Nightmare Whispers

12 XII - Lentamente.


Notas iniciais
Heheh, eu não deveria rir ao pedir desculpas. Minhas sinceras desculpas, queridos leitores. Mas espero compensar com este cap. Só avisando que eu não sei escrever hentai muito bem.... º////º
E particularmente desculpe à leitora Lucy515, seu comentário eu não consegui responder direito, deu um problema no computador na hora em que eu estava escrevendo... Foi mal, e obrigada pelo comentário ^^
Boa Leitura.

...

...Hibari, finalmente, Hibari... Meu Hibari...

Chrome tentou tocá-lo, mas seus movimentos eram limitados pelas algemas que a prendiam. Continuava de olhos fechados por medo de atrapalhar a sensação que estava agora se intensificando.

- Hibari... – Chrome disse como em seus pesadelos, lentamente aproveitando todas as sílabas, aproveitando som de sua própria voz. Mas agora sabia perfeitamente de quem se tratava, e desesperadamente tentava controlar a euforia e também as lágrimas por tê-lo agora tão perto.

- Chrome... – ele continuou a sussurrar. E ela se arrepiava a cada mínima palavra e toque dele. – Olhe para mim.

Imediatamente abriu os olhos para vê-lo lhe fitando, tão perto que suas respirações se misturavam e Chrome achou que estava sonhando. Como pudera esquecer aquela sensação fria e excitante dos olhos dele? Como pudera esquecer seu olhar sádico e sua expressão impassível e amedrontadora?

Como pudera viver sem ele? Aquela estranha sensação de vazio estava se preenchendo agora com a simples presença dele e seus sussurros. Seu olhar penetrante deixava Chrome em transe e por segundos ou horas se perdeu no frio azul, desejando nunca mais sair dali.

Mas Hibari desejava muito mais.

Beijou-lhe de modo lento e intenso, possessivamente como sempre fora. Prendendo-a somente para si, trancando-a do mundo para que ninguém mais a pudesse ter. Egoístamente a desejando. Ela quase nã consegui-a tocá-lo e isso a desesperava, ao terminar sentiu uma leve mordida em seus lábios.

- Chrome... Você me esqueceu.

Hibari voltou a sussurrar em seu ouvido. Ela tentou falar, mas sua voz tinha morrido. Lambeu os lábios e sentiu uma leve dor onde ele a havia mordido. Uma dor muito diferente daquela que Mukuro lhe fazia sentir. Era uma dor muito melhor.

- Por isso – ele completou em um sussurro rouco – você merece ser mordida até a morte.

As palavras lhe arrepiaram completamente e a mergulharam em profundo extase. Hibari cumpriria sua palavra de mordê-la e já fazia isso, enlouquecendo-a em cada toque. A morderia sim, até a morte. Sua morte significava sua detruição. Sua destruição era estar com ele.

Suas roupas brancas do hospital já haviam sumido, e ele ainda a mordia de modo lento, torturando-a, os lábios dele em seu seio lhe proporcionavam um prazer intenso, e mesmo ante o frio do ambiente e do toque de Hibari, sentia sua pele queimar.

E estava novamente em um pesadelo, novamente vivenciando um pouco do inferno. Um pesadelo delirante, que embriagava sua alma e a fazia desejar ainda mais. A cada vez que Hibari delizava as mãos de modo suave e lento por seu corpo um novo detalhe surgia em sua mente. Ela podia se lembrar agora,entre os gemidos que ela nem mesmo pensava em conter, ela se lembrava de tudo. Cada gesto... Cada palavra... Cada detalhe... Tudo lhe parecia tão nítido... Tão perfeito.

Que este seja nosso segredo... Chrome.

Lembrou-se da primeira vez que se encontraram e modo como fugiram. No momento em que decidiu por pegar a mão dele naquele segundo soube que se lembraria dele até o fim de seus dias.

