Nightmare - Part 1

2 Capítulo 2 -


Notas iniciais
Ok, eu demorei u-u , na verdade não sei se tem alguém lendo a fanfic g______g , enfim se tiver alguém lendo, comente por favor.

Minha mente parecia um buraco, escuro, vazio e extremamente silencioso. Eu não sentia nada, não ouvia nada e não fala absolutamente nada. Então surgiu um brilho fraco, se movia de um lado para o outro, foi se aproximando até que tudo ficou claro de vez, forçando minha vista a se acostumar com a claridade.


Esfreguei os olhos, tentando agilizar o processo de meus olhos se acostumarem com a luz. Não estava totalmente claro, na verdade era noite e eu estava em uma estrada, dentro de um carro.


– Enfim acordada Bela Adormecida! – Ouvi uma voz masculina.


Meus olhos ainda estava sensíveis e a visão um pouco embaçada.


– Você esta bem Demetria? – Pareceu preocupado.

– Quem são vocês? Onde estou? ... Não, o que esta acontecendo? ... Ai! – Minha cabeça doía um pouco.

– Ei, vai com calma nas perguntas! Sou Joseph. – Falava o rapaz no banco do passageiro, extraordinariamente lindo.

– E eu sou Kevin! – Disse o que estava do lado do motorista arrumando o retrovisor de forma que pudesse me ver.

– Isso é um sequestro?


Eles começaram a rir, como se eu tivesse contado a piada mais engraçada do mundo.


– Não se preocupe! Não estamos te sequestrando, prefiro o termo ajudando. – Dizia Joseph.

– Me ajudando a voltar para casa?

– Não. Na verdade estamos salvando a sua vida.

– Salvando a minha vida? Como? E-eu...

– Acalme-se. Como eu falei, não tem com o que se preocupar.

– E a Selena? Como ela está? Meu Deus! Ela...

– EI! Você pergunta de mais garota. Sua amiga está bem e segura.

– Segura de que? — Ele ficou em silencio. – Fale Joseph!

– É complicado querida. – Kevin explicava dessa vez. – Acho melhor isso ficar pra depois!


Respirei fundo, tentando engolir o que os dois palhaços falavam. Não tinha como acreditar nas poucas explicações que estava recebendo, sem contar que eram sem sentido algum. Pensei em alguma forma de sair daquele carro, os dois podiam ser bem bonitinhos, mas eu não seria sequestrada.


– Eu não estou muito bem não. Acho que vou... Vomitar! – Imitei a cara de quem estava prestes a morrer.

– Kevin para o carro. Rápido!


Kevin estacionou no acostamento imediatamente, isso era sinal de que eu estava sendo bem convincente. Abri a porta como quem fosse vomitar ali mesmo, mas na verdade sai correndo pelo acostamento.


– Demetria! Volte aqui! – Tentei ser mais rápida quando ouvi a porta do carro abrir, provavelmente um deles estaria atrás de mim.


Os carros que vinham no sentido contrario do que eu corria, iluminavam o acostamento, contribuindo para que eu pudesse enxergar o caminho. Não sei o que faria depois de correr, me jogar na frente de um carro seria uma das ultimas opções. Ouvi passos se aproximando dos meus, então cometi a burrada de olhar para trás.


– Cuidado! – Gritou Joseph.


Olhei para frente tarde mais, havia um carro parado no acostamento e de alguma forma eu não tinha o visto antes. Fui de encontro com a frente do carro, batendo com força o meu rosto no para-brisas, não só o rosto havia sofrido com o impacto, o corpo inteiro gritava de dor. Eis que do outro lado da estrada surgiu um homem vestido em um terno preto, eu o reconhecera da escola, o mesmo homem que havia me atacado e agora estava aqui mais uma vez. Ele atravessava a auto estrada sem se preocupar com os carros que vinham a sua direção, porem os motoristas pareceriam não perceberem a presença de um homem no meio da estrada. A nossa distancia estava um tanto reduzida e quando estava perto o suficiente a ponto de poder esticar o braço e me tocar, um rapaz entrou na sua frente.


– Moça você esta bem? – Ele me encarou preocupado.


Meu corpo parecia estar coberto pelo manto da dor, ou seja, eu não estava nem um pouco bem.


– Você está maluca garota? Não viu o carro? – Joseph estava ofegante.


