Nightmare Dance Club

2 Não, eu não estou apaixonada...


Notas iniciais
Oieee, seus lindos! Ame-chan na área... depois de ameaça de tortura, espancamento, morte e ocultação de cadáver (na realidade só quiseram puxar a minha orelha) eu me juntei ao projeto para trazer uma cena "hot" de... tã, tã, tã... vocês verão já já :v . Tenham em mente que não sou especialista em hentai, então caso eu faça mais capítulos (ainda não sei) nem todos acabarão em... vocês sabem... . Bom... lá vai... boa leitura para vocês :3

Selene Edlyn Ella Brook

Selene mascou por mais algum tempo o chiclete de morango, passando-o de um lado para o outro, depois fez uma grande bola, que estourou com os próprios dentes, bem a tempo de colocar um dos braços no caminho de Sky... ele vivia tentando passar a perna dela para se encontrar com o namorado em uma das cabines... de vez em quando, a elfa alta, de cabelos desfiados e escuros, até lhe dava uma colher de chá e fingia que não via.

Mas haviam noites e noites, e ela não se encontrava de bom humor naquela em especial. De maneira que manteve o braço no caminho, ainda que Skylar a olhasse com uma expressão de cachorro-sem-dono.

– Mas que porra, vocês não tem casa? Já ouviram falar de motel? E pára de me olhar com essa cara ou arranco seu outro olho...

– Caraca, Selene, você tá de TPM?

– Se repetir isso vai descobrir porque me chamam de Rainha de Copas.

– Okay, okay. — o ruivo espalmou as mãos, dando passinhos para trás. — Mas sabe, hoje é minha folga semanal...

– Senhor, dai-me paciência... — seus dentes pareceram triturar a goma em sua boca quando ela apontou para trás de si. — Ande logo antes que eu mude de ideia... mas se alguém vier atrás de você, não me responsabilizo.

– Obrigada, Selene! — ele fez questão de abraçá-la, mas com a esquiva da mesma, ele acabou abraçando a cadeira.

– Tanto faz, apenas vá...

Viu quando o ruivo passou por ela... não se lembrava de ver Yan fazendo aquele mesmo caminho, mas isso não era de sua conta mesmo. Deu de ombros, fazendo outra bola com o chiclete. Outro rapaz parou a sua frente. Dessa vez era Lidrin. O que o djin fazia longe da banda era um mistério... estaria no intervalo?

– Que é?

– Cara, falaram que você tava mal, e de TPM... ou era o contrário? — ele coçou o queixo. Selene praguejou todos os palavrões que conhecia mentalmente.

– Não estou de tpm, e mande aquele filho duma puta do Kenai calar a boca de crocodilo dele, ou se ocupar com o... — e ela ia continuar com vulgaridade, referindo-se a uma certa parte do namorado de Kenai, antes de ser cortada pelo guitarrista.

– Okay... não precisa se estressar. Mas o que passa? — ele sentou-se na cadeira ao lado dela (afinal, ela não podia ficar em pé atendendo aos clientes a noite inteira, certo?) e viu quando mais um casal entrou no ambiente. Selene entregou-lhes uma plaquinha e uma chave e disse um número, deixando ambos passarem. Voltou seus olhos para Lidrin.

– Desde quando eu tenho que ter motivo pra ficar de mal humor?

– Sei lá, nunca ouvi falar de pessoas acordando e dizendo: “uhu, hoje vou brigar com Deus e o mundo”.

– Lidrin, você perdeu o amor a vida, hum?

– Não, não... em momento algum, minha vida é um palco iluminado...

– Isso porque você é guitarrista de uma banda, gênio.

– Oh, eu quase me esqueço, que bom que me lembrou. — a piadinha, no entanto, só fez com que Selene franzisse o cenho ainda mais. -Sério, garota, o que você tem? Tá que você não é lá um amor de pessoa, mas hoje está especialmente... hum... com um péssimo humor.

– Eu estou ótima... — sua mão percorreu completamente a própria face. — Apenas não é um bom dia, okay? Okay. Ahn, devem estar procurando-o no palco.

– Hum, devem mesmo... até mais, Rainha de Copas. -ele levantou-se num salto e voltou a colocar a jaqueta preta de taxas que antes vestia.