Agitou-se ainda mais sentindo a pele quente dele em contato com a sua, quase se debatia embaixo de Hibari, desesperada por poder tocá-lo e o máximo que conseguia era deslizar e arranhar as cotas dele quase violentamente em resposta aos movimentos lentos que a agonizavam e a faziam quase suplicar por mais. Podia sentir o corpo dele se arrepiar junto ao seu.

Venha até mim...

Venha... Seja minha.

Lembrou-se dos primeiros pesadelos que tivera com ele e como eles passaram a ser parte de sua vida. Seu desejo de ouvir seus sussurros era um sofrimento sem fim nos dias em que passou sem sua presença.

Estava num limbo entre a vida e a morte, vivendo uma deliciosa ilusão, deleitando-se do proibido, gemendo em profundo extase, vivenciando seu melhor e pior pesadelo, dominado pela obsessão de Hibari e atenuado por cada olhar que ele lhe dirigia entre pausas mortificantes.

Estes mesmo olhares sempre frios e enigmáticos que nunca teriam resposta ou sentido. Esses olhares que Chrome descobrira amar e que se pegava observando-o ingenuamente esperando por poder se perder, fugir e se encontrar nos braços dele.

Totalmente dominada Chrome tremia ao frio das mãos dele que percorriam totalmente seu corpo, ela murmurava o nome de Hibari e se destruia ao ouvi-lo gemer roucamente em seu ouvido. Sua pele queimava lentamente e lentamente ele a torturava, parando para observá-la sempre no momento em que Chrome achava que tudo terminaria, e então tudo começava de novo. As mordidas e os gemidos. Era agonizante não conseguir se agarrar à Hibari, era agonizante o modo como ele se divertia e se excitava em vê-la presa. Mas neste momento ela não desejaria outro sentimento.

O proibido já me consumiu.

Lembrou se então de quando percebera que o amava. Sim, mesmo que possa ainda ser doentio dizer esta palavra, Chrome amava Hibari como nunca antes pudera sonhar em amar. Porque esse amor não era um sonho, era seu eterno pesadelo. Ao qual estava acorrentada como estava agora.

Puxou os pulsos com força e só conseguiu arranhá-lo, tentava-o morder também, mas somente o agitava com a respiração quente e ofegante em seu pescoço, além de dizer seu nome sem parar. Sussurrando por ele, desejando-o.

Chrome fechou os olhos e como se estivesse em um pesadelo ainda podia vê-lo. Estava se embriagando pelo cheiro e pelo som, arqueou o corpo e continuou a puxar os pulsos presos. Seus cabelos grudavam em sua pele suada.

-Você agora é somente minha Chrome... Minha Chrome... Minha. Sempre. Aqui e em seus pesadelos.

Hibari sussurrou isso ofegantemente ao ouvido de Chrome e ela pôde ouvir perfeitamente, sentindo cada palavra. Se estivesse em outro momento teria chorado. Mas não agora. Agora ela só queria senti-lo, para nunca mais perdê-lo, nunca mais esquecer a sensação que esta destruição lhe proporcionava.

E então no momento em que finalmente a possuiu, ela só pôde gritar. Não gritava de dor, mas certamente o hospital inteiro podia ouvi-la. Nada poderia estragar este momento. Nada poderia fazê-la esquecer Hibari agora.

Estava caindo nas chamas mais uma vez, vivenciando novamente um inferno, novamente entrando em ruína. Era novamente um amor, uma paixão, o seu último pesadelo. Seu desejo fora então realizado, e Chrome não poderia estar mais feliz.

Mas a felicidade é algo que se esvai muito facilmente, escorre por seus dedos e não há como recuperá-la sem pagar um preço, um caro preço que faz seu sorriso morrer.

...

Naquela manhã Chrome acordou sorrindo.

Mesmo com o corpo dolorido ela não podia deixar de sorrir, e quando fechava os olhos ainda podia ouvir cada uma das palavras de Hibari junto ao seu ouvido. Seus pulsos estavam quase em carne viva, e as marcas de mordida que Hibari deixara em seu pescoço ainda ardiam ao mais leve toque, mas no fundo ela desejava que isso acontecesse mais uma vez. E aconteceria. Naquela noite eles estariam bem longe, longe o suficiente para que seus pesadelos não fossem mais importunados por ilusões.