Os dois me levantaram com cuidado, minha expressão provavelmente estava mostrando o quanto eu estava dolorida. Joseph me carregou no seu colo até o carro, não que eu precisasse ser carregada, mas eu não reclamaria de ter um pouco de conforto. Kevin nos esperava encostado no porta-malas.


– O que ouve?

– Ela atropelou um carro. – Kevin segurou a risada.

– Precisamos limpar isso!


Meus nariz estava sangrando, deixando uma bela mancha na minha camiseta.


– Você vai ganhar umas belas manchas roxas pelo corpo!


Kevin tirou uma maletinha branca do porta-luvas. Ele limpava o sangue que já estava escorrendo pelo meu queixo, meu nariz não parava de sangrar, sem contar as dores espalhadas pelo meu corpo todo. Como eu não pude ver o maldito carro?


– Já me imaginei morrendo de várias formas, menos de hemorragia pelo nariz! – Tentei aliviar a tensão.


Eles riram, mas provavelmente riram de pena, porque graça mesmo não teve nem uma.


– Calma, que isso já vai acabar! – Kevin dizia confiante de si.


Depois de travarmos uma luta incansável contra o sangre que insistia em sair pelo meu nariz, foi sessando, até parar totalmente. Senti-me aliviada, porque imaginei que morreria de verdade, havia sangue pela minha camiseta, no chão e até mesmo no banco do carro que eu estava sentada.


– Credo! Parece que o seu nariz vai cair. – Joseph falou.

– O que? – Um grito saiu com o susto.

– Não. O teu nariz não vai cair, o Joe que é um idiota que vai perder os dentes se não ficar quieto! – Kevin fechou o punho, Joseph ria.


Voltamos para dentro do carro, confesso que passei a ter um pouco de confiança na dupla, mas ainda não tinha intenções de seguir viagem com eles, pelo menos até a próxima parada. Concentrei meus pensamentos no céu estrelado.


Senti uma brisa leve e quente passar por mim, o ambiente estava abafado e sentia o sol queimar a minha pele, abri os olhos ao lembrar que antes eu estava dentro de um carro à noite, não tinha como o sol estar alto nesse momento. Realmente meu corpo não me enganava, estava claro o céu, me encontrava em um deserto, lembrava-me o Arizona. Uma estrada separa eu de uma chalé em condições precárias. Algo naquela casa atraia a minha atenção, resolvi ir até ela.


A porta estava aberta e quase que o trinco saiu em uma das minhas mãos. O interior da casa parecia estar mais conservado, apesar da poeira e os moveis quebrados e espalhados pelos cômodos. Resolvi subir a escada, que rangia a cada degrau que eu pisava, tomei cuidado para não quebrar.


Havia um pequeno corredor com algumas portas, todas estavam fechadas. Assustei quando ouvi um barulho vindo da porta mais próxima de mim. Pensei que não havia ninguém na casa, pelo estado em que se encontrava. Me aproximei da porta, assim de bater nela, mas parei assim que ouvi algo correr pelos meus pés. Era água saindo por de baixo da porta, o estranho era o tom avermelhado que estava misturado na água.


– Ai meu Deus!


Aquilo só podia ser sangue, ou seja, alguém estava ferido. Rapidamente abri a porta, na esperança de poder salvar a pessoa. A torneira sobre a banheira estava aberta, despejando água dentro da banheira que transbordava, havia um braço pra fora da água, estava imóvel. Corri em direção da banheira, peguei no braço para puxar a pessoa para fora da água, ela precisava de socorro o mais rápido possível. Porem, assim que toquei no braço, a outra mão saiu da água agarrando o meu cabelo.


–AI! – Protestei. – Eu quero te aju... – Antes que eu terminasse a frase, fui puxada para dentro da banheira.


Acordei com um pulo, meu coração batia freneticamente. Percebi que não estava mais dentro de um carro e muito menos no fundo de uma banheira, estava um pouco escuro, mas com a pouca claridade que entrava por uma janela percebi que era um quarto.


Eu estava dividindo a cama com Joseph, que dormia como uma pedra. Em frente à cama havia um colchão sobre o chão, onde Kevin dormia. Não pensei duas vezes, era o momento perfeito para ir embora.