– Não fique gritando meu codinome por ai, inferno...

– Tá bem... — ele acenou, e Selene também ergueu a mão, voltando a pousá-la sobre suas coxas quando o rapaz saiu. Suspirou, cruzou as pernas e viu uma terceira sombra parar em frente a ela. Sua paciência esgotou com a velocidade de um relâmpago.

– Puta que pariu, já disse que não estou de tpm. — ela ergueu os olhos num rompante e deu de cara com Frosty.

– Oh que bom pra você então... — ele disse, num sorriso quase sonso, o que a fez ruborizar-se alguns tons e voltar a bater a mão contra a testa.

– Eu mereço... o que você quer?

– Eu vim ver...

– Tá, chega... é uma piada, né? Vocês só podem estar me zoando... não estou com problema nenhum, só acordei de mal humor! E não, não é nenhum problema feminino.

– Er... — ele jogou-se na cadeira, coçou a bochecha, se acomodou. — Se você diz. Mas os outros estão preocupados.

– Eles se preocupam demais a toa. E você também. — pareceu se lembrar que ainda tinha um chiclete na boca, pois retirou a goma (completamente sem açúcar) de lá e colou-a em baixo da cadeira, arrancando uma careta de Frosty. — Que é? Da próxima vez enfio entre os seus belos cabelos loiros.

– Não é necessário, de verdade. — ele ajeitou o colete e estendeu a mão. — Vamos, você está pálida, vou conversar com a Nyx para colocar alguém em seu lugar.

– Hei, me deixe quieta aqui, mas que coisa... oi, Yan. — ela viu o ruivinho chegar e apontou para uma cabine em especial. Ele apenas agradeceu com um gesto de cabeça, passando direto, afinal não queria atrapalhar.

Rolava uma pequena aposta entre os integrantes do Nightmare Dance Club, uma parte afirmando que Selene e Frosty iam acabar ficando juntos, outra que tal coisa nunca aconteceria. Havia uma minoria, ainda, que afirmava que ambos já deveriam ter um caso. Selene sabia que esses estavam terrivelmente errados, que em momento algum ela e o rapaz de cabelos loiros tinham de fato se envolvido em algo mais que certos galanteios da parte dele.

Os dois eram grotescamente diferentes, como água e o vinho... talvez a única coisa que ambos tinham em comum era a predisposição de implicar um com o outro, toda vez que se cruzavam. Selene era normalmente fria, calculista, dona da razão... Frosty era doce, tranquilizador, aquele que apartava qualquer discussão. Fogo e gelo, não necessariamente nessa ordem.

Ele seguiu o garoto ruivo com o olhar. — Er... Sky está aqui?

– E qual é a novidade nisso?

– Bom, tanto faz... — Frosty deu de ombros, voltando a se levantar. — Me espere quando sair hoje, certo? Vou te levar em casa.

– Oh, meu herói. — Selene revirou os olhos, mas abriu um breve, quase invisível sorriso. Quando ele foi embora, tirou os fones do bolso e colocou-os no ouvido, com um volume alto o suficiente para abafar a música do ambiente em que estava. A música, no entanto, não a acalmou em nada... só fez sua cabeça começar a doer mais.

Eu não estou apaixonado
Então não se esqueça
É só uma fase boba pela qual estou passando
E só porque eu te ligo
Não me entenda errado
Não pense que você conseguiu
Eu não estou apaixonado
Não, não
É porque ...

Ela praguejou, talvez pela enésima vez aquela noite, e tirou os fones de ouvido. — Música idiota...

Por um instante, quis dar uma de Sky e ir para outro ambiente... quem sabe o salão onde a banda tocava... ela sabia que eram bons, e que o estilo deles combinava bastante com o que gostava de ouvir.

Se revirou, procurando uma posição melhor para ficar. Os casais passavam por ela sem dar trégua. A noite estava movimentada... um pouco, naturalmente, por ser sexta-feira. Mas esta passou rápida, e logo ela se viu de roupa trocada, pesados agasalhos para suportar o frio que fazia, esperando por Frosty. Os empregados iam saindo e se despedindo, um a um... Lyla foi uma das últimas, e Selene pôde jurar que recebera uma piscada da mesma.