Nós fugiremos. Ela pensava ainda inocentemente feliz, feliz como uma adolescente que irá fugir com o namorado proibido. Fugir... Fugir... Mas as coisas nunca são tão fáceis.

Mukuro certamente não a iria ver hoje. Ele era o tipo que não se aproximava enquanto não estivesse tudo pronto, comandaria do escuro e só voltaria quando ela estivesse completamente “curada”. Parecia ter nojo e raiva o suficiente para ficar longe.

Assim Chrome suplicou a Hibari para que fugissem. Ele lhe sussurrou que sim. Mas não contou a ele sobre a gravidez. Não contou a ninguém. Nem mesmo àqueles que lhe administravam os remédios, nem mesmo àqueles que lhe forçavam a não sonhar, nem mesmo àqueles que sempre apareciam para lhe forçar a fazer exames e testes desnecessários. Nem mesmo à M.M., da qual o sorriso de desprezo não podia enganar. Chrome sabia perfeitamente que ela se divertia com Mukuro às suas custas, e por isso ganhava o que queria, até mesmo o direito de torturar Chrome o quanto quisesse. E também o poder de vigilância e manipulação.

Divirta-se com Mukuro o quanto quiser. Até começar a sofrer como eu.

M.M. enganava a todos neste momento, e acreditava que nada poderia estragar tudo que havia planejado. Na verdade poderia ter resolvido tudo matando Chrome. Tinha poder para isso. Mas o simples fato de querer vê-la sofrer a tentava, além de estar a poucos centímetros da morte. Tinha um acordo com Hibari, que envolvia a realização de seus desejos e os desejos dele. E entre eles estava Chrome. O motivo disso tudo. Enquanto ela estivesse confinada e não curada de seus pesadelos ela poderia ter Mukuro, e Hibari poderia morder Chrome até a morte quantas vezes quisesse.

Teria que fazer Chrome morrer lentamente para Mukuro, mas a fuga da qual fazia Chrome estar tão feliz agora não estava nos planos. Simplesmente porque Hibari não se importava nem um pouco com a vida os desejos de M.M., ele não se importava com o resto. O único desejo de Hibari era Chrome, e somente isso.

Mas novamente as coisas nunca são tão fáceis.

Chrome ainda sorria quando a porta se abriu violentamente. O barulho a assustou e seu sorriso então morreu.

Não... Não...

Todas as expressões de insano ódio que já vira em Mukuro não podiam ser comparadas a essa. Ele segurava M.M. pelos cabelos, tão fortemente que Chrome podia sentir a dor em si. A empregada tinha o rosto machucado e sangue ainda escorria de sua boca, seus olhos evidenciavam medo enquanto tentava se soltar em vão.

Chrome tentou se soltar também, seus pulsos ardiam. Ela se encolheu na cama sentindo o olhar de Mukuro desejando sua dor. Ela já tremia mesmo sem ainda nada sentir além de pânico. Em sua mente as imagens eram ainda piores.

Atrás de Mukuro algumas pessoas paravam para olhar, mas não moviam um músculo em ajuda. Os rosto surpresos delas sumiram quando Mukuro fechou a porta e a trancou.

E você voltará sem um único pesadelo. Nem mesmo que tenha que nunca mais dormir, eu não ouvirei mais seus repugnantes sussurros.

- Olá querida.

...

Notas finais
... Minha nossa. Quem teve sangramentos nasais além de mim?
É pois é Chrome, você tem que aprender que a felicidade de meus personagens dura muito pouco. Acho que a de meus leitores também...
E agora Mukuro ficou doidão, só posso dizer que as coisas serão bem tristes.
...
Leiam também: Flower in the Dark e Liberdade Morta.
Erros me avisem.
Aceito críticas, elogios, reclamações, dúvidas, pragas, conselhos, ataques de fãs histéricas e até ameaças de morte.
Reviews?
Hibari hibari hibari hibari hibari ^^