Levantei-me com calma e cuidado, para que não acordasse o Joseph, peguei meu tênis, que pra minha sorte estavam do lado da cama, caminhei até a porta, mas estava trancada. Procurei pela chave, até que a vi sobre o criado mudo do lado em que Joseph estava deitado. Voltei em silencio e peguei a chave, em seguida abrindo a porta que me livraria da dupla.


Assim que sai do quarto, parei pra colocar meus tênis. Eu estava em algum hotel de beira de estrada, caminhões passavam sem parar na pista, devia ser de madrugada já e provavelmente a minha mãe estaria surtando em casa.


Desci a escada segurando com força no corrimão, estava com um pouco de tontura e dor de cabeça. Andei pelo estacionamento e logo me encontrei diante de uma lanchonete, meu estomago se manifestou me lembrando do vazio nele, estava a muitas horas sem comer, o possível motivo do meu mal estar. Minha visão começou a escurecer e fiquei tonta de vez, teria caio no chão se alguém não tivesse me segurado.


– Opa! – Joseph me encarou enquanto me segurava. – Tentando fugir?


Me soltei depressa dos braços deles e quase cai mais uma vez.


– Calma! Não precisa usar o seu olhar furioso. Venha comer alguma coisa, deve ser por isso que tá quase desmaiando.


Entrei na lanchonete quase que sendo carregada por Joseph, fiquei sentada em uma das mesas enquanto ele fazia algum pedido. Deitei a cabeça sobre a mesa, a dor começava a aumentar.


– Você esta bem Demetria?

– Minha cabeça está doendo, só isso. E me chame de Demi... Por favor!

– Ok!


Ficamos em silencio grande parte do tempo, a fome era tanta que se eu falasse provavelmente desmaiaria sem qualquer energia. Pro meu alivio total a comida logo chegou, era um lanche com hambúrguer, não era algo que eu gostasse muito de comer, mas eu precisava encher meu estomago com o que me aparecesse. Acho que nunca havia comido um lanche daquele com tanto gosto.


– Até que pra uma dupla de sequestradores, vocês dois são legais!

– Não somos sequestradores Demet... Demi.

– Se isso não é um sequestro, o que é então?

– É tipo um resgate! Eu acho.

– Eu não tava precisando de ajuda nem uma quando vocês apareceram.

– Não é o que me pareceu lá na escola.

– E o que esta acontecendo?

– Acontecendo a onde?

– Não sei, você que tem que me falar!

– Não ta acontecendo nada.

– Ah. Claro que não, por que eu acharia que está acontecendo alguma coisa?


Bufei insatisfeita. Voltei a comer o lanche, vez ou outra tomando um gole do refrigerante.


– E a minha mãe? Ela sabe onde estou?

– Na verdade ela pensa que você está passando as férias em um acampamento no Arizona, pra aprender biologia e como é a vida na fazenda.

– Sério? Claro que a minha mãe vai acreditar que fui aprender biologia durante as férias inteiras, sendo que odeio biologia!

– Você odeia biologia? Sei lá, vamos fingir que você começou a gostar.

– E se ela resolver me ligar?

– Passei o numero do celular do Kevin, o “dono” da “fazenda”. – Ele ia dizendo fazendo os sinais de aspas com os dedos.

– Que plano brilhante! – Disse ironicamente.


Assim que terminamos o nosso lache, fui escoltada de volta para o quarto. Kevin ainda dormia, ele devia ter o sono pesado.


– Vou dormir de novo! Faça o que quiser, desde que seja dentro do quarto. Só não... Se mate, ok? Fique viva!


Sentei do meu lado da cama. Com certeza não dormiria, já havia dormido grande parte do dia.


– Por que eu me mataria?

– Não sei. Vai saber se você não tem umas ideias meio malucas!

– Claro. Agora sou suicida.

– Não. Só falei que você tem ideias malucas!

– Tanto faz. Vai dormir logo!


Ele se jogou sobre a cama rindo.


– Boa noite Demi!

– Boa noite!


Alguns minutos depois, me deitei também, não pretendia dormir, afinal não sentia sono algum, fiquei refletindo sobre qualquer coisa da vida, conversando comigo mesma em silencio. Não sei por quanto tempo fiquei acordada, mas em um certo ponto da madrugada acabei dormindo. E pela primeira vez não tive pesadelo algum.


Notas finais
Então, o que achou?