Certo... estava tudo bem. Sentiu que alguém lhe dava o braço, e ergueu minimamente a cabeça para divisar Frosty, afinal ambos tinham quase o mesmo tamanho. Os olhos de ametista faiscaram, encontrando os azuis céu dele, e no minuto seguinte ele já havia soltado-a.

– Okay, você venceu. Podemos ir?

– Claro... você demorou demais.

– É apenas impressão sua.

Os outros viram quando a dupla dinâmica – como aqueles dois eram chamados quando não estavam ouvindo, obviamente – se afastaram, discutindo entre si, como de praxe.

– Aposto que vai rolar algo hoje.

– Ah, pára com isso, Sky. — protestou Anne pela sua vez, já devidamente agasalhada. Neco abriu ligeiramente a boca para falar, baixo como sempre.

– Mas eles fazem um bom par...

– Hei, vocês não tem nada melhor para fazer do que ficar debatendo sobre a vida alheia? — Era Nyx, chegando por trás deles, acabando de se arrumar para sair também. Aparentemente já havia fechado todas as portas, só ficando por último a de entrada/saída.

– Demon Lady, você não apostou também? — Liam ergueu uma sobrancelha, visando a chefe de esguelha.

– Sim... mas ao contrário de vocês, eu conheço meu irmãozinho de consideração muito bem.

– Você só está ganhando dinheiro em cima da gente...

– Como bem dizem, o mundo é dos espertos... — ela abriu um sorrisinho, o que era raro quando se tratava da mestiça, e bateu palmas brevemente. — Agora andem logo, vou fechar as portas...

oOo

Estava realmente frio. A neve caía em profusão, forçando os dois a levantarem os pés bastante para poderem andar. Mesmo que Selene se orgulhasse (ou nem tanto assim) de morar a poucas quadras do trabalho, demorou um bocado para que conseguissem atravessar o mar branco e chegar as portas de seu humilde prédio. Fez um sinal para que Frosty a seguisse, e ambos atravessaram a portaria, subindo apressadamente as escadas. Selene abriu com certa dificuldade a porta do lugar que passara a chamar de lar. A fechadura estava com visíveis problemas, travava com frequência. Normalmente ela chutaria a porta e faria-a em pedaços, mas se fizesse tal coisa toda vez, acabaria gastando todo o seu salário com o concerto.

Quando finalmente conseguiram entrar, Selene praticamente atirou a bolsa que trazia em direção ao único sofá que havia e tirou o casaco encharcado, pendurando-o no cabideiro mais ao lado. Levou as mãos a cintura, voltando a visar seu convidado. — Vamos, deixe seu casaco aqui... eu vou servir um café...

– Chá.

– Um café. E não reclame. Outra coisa, se prepare, você vai dormir aqui...

Frosty, que já retirava o casaco a essa altura do campeonato, franziu o cenho e parou de se mexer.

– Mas... o quê?

– Isso que você ouviu, não tem como você chegar em casa com uma tempestade dessas.

– Na realidade, tem sim.

– Na real, pára de se desfazer das minhas tentativas de tentar ser uma boa pessoa.

Esse comentário o fez rir. Selene virou a cabeça em direção ao fogão novamente, para esconder um certo tom avermelhado que subira pelo seu pescoço. Era apenas raiva... só isso. Ela tinha muita raiva dele... tão certinho, o tempo todo, o bom moço, sempre, eternamente. Parecia incapaz de perder a paciência, mas isso acontecia, com raridade, pelo menos. Ela sabia... de cada deslize, desde que se conheceram.

Focou sua atenção no que estava fazendo, antes de ser chamada mais uma vez por ele.

– Mas Sel... onde vou dormir?

Era verdade que o apartamento era um cubículo, afinal só ela morava lá mesmo. Apontou metodicamente para o sofá, tentando parecer indiferente.

– No sofá...

– Ha... sem querer abusar da sua boa vontade, mas eu definitivamente só caberia nesse sofá se fosse compactado.

– Vá pro inferno junto com a sua ironia, Frosty. — ela sorriu, ácida.

– Não foi você mesma que me chamou pra cá, pra começo de conversa? Decida-se de uma vez, se quer que eu fique ou vá embora...

