangue se encontravam na minha vista espalhados pelo chão, pelas paredes e pelo teto. A Caitlin estava ajoelhada na sala, em frente a uma das janelas quebradas. Me aproximei dela e vi que seus olhos estavam molhados e fechados, isso não era bom.

— Caitlin, eu... Sinto muito. – Ajoelhei ao lado dela e tentei abraçá-la, porém ela se desviou do abraço e grunhiu para mim com tom de revolta.

— “Sinto muito”? É isso que você diz? Corey, você não sente muito! Não foi a sua irmã que foi sequestrada por essa coisa que você liberou do diário! A culpa disso tudo é sua! Não acreditou em mim e por isso liberou a fera! Muito obrigada! – Ficamos um momento sem nos falar. Eu não sabia o que responder, a Caitlin tinha razão aquilo tudo era culpa minha e de mais ninguém.

— Me desculpe, Caitlin! Acha que a sua irmã foi a única a ser sequestrada? A Shelby também vai ser! E não me culpe pelos meus erros, eu sei que eu errei e me arrependo disso!

— A Shelby também será sequestrada? Mas... De todo jeito, não adianta mais pedir desculpas por algo que já foi feita! Está observando o que essa sua teimosia fez?

— Caralho, Caitlin! Você só sabe me julgar? Desculpa! Quantas vezes tenho que lhe pedir perdão? Eu errei e isso estou admitindo! Mas por favor, pare de me julgar! — Fazia tempo que eu me irritava daquele jeito a ponto de falar um palavriado, mas naquela hora a Caitlin realmente havia conseguido me irritar. A Caitlin olhou para mim assustada e com olhos cheios d’água e se virou para deixar que aquela bola de água se transformasse em lágrimas. Me aproximei dela devagar e baixei o tom da minha voz.

— Caitlin, eu...

— Não precisa mais falar nada. – Sua voz estava chorosa demais. Me aproximei dela e a abracei forte. Enquanto nossos braços estavam cruzados um no outro, percebi uma ferida em seu braço.

— Seu braço... Está ferido.

— Eu sei, me feri quando tentei puxar a Frie para mim, mas a coisa é bem mais forte do que eu, ela mordeu o meu braço e escapou junto com a minha irmã pela janela. – Caitlin apontou o dedo indicador para a janela quebrada. Me diga honestamente, isso também faz parte do seu pesadelo? – Ela me olhou com os olhos ainda encharcados. Só consegui responder balançando a cabeça para afirmar, pois me incomodava ver ela daquele jeito. Me aproximei dela, tirei a minha camisa e passei-a nos seus olhos para secar.

Caitlin sorriu delicadamente e falou com uma voz baixa:

— Corey, eu tenho um pedido para lhe fazer.

— Pode fazer o seu pedido, eu faço tudo por você. – Ela sorriu e falou em seguida:

— Quer dormir aqui em casa? Está perigoso lá fora e muito tarde. Amanhã explicaremos para a sua mãe o motivo de você ter dormido aqui. Só... Dorme aqui, por favor? Não me deixe só. – Abracei-a forte e aceitei o seu pedido.

— Eu jamais lhe deixarei nessas situações. – Sorrimos um para o outro. Fomos para o seu quarto, ajudei ela a arrumar a sua cama e a curar aquela ferida em seu braço. Caitlin se deitou na cama, dei um beijo de boa noite em seu rosto, sentei no sofá ao lado da sua cama, esperei ela dormir e depois de um tempo, consegui dormir. Quando foi de manhã, vesti a minha camisa que se serviu para limpar as suas lágrimas e voltei a dormir, sendo que nessa vez ao lado da Caitlin. As 7h30min da manhã, voltei a acordar, liguei a televisão da sala e quando iria preparar o café da manhã, uma notícia aparecera. Observei o noticiário que falava sobre o desaparecimento da Frie.

Ontem às 4h da madrugada, uma jovem chamada Frienny e conhecida como Frie, desapareceu. Testemunhas dizem que escutavam gritos da jovem e da sua irmã. Até agora ninguém soube falar o motivo desse desaparecimento. O que será que houve? Será que sua irmã está bem? Hoje não terá aula para que investigadores possam esclarecer esse mistério. – Eu não conseguia acreditar no que vira, por causa desse desaparecimento não haveria aula! Isso era bom e também ruim. Fui até o quarto da Caitlin avisá-la sobre o noticiário. Quando acordei-a, ela se virou para ver as horas e levou um grande susto.

— Calma, Caitlin! Hoje não terá aula. – Expliquei –a sobre o noticiário e ela pareceu um pouco mais calma a respeito de achar que estava atrasada para as aulas. – Por que você não volta a dormir? Quero lhe escutar falando meu nome. – Falei num tom de malícia.

— Corey, você é um idiota! – Grunhiu Caitlin jogando um travesseiro em mim.

— Que mira boa você tem. – Falei ironicamente. Ela olhou para mim e fez um gesto impróprio com o dedo do meio. Dei um riso. A Caitlin se levantou, se arrumou, tomou um achocolatado e voltamos para a mansão. No meio do caminho, vários jornalísticas e repórteres nos arrodearam e falavam ao mesmo tempo. Pedi para que só um falasse.

— Caitlin, você está se sentindo bem após sua irmã ter desaparecido misteriosamente? Você acha que sua vida mudou?

— Ela não está afim de responder! – Puxei a Caitlin comigo e corremos para longe para despistar aquela multidão e depois continuamos andando à direção da mansão.

Notas finais
Corey sendo um fofo? Aí tem... Gostaram? COMENTEM,COMENTEM E COMENTEM!