Nightmare and seduction
5 Desenterrando o passado
Notas iniciais
P.O.V Clove
Caminho entre as arvores da floresta, aos poucos, as lapides começam a aparecer, enterradas no meio de todo o lodo, e esquecidas naquela escuridão.
Vou passando pelo o que, um dia foi um cemitério.
Aqui eram enterradas pessoas que morriam por causa da peste.
Quando a peste chegou foi um pânico, alguns religiosos diziam que era Deus os punindo pelos pecados.
Finalmente chego a uma lapide quase que coberta totalmente, plantas cresceram, e o lodo tomou tudo, porem com algum esforço consegue-se enxergar a foto, já acabada por causa do tempo.
Nela, um garoto loiro, com o rosto serio e ate meio abatido esta cravado. Ao lado, o nome Cato, com letras grandes de forma esta depositado.
Essa foi uma das encarnações de Cato, tem outras... Que estão pelo mundo, enterradas... Outras decompostas.
– Cam! Cam! – Grito e o mesmo aparece carregando uma pá.
– Já achou? – Ele franze as sobrancelhas. – Achei que seria mais difícil. – Ele diz lançando um sorriso cafajeste.
Cam é sem duvidas, o anjo caído mais lindo que vi.
Pele branca, cabelo moreno e olhos incrivelmente verdes...
Além de ter um jeito despojado e totalmente cafajeste.
Mas não se engane com seu rostinho inocente, por trás dele existe um assassino em potência e um sedutor cara de pau que não tem dó de te ver sofrer ou desmembrada.
Nos já tivemos um caso...
Quer dizer...
Muitos casos...
Mas é meio difícil resistir.
– Vamos começar.
Levanto e pego a outra pá.
Começamos a cavar o local, o lodo dificulta, e eu não tenho certeza que o corpo foi colocado em um caixão.
Já faz mais de 100 anos, e naquela época, tudo por mais simples que fosse, era muito luxo.
Um caixão, uma flor na lapide... Era apenas para os mais ricos.
– Acho que achei algo. – Cam diz me encarando e sorrindo de canto.
Então vejo, que a algo, parecido com uma madeira logo abaixo.
Sorrio, e começamos a tirar o resto de terra e lodo que a em cima. Ao final, temos um caixão improvisado, feito de madeira bruta e grossa.
Cam busca uma corda, e sem muito esforço o caixão é içado para cima.
– Olha isso aqui pode conter cenas fortes... – Cam diz brincalhão e eu reviro os olhos. – Tudo bem, vamos ver se a caveira do Cato é bonitinha...
– Anda logo Cam. – Digo já me estressando.
Cam pega a pá, e com um pouco de esforço, abre a parte de cima do caixão.
De inicio uma poeira aparece, mas ao olhar para dentro me surpreendo ao ver nada.
Não nada de mais.
Nada de nada mesmo.
Não a sinal de corpo, o tecido que foi botado la, continua intacto, sem nem ser amassado, como se nunca tivesse tido um corpo ali.
– Uou.... Isso era para acontecer? – Pergunta Cam
– Não. Não era mesmo. – Quase que no mesmo segundo meu celular toca, Glimmer. – Alo?
– Clove, já achamos a antiga sepultura do Finnick e temos uma péssima noticia.
– Deixa eu adivinhar: Não tem corpo, ou sinal de que qualquer coisa esteve ali?
– Exato. Vai dizer que foi isso que aconteceu com o Cato?
– A mesma coisa, acabamos de abrir.
– Ai droga... Bem, nos vamos tentar a localização do outo cemitério, o que fica no meio da floresta na Argentina. Viajamos para la amanha. O que você pretende fazer?
– Eu e o Cam vamos voltar para o internato, e Cam vai se matricular la por segurança. Tem algo muito errado acontecendo.
– Bem, nos vamos descobrir... Tchau
– Ei Glimmer espere...
– O que foi?
– Por favor, diz pro Patch não surtar Okay?
– Ei! Eu não estou surtando!!! – Ouço a voz de Patch ao fundo.
– Espero que não, boa sorte e me avisem se encontrarem algo. Tchau.
Desligo o telefone, e suspiro, droga, isso esta muito errado.
– Então nos vamos voltar para o internato? – Pergunta Cam arqueando a sobrancelha
– Na verdade, sim. Mas vamos passar em um lugar antes.
– Vai demorar muito?
– Não. Ate o final de semana nos estamos la. Vamos arrumar tudo isso aqui um pouco, e dar o fora. Para onde a gente vai fica meio longe. – Digo puxando o caixão de volta a vala aberta.
– Não se você dirigir. – Diz Cam.
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