– Agora você conseguiu, Frosty, vou cortar fora essa sua cabecinha loira... — ela girou nos calcanhares, indo em sua direção, mas de alguma forma sentiu suas pernas se embolarem, e acabou derrapando... na tentativa dele tentar segurá-la, acabaram caindo ambos no chão. Enquanto ela se recompunha, os olhos deles se encontraram. E por algum motivo estúpido, que ela não soube definir muito bem aquela hora, não desviou quando ele subiu um pouco mais a cabeça para lhe dar um beijo nos lábios.

Digamos que ela ficou fora de si por um longo tempo depois disso... talvez fosse carência, uma maneira de aliviar o estresse ou apenas pura inconsequência, luxúria, ou algo do tipo. Selene de jeito nenhum admitiria algo como “paixão”, apesar de isso estar na cara para todo mundo ver. Esse nunca fora o seu estilo. Em momento algum dedicaria palavras de amor incondicional, até porque palavras são apenas isso... dispersam-se pelo vento, transformam-se em mentiras.

Ações sempre valeram mais do que palavras vazias de significado...

De maneira que ela não se incomodou de ter o corpo acariciado por ele... nem mesmo quando ambos conseguiram se levantar novamente e Frosty a pegou no colo, levando-a até a cama... sentiu as mãos geladas dele percorrerem-na, lentamente, livrando-a das peças de roupa mais superficiais... a blusa de lã e sua calça foram retiradas com tanta sutileza que mal pôde sentir, mas o vento frio que a acossou fez com que estremecesse... bom, ela não deveria sentir frio, deveria? Isso era tão ilógico quanto parecia?

Essas perguntas foram esquecidas, sem resposta alguma por parte dela mesma. Da sua parte, também estava a livrar-se das roupas de Frosty, mas ao contrário dele, seus toques quentes podiam ser sentidos, e bem. Ele arrancou a camiseta dela, e voltou a beijá-la, descendo aos poucos, percorrendo o canto da boca, bochecha, queixo, pescoço... o ultimo beijo foi sobre o ombro exposto de Selene, onde havia a alça do sutiã que usava, de cor avermelhada. Pedindo para ser abaixada.

– Você tem certeza? — ele perguntou, mantendo-se abraçado a ela. Talvez ela soubesse o que ele pensava naquele instante. Sua resposta foi um retrucar baixo, enquanto sentia sua face esquentar: — Não me trate como uma garotinha virgem...

– Ótimo, então vou ser bem bruto, que tal? — ele agarrou os cabelos negros dela, trazendo-a mais para perto, e no instante seguinte sorriu. — Estou brincando...não sou capaz de fazer isso.

E ela nem queria que ele fosse capaz, no fim das contas... agora podia sentir o contato dos dedos dele com a pele das costas, a procura do fecho. Abriu-o, puxou-o... a peça foi deixada cair em meio às outras roupas, e Frosty desceu ainda mais os beijos, chegando ao seio dela, o qual abocanhou, de maneira muito suave, primeiramente, logo se tornando mais insistente. Sua outra mão subiu, apertando o outro seio, mantendo-a preenchida por ele.

Ao ser tocada daquele jeito, seu cérebro pareceu pifar por um segundo... um suspiro-gemido escapou de seus lábios, embora se esforçasse para não fazer som algum. Aquele não era seu tipo... sua tendência era ser quieta, distante, mesmo fazendo aquele tipo de coisa... mas se tratando de Frosty – pelo qual, bem lá no fundo, nutria um sentimento de paixão – ela não saberia o que poderia acontecer aquela noite. Selene mal sabia se seria ela mesma até o seu fim.

O elfo trocou de seio, voltando a brincar com aquela parte dela, mordendo de maneira cuidadosa, lambendo, sugando... os sons que saiam da boca dela ficavam mais constantes. Ela abaixou a cabeça, de maneira que seus dentes pegassem em uma das orelhas pontudas dele. Sem machucar, contudo. Em um movimento instintivo, a mordida dele ficou mais forte, o que a despertou. — Ai! Hei...

Uma risada fraca veio do lado dele. — Desculpe. — disse, voltando a beijar o local magoado. Okay, ele estava realmente zoando com a cara dela... aquele cretino loiro de uma figa.

– Idiota...

Frosty deixou seus seios, subindo os beijos gelados por seu pescoço. — Um idiota que você ama.

– Nos seus sonhos...

– Ha! Você mal sabe... — aquele risinho outra vez. Selene precisou engolir o xingamento que veio na ponta de sua língua. Ele descera a mão livre, percorrendo sua barriga, descendo ainda mais até a sua sua intimidade. Toques gélidos, leves, que a fizeram estremecer de prazer.

– Isso é golpe baixo.

– Não tanto... — os beijos subiram mais, chegando a sua boca normalmente. Aquilo tudo... era como ser venerada, não era apenas sexo, embora ambos estivessem bastante relaxados em trocar ofensas bobas. Tinha de admitir, ele sabia o que estava fazendo...

Minutos depois eles já haviam se livrado de tudo o que sobrara de suas vestes. Uma queda de luz fez com que ficassem totalmente no escuro, o que não atrapalhou coisa alguma, embora os dois ficassem ligeiramente decepcionados com tal situação. Selene teve que se limitar apenas a sentir, e ouvir, quando queria ver.

Ainda podia senti-lo sobre seu corpo, distribuindo seus beijos por todo o seu corpo, do rosto às coxas e até mesmo entre elas. Ali, principalmente, seus toques faziam-na perder o mísero resquício de sanidade que ela ainda mantinha. Ele se foi completamente, no entanto, apenas quando Frosty se encaixou a ela. Sem aviso, apenas invadiu-a, seu membro preenchendo-a por completo, antes que ele se deitasse por cima dela, apenas com o tato encontrando seu rosto. Retirou as mechas de seu cabelo, ouvindo sua respiração mais forte que o normal. — Está tudo bem?

– Sim... — ela havia, de fato, gemido muito alto com aquela intrusão. A ideia de ser tão vulnerável nas mãos dele era mais constrangedora do que tudo aquilo que estavam fazendo ali, naquele quarto escuro. — C-continue...

Houve mais uma risada da parte dele, dócil, como um tilintar de sinos. E então moveu-se, de maneira lenta a princípio, aumentando a intensidade aos poucos. Provocando-a, era o que estava fazendo. Mas ela não daria esse gostinho, não pediria por mais. Sabia que o desejo que ele sentia ia ser mais forte do que toda a sua tentativa de brincar com ela.

Suas pernas envolveram a parte abaixo da cintura dele, enquanto procurava uma posição melhor para a penetração. De fato, agora ele fazia o movimento de vai e vem mais rápido, adentrando mais fundo o corpo dela.

Venci você... ela chegou a pensar, mas não disse. Esqueceu-se daquela batalha interna que travava e entregou-se, completamente, as sensações. Suas unhas marcaram a pele dele, extremamente pálida, riscando linhas vermelhas, que sem dúvida nenhuma ainda estariam aparecendo no dia seguinte. Simplesmente desistiu de conter sua respiração alta, seus gemidos cada vez mais pungentes. Suor gélido vertia de seus poros, e dos dele, e ela já não registrava isso, também.

Até o momento que o corpo de Frosty ficou mais tenso, se retesou. E pode senti-lo derramar sua semente dentro dela. Apenas alguns segundos depois de seu corpo ter-se também tencionado por causa de seu próprio orgasmo.

Em meio a arquejos baixos de ambos, ela instintivamente envolveu a parte superior do corpo dele em um abraço, deixando-o descansar a cabeça em seu ombro. O silêncio começou a tomar conta, enquanto ele recobrava as forças. Entretanto, não mudou a posição que estava. Com toda a certeza, aproveitando ao máximo aquela singela e rara demonstração de carinho.

– Você ainda não está apaixonada por mim não é?

– Não, nem um pouco... — foi a resposta dada por ela, enquanto acariciava as feridas que abrira em suas costas. Pode imaginar que ele abrira um sorriso. Afinal, Frosty sabia muito bem quando ela estava mentindo...

Notas finais
Então... Selesty... vocês me fazem morrer de vergonha :v Mais para frente lançará um POV de Frosty! . Capa do capítulo caçada no google literalmente na última hora. . A música que Selene escutou é a tradução de I'm not in love, a primeira música do filme Guardiões da Galaxia. Segue o link da letra completa. -> http://letras.mus.br/10cc/13528/traducao.html . Bom, acho que é só isso! Kisses e